21 de julho de 2025 6:51 por Da Redação

Por Geraldo de Majella
Um grupo de amigos passou a se encontrar às quintas-feiras no Bar da Gil, no bairro do Poço, em Maceió, desde 1981. Somos um grupo plural quando se trata de política — de futebol, nem se fala. Reunimos comunistas, socialistas, gente de centro e de direita.
Foi desse grupo que nasceu o bloco de Carnaval As Pecinhas de Maceió. Há 44 anos, saímos para brincar nas ruas da cidade e, passado o Carnaval, sempre retornamos ao Bar da Gil — nosso porto seguro.
Alguns dos nossos amigos partiram antes do combinado: Bittencourt, João Bolinha, Túlio Mancini, Antônio Wilton, Felix (Zezinho) e a nossa querida Gil. Agora, Mano — Ambrozio Lisboa Junior — nos deixa, poucos dias depois de completar 62 anos, data que comemoramos com alegria no Tio Arménio.
Mano, como gostava de lembrar, nasceu na Uruba, em Atalaia. Era um sujeito bem-humorado, alegre e boêmio. Ele e Amanda viviam uma das fases mais felizes de suas vidas — sabíamos disso pelas resenhas, pelos relatos das viagens que fizeram juntos e das outras que planejavam com entusiasmo.
A vida não é uma linha reta — pode parecer frase feita, mas é verdade.
Mano era um torcedor fervoroso do CSA e do Flamengo. Nos momentos em que o CSA estava em baixa, não passava recibo: aparecia no grupo do zap com o entusiasmo de quem não permitia ver seu time na parte de baixo da tabela. Era também um dos principais animadores e agregadores do grupo.
Todo grupo tem seus dias de rusgas, mal-entendidos — especialmente quando se aproxima o período eleitoral. Mano colocava lenha na fogueira das discussões, mas também sabia reduzir a fervura. Era uma de suas marcas, um traço forte da sua personalidade.
Mano faleceu no dia comemorado como o Dia do Amigo.
Agora, resta a saudade — e a lembrança viva de um amigo que fazia da quinta-feira um dia mais leve, mais humano, mais feliz.
Que a terra lhe seja leve.







