19 de fevereiro de 2025 7:12 por Da Redação

O prefeito João Henrique Caldas, o JHC (PL) utilizou suas redes sociais durante a campanha eleitoral para exibir a chegada de aparelhos de ar-condicionado a um depósito, sugerindo uma suposta solução para o problema da climatização nas salas de aula da rede municipal.
No entanto, meses após essa postagem, a realidade das escolas permanece a mesma: salas abafadas, alunos desidratados e profissionais da Educação forçados a trabalhar em condições degradantes. O Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Alagoas (Sinteal) já denunciou, reiteradas vezes, a precariedade do ambiente escolar, mas, até o momento, nenhuma medida concreta foi tomada pela gestão municipal.
A falta de climatização nas escolas não é apenas uma questão de conforto, mas, também, um problema de saúde pública. Estudos apontam que temperaturas elevadas afetam a capacidade de aprendizado, aumentam o risco de desidratação e podem levar a problemas mais graves, como insolação. Além disso, professores e funcionários sofrem com a exaustão térmica, resultando em afastamentos frequentes e, consequentemente, prejudicando o ensino.
Maceió já enfrenta desafios ambientais significativos, como o avanço do mar e a tragédia da mineração da Braskem, vazamento de chorume do antigo lixão de Cruz das Almas. No entanto, a gestão municipal continua negando a gravidade da crise climática e seus impactos diretos na educação pública. Se a prefeitura não reconhece nem mesmo a necessidade de adaptar as escolas para enfrentar as temperaturas extremas, como esperar que implemente políticas ambientais eficazes para a cidade?
A falta de investimentos na climatização das escolas municipais não pode ser vista como descaso administrativo, mas como um sintoma do negacionismo climático institucionalizado. A prefeitura precisa ir além do discurso vazio e adotar medidas urgentes para garantir um ambiente escolar minimamente adequado.
Afinal, se o prefeito JHC realmente acredita na importância da educação, deve começar garantindo que professores, alunos e funcionários não sejam obrigados a trabalhar nas condições insuportáveis em que as escolas se encontram.