Quem disse que gato negro dá azar?

E, assim, tivemos um show dois em um, que, de cara, desmitificou a crendice idiota e ignorante de que gato negro dá azar.

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Por Mácleim Carneiro

 

Pela segunda vez, na 17ª edição do Teatro Deodoro é o Maior Barato, tive o prazer de ser escalado para escrever a crítica de mais um show vindo da “Capital do Agreste Alagoano”.

A princípio, seria o show Lindeza, do artista arapiraquense Janu Leite. Acontece que resolveram engrossar o caldo, convidando a banda Gato Negro, também arapiraquense, e já bastante conhecida no circuito rock/alternativo da cena aquariana.

E, assim, tivemos um show dois em um, que, de cara, desmitificou a crendice idiota e ignorante de que gato negro dá azar.

O show aconteceu em um palco desprovido de cenário, com a caixa cênica nitidamente delineada apenas pelas cortinas pretas e bambolinas. O que até me animou, pois, na maioria das vezes, é assim que os shows de jazz acontecem; sem firulas, sem penduricalhos e apêndices, onde música é o que interessa.

Ocorre que esse pensamento ultra-otimista foi apenas uma viagem, um desejo, um delírio em suas proporções irreais. Evidentemente, era inoportuno para aquele momento e foi logo rechaçado.

Mas tivemos música sim! Sem as proporções do delírio pretensioso, mas fiel ao que cada um dos artistas tinha a oferecer, com suas habilidades, limitações, diferenças e, sobretudo, uma verdade respeitável e única aos protagonismos da musicalidade.

No +, MÚSICABOAEMSUAVIDA!🎶🎶🎶

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