Economia alagoana registra recuperação, aponta o professor Cicero Péricles

Em estudo recém-publicado, ele diz que barreiras sanitárias e queda nos números da Covid-19 são importantes nessa retomada

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Por Da Redação

Professor Cícero Péricles analisa o cenário econômico alagoano | Ascom Ufal

Se por um lado, a inflação em alta e a taxa elevada de desemprego penalizam a população por retirar o poder de compra e diminuir o consumo, por outro, a economia alagoana registra o retorno de algumas atividades à sua normalidade, gerando expectativa para uma taxa de crescimento positiva e maior que a da economia brasileira.

Este cenário é bem diferente do mesmo período do ano passado, quando a economia local teve queda de 1,5%, em meio ao agravamento da pandemia de Covid-19, segundo consta no estudo “A conjuntura econômica de Alagoas de 2021: um balanço do segundo semestre”. O documento foi publicado no portal da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (Feac) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), pelo professor Cícero Péricles de Carvalho.

Nele, é apresentada uma análise dos meses de agosto a novembro. A queda expressiva no número de casos e de mortes causadas pelo novo coronavírus é o primeiro fator importante nesta recuperação econômica, como revela o professor. . Com o avanço das medidas sanitárias e da vacinação, há uma reabertura paulatina e segura das atividades de setores fundamentais, como comércio e serviços, reaquecendo a economia.

“Neste final de ano, a economia alagoana está atravessando uma conjuntura completamente distinta. Em 2020, no primeiro ano da pandemia, penalizada pelo fechamento de várias de suas atividades, a economia estadual retrocedeu -1,5% no seu Produto Interno Bruto (PIB); no primeiro semestre deste ano, até julho, a economia ainda refletia o impacto causado pela Covid-19, somando a isto o menor ritmo das atividades do período. Nestes meses de final de ano, a economia está dando sinais de recuperação, situação que vem sendo notada desde agosto passado”, diz.

Turismo vive expectativa de crescimento com a chegada do verão | Agência Alagoas

Turismo

Outro elemento explicativo para a conjuntura mais favorável neste final de ano é a chegada do verão. Segundo Cícero Péricles, os meses de final de ano formam sempre o melhor período para a economia porque coincide com a alta estação do turismo, de novembro a fevereiro do ano seguinte, e o ritmo mais forte da construção civil na entrega de suas encomendas de final de ano; nestes meses, o comércio e o setor de serviços investem nas vendas do período natalino e a agroindústria canavieira inicia sua safra em setembro. Este ano, o período chuvoso foi intenso, afastando a possiblidade da seca que afeta a agricultura.

O terceiro elemento, apontado no estudo, é o retorno dos programas de estímulo à economia, muito importantes no ano passado, como o Auxílio Emergencial, o Programa de Manutenção do Emprego e Renda e as linhas emergenciais de crédito, que ficaram suspensos nos meses de janeiro a abril, em plena “segunda onda” da pandemia.

“A sociedade e a economia alagoanas necessitam desses recursos para enfrentar a pobreza extrema e as desigualdades sociais que marcam a vida da população, na medida em que essas políticas são massivas, capilarizadas e respondem com relativa eficiência às demandas, principalmente dos mais pobres, os que mais perderam renda nos meses da pandemia”, destaca o professor.

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