Vítimas questionam reuniões de parlamentares e instituições públicas com dirigentes da Braskem

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Por Da Redação

Reuniões não têm a participação de representantes dos moradores | Assessoria

As entidades de representação dos moradores e empreendedores do Pinheiro e demais bairros atingidos pela tragédia, continuam questionando as autoridades públicas por excluí-los de reuniões e debates acerca do afundamento do solo naquela região.

Nas redes sociais há inúmeras manifestações das vítimas, insatisfeitas com promotores e defensores públicos, parlamentares e gestores municipais da capital, que desconsideram a participação dos representantes dos moradores nas ações e encontros que realizam com dirigentes da Braskem.

Além de um erro, essa atitude é considerada uma mancha na transparência das iniciativas, que acabam ficando sob suspeita.

Senador Rodrigo Cunha em reunião com Milton Pradines, na última sexta-feira, 4 | Rede Social

Na crítica mais recente os moradores e empreendedores citam o senador Rodrigo Cunha (PSDB), que se reuniu no último dia 4 com o gerente local de relações institucionais da Braskem, Milton Pradines.

O que o senador ouviu do representante da multinacional? Qual a posição de Rodrigo Cunha em relação ao problema? São indagações como essa que estão sem respostas e que revoltam as mais de 67 mil pessoas atingidas pela ação criminosa da Braskem.

Eles reclamam que tem sido assim desde o início das negociações para que a multinacional Braskem S.A assuma a responsabilidade pelo crime ambiental que extinguiu cinco bairros de Maceió.

“Nesses encontros inócuos, a Braskem assume compromissos insuficientes e apresenta dados amenos sobre o crime. Os entes públicos não fazem oposição nem nos convidam a participar, privando-nos do direito à contestação” – reclama o presidente da Associação dos Empreendedores no Pinheiro e Região Afetada, Alexandre Sampaio.

Lideranças dos moradores e empreendedores consideram encontros inócuos | Assessoria

A exploração desenfreada e sem controle do sal-gema mudou totalmente a vida dessas pessoas, que há mais de 18 meses esperam ser indenizadas. O prazo combinado entre as autoridades e a empresa não está sendo cumprido. Até agora, passado um ano e meio, menos de 30% das vítimas receberam o pagamento pela destruição de seus imóveis.

“Além de apresentarem propostas indenizatórias muito abaixo do valor real dos imóveis, ainda retardam o pagamento” – acrescenta Alexandre Sampaio. Para ele, é a resposta a essas questões que parlamentares e demais órgãos públicos devem buscar e apresentar às vítimas.

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