Interjeição no Rock

O grupo fazia um “resgate” da cultura popular, utilizando-se de ritmos como o maracatu, caboclinho, coco, ciranda, samba-reggae, entre outras sonoridades.

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Por Mácleim Carneiro

 

Há pouco mais de dez anos, quem procurasse referências sobre o grupo Ôxe, certamente, iria encontrar coisas do tipo: “O grupo alagoano Ôxe (assim, com circunflexo), traz uma contagiante fusão de ritmos. Uma mistura de rock com sons genuinamente nordestinos.”

Ou que o grupo fazia um “resgate” da cultura popular, utilizando-se de ritmos como o maracatu, caboclinho, coco, ciranda, samba-reggae, entre outras sonoridades.

Para o Ôxe atual, esse tempo passou! A prova disso é o seu álbum homônimo, onde não encontraremos nenhum ou quase nenhum resquício do Ôxe praieiro, cujo primeiro disco tinha o interessante e interrogativo título ‘Que peste é isso?’.

No entanto, o espírito do grupo mantém acesa a fogueirinha caeté. Para factualizar com o clima nacional, poderíamos usar a metáfora de uma mudança partidária, onde o político apenas muda de partido, mas continuará a ser quem é.

Agora, o partido do ôxe é mais mercadológico e já rendeu frutos, pois o grupo foi premiado em duas categorias no Prêmio Profissionais da Música: melhor Artista Rock, para Bruno Oxe, e melhor Projeto Artístico de 2018, para o grupo como um todo.

Aos fãs do Ôxe de maracatu e alfaias na cara, de sonoridades e influências manguebitianas, vale o aviso: esse álbum veio para ser contundente e determinante! O Ôxe de tempero regional não existe mais!

No +, MÚSICABOAEMSUAVIDA!🎶🎶🎶

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