sexta-feira 14 de junho de 2024

Covid-19: Unidade Popular faz duras críticas ao prefeito de Maceió e secretário

24 de março de 2020 7:48 por Marcos Berillo

O partido Unidade Popular emitiu nota, nesta terça-feira, 24, onde acusa o prefeito de Maceió, Rui Palmeira, e o secretário municipal de Saúde, José Thomaz Nonô, de terem comportamento “irresponsável e incompetente” diante da pandemia do coronavírus.

No documento, a UP destaca que todos os dias a população e profissionais da saúde denunciam a situação dos postos de saúde na cidade. “Simplesmente não existem medicamentos, tampouco as condições básicas para o atendimento das pessoas”.

Como exemplo, o partido fala da Unidade de Saúde José Araújo Silva, no bairro do Jacintinho, onde não tem água e os profissionais da saúde carecem de todos os EPIs – Equipamentos de Proteção Individual, para atender aos usuários. Os profissionais da saúde tem improvisado caixas de margarina como máscaras.

Também faltam água e EPIS na Unidade de Saúde da Família do Ouro Preto, onde não há bebedouro para os pacientes. E na Unidade de Saúde da Família dr. Paulo Leão, no bairro do Feitosa “os profissionais da saúde estão sendo obrigados a trabalhar sem o mínimo necessário”.

“Esses exemplos não são pontuais, trata-se de uma situação generalizada em toda a saúde pública municipal. Segundo o Movimento Unificado dos Servidores Públicos Municipais, há irregularidades em 28 Unidades de Saúde de Maceió. Não bastasse, Rui Palmeira e Nonô, em plena pandemia do coronavírus, decidiram mandar fechar o Unidade de Saúde da Família da Vila Emater, uma das regiões mais pobres da cidade, onde ficava o antigo Lixão”, acrescenta a nota.

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A Unidade Popular eleva o tom:

A prefeitura de Maceió, diante de uma das situações mais dramáticas vividas pelo nosso povo, atua de modo a condenar os doentes a morte, além de possibilitar o alastramento do COVID-19. É importante ressaltar que 75% da cidade de Maceió não possui saneamento básico e que 50% da população vive com uma renda de até um salário mínimo. Com tanta desigualdade e sem saúde pública garantida, qual será o futuro da população de Maceió diante da pandemia?

Não é de hoje que a saúde pública é precarizada com o objetivo de se fortalecer a mercantilização da saúde. Essa prática precisa ser veementemente condenada.

Exigimos que Rui Palmeira respeite os profissionais da saúde, que estão se entregando para salvar vidas, respeite o povo pobre de Maceió, que precisa da saúde pública, garanta os investimentos necessários para que os postos de saúde possam ter água, medicamentos e os Equipamentos de Proteção Individual.

Exigimos também a imediata reabertura, com todas as condições necessárias, da Unidade de Saúde da Família da Vila Emater. Que o prefeito deixe de gastar com propaganda para vender uma “Nova Maceió”, que não existe para o povo pobre, e priorize garantir a vida das pessoas nesse grave momento de crise.

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