Para Collor, é tudo ou nada

Em desvantagem nas pesquisas pela reeleição, senador precisa ganhar o governo do Estado, com apoio de Bolsonaro, para fugir da falência

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Por Da Redação

Color se apresenta como amigo de Bolsonaro

O senador Fernando Collor é, atualmente, o político alagoano que mais encarna o discurso bolsonarista. Grava vídeos em Clube de Tiros, estimulando esse tipo de prática abraçada pela extrema-direita alagoana e nacional.

Desfila em máquinas adquiridas com emendas parlamentares de origem duvidosa, a maior parte delas foram compradas com recursos do famoso “orçamento secreto”.

Rodrigo Cunha, aliado de Arthur Lira, não quer Collor como candidato a senador, prefere Davi Davino Filho. O deputado Paulo Dantas está com Renan Filho. Rui Palmeira não sinaliza espaço para Collor em sua chapa.

Fernando Collor tem viajado pelo interior como nunca. Virou o político que amarga a solidão, mesmo quando discursa para a multidão. As pesquisas lhe são madrastas desde 2021, os diversos institutos indicam a vitória de Renan Filho. Em nenhuma das pesquisas, o ex-governador aparece com menos do dobro das intenções de voto do adversário.

A Carta na Manga

Atolado em dívidas milionárias e na iminência de perder as empresas para os credores, Collor tem jogado com uma carta na manga, que é a de ser candidato a governador. É o que lhe resta como saída do isolamento político.

A paciência e o gosto para montar grupo político não faz parte da sua história, nem partido político consolidado tem ou teve. Essa é a uma das suas marcas.

Na reta final da janela partidária, recorreu ao seu aliado, o ex-deputado Roberto Jeferson, que se encontra em prisão domiciliar. Este lhe socorreu, entregando a legenda do PTB em Alagoas.

Sua arma para tentar se salvar e salvar as suas empresas é sair candidato ao governo com apoio de Bolsonaro. Resta saber se Bolsonaro vai ficar dividido entre Arthur Lira e Rodrigo Cunha x Collor ou terá palanque duplo no estado. Mais adiante, saberemos.

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