5 de junho de 2020 5:05 por Geraldo de Majella

Ao autorizar o corte de R$ 83,9 milhões do Programa Bolsa Família (PBF) no Nordeste, o presidente Jair Bolsonaro revela não perdoar o povo nordestino por resistir na oposição ao seu governo.
Qual seria a justificativa? Não foi apresentada e, certamente, algum burocrata da assessoria do ministro Paulo Guedes já tem uma justificativa pronta na gaveta. O certo é que os 83,9 milhões retirados do Bolsa Família tem como destino a Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência da República). Esse dinheiro vai irrigar as contas bancárias de centenas de blogueiros e dezenas de sites que espalham fake news.
Alagoas tem 660.284 famílias inscritas no Cadastro Único da Assistência Social. Dessas, apenas 406.889 são beneficiárias do PBF – 31,50% das famílias, aproximadamente – que, em maio (2020), receberam R$ 72.849.520,00 (setenta e dois milhões, oitocentos e quarenta e nove mil e quintos e vinte reais), cujo valor médio é de 179,04, por família. Os R$ 83,9 milhões equivalem a pouco mais de um mês do pagamento do PBF em Alagoas.
Mas, como o vento mudou de direção com a instalação da CPMI das Fake News e a abertura do processo no STF, para investigar a origem das redes de fake news, e quem as mantém, o horizonte começa a clarear.
A resistência dos nordestinos vai continuar e, mais organizada, os governadores e os prefeitos têm papel essencial nesse processo. As divergências locais tendem a serem superadas ou minimizadas. O principal inimigo a ser derrotado é o fascismo instalado no Palácio do Planalto.
A mobilização da sociedade é outro fator importante e o somatório de forças e energia vai ser o combustível que mudará os rumos do Brasil. Essa luta não pode ser pela metade, só é possível derrotar o fascismo enfrentando-o nos parlamentos, nas ruas, nos sindicatos, nas fábricas, no campo, em todas as frentes.
A unidade dos nordestinos será importante para unir a Nação na defesa da democracia.
Depois é outra história!
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1 Comentário
O genocídio galopa enquanto as esquerdas se dividem entre ir às ruas ou não ir às ruas… O genocídio em curso deixará sangue em muitas mãos.