Hoje, às 20h, estreia na TV Cultura a nova versão do clássico programa “Matéria Prima”

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Por Vanderlei Tenorio

Estreia hoje (20), às 20h, na TV Cultura de São Paulo, a nova versão do programa “Matéria Prima” (o programa contará com reprises às quartas-feiras, sempre às 22h). A nova versão do icônico programa “Matéria Prima”, será apresentada por Rafael Cortez.

Reprodução / TV Cultura

Originalmente apresentado por Serginho Groisman, o programa marcou história na televisão brasileira, mesmo tendo ficado apenas um ano no ar. Com o “Matéria Prima” Serginho inaugurou o formato que o consagrou, e que manteve durante os oito anos do “Programa Livre”, do SBT , e nos vinte um anos de “Altas Horas”, da Globo.

Em 2017, para o Observatório da TV, André Santana escreveu o seguinte sobre o primeiro grande projeto de Serginho Groisman:

“O grande mérito do Matéria Prima era a valorização da plateia formada por adolescentes, que interagia com o programa o tempo inteiro. No palco, Serginho recebia todo o tipo de personalidade, do pop ao segmentado, e todos eram sabatinados pelas perguntas da plateia. Como o apresentador sempre repetiu, a ideia de ter uma plateia formada por adolescentes acontece em razão de ser nesta fase da vida em que as pessoas têm “menos filtros” e, por isso, estão dispostos a fazer qualquer tipo de questão”, descreveu Santana.

Serginho na primeira versão do Matéria Prima.

“Matéria Prima também era um espaço musical democrático. No palco de Serginho Groisman cabia tanto músicos populares quanto lançamentos, e todos sempre com o mesmo espaço. A ideia sempre foi manter uma arena de ideias, com espaço para entrevistas, música e informações em geral. Matéria Prima, assim, não era um programa totalmente para adolescentes, mas sim um programa de espírito jovem, que respeitava o seu público e seus convidados. E o formato funcionou porque tinha Serginho à frente, um apresentador que sabe respeitar o seu público, conseguindo informar e divertir sem ser chato ou pedante”, analisou Santana.

Segundo informações apuradas pela coluna de Analice Nicolau, do Jornal de Brasília, será um total de seis programas, com uma hora de duração, respectivamente, durante essa temporada 2021 serão gravados na Universidade Cruzeiro do Sul, no histórico campus Anália Franco.

“Que o programa cumpra o que promete. Que ele dê esperança para a juventude, principalmente a que precisa ser inserida no mercado de trabalho. Que potencializa os jovens na faculdade e o adolescente que quer ser artista e toca de forma independente.”, disse Rafael Cortez ao Jornal de Brasília.

O programa contará com plateia, artistas convidados e bandas de estudantes do ensino médio — e na equipe do programa, estarão alunos de Comunicação Social da própria instituição de ensino trabalhando no projeto.

Cortez e os primeiros convidados do programa, Cláudia Raia e Jarbas Homem de Mello (também apresentador da TV Cultura).

Ainda haverá um quadro muito especial:

“Jovens que moram em comunidades da Grande São Paulo produzirão matérias para serem exibidas no programa. Mesmo que não sejam estudantes da Universidade, mas são estudantes e/ou muito apaixonados por comunicação e que gostam de se expressar. E que querem e precisam de oportunidades para aparecer na TV aberta e que farão matérias para mim. E que, acima de tudo, quebrem estereótipos de comunidades. São matérias que não reproduzem estereótipos e caricaturas que as pessoas que não são de comunidades têm quando pensam em comunidades”, conta o apresentador.

Como comentei acima, a TV Cultura já exibiu o programa “Matéria Prima” com a apresentação de Serginho Groisman entre 1990 e 1991, o que pode trazer uma comparação entre os programas e os apresentadores.

Entretanto, essa comparação nem será plausível:

“Não será igual e é importante que se frise que: não é um novo Matéria Prima ou releitura. É um outro formato com estudantes, juventude e jovens na plateia, mas não é nem cópia, nem homenagem ao antigo programa. É um outro projeto com outras características que ganhou o generoso nome porque já é da TV Cultura e a emissora nos emprestou como um carimbo de qualidade”, explicou Cortez à Analice Nicolau, do Jornal de Brasília.

“Este é um projeto inédito, pelo qual trabalho desde 2012, gravado em processo colaborativo com estudantes universitários, e que só agora chega à TV”, disse Cortez em entrevista à Ricardo Feltrin, do Uol.

 

 

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