quarta-feira 11 de março de 2026

Lula e o Brasil real: negociação, pacto social e a resistência ao saque à nação

Mesmo com um Congresso hostil e cooptado por interesses fisiológicos, presidente manteve a estabilidade política do país e honrou os acordos institucionais

29 de junho de 2025 12:57 por Da Redação

Lula discursa no Congresso ao tomar posse | Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é, gostem ou não, o único líder político do país com legitimidade popular e habilidade comprovada para negociar, articular e governar dentro das instituições republicanas. Mestre na arte da negociação política, tanto no cenário nacional quanto internacional, Lula tem sido o fiel da balança num momento em que o Brasil enfrenta a cobiça aberta de setores do mercado financeiro e de elites econômicas que não aceitam qualquer redistribuição mínima de poder ou riqueza.

Tudo o que foi acordado entre os líderes do Congresso Nacional vem sendo cumprido: ministérios, estatais, diretorias de bancos — Lula entregou os espaços de poder conforme negociado. Ele não rompeu pactos. Mesmo com um Congresso hostil e cooptado por interesses fisiológicos, manteve a estabilidade política do país e honrou os acordos institucionais.

O que Lula quer é transformar o Brasil pela base: elevar as condições de vida dos mais pobres, erradicar a pobreza extrema, ampliar o acesso a direitos básicos — educação, saúde, alimentação — todos já assegurados na Constituição de 1988, mas nunca plenamente cumpridos. E isso sem ameaçar, em nenhum aspecto, o patrimônio da classe média, dos ricos ou dos super-ricos.

As mudanças que o presidente propõe não apenas promovem justiça social, como também impulsionam o capitalismo brasileiro. Com mais renda circulando nos bairros, nas cidades, nas periferias, o consumo cresce, o faturamento das empresas aumenta em todos os níveis. Escolas públicas e saúde acessível também beneficiam empresários e famílias que vivem no topo da pirâmide social. Mais inclusão significa mais segurança, mais estabilidade, mais bem-estar para todos.

É importante frisar: o Brasil continuará capitalista. O que Lula propõe é que deixemos de ser um capitalismo selvagem, excludente, que convive com a indignidade humana da fome, para ser uma economia de mercado com um mínimo de humanidade. Erradicar a fome em um país da dimensão e da potência econômica do Brasil é uma obra civilizatória.

Lula carrega no DNA político o chão de fábrica. Foi ferramenteiro, líder sindical, e foi ali, diante dos patrões, que aprendeu a negociar. Essa formação o transformou num negociador político de altíssimo nível, reconhecido no mundo inteiro. Ele não governa com bravatas ou ameaças, mas com pactos, mesas de diálogo e concessões legítimas para alcançar objetivos maiores.

Não compreender o que Lula quer realizar é escolher não jogar no campo democrático da negociação. É optar pelo confronto permanente, pelo bloqueio do mandato presidencial, pela sabotagem ao governo eleito pelo voto popular. O objetivo de muitos desses setores não é debater projetos — é destruir o Brasil, privatizar o que for possível, abrir mão das riquezas nacionais e entregar o coração do Estado brasileiro ao capital especulativo.

Essa é a diferença fundamental entre o projeto de Lula e o jogo jogado por parte expressiva do Congresso Nacional: ele quer reconstruir o país com dignidade e inclusão. Eles querem o saque.

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