quarta-feira 7 de dezembro de 2022

O aterro e a morte das gameleiras

28 de setembro de 2021 11:06 por Braulio Leite Junior

Fonte: www.historiadealagoas.com.br

 

Crimes contra as árvores sempre foram perpetrados em todas as épocas e lugares. No passado de Maceió levantam-se um clamoroso, aquele praticado contra as vinte e sete gameleiras (ficus dollaria) da Avenida da Paz, algumas talvez centenárias quando abatidas em 1911.

“A sombra delas” , evoca Félix Lima Júnior choraram aflitas, as esposas, filhas, mães e noivas dos voluntários da Pátria que, em 1865 e 1866, embarcavam em Jaraguá, rumo ao sul do país, para combater, no Paraguai, os soldados de Solano Lopez, “voluntários recrutados pelo Zé Maria dos Balões, inspetor de quarteirão desta capital. Que os conduzia à cadeia, amarrados de corda, onde ficavam até jurar bandeira… no mesmo local, haviam derramado sentidas lágrimas os filhos, esposas e pais de escravos vendidos para a “mata do café, em São Paulo e no Rio de Janeiro”.

Primitivamente denominada Aterro de Jaraguá, a bela via à beira-mar chamou-se depois Conselheiro Saraiva, e em 1919, com o término da conflagração mundial de 1914 -1918, passou a ser Avenida da Paz, nome que mesmo até hoje, recalcitrantemente, ficou, como tantos outros de antigos logradouros, a despeito de ter sido rebatizada com o nome de Duque de Caxias.

Fonte: www.historiadealagoas.com.br

Em 1911, governava Alagoas Euclides Vieira Malta e o intendente da capital era o dr. Luiz Mascarenhas, que resolveu mandar calçar o Aterro com paralelepípedos ao mesmo tempo em que condenava as gameleiras ao corte, atendendo às reclamações partidas dos moradores do local contra os morcegos que infestavam as árvores, satisfazendo suas necessidades fisiológicas nas frontarias das casas. Não deixou de haver protesto pelos jornais da época e até se tentou ouvir o povo através de um inquérito mas, ao fim, caíram as gameleiras.

A gravura que estampamos é um dos aspectos mais antigos do Aterro de Jaraguá, com um boneco puxado a burros e dirigido pelo seu condutor de roupa branca, notando-se os velhos postes de iluminação e um preto carregando um gamela na cabeça.

(*) Texto de Bráulio Leite Júnior publicado no livro História de Maceió, Edição Catavento, 2000.

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