sábado 20 de abril de 2024

Histórias de Campeões e Medalhistas do Voleibol

A medalha é símbolo de uma vida de treinamentos, suor, dedicação e renúncia, ausência do convívio familiar, solidão numa fase tão sensível da formação do atleta: a adolescência.

10 de novembro de 2023 3:40 por Da Redação

 

 

Maurício Borges, medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de 2016

Por Alexandre Câmara

O historiador Geraldo de Majella, autor da obra História do Voleibol Alagoano, destaca os jogadores alagoanos que conquistaram títulos e medalhas atuando com a camisa da Seleção Brasileira de Voleibol. Nomes como Deraldo Peixoto, medalha de ouro nos Jogos Sul-Americanos de 1983 e Maurício Borges, medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Para Majella, “os dois atletas de gerações diferentes, subiram no pódio como os melhores de Alagoas”.

Deraldo Peixoto é o primeiro jogador alagoano a conquistar medalha de ouro nos jogos Sul – Americanos e ter participado das Olimpíadas de Moscou.

Revelado no Clube Fênix Alagoano é entre os atletas da sua geração o que mais se destacou no cenário nacional. Em 1973 se transferiu para o Recife e em seguida para São Paulo onde teve a oportunidade de se profissionalizar.

Deraldo Peixoto, em pé, com bigode.

Deraldo Peixoto lembra o período em que atuava em Alagoas:

“Eu, Eduardo Araújo (Cheba), Geraldo Lessa e Chico Mello fizemos as três modalidades. O basquete era a modalidade de que eu estava gostando, mas virei a cabeça para o voleibol. Foi na escolinha da Fênix que mudei do basquete para o voleibol”.

O Colégio Marista foi importante na sua formação; aí aconteceu o despertar e a necessidade da prática do esporte.

A chegada do técnico pernambucano Josenildo Carvalho, contratado pelo Clube Fênix Alagoano para dirigir as escolinhas de base, nas categorias mirim, infantil, infantojuvenil, juvenil e adulto, representou uma mudança.

Maurício Borges – Ouro Olímpico

Os Jogos Olímpicos de 2016, realizados na cidade do Rio de Janeiro e conhecidos dos brasileiros como a Rio 2016, mobilizou o país e o mundo, como acontece em todas as Olimpíadas.

Maurício inicia sua trajetória no vôlei no Colégio Batista Alagoano, com o treinador Francisco Ricardo (Chiquinho). Em seguida, estuda no Colégio Marista e participa de quatro edições da Olimpíada Marista Brasil Norte, tendo sido campeão em 2001 e 2004. Foi convocado para representar a Seleção Alagoana em nove edições do Campeonato Brasileiro de Seleções, de 2000 a 2005.

A participação na Seleção Brasileira foi marcada por uma trajetória ascendente. Pela Seleção Brasileira de Novos, alcançou o título da Copa Pan-Americana de 2013, no México. Pela Seleção principal, foi medalhista de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2011, no México; nesta mesma competição, obteve a medalha de prata em 2015, no Canadá.

Maurício participou da Liga Mundial de 2010, conquistando o ouro, e obteve a prata na edição desta competição de 2013. Neste mesmo ano, sagrou-se campeão da Copa dos Campeões, no Japão.

A medalha é símbolo de uma vida de treinamentos, suor, dedicação e renúncia, ausência do convívio familiar, solidão numa fase tão sensível da formação do atleta: a adolescência.

Marcos Tenório (Siri)

Em Alagoas, vestiu as camisas do Iate, da Fênix e do CRB; contou com o apoio dos treinadores Brancildes Olímpio do Espírito Santo, Geraldo Mota e Dilmar Camerino, respectivamente. Quando tinha 14 anos, dois anos após iniciar a carreira como jogador, foi convocado para a Seleção Alagoana infantil.

A trajetória ascendente começou aos 14 anos, quando foi pela primeira vez convocado para a Seleção Alagoana e, na sequência, para a Seleção Brasileira, em 1978, quando estava com 17 anos.

Brasil campeão Sul Americano infantojuvenil, na Argentina, em 1978. Em pé, de camisa branca, o primeiro, Jorjam – preparador físico; o segundo, Sorocaba – técnico. Jogadores: Ricardo, Jorge, Marco Tenório (Siri), Marcos Miranda, Xando. Agachados: Cacau, Paulo, Carioca, Gatão, Chiquita, Maurício, Celcinho.

A realidade da Seleção Brasileira no final da década de 70 era dura. Faltavam recursos para itens básicos, os jogadores compravam os tênis, lavavam as próprias roupas e não dispunham de mais de um terno de camisa, calção e meião.

A “premiação” por ter conquistado o título de campeão sul-americano infantojuvenil foi definida depois de o grupo vencedor reivindicar de Arthur Nuzman que fosse entregue uma lembrança para cada jogador.

Essa geração conquistou o título masculino. Esse marco é uma espécie de divisor de águas no voleibol brasileiro, que viria a alcançar um novo patamar com a profissionalização nos primeiros anos da década de 80.

Assis Born

A prática esportiva era muito comum na própria família e contou com o apoio dos pais. O irmão mais velho, Adonis Born, era nadador. Fátima e Márcia Born jogaram voleibol no colégio. André, no judô, e a prima Kátia Born, no voleibol. Foi no Colégio Marista que adquiriu o gosto e sentiu a importância da prática esportiva como parte do processo de desenvolvimento pessoal.

Em Alagoas, disputou os campeonatos infantil, juvenil e adulto com a camisa da Fênix. Pertencendo a uma geração que começa a viver o período de profissionalização do voleibol brasileiro, transfere-se para Minas Gerais, onde passa a jogar pelo Atlético Mineiro.

Belo Horizonte, cidade na qual iniciou a carreira como jogador profissional, foi para o Santos Futebol Clube. Em seguida, é contratado pelo Atlético Paulistano e joga em outros times, como a Sociedade Esportiva Itapema, Unisa Minas e Castelo da Maia, de Portugal. Assis Born disputou o Sul-Americano infanto-juvenil, o Campeonato Mineiro adulto, o Campeonato Brasileiro adulto, o Campeonato Paulista juvenil adulto e o Campeonato Português adulto.

Pela Seleção Brasileira, conquistou o título Sul-Americano.

Arthur Borges

As primeiras influências surgiram na família, com o pai, Antônio Miguel, ex-jogador de futebol do CRB, e também com a tia, Marilda Borges, irmã do pai, ex-jogadora de voleibol do CRB e das seleções Alagoana e Brasileira

A convocação para a Seleção Brasileira Infantil, em 2005, foi um momento importante na sua carreira, iniciada com uma sequência de títulos regionais e de participações em campeonatos nacionais.

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