12 de janeiro de 2026 4:04 por Da Redação

As declarações do desembargador Márcio Roberto Albuquerque, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), feitas no último dia 1º, onde além de anunciar que solicitaria aposentadoria do cargo, fez críticas a colegas do Judiciário, serão apuradas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A Corregedoria da instituição determinou a abertura de um Pedido de Providências para apurar declarações feitas em rede social (Instagram) pelo desembargador.
Informações ainda não oficias revelam que Corregedoria do CNJ quer esclarecimentos sobre a postagem de Márcio Roberto e, para isso, determinou que a Secretaria Processual instaure Pedido de Providências, procedimento em que o órgão investiga situação inicialmente sem classificação específica. As partes convocadas serão o desembargador e o Tribunal de Justiça de Alagoas.
Na postagem em que anunciou a aposentadoria, Márcio Roberto fez críticas a colegas, cujos nomes não foram citados, a quem denominou “pobres semideuses”. O desembargador falou ainda em privilégios para alguns, em detrimento de outros magistrados, inclusive dele próprio.
Disse que, enquanto alguns desembargadores têm gabinetes suntuosos, ele é obrigado a trabalhar em “uma cafua”.
Segundo informações ainda não oficiais, o CNJ teria estabelecido prazo de cinco dias para que Márcio Roberto apresente informações detalhadas sobre o teor de suas declarações. O mesmo prazo foi dado presidente do TJAL, desembargador Fábio Bittencourt para também prestar esclarecimentos.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é a instituição pública responsável pelo controle administrativo e financeiro do Poder Judiciário em todo território brasileiro.





