sábado 20 de abril de 2024

Setor de cargas: Mulheres no volante e a falta de jovens

7 de outubro de 2023 12:29 por Vanderlei Tenório

O transporte rodoviário de cargas tem sido predominantemente composto por motoristas do gênero masculino. De acordo com dados da Secretaria Nacional de Trânsito, o país possui aproximadamente 4,39 milhões de Carteiras Nacionais de Habilitação para veículos pesados, sendo que 97,19% delas pertencem a motoristas homens, enquanto apenas 2,81% são de mulheres.

Considerando esse contexto, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) recentemente conduziu uma pesquisa para avaliar as condições de trabalho das mulheres que atuam como caminhoneiras no país. Essa iniciativa foi concebida para fortalecer o movimento Agosto Lilás, que tem como objetivo combater a violência contra a mulher.

Conforme os resultados da pesquisa, a maioria das entrevistadas (34,7%) está na faixa etária entre 31 e 40 anos, e 43,1% delas têm menos de 5 anos de experiência na profissão. Esses dados indicam que muitas mulheres possivelmente ingressaram na carreira em estágios posteriores de suas vidas ou após uma transição de carreira, sendo que 69,6% delas escolheram a profissão movidas pelo amor a ela.

Para mais, 72,2% das entrevistadas trabalham com carteira assinada. Apenas 11,1% relataram nunca terem enfrentado preconceito relacionado à profissão, enquanto 87,5% afirmam que frequentemente ou ocasionalmente têm suas habilidades subestimadas devido ao fato de serem mulheres. Em relação ao assédio moral, 45,8% afirmaram terem sido vítimas em algumas ocasiões.

Não apenas isso, mas também é preocupante que 70,8% das mulheres entrevistadas afirmem nunca ter recebido remuneração inferior à de um colega masculino desempenhando as mesmas funções. Além disso, outra questão é a inadequação da estrutura destinada ao público feminino, sendo esse um ponto crucial destacado pelas profissionais, conforme revelado no espaço aberto da pesquisa, sendo este o aspecto mais citado pelas entrevistadas.

Na avaliação das caminhoneiras participantes, 70,8% expressaram insatisfação com a quantidade de banheiros femininos nos Postos de Parada (PPDs) e postos de combustíveis, classificando-os como péssimos ou ruins. Quanto à limpeza desses banheiros, 68,1% também avaliaram como péssima ou ruim. Aliás, 41,7% das entrevistadas consideraram como regular as opções de hospedagem disponíveis.

Diante desse panorama, a Confederação Nacional dos Transportes (CNTA) apresentou algumas propostas para reforçar a sensação de segurança das caminhoneiras nas estradas, solicitando a avaliação delas em uma escala de 1 a 5, onde a opção 5 representa uma ideia excelente.

Em adição a isso, 61,1% das participantes atribuíram nota 5 à ideia de reservar vagas exclusivas para mulheres nos PPDs, e 73,6% também classificaram com nota 5 a proposta de instalação de câmeras nas portas de acesso aos banheiros femininos.

Paralelamente a esses desafios enfrentados pelas profissionais, há uma escassez de mão de obra com as competências técnicas e operacionais necessárias para atender às demandas do setor de transporte no Brasil. De acordo com dados da Confederação Nacional do Transporte – CNT, mais de 40% das empresas de transporte rodoviário de cargas e de transporte rodoviário urbano de passageiros enfrentam dificuldades para encontrar profissionais com todas as capacidades exigidas, especialmente no caso dos motoristas.

Essa escassez é atribuída, em parte, aos elevados requisitos necessários para exercer as atividades do setor. Atualmente, para trabalhar como motorista de ônibus ou no transporte de produtos perigosos, por exemplo, é preciso ter mais de 21 anos, possuir carteira de habilitação nas categorias D ou E, e passar por cursos de formação especializada. A última pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) sobre o perfil dos caminhoneiros, revelou que a média de idade era de 44,8 anos

Frente a essa realidade, o SEST SENAT lançou, neste ano, o projeto Mais Motoristas, que tem como objetivo aumentar o número de motoristas profissionais por meio do financiamento da mudança gratuita de categoria da CNH, além de oferecer cursos de formação (mais detalhes disponíveis aqui).

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