terça-feira 13 de janeiro de 2026

Encontrei magia e vida

Na capa de um caderno escolar, de pouco uso ultimamente, busquei nome para este escrito. Em Traipu, às margens do Velho Chico, encontrei magia e vida, no carnaval

11 de março de 2025 12:34 por Da Redação

Reprodução

Na capa de um caderno escolar, de pouco uso ultimamente, busquei nome para este escrito. Em Traipu, às margens do Velho Chico, encontrei magia e vida, no carnaval. Na festa, invadida por intensa mediocridade musical em todo país, me deparei com sentimentos coletivos, de resistência sei lá ao que! Mas, senti no ar e na mente uma aura de renovação espiritual, de redescobrir a alegria genuína. Ah! o carnaval essa magia popular que supera obstáculos comportamentais negativos. Como se explica essa aproximação de pessoas nessa época? Será essa alegria contagiante, um antídoto ao ódio, à indiferença social?

Uma postagem me chegou pelas redes sociais execrando o Momo e sua explosão democrática da felicidade mágica, mesmo que transitória. Poço de amarguras que, felizmente, é suplantado pelas canções e atitudes carnavalescas, como da avenidas, vielas e becos de Traipu, embaladas por uma musicalidade própria da Terra dos Músicos, como se intitula a cidade. Ali, o carnaval domina gerações e famílias de forma unânime, se entranha no suor e no sangue de multidões ao som das bandas locais.

Para descrever essa emoção, recorremos à poesia musical que, exclama: “ eu vou levando a minha vida enfim, cantando e canto sim; e não cantava se não fosse assim; levando pra quem me ouvir; certezas e esperanças pra trocar, por dores e tristezas que bem sei, um dia, ainda, vão findar”.¹

Das inúmeras canções momescas, se pode traduzir o que vivenciamos, neste carnaval, com facilidade, pela espontaneidade das foliães e foliões de todas as idades e segmentos sociais que tão bem caracterizam a população traipuense. Sonhar é um direito que se avoluma no período e mais uma vez a música nos auxilia a definir esse espírito das multidões. “No carnaval, esperança; que gente longe viva na lembrança; que gente triste possa entrar na dança; que gente grande possa ser criança! ”²

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¹ Porta estandarte – Geraldo Vandré

² Um Sonho de Carnaval – Chico Buarque

 

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