sábado 5 de abril de 2025

Entidade nacional aciona o STF contra privatização da Casal

Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) ingressou com pedido para admissão, coo amicus curiae, na ADIN impetrada pelo PT e Urbanitários

13 de outubro de 2020 12:54 por Da Redação

Ao todo, sete consórcios fizeram propostas no certame, ocorrido hoje na Bolsa de Valores | Márcio Ferreira/Agência Alagoas

A Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) ingressou com pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para sua admissão como amicus curiae, nos autos da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 6.573/AL, que solicita a suspensão do leilão da Casal, realizado em 30 de setembro último.

A ADI foi protocolada pelo Partido dos Trabalhadores, com apoio do Sindicato dos Urbanitários de Alagoas, e requer que seja declarada a inconstitucionalidade da Lei Complementar Estadual de Alagoas 50/2019, que dispõe sobre o sistema gestor metropolitano da região metropolitana de Maceió e que, em suma, favorece a privatização da água dos alagoanos.

O amicus curiae, expressão latina que significa “amigo da corte” ou “amigo do tribunal”, é a pessoa ou entidade que vem auxiliar o tribunal, oferecendo esclarecimentos sobre questões essenciais ao processo.
Com isso, a FNU justifica seu pedido para amicus curiae baseado em sua representatividade e longo histórico de defesa dos setores de serviços públicos que compõem sua base, seja pela ótica dos trabalhadores, sindicalizados ou não, seja pela da sociedade.

A FNU pode ainda contribuir com dados relevantes sobre o setor de água e esgotamento sanitário, auxiliando e fornecendo o suporte técnico e social necessário para o aprofundamento dos debates naquela Corte.

Em seu pedido à Justiça, a FNU aponta as inconstitucionalidades na formação da Assembleia Metropolitana da Região Metropolitana de Maceió e na composição do Conselho de Desenvolvimento Metropolitano – CDM – e a exclusão da participação política da sociedade civil. Em resumo: “o que se vê na regulamentação da Região Metropolitana de Maceió – RMM – é que ela inconstitucionalmente projeta o Governador Alagoas, não só como presidente da Assembleia Metropolitana, mas como verdadeiro monarca da RMM fazendo-a uma extensão de seu próprio gabinete”.

O presidente da FNU, Pedro Blois, explica que “foi a partir dessa lei que deu amplo poder ao governador de Alagoas que se desencadeou o processo de privatização da Casal, sem consultar a sociedade e os trabalhadores, e entregando um patrimônio do povo alagoano a uma empresa privada multinacional, cujo único compromisso é obter lucro para seus acionistas”. Ele ressalta também que defender a Casal pública é defender o direito à universalização dos serviços de saneamento à população de Alagoas.

O pedido para amicus curiae foi elaborado pela assessoria jurídica da FNU, na pessoa do advogado Luiz Alberto Rocha.

Fonte: Assessoria

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