Nos moldes atuais

"Entendo que quando temos o talento e a genialidade como matérias-prima, não é necessária qualquer outra construção para os holofotes”.

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Por Mácleim Carneiro

 

 

Na coluna ‘Porque Hoje É Sábado’, que a querida Arriete Vilela tinha no jornal Gazeta de Alagoas, me foi solicitado responder à pergunta do grande crítico, que cunhou o termo ‘Teatro do Absurdo’, Martin Esslin (foto):

“A marca do verdadeiro gênio é que ele não se deixa estragar pelo sucesso”?

Particularmente, fico feliz quando o distanciamento do tempo ratifica meus pontos de vista. Portanto, permaneço absolutamente fiel a minha resposta, abaixo:

“Entendo que quando temos o talento e a genialidade como matérias-primas, não é necessária qualquer outra construção para os holofotes”.

Geralmente, via de regra, a genialidade costuma ser inversamente proporcional ao egocentrismo.

O sujeito é reverenciado pelo o que produz e não lhe interessa outra coisa se não esse tipo de reconhecimento.

Excentricidades e coisas do gênero fazem parte de outro pacote, muito mais intrínseco ao business da questão.

Portanto, essa deve ser mesmo a marca do verdadeiro gênio, sobretudo se ele for contemporâneo. Aliás, é mais comum nos referirmos aos gênios pela ótica do passado, negligenciando o fato de ser possível sim a existência de gênios contemporâneos.

Possivelmente, porque estão tão acima da mediocridade que não se encaixam, não têm o perfil da mídia, e são conhecidos e reconhecidos apenas por um seleto e restrito público.

Na música, por exemplo, temos alguns gênios contemporâneos, especialmente brasileiros. Mas a grande mídia desconhece, não tocam nas rádios e nem aparecem na TV.

Talvez, a conclusão mais cruel e pragmática seja a de que os verdadeiros gênios da contemporaneidade não precisam se deixar estragar pelo sucesso, pois o sucesso, nos moldes como o conhecemos, não tem alcance para tanto.”

No +, MÚSICABOAEMSUAVIDA!!🎶🎶🎶

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