sábado 12 de abril de 2025

Prefeitura não aprende a lição e Maceió segue sem plano contra enchentes

A cidade precisa urgentemente de um planejamento preventivo que considere as previsões climáticas e crie soluções duradouras para proteger seus cidadãos, não se limitando a medidas paliativas e improvisadas
Famílias em abrigos na enchente de 2023 | Reprodução/TV Gazeta

Nos últimos anos, Maceió tem enfrentado emergências recorrentes devido às chuvas intensas, que afetam milhares de moradores da cidade. Em 2022, mais de três mil pessoas ficaram desabrigadas e buscaram abrigos improvisados em escolas municipais. Essa solução emergencial evidenciou a falta de um planejamento adequado e uma infraestrutura insuficiente para enfrentar desastres naturais de forma eficaz.

Em 2023, a situação se agravou, com mais de 16 pessoas desabrigadas e centenas desalojadas. No entanto, o que causou indignação foi a decisão da Prefeitura de fechar os abrigos temporários que acolhiam as vítimas das chuvas, deixando muitas famílias sem assistência. Relatos de moradores apontaram falta de alimentos, água potável e condições mínimas de higiene, o que evidenciou a total desorganização e a falta de um plano de ação eficiente em situações de crise.

Em 2024, as chuvas continuaram a ser um problema para a cidade, com um número considerável de desabrigados e desalojados. Até o momento, a Prefeitura de Maceió segue sem um sistema de abrigos permanentes preparados para emergências climáticas. As escolas públicas continuam sendo improvisadas como abrigos, sem condições adequadas de segurança e conforto para as vítimas. Essa falta de infraestrutura adequada reflete a negligência da administração municipal em relação às necessidades da população, especialmente daqueles que vivem em áreas de risco.

Além disso, em um momento em que Maceió está realizando acordos bilionários, como o da Braskem, no valor de R$ 1,7 bilhão, a gestão municipal não tem priorizado investimentos em ações preventivas ou em melhorias na infraestrutura básica para proteger os mais vulneráveis. Isso demonstra um distanciamento crescente das reais necessidades da população, especialmente dos que vivem em áreas afetadas pelas chuvas.

A cidade precisa urgentemente de um planejamento preventivo que considere as previsões climáticas e crie soluções duradouras para proteger seus cidadãos, não se limitando a medidas paliativas e improvisadas. A gestão pública deve focar na segurança e no bem-estar das pessoas, principalmente das mais vulneráveis, e não em promessas vazias ou em acordos financeiros que não se refletem em benefícios diretos para a população.

Please follow and like us:
Pin Share

Mais lidas

Anac autoriza nova companhia aérea a operar no Brasil

Uma nova companhia aérea promete começar a operar no Brasil até o fim de

Ministra Luciana Santos destaca poder transformador de trabalhos realizados por alunos do Sesi Alagoas

Os projetos sociais e educativos desenvolvidos por alunos e professores da Escola Sesi Senai

Entidades pedem ao MPF a paralisação imediata das obras da Linha Verde

Um grupo de entidades acionou o Ministério Público Federal (MPF) para que sejam suspensas,

Governo anuncia concurso com 2 mil vagas para a Polícia Federal

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anunciou nessa quarta-feira (29) a

Para indenizar juíza, TJPR zera as contas de jornalista

Por Marcelo Auler Na expectativa de indenizar sua colega, a juíza M.R.H.L. em R$

Janeiro Branco: Maranhão é o estado com menos psicólogos na rede pública do Nordeste

Por Thiago Aquino, da Agência Tatu A campanha Janeiro Branco conscientiza sobre os cuidados

Alagoas registra a abertura de mais de 36 mil empresas em 2024

Alagoas registrou a abertura de 36.991 empresas em 2024. O número representa um crescimento

Obesidade leva a disparada de diabetes no mundo em três décadas

A obesidade está por trás do grande aumento de casos de diabetes no mundo,

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *