quarta-feira 11 de março de 2026

Tarcísio de Freitas: o traidor da pátria que abaixou a cabeça para Trump

A estatura política de Tarcísio se revelou minúscula. Foi vendido como gestor técnico, eficiente, racional. A realidade mostrou um político irrelevante, sem coragem

19 de julho de 2025 7:42 por Da Redação

Reprodução

Por Geraldo de Majella

Na história de uma nação, há momentos que colocam à prova a verdadeira grandeza de seus líderes. O anúncio do presidente Donald Trump, de que imporia tarifas abusivas de 50% sobre produtos brasileiros — condicionando a retirada da medida ao “perdão” de Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal — é um desses marcos vergonhosos.  Um ataque frontal à soberania nacional, que exigia respostas firmes e unificadas.

Nesse momento decisivo, Tarcísio de Freitas, governador do maior estado brasileiro em população, economia e orçamento, simplesmente calou. Pior: alinhou-se, sem hesitação, aos interesses de quem nos agride. A postura servil diante do imperialismo estadunidense revela o que muitos já sabiam, mas que agora está escancarado para o país: Tarcísio é uma quinta coluna no coração da República. Um traidor da pátria.

A carta de Trump a Lula, mencionando Bolsonaro e condicionando a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos ao fim de um julgamento por tentativa de golpe, teve repercussão imediata: 66% dos brasileiros (Genial/Quest) souberam do conteúdo. O Brasil inteiro percebeu a dimensão da agressão. Menos Tarcísio, que preferiu calar. Ou pior: apoiar a taxação..

A estatura política de Tarcísio se revelou minúscula. Foi vendido como gestor técnico, eficiente, racional. A realidade mostrou um político irrelevante, sem coragem, incapaz de defender sequer os interesses de São Paulo diante de um ataque externo. E quando finalmente tentou se mexer, foi por pressão dos empresários paulistas, que enxergaram o risco iminente de perdas bilionárias. Tentou recuar, mas já era tarde. Caiu em desgraça com o próprio bolsonarismo, que hoje também o enxerga como fraco.

Essa traição tem consequências. Um governante que não é capaz de defender empregos, empresas e a soberania de seu povo, que se curva diante de um presidente estrangeiro que conspira com golpistas nacionais, não merece respeito. Nem como civil, nem como militar que foi um dia. Quem se respeita não convive com traidores — seja na caserna, seja na vida pública.

O patriotismo de ocasião do bolsonarismo e de seus satélites virou pó. Neste episódio, ficou claro: a soberania nacional se defende com coragem, dignidade e lealdade ao povo brasileiro — não com submissão a interesses estrangeiros.

O destino político de Tarcísio de Freitas tende a ser o da irrelevância: um político inconfiável. A traição à pátria é um desses gestos — e a história não costuma perdoar quintas-colunas.

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