sábado 5 de abril de 2025

A Feira de Jatiúca

15 de abril de 2020 8:11 por Thania Valença

Vista da feira. Foto: Neno Canuto

Igual a bêbado com receio de cair ou sem forças para caminhar, a feira do bairro de Jatiúca, em Maceió, começou acanhada, encostada no muro do antigo supermercado Ceia – espaço que, hoje, é uma estação de energia da Equatorial. As banquinhas eram improvisadas, uma distante da outra. Os gritos dos vendedores eram ouvidos de longe:

Macaxeira, batata-doce. Inhame, bom e barato!

Todos os produtos eram colocados à venda em carroças, utilizadas também na construção civil, ou em lonas esparramados sobre o chão. Os feirantes madrugavam para comprar os produtos frescos no Mercado Público, no bairro da Levada.

Pedro Tarzan fantasiado para o carnaval. Foto: Google


Negro, parrudo, um tipo que se parecia com os gladiadores romanos, voz grossa, Pedro Tarzan era um dos primeiros a colocar suas hortaliças e verduras à venda. Numa bacia de alumínio expunha cebolinha, coentro, salsa, alface, hortelã, tomate, pimentão, tudo plantado no quintal.

As casas, nessa época, tinham quintais com fruteiras, e se criava porcos, galinhas, patos.


Pedro Tarzan era um personagem do bairro e da cidade. Funcionário público municipal, trabalhava como fiscal de postura na Superintendência Municipal de Obras Viárias (SUMOV) e era um dos carnavalescos mais conhecidos de Maceió.


A participação de um número cada vez maior de moradores fez com que a feira crescesse. As bancas começaram a ser improvisadas, adquirindo jeito de feira livre com barracas instaladas e certa padronização.

Maria de Fátima Pereira, conhecida como Galega. Foto: Neno Canuto


Se no passado era Pedro Tarzan a figura que animava a feira de Jatiúca, hoje é a Maria de Fátima Pereira da Silva, a Galega. Nascida em Palmeira dos Índios, como todo filho de agricultor começou a trabalhar adolescente. Aos 15 anos de idade, foi ganhar a vida trabalhando nas feiras de Palmeira dos Índios e Arapiraca.


Trabalhando na feira de Jatiúca há 29 anos, foi como feirante que Galega criou as duas filhas, que hoje são feirantes também. “A minha vida é a feira. Somos três gerações trabalhando dignamente na feira de Jatiúca, graças a Deus” – afirma.


A barraca da Galega é a única que vende plantas, ervas medicinais, pimentas e temperos frescos.


Abastecimento


A maior parte dos produtos comercializados na feira de Jatiuca vêm da Ceasa, mas tem feirantes que compram produtos de União dos Palmares, Arapiraca e do interior de Pernambuco.


São cerca de 40 barracas e mais os mercadinhos, padaria, açougue, barbearias e farmácia.


Em tempo de coronavírus, os feirantes estão entregando em domicílio

Serviço:


Barraca da Fábia: 9.96485462/ 9.88913386


Barraca da Economia: 9.96260380

/
Padaria Ferreti: 33253032


Padaria Bendita: 9.99733741


Padrino, (massas artesanais, saladas, omeletes, grelhados, risoto e sobremesas): 9.98420491
Bar do Camarão: 33575144

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3 Comentários

  • Utilidade pública

  • Precisam corrigir uma informação da reportagem, existe outra Barraca que vende Temperos e Ervas Medicinais há mais de 15 anos … e a Barraca da Neide Temperos …acredito que seja o melhor de todos os temperos. Como há outros feirantes como o Jailson que vende um charque maravilhoso.

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