
Em seu primeiro ano de mandato, o vereador Rui Palmeira (PSD) tornou-se o principal opositor do prefeito João Henrique Caldas (PL) ao percorrer a cidade e denunciar obras paralisadas, escolas abandonadas e serviços públicos interrompidos — um conjunto de omissões que expôs o caos da administração municipal.
Durante as visitas, Rui manteve diálogo direto com mães, moradores e lideranças comunitárias, que relataram problemas, denunciaram descasos e reforçaram as demandas apresentadas pelo vereador. Esses encontros deram mais peso às cobranças, pois evidenciam que as irregularidades atingem de forma concreta o cotidiano das famílias e reafirmam a necessidade de respostas urgentes da administração municipal.
Nas visitas, o vereador Rui Palmeira constatou que escolas como a Zumbi dos Palmares, Yeda Oliveira e Petrônio Viana tinham reformas estagnadas; ginásios em bairros como Santa Lúcia e Rosane Collor estavam abandonados; e creches nos conjuntos Village Campestre, Benedito Bentes e Tabuleiro permaneciam sem conclusão. Também encontrou unidades de saúde e áreas de lazer fechadas à população. Até mesmo os conjuntos habitacionais do Minha Casa, Minha Vida, na Santa Amélia, entraram na lista: após a fiscalização, as chaves foram sorteadas, mas nunca chegaram a ser entregues aos futuros moradores.
A tensão política aumentou quando Rui expôs as operações do IPREV com o Banco Master, instituição apontada pela Polícia Federal como operadora de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o vereador, o investimento de recursos previdenciários no Master foi irregular e colocou em risco o patrimônio dos servidores. A liquidação do Master pelo Banco Central deu visibilidade nacional à operação e revelou o golpe aplicado contra o fundo de aposentadoria dos funcionários do município.
A defesa apresentada pela liderança governista na Câmara foi considerada desastrosa diante do desgaste. O prefeito permanece em silêncio diante do rombo de R$ 168 milhões no fundo dos pensionistas, aposentados e servidores — um prejuízo que atinge mais de 20 mil famílias.
A atuação do vereador tem exposto o prefeito JHC e a sua administração, marcada por promessas não cumpridas, obras interrompidas e decisões financeiras consideradas irresponsáveis. Enquanto a prefeitura tenta minimizar as denúncias, o vereador reforça seu papel de fiscal do dinheiro público e aumenta a pressão sobre um governo que se caracteriza pelo caos administrativo.
O balanço de sua atuação mostra que, em Maceió, fiscalizar virou exceção — e que a persistência do vereador ajudou a trazer à superfície problemas que JHC preferia manter no subsolo da cidade e do debate público.
