quinta-feira 12 de fevereiro de 2026

CPI da Braskem será palco do embate entre grupos políticos de Alagoas

Rodrigo Cunha ataca Renan Calheiros, que já foi dirigente da estatal Salgema

22 de dezembro de 2023 12:00 por Da Redação

No embate sobre os danos provocados pela Braskem, Rodrigo Cunha (D) juntou-se a JHC que recebeu R$ 1,7 bilhão da mineradora | Agência Senado

Sem conseguir impedir a criação da CPI da Braskem, o senador Rodrigo Cunha (Podemos/AL) segue buscando formas de atingir o senador Renan Calheiros (MDB/AL) seu principal adversário na eleição do próximo ano. Já instalada, a CPI pode ser transformada no palco da luta entre os dois maiores grupos políticos de Alagoas. De um lado, o senador Renan, que mostrou poder ao garantir a criação da comissão, e do outro, o bloco liderado pelo deputado federal Arthur Lira (PP- AL), ao qual o senador Cunha e o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC (PL), se juntaram.

Nesse enfrentamento, Cunha quer a Polícia Federal investigando o período em que Renan foi diretor da Salgema S/A, estatal que, privatizada, originou a Braskem.

Em sua rede social, ele postou imagem de uma página do Jornal de Hoje, impresso da época, levantando suspeição sobre a participação de Renan Calheiros como relator da CPI da Braskem.

O senador arapiraquense afirma que, ao invés de investigador da CPI, Renan precisa ser investigado como “ex-presidente do Conselho da Salgema (atual Braskem)”. No esforço para impedir a Comissão Parlamentar de Inquérito, Cunha viu rejeitada a questão de ordem que apresentou contra a criação da CPI proposta por Calheiros.

“Alô, Polícia Federal! Espia aqui quem também comandou a exploração de salgema e defendeu a expansão da mineração em Maceió” – afirma Rodrigo Cunha, na postagem datada desta quinta-feira, 21.

Ex-conselheiro da Salgema, Renan propôs CPI para investigar a Braskem |Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Sobre o cargo, o senador Renan Calheiros disse que foi nomeado vice-presidente executivo da Petroquisa, antiga subsidiária da Petrobras, no governo do então presidente Itamar Franco (que assumiu o cargo com a renúncia e posterior cassação de Fernando Collor, em dezembro de 1992) .

“Como executivo da Petroquisa, eu representei a Petroquisa nas ações em todas as empresas petroquímicas. Eu não fui diretor, eu fui do conselho de administração de todas as empresas de que a Petroquisa participava (entre elas a Salgema S/A)” – reagiu o senador Renan Calheiros. Ele ocupou o cargo de presidente do Conselho de Administração da Salgema S/A, dado que consta de sua biografia.

Para ele, o momento é de cobrar que o prefeito JHC revogue o acordo que fez com a Braskem, pelo qual a mineradora pagou R$ 1,7 bilhão à Prefeitura de Maceió. Com o acordo, JHC repassou para a Braskem as casas e terrenos de mais de 60 mil pessoas, anistiou a empresa pelo afundamento do solo e garantiu que a mineradora não será questionada futuramente sobre o crime ambiental praticado na capital alagoana.

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2 Comentários

  • A esquerda perdeu o momento de construir sua própria narrativa.

  • JHC, Rodrigo Cunha e Artur Lira destrói Maceió e saem bilionários e a Braskem também ganha uma área bastante valorizada no futuro com vista maravilhosa para a Lagoa. Ladrões oficiais

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