quinta-feira 23 de maio de 2024

Cooperativa Pindorama não foi criada por acaso

17 de abril de 2021 3:29 por Geraldo de Majella

Franco-suíço René Bertholet fundou cooperativa preocupado com o êxodo rural em Alagoas – Divulgação

 

A Colônia Pindorama não foi criada por acaso pelo franco-suíço René Bertholet, em 1956. Antes, Bertholet havia trabalhado no Estado do Paraná e se impressionou com a intensidade do êxodo rural no Estado de Alagoas. Pindorama é criada na condição da maior cooperativa agroindustrial do Nordeste.

Ao se transferir para Alagoas em 1953, Bertholet trabalhava no setor de cooperativismo no Brasil e, como membro do Plano Nacional de Colonização, passou a pensar num projeto de cooperativa que pudesse oferecer emprego e renda para as famílias da região, para contribuir com o desenvolvimento e a qualidade de vida das pessoas em uma comunidade autossustentável, diminuindo, com isso, o êxodo rural.

O êxodo rural tinha como fator objetivo a falta  de emprego no campo e na cidade. É o que fazia as pessoas da região sul de Alagoas irem trabalhar na lavoura ou derrubando as matas no norte do Paraná, em São Paulo, Rio de Janeiro ou Minas Gerais.

A Cooperativa agroindustrial Pindorama não teve na sua história tempos fáceis. A sua instalação foi o primeiro grande desafio e pode ser denominado como um “enclave produtivo” por ter sido encravada em três municípios alagoanos: Coruripe, Penedo e Feliz Deserto. Quando foi criada nenhuma usina tinha 32 mil hectares de terra e 1.200 colonos cooperados.

As terras foram divididas em 1.400 lotes, distribuídos em 22 comunidades, e hoje tem uma população de aproximadamente 30 mil habitantes.

Estamos falando de uma experiência única realizada em Alagoas na década de 1950. O idealizador desse projeto vitorioso abriu um caminho importante como exemplo de que o sistema de cooperativa, quando bem administrado, é um sucesso econômico, social e político.

A agricultura é uma das principais atividades da cooperativa – Assessoria

Agricultura e pecuária são os principais eixos  de desenvolvimento. A área agricultável é de, aproximadamente, 90%. Os colonos exploram diversas culturas agrícolas, mas a ênfase é a cana-de-açúcar e a fruticultura, especialmente as culturas do abacaxi, acerola, maracujá, coco e goiaba. Esses produtos são industrializados como suco e comercializados no mercado alagoano e no Brasil. Pindorama tem uma usina de açúcar e uma fábrica de sucos.

A pecuária é uma das atividades da cooperativa com a exploração da pecuária bovina leiteira e de corte, o manejo e manutenção dos animais no pasto. Mas utiliza os subprodutos da indústria de sucos e do bagaço de cana hidrolisado e enriquecido como suplemento alimentar.

O site da Cooperativa Pindorama informa que: “fornece assistência técnica e produtiva voltada para os cooperados, fornecimento de insumos, maquinários, veículos, sementes, compra em comum de fertilizantes e defensivos, aquisição da matéria-prima dos cooperados, industrialização e comercialização dos produtos acabados”.

A localização geográfica da cooperativa é privilegiada e há dois fatores que garantem o primeiro: é banhada por cinco rios, e o segundo, 80% de sua área é plana, isto contribui para o bom aproveitamento do plantio e melhora significativa da qualidade do trabalho de campo.

Usina da Cooperativa Pindorama produz, além do etanol dos tipos anidro e hidratado, açúcar cristal e VHP – Assessoria

A diversificação ainda mais de produtos tem como marco a inauguração da usina de açúcar, em 2003.

“Significou a realização de um antigo sonho dos colonos e diversificou ainda mais a área de atuação da cooperativa que passou a produzir açúcar, além de dar continuidade às produções de sucos, etanol e derivados do coco. Além disso, são desenvolvidos pela Pindorama projetos de geração de emprego e renda para jovens e mulheres, como uma horta comunitária, um grupo de costureiras, fabricação de doces e vinagre”, como é tratado no site da cooperativa.

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