sexta-feira 19 de abril de 2024

Kátia Born setentou. Parabéns!

O rancor não é um combustível para ser consumido em sua vida. Kátia, é desde que a conheço, uma pessoa alegre e solidária

1 de janeiro de 2024 6:43 por Geraldo de Majella

Katia Born | Reprodução/Instagram

As mulheres não costumam revelar a idade. É falta de educação perguntar, assim aprendi desde criança. Neste dia 1º de janeiro a ex-prefeita de Maceió, Kátia Born, vai comemorar o seu aniversário de 70 anos. A revelação consta do convite da aniversariante.

A conheci no final da década de 1970, por intermédio do seu tio Zé Dezinho (José Vieira), um comunista histórico. Daí em diante, os nossos caminhos se cruzaram e nos tornamos amigos fraternais.

A jovem dentista da periferia, em 1982, foi eleita vereadora em Maceió. Fui um dos convidados para assessorá-la. Àquela época, eu militava no PCB e Kátia era filiada ao PMDB. A oposição elegeu a melhor bancada da história da Câmara de Maceió.

Em 1985, Kátia deixa o PMDB e participa da fundação do Partido Socialista Brasileiro (PSB) ao lado de Ronaldo Lessa, Jurandir Boia, Dênis Agra, Rubens Jambo, entre outros.

A trajetória política de Kátia Born foi ascendente, de vereadora a secretária municipal, estadual. A primeira mulher eleita e reeleita prefeita da história de Maceió. Exerceu cargos como os de secretaria de Estado de Saúde, de Ciência & Tecnologia, Mulher e Direitos Humanos e, atualmente, de Assistência e Desenvolvimento Social.

A atividade política é carregada de energias negativas, de jogos rasteiros e “golpes abaixo da linha da cintura”. É a regra, se existe exceção não conheço. A construção e desconstrução de imagens faz parte da disputa pelo poder.

A história política de Alagoas é simbolicamente um “latifúndio” a ser explorado e a ser escrito. As duas últimas décadas do século XX ainda não foram “descobertas” e o que dirá estudadas para se compreender o papel da esquerda nas lutas sociais e no poder durante doze anos administrando Maceió e oito anos governando o Estado de Alagoas.

O significado político e social de uma mulher de esquerda administrando a maior cidade do estado e ter sofrido ataques pessoais e políticos, misoginia e homofobia, além do maior cerco midiático que um gestor público em Maceió sofreu tem sido naturalizado.

É provável que nem a própria vítima tenha essa compreensão do quanto as elites alagoanas a odiaram. O ódio em Alagoas é transmitido de pai para filho.

A serenidade que o tempo impõe oferece as condições para que sejam abertos os arquivos físicos e da memória para estudar e refletir, ouvindo aliados e opositores, à esquerda e à direita.

Esse tempo, o da reflexão, começa a ser vislumbrado no horizonte como ideia que tende a se materializar.

O perfil político conciliador de Kátia Born é imutável e somado à leveza como se porta na vida pública e pessoal é o diferencial em relação aos políticos. Certamente, essa sua maneira de viver a vida lhe tem feito bem.

O rancor não é um combustível para ser consumido em sua vida. Kátia, é desde que a conheço, uma pessoa alegre e solidária.

Vida longa, querida!

 

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2 Comentários

  • A matéria enaltece uma qualidade rara dos políticos: superar divergências sem rancores, sem ódios. Katia, embora destemida e ousada, não se afastou da leveza no exercício da atividade política. Sem dúvida, continuará nessa trilha! Vida longa!

  • PARABÉNS pelo texto, o mesmo relata a mulher guerreira que se assume e enfrenta todos seus compromissos com competência , honestidade e transparência.
    Parabéns Kátia Born

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