25 de fevereiro de 2025 10:58 por Da Redação

O Carnaval de 2025 no Brasil está projetado para ser um dos maiores dos últimos anos, consolidando-se como um dos principais impulsionadores do turismo, tanto interno quanto externo, e da economia nacional. A expectativa é que a festa movimente mais de R$ 12 bilhões, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), representando um crescimento de 2,1% em relação a 2024 e tornando esta edição a mais lucrativa desde 2015.
Além do impacto econômico, o evento deve gerar milhares de postos de trabalho em todo o país, impulsionando diversos setores, como hotelaria, alimentação, transporte e entretenimento.
O Carnaval de 2025 reforça a importância do setor de eventos para a economia brasileira. Com investimentos contínuos em infraestrutura, segurança e promoção turística, a tendência é que o impacto financeiro da festa continue crescendo nos próximos anos. A valorização das manifestações culturais regionais e a democratização do acesso ao Carnaval, por meio dos blocos de rua e eventos gratuitos, também contribuem para a consolidação da festa como um dos maiores eventos populares do mundo.
Diante desse cenário, o Carnaval segue sendo não apenas um momento de celebração e alegria, mas também uma peça-chave para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.
É inconcebível que o empresariado alagoano não se preocupe com seus próprios interesses imediatos, ignorando as oportunidades econômicas geradas pelo Carnaval. A ausência de uma festa oficial em Maceió resulta em uma significativa perda de arrecadação para o município e para o estado de Alagoas, o que também é difícil de compreender.
Enquanto isso, municípios como Barra de São Miguel, Paripueira e Maragogi registram aumentos expressivos em suas receitas durante o período carnavalesco. Mesmo sem grandes incentivos das prefeituras, esses destinos se consolidaram como opções tradicionais para foliões e suas famílias, aproveitando o potencial econômico e turístico que a data proporciona.
É urgente que o empresariado e a Liga Carnavalesca se unam para discutir essa questão. A Liga pode desempenhar um papel fundamental no convencimento do setor produtivo, iniciando um movimento para superar o que, até agora, parece ser uma barreira intransponível: a ideia de que Maceió deve ser apenas um destino de descanso durante o Carnaval.
Uma coisa não anula a outra. É possível conciliar diferentes perfis de turismo, aproveitando o potencial econômico da festa sem comprometer aqueles que buscam tranquilidade. É necessário expor a realidade e desconstruir esse mito, abrindo caminho para um Carnaval que fortaleça a cultura e a economia local.