A vida do craque Ronaldo Brito

Ronaldo Brito marca em cima, tem boa presença física, é rápido no desarme e sobe bem para as cabeçadas. É duro sem ser desleal

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Por Lauthenay Perdigão do Carmo

Ademir, Roberto Menezes e Ronaldo Brito. Foto de Lauthenay Perdigão

Ronaldo Brito é um rapaz cheio de esperança. Tem no futebol um meio de vida e sabe que ninguém é profissional sem levar as coisas a sério. Por isso, se empenha nos treinamentos a fim de se manter na equipe titular. Só assim poderá ter bons contratos e ganhar algum dinheiro. Desde menino, Ronaldo Brito dos Santos gosta de futebol. Numa família de cinco irmãos, foi o único que teve paixão pela bola. E foi no juvenil do Universal que o zagueiro começou sua caminhada em busca do sucesso.

No Campeonato Alagoano de 1967, o Universal ficou em terceiro lugar. As boas atuações do Ronaldo foram observadas por dirigentes do CRB e CSA. Ganharam os alvirrubros, que o levaram para seu juvenil. Por dois anos, ele permaneceu na categoria sendo Vice-Campeão em 1968 e Campeão em 1969. Nesse mesmo ano, disputou seu primeiro jogo pelos profissionais. Foi no Nordestão, em um jogo contra o Bahia de Feira de Santana. O resultado foi de 1×1.

Sempre achou que zagueiro tem que ser vigoroso, duro e com futebol para qualquer preço. Ele canta o jogo, apela para a catimba, chora para obter uma falta e briga por uma bola dividida.

Cavalo e carniceiro são acusações publicáveis feitas pela torcida adversária. Ronaldo não brinca em serviço. Suas qualidades de antecipação, recuperação e cobertura são reconhecidas por todos. Mas, a torcida do outro time não perdoa e chega a se encolher quando ele vai dividir uma bola fora da área. Na sua zona, Ronaldo é o dono. Ronaldo Brito já faleceu

Ronaldo Brito. Foto de Lauthenay Perdigão

(*) Lauthenay Perdigão é jornalista, escritor e o criador do Museu do Esporte Lauthenay Perdigão, na década de setenta esse texto foi publicado no jornal de Serviços e foi novamente publicado na sua página no Facebook.

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