Mães cobram ao prefeito JHC prédio novo para escola destruída pela Braskem

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Por Da Redação

Fachada da Escola Radialista Edécio Lopes | Pinterest

Mães de alunos da Escola Municipal Radialista Edécio Lopes, uma das dezenas de outras unidades educacionais da rede pública de Maceió destruídas pela Braskem S/A, estão revoltadas com a falta de resposta da Prefeitura quanto ao retorno das aulas presenciais. Desde 2020, por conta da pandemia Covid-19, os alunos estão tendo aulas virtuais, mas não têm perspectivas em qual unidade irão estudar quando do reinício presencial.

Alunos em atividade, antes da destruição da escola e do bairro | Foto: Divulgação

As mães lembram que um acordo entre a Braskem, responsável pela tragédia em Maceió, e o Ministério Público do Trabalho, previa a transferência de R$ 40 milhões da empresa para construção de novas escolas em substituição às que foram destruídas, e para compra do mobiliário e demais equipamentos . Pelo acordo, assinado em fevereiro de 2020, a Prefeitura seria responsável pela definição dos locais onde serão instaladas as novas escolas e pela construção delas.

Segundo o MPT/AL, os recursos se destinariam ainda para fomento ao empreendedorismo, criação de empregos e segurança de moradores e trabalhadores afetados pela extração de sal-gema nos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro, em Maceió.

Em maio último, a Secretaria de Educação informou que a escola seria transferida para o antigo Colégio Laércio Rosa, no Jardim Petrópolis III. “O problema é que não temos garantias de que isso realmente vai acontecer, ou seja, que a escola de nossos filhos será essa!” – reclama D. Quitéria, uma das mães de aluno, em vídeo divulgado no Youtube. Veja aqui.

Ela e outras mães exigem que a Escola Edécio Lopes continue existindo e para isso reivindicam a compra de um prédio pronto, ou terreno para que seja construída sua nova sede. “Nossa escola é mil. Só precisa de um prédio! – completa Quitéria.

No vídeo, mães pedem respeito a seus filhos

Na manifestação, as mães cobram do prefeito JHC e de seu secretário de Educação, Elder Maia, um prédio para a escola. “A educação não é só internet. Aulas online não bastam. Queremos um espaço físico, os mesmos professores e diretores!” – diz D. Rosa, avó de uma aluna.

Com 34 salas de aulas, refeitório, biblioteca, sala de leitura e alimentação, laboratório de informática e outros equipamentos, a Escola Edécio Lopes, localizada na Rua Antônio Procópio, comunidade Alto do Céu, região do Pinheiro, oferecia Ensino Fundamental, do 1º ao 5º ano. Ali estudavam cerca de 430 alunos.

A unidade foi desativada em consequência das rachaduras e risco de afundamento, danos provocados pela pela multinacional Braskem S/A, com a exploração de salgema na região.

Ao divulgar a realocação de cinco escolas, inclusive a Edécio Lopes, a Secretária de Educação de Maceió (Semed) informou que os prédios alugados são de escolas que pertenciam à rede privada de ensino, desativadas devido aos efeitos da pandemia, e que a transferência é provisória.

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