CNBB condena aumento do Fundo Eleitoral que teve votos favoráveis na bancada alagoana

Arcebispo define dinheiro para campanhas como uma afronta ao povo

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Por Da Redação

Para Dom Walmor, fundo é uma afronta à democracia | Divulgação

Descabido e antiético. Foram os adjetivos usados pelo presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), instituição permanente que representa a igreja católica no País, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, sobre a decisão do Congresso Nacional de aumentar para R$ 5,7 bilhões o valor previsto para o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, em 2022.

O “fundão”, como vem sendo chamado o fundo eleitoral, é destinado ao financiamento de campanhas políticas, visando vagas nas câmaras municipais, Assembleias Legislativas, Câmara e Senado Federal.

Para Dom Walmor, que é arcebispo de Belo Horizonte (MG), além de uma afronta ao povo brasileiro, nesses tempos de pandemia e fome, o valor, que será tirado dos cofres públicos, não colabora para uma política melhor.

“Tudo isso é também uma afronta à Democracia, pois o sistema democrático exige o compromisso ético do Estado com a sua sustentabilidade” – afirmou o presidente da CNBB.

Da bancada de Alagoas no Congresso, composta por nove deputados federais e três senadores, somente o deputado Paulão (PT) e o senador Rodrigo Cunha (PSDB) votaram contra a triplicação do valor do Fundo.

Votaram pelo aumento os deputados Isnaldo Bulhões, Marx Beltrão, Nivaldo Albuquerque, Pedro Vilela, Sérgio Toledo, Severino Pessoa e Tereza Nelma. O deputado Arthur Lira esteve ausente da sessão. Entre os senadores, Fernando Collor, cujo partido deverá receber R$ 104,76 milhões, votou favorável, enquanto Renan Calheiros estava ausente.

Os parlamentares alegam que não votaram a favor do aumento do Fundo Eleitoral, e sim, em votação nominal, na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o que incluiu todas as despesas do Governo.

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