IML oficializa morte de idosa desaparecida

Laudo completo, mostrando asfixia por afogamento, será encaminhado à delegacia responsável pela investigação do caso

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Por Da Redação

Família foi ao local e reconheceu corpo como sendo Eliane Almeida | Divulgação

É mesmo de Eliane Almeida, de 70 anos, o corpo de uma mulher encontrado na noite de ontem, próximo à ponte Divaldo Suruagy, no bairro Pontal da Barra, em Maceió. Irmã do presidente da Federação da Agricultura do Estado de Alagoas (Faeal), a idosa saiu de casa por volta das 9h, e após longa espera, sem conseguir contato, a família acionou a polícia e fez apelo em redes sociais para localizá-la.

A confirmação foi feita agora a pouco pela chefia especial do Instituto de Medicina Legal Estácio de Lima (IML de Maceió), após conclusão dos exames no corpo encontrado, constatando ser oficialmente  Eliane de Almeida Melo.

Após o exame de necropsia, o perito médico legista confirmou que a causa da morte foi asfixia por afogamento. Familiares já estiveram no IML de Maceió e realizaram os trâmites legais para liberação do corpo de Eliane.

Diligências realizadas por meio do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID), do Ministério Público de Alagoas (MP/AL), com a Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) e Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM/AL), levaram à localização do corpo. O laudo completo, com todas as informações técnicas, será concluído em breve e quando pronto será encaminhado para a delegacia responsável pela investigação do caso.

Segundo as primeiras informações, Eliana teria ido ao Pontal de táxi, mas só após deixá-la naquele bairro o motorista viu a postagem dos familiares e reconheceu a passageira.

Lamentavelmente foi longo o tempo para o taxista perceber que se tratava da mulher que estava sendo procurada. Quando ele fez contato com o número de telefone disponibilizado, Eliane já não foi mais encontrada.

Uma imagem do circuito interno de segurança do prédio onde a idosa morava registrou a última imagem dela antes de desaparecer.

Depressão

Há suspeitas de que o quadro depressivo pode ter se agravado pelos danos provocados pela mineradora Braskem S/A, no Pinheiro, onde morava, e de onde estava sendo obrigada a sair, como milhares de pessoas. Eliane é uma das vítimas das consequências do afundamento do solo em extensa área da capital alagoana, resultado da exploração desenfreada do minério sal-gema pela Braskem.

 

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