AFIADOS NA NAVALHA

O violonista Zé Barbeiro, considerado pela crítica especializada um dos modernos compositores de choro da atualidade, pela sua forma de tocar o violão de sete cordas e pelas características de suas composições.

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Por Mácleim Carneiro

 

Tem uma espécie de dinâmica ou circunstância, no universo musical brasileiro, que torna muito peculiar a trajetória de alguns artistas e músicos.

Às vezes, é incompreensível como, apesar do talento e da obra já estabelecida, alguns são conhecidos apenas em suas aldeias. O espanto é ainda mais significativo, quando essas latitudes são o Rio de Janeiro e São Paulo, ainda pólos irradiadores do que se torna evidência em nível nacional.

Os exemplos são vários e não será necessário citá-los, para não incorrer no erro do excesso ou da falta. Ater-me-ei ao cerne da questão, que, nesse caso, é o violonista Zé Barbeiro, considerado pela crítica especializada um dos modernos compositores de choro da atualidade, pela sua forma de tocar o violão de sete cordas e pelas características de suas composições.

Todavia, agora é que vem a boa nova: Jose Augusto Roberto da Silva, o nosso Zé Barbeiro, nasceu em São Miguel dos Campos, Alagoas, em 1952, e aos dois anos de idade mudou-se com a família para São Paulo.

Pois bem, esse alagoano, ainda desconhecido em nossa latitude, mas reverenciado em São Paulo, tem até uma tese de pós-graduação sobre a sua obra (Violão Velho, Choro Novo: processos composicionais de Zé Barbeiro).

Tem, além disso, o seu mais recente trabalho em duo com o igualmente violonista Dinho Nogueira, como resultado de um show no Sunside Sunset Jazz Club, em Paris. O álbum ‘Dinho Nogueira e Zé Barbeiro Ao Vivo em Paris’.

Nesse álbum, temos a tradição do choro aliada ao desejo de criar novas possibilidades em composições e arranjos.

No +, MÚSICABOAEMSUAVIDA!🎶🎶🎶

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