Dos livros que li

Cada capítulo é um vai e vem para outra época, outra personagem, outra vida de uma só pessoa.

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Por Mácleim Carneiro

 

Se você acredita em vidas passadas, em bruxas e feitiços diabólicos, não tem preconceitos com sincretismo religioso, tem algum tipo de curiosidade sobre a Belle Époque na França, artes plásticas, cinema (Hollywood) e música americana dos anos 1970, então, certamente, irá gostar desse romance de estreia da locutora de rádio, executiva de mídia e escritora americana Constance Sayers.

Cada capítulo é um vai e vem para outra época, outra personagem, outra vida de uma só pessoa. Tá, parece um tanto ilógico, sobretudo, para quem não acredita em nada citado no parágrafo anterior.

Porém, é aí que está a forçada narrativa da autora, de maneira tal, que nos leva a crer na trama bem urdida, onde personagens fictícios se misturam com figuras históricas, num romance histórico bem calçado em pesquisas consistentes. Dentro das páginas, você se envolve, fora delas, duvida.

Sem dúvida, em Uma Bruxa No Tempo, temos uma narrativa fantástica (como gênero literário), pincelada com descrições delicadas, cujo fio condutor, através dos séculos, dos anos e do tempo, é o amor.

Particularmente, como música é o meu métier, alguns termos usados em gravações e descrições de equipamentos ficaram a dever e demonstram que nem sempre a pesquisa será suficiente para atingir os meandros onde só o empirismo é capaz de chegar.

No +, MÚSICABOAEMSUAVIDA!!!

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