quarta-feira 7 de dezembro de 2022

Dia Mundial da Diabetes: farmacêutica conta como é conviver com a doença

Ela revela que passou a usar insulina, ter uma alimentação saudável com ingestão controlada de açúcares e praticar exercícios regularmente, conseguindo controlar a doença
Brasil tem aproximadamente 12, 3 milhões de diabéticos | Reprodução

A Federação Internacional de Diabetes estima que até 2045, 23,3 milhões de adultos brasileiros sejam acometidos pelo diabetes. Dia 14 de novembro é o dia mundial do diabetes. O Brasil tem aproximadamente 12, 3 milhões de diabéticos e a farmacêutica Luciana Oliveira é uma delas. Ela descobriu a doença aos 17 anos de idade, logo que ingressou no curso de farmácia. “Eu sou diabética tipo 1 e como não tinha estudado nada sobre a doença, sabia somente o básico que era não poder ingerir açúcar livremente e utilizar insulina e medicamentos orais dependendo do tipo de diabetes”.

Ela conta que o diagnóstico veio quando deu entrada na urgência de um hospital em Maceió após apresentar alguns sintomas da doença, como perda de peso, fadiga, desidratação e dificuldade de enxergar. Luciana afirma que durante o atendimento foram realizados exames e por meio da medição da glicemia capilar, foi identificada a diabetes. “Na medição da glicemia capilar, o resultado foi 587mg/dL de sangue, onde o normal após alimentada deveria ser próximo a 140mg/dL. Após o diagnóstico em dezembro de 2006, precisei adotar um novo estilo de vida”.

Ela revela que passou a usar insulina, ter uma alimentação saudável com ingestão controlada de açúcares e praticar exercícios regularmente, conseguindo controlar a doença e ter uma vida praticamente normal. “Posso dizer com toda a certeza que não é fácil, tenho uma vida normal como de qualquer pessoa que busca viver de mãos dadas com o tratamento e vejo que a minha história é um exemplo para os meus pacientes”, disse.

A farmacêutica Luciana Oliveira | Arquivo pessoal

Luciana atua na atenção farmacêutica, e na farmácia comunitária ela faz o acompanhamento e controle de pacientes diabéticos e com outras comorbidades. O relatório da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por inquérito Telefônico, do Ministério da Saúde mostra que, entre as capitais do País, Maceió apresentou o maior percentual de mulheres com o diagnóstico de diabetes, um total de 12,3%. Já os homens apresentam um percentual de 8,8%.

O diabetes é uma condição causada por problemas na produção ou na sensibilidade à insulina, um hormônio produzido pelas células betas do pâncreas, que ajuda o corpo nos processos de absorção da glicose pelas células e permitir que tenhamos energia para manter o organismo funcionando. Os tipos de diabetes se dividem em: pré-diabetes, diabetes tipo 1, diabetes tipo 2, diabetes insipidus e diabetes gestacional.

O tratamento é feito sempre com acompanhamento médico. Por meio de exames e avaliações adicionais, ele saberá recomendar medicamentos para a doença, no caso do tipo 2, e doses certas de insulina, no caso do tipo 1, para que o paciente possa ter uma melhor qualidade de vida.

A farmacêutica garante que o acompanhamento do profissional farmacêutico na adesão ao tratamento farmacoterapeutico é fundamental para que o paciente controle a doença e tenha qualidade de vida. “Esse é o nosso papel, promover educação em saúde e garantir que o paciente faça o seu tratamento de forma adequada e correta”.

Fonte: Assessoria

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