O MEU CORAÇÃO AVERMELHOU, TRIPLAMENTE.

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7 de janeiro de 2022 por Nivaldo Mota

Renato, Haroldo, Major, Bibiu, Ademir e Roberto Menezes. Agachados: Orlandinho, Reinaldo, Silva, Tadeu e Sarão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um dos momentos no futebol alagoano que me marcou profundamente foi na década de 1970 quando o CRB montou um timaço, a maioria dos jogadores formados no clube e outros vieram do Ferroviário, Guarani e São Domingos.

Pela idade, obviamente, não acompanhei de perto os campeonatos de 1970, 72 e 73. A rigor, eu comecei a acompanhar em Penedo, ouvindo através de um TransGlobo ou algo parecido do meu pai.

O velho meu pai, azulino apaixonado, encarou com naturalidade a opção do filho mais novo naquele momento, isso a partir de 1972! Mas apenas de passagem, eu só consegui entender melhor as coisas do futebol um pouquinho mais a frente ali pelos anos de 1974/75, quando o CSA reinava, mas o coração já era duplamente vermelho, mais na frente ele ficou triplamente vermelho.

O ano de 1976 marca extraordinariamente uma mudança no futebol alagoano, o CRB retomaria a hegemonia do nosso futebol, mais ainda, apareceu um jovem, com apenas dezoito anos, vindo de contra peso do XV de Piracicaba e se transformará em um dos maiores ídolos da torcida do vermelha e branca, Joãozinho, que virou Joãozinho Paulista, já que existia outro Joãozinho, que virou Gaúcho.

Um elenco que tinha César, Flávio, Espinosa, Gilmar, Roberval, Silva, Djair, Antônio Carlos e finalmente Joãozinho Paulista, levou o campeonato de rodagem.

Depois vieram os campeonatos de 1977 e 78, vieram jogadores como Deco, Mundinho, que deram consistência no meio campo. Todo esse imaginário para um jovem torcedor, eram as narrações esportivas, com Adilson Couto, Arivaldo Maia e Sabino Romariz.

Em 1979, ano do Tetra, o CRB monta um time praticamente de casa, com César, Cícero Besouro, Marcos, Carlinhos, Patinha, Eneias, Jorge da Sorte, Alberto Rato Branco e Silva. De fora na partida final contra o CSA ( CRB 2 X 0), no dia 23 de setembro, só tinha de fora o Flávio e o Mundinho.

Sem dúvida nenhuma foi uma década Regatiana, como era bonito ver o Rei Pelé avermelhado, sempre a torcida do CRB foi mais empolgante, com suas charangas e buzinas.

 

 

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