22 de dezembro de 2023 12:00 por Da Redação

Sem conseguir impedir a criação da CPI da Braskem, o senador Rodrigo Cunha (Podemos/AL) segue buscando formas de atingir o senador Renan Calheiros (MDB/AL) seu principal adversário na eleição do próximo ano. Já instalada, a CPI pode ser transformada no palco da luta entre os dois maiores grupos políticos de Alagoas. De um lado, o senador Renan, que mostrou poder ao garantir a criação da comissão, e do outro, o bloco liderado pelo deputado federal Arthur Lira (PP- AL), ao qual o senador Cunha e o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC (PL), se juntaram.
Nesse enfrentamento, Cunha quer a Polícia Federal investigando o período em que Renan foi diretor da Salgema S/A, estatal que, privatizada, originou a Braskem.
Em sua rede social, ele postou imagem de uma página do Jornal de Hoje, impresso da época, levantando suspeição sobre a participação de Renan Calheiros como relator da CPI da Braskem.
O senador arapiraquense afirma que, ao invés de investigador da CPI, Renan precisa ser investigado como “ex-presidente do Conselho da Salgema (atual Braskem)”. No esforço para impedir a Comissão Parlamentar de Inquérito, Cunha viu rejeitada a questão de ordem que apresentou contra a criação da CPI proposta por Calheiros.
“Alô, Polícia Federal! Espia aqui quem também comandou a exploração de salgema e defendeu a expansão da mineração em Maceió” – afirma Rodrigo Cunha, na postagem datada desta quinta-feira, 21.

Sobre o cargo, o senador Renan Calheiros disse que foi nomeado vice-presidente executivo da Petroquisa, antiga subsidiária da Petrobras, no governo do então presidente Itamar Franco (que assumiu o cargo com a renúncia e posterior cassação de Fernando Collor, em dezembro de 1992) .
“Como executivo da Petroquisa, eu representei a Petroquisa nas ações em todas as empresas petroquímicas. Eu não fui diretor, eu fui do conselho de administração de todas as empresas de que a Petroquisa participava (entre elas a Salgema S/A)” – reagiu o senador Renan Calheiros. Ele ocupou o cargo de presidente do Conselho de Administração da Salgema S/A, dado que consta de sua biografia.
Para ele, o momento é de cobrar que o prefeito JHC revogue o acordo que fez com a Braskem, pelo qual a mineradora pagou R$ 1,7 bilhão à Prefeitura de Maceió. Com o acordo, JHC repassou para a Braskem as casas e terrenos de mais de 60 mil pessoas, anistiou a empresa pelo afundamento do solo e garantiu que a mineradora não será questionada futuramente sobre o crime ambiental praticado na capital alagoana.
2 Comentários
A esquerda perdeu o momento de construir sua própria narrativa.
JHC, Rodrigo Cunha e Artur Lira destrói Maceió e saem bilionários e a Braskem também ganha uma área bastante valorizada no futuro com vista maravilhosa para a Lagoa. Ladrões oficiais