DOS ARRAIÁS AOS SANTOS JUNINOS (2)

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Por Geraldo de Majella

 

Dando continuidade a apresentação dos santos celebrados no mês de junho, iremos trazer aquele que dá nome as nossas festas, chamadas juninas ou joaninas: São João Batista, porque “todo mês de junho, há uma data em que o dia e a noite têm a maior diferença de duração – o solstício. No Hemisfério Norte, é o mais longo dia de todo o ano” NEVES, G. G., 2020). Sendo que São João Batista, em particular, é o que se celebra mais perto do solstício, portanto é um dos mais celebrados com fogueira, fogos, danças, dando nome as festas que se realizam durante o mês de junho.

2. SÃO JOÃO BATISTA:

“Ai, São João do carneirinho / você é tão bonzinho..” (Luiz Gonzaga).

São João

Dando continuidade a apresentação dos santos celebrados no mês de junho, iremos trazer aquele que dá nome as nossas festas, chamadas juninas ou joaninas: São João Batista, porque “todo mês de junho, há uma data em que o dia e a noite têm a maior diferença de duração – o solstício. No Hemisfério Norte, é o mais longo dia de todo o ano” NEVES, G. G., 2020). Sendo que São João Batista, em particular, é o que se celebra mais perto do solstício, portanto é um dos mais celebrados com fogueira, fogos, danças, dando nome as festas que se realizam durante o mês de junho.

2. SÃO JOÃO BATISTA:

“Ai, São João do carneirinho / você é tão bonzinho..” (Luiz Gonzaga).

São João Batista é comumente representado às margens do Rio Jordão, batizando Jesus Cristo, em pé, dentro da água e os braços cruzados sobre o peito, no alto, o Espírito Santo no simbolismo de uma pomba. Seu título latino “Prodomus” significa precursor. Pois anunciou a vinda do messias. Na festa de São João, as bandeiras e estampas mostram São João Batista criança e com um cordeiro, junto as palavras Ecce Agnus Dei (latim): Eis o Cordeiro de Deus! (Jo 1,29), dia 24 de junho é a festa do seu nascimento, a comemoração do seu martírio é no dia 29 de agosto e não é tão popular.

Eremita, profeta, asceta e mártir, foi um homem tão extraordinário que o próprio Jesus disse: “Entre os nascidos de mulher, nenhum aparecerá maior do que Ele” (Mt 11,2). Profeta, filho do sacerdote Zacarias e Isabel, à beira do rio Jordão ele pregava que o Reino de Deus estava perto. Foi preso por Herodes Antipas a quem repreendera por se ter casado com a cunhada, Herodíades. Encantado com a dança da filha de Herodíades, o rei Herodes atendeu ao pedido da mãe feito pela filha: a cabeça de João numa bandeja. João é primo de Jesus.

Desde o século IV, a religião do povo lhe consagra cantos, danças e fogueiras. No Brasil todo, a festa de São João, sobretudo a realizada na área rural, é feita com devoção e alegria. Para muitos é dia santo. Na cidade, é comida e divertimento só. Quando criança, em Anadia, vi muita gente se pulando a fogueira para se tornarem compadres e comadres de São João! Bastava dizer: São Antônio disse, São João assinou: que nós fôssemos compadres (comadres) que São Pedro mandou! Este juramento é feito com seriedade enquanto pulam a fogueira por três vezes.

Mas afinal, por que a fogueira? Contam que no dia em que São João nasceu, sua mãe Santa Isabel acendeu uma grande fogueira para comunicar o nascimento a Maria, sua prima.

Em muitos estados é dançada a quadrilha com uma irreverente encenação do casamento na roça. Sendo a festa popularíssima em Caruaru (PE) e em Campina Grande (PB), nas referidas cidades a festa dura o mês inteiro e para lá acorrem milhões de pessoas durante as festividades.

Segundo a tradição popular, no dia de sua festa, São João está dormindo no céu. O povo acredita que Deus não quer que Ele venha à terra. Muitos que, se São João descesse, ele poria fogo no mundo. Ainda não encontramos nos Evangelhos argumentos que expliquem o sono e o fogo de São João. As palavras do santo referem a Jesus e ao fogo: Mt 3,10-12; Lc 12, 29-30.

Na véspera da festa, são tiradas as sortes de São João. Trata-se de adivinhação para saber se o ano vai ser bom de chuva. Para ver que sorte terão as moças são feitas experiências com clara de ovo, agulhas virgens, enterram a faca na bananeira. Antes e depois da adivinhação deve-se rezar um Pai-nosso, oferecido ao Santo. Para saber se estarão vivos na próxima festa olham no espelho da água do rio ou de uma bacia. A música “Leva eu saudade”, de Tito Guimarães Neto e Alventino Cavalcanti diz: “Na noite de São João, no terreiro, uma bacia / que é pra ver se para o ano meu amor ainda me via./ Leva eu, minha saudade”.
Viva São João!!!

 

 

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