Alagoano assassinado pela Ditadura Militar será homenageado neste sábado, dia 4

Manoel Lisboa era estudante de Medicina da Ufal e foi morto no dia 4 de setembro de 1973 por torturadores do Estado

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Por Da Redação

O militante alagoano Manoel Lisboa | Reprodução

Neste sábado (4), completa-se 48 anos do assassinato do militante comunista e estudante de Medicina da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Manoel Lisboa de Moura. Para marcar a data e celebrar a memória dele, militantes do Partido Comunista Revolucionário (PCR), da Unidade Popular (UP) e da União da Juventude e Rebelião (UJR) vão realizar um ato relâmpago no calçadão do Centro, às 10h30, em frente ao antigo bar do Chopp.

Segundo reportagem publicada no jornal A Verdade, o fundador do PCR foi morto no Doi-Codi do IV Exército em Recife (PE), após 15 dias de “violentas e bárbaras torturas dos agentes da ditadura militar”. Na época, Manoel estava com 29 anos e, segundo testemunhos prestados pelos companheiros que foram presos com ele, nunca revelou nenhuma informação aos torturadores. O corpo dele desapareceu durante décadas. Apenas em 2003, depois da intervenção da Comissão Nacional da Verdade, os restos mortais foram exumados em São Paulo, onde Manoel estava enterrado como indigente, e foi providenciado o traslado para o nordeste.

A urna funerária foi recebida com homenagens primeiro em Recife, onde fica a sede do Centro Cultural Manoel Lisboa. Depois, os restos mortais foram trazidos para Maceió, onde aconteceu o sepultamento. Finalmente, a mãe de Manoel Lisboa, Iracilda Lisboa Moura, pode velar o corpo do filho. Na vigília, estiveram também presentes o então governador de Alagoas, Ronaldo Lessa, e o então secretário nacional de Direitos Humanos, Nilmário Miranda. Muitos militantes também vieram prestar homenagem à memória de Manoel Lisboa.

O lema do movimento Ditadura Nunca Mais é “Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça”. Os organizadores do ato relâmpago ressaltam a importância de reconhecer o legado dos heróis que lutaram contra a Ditadura Militar, para que as novas gerações possam valorizar os sacrifícios que foram feitos para garantir a democracia e a livre organização política dos trabalhadores e trabalhadoras.

Fonte: Assessoria

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