domingo 2 de outubro de 2022

Placar eletrônico: uma nulidade e o dinheiro público descendo pelo ralo!

30 de agosto de 2022 10:01 por Nivaldo Mota

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Posso estar sendo radical demais, às vezes, fico a pensar, como o Estado de Alagoas gasta um dinheiro, quer dizer, o nosso dinheiro, com um equipamento inútil como esse, chega a ser ridículo!

Nos tempos em que vivemos, um estádio que se diz moderno, o Rei Pelé se transforma a passos largos para ficar obsoleto, cada vez menor, cabem hoje na “maior” praça esportiva de Alagoas, algo em torno de 17 mil pessoas.

Este placar eletrônico não informa nada,  muito mal o placar do jogo. Renda, público, árbitro, quem levou amarelo, quem foi expulso, escalações, nada disso informa. uma nulidade e administração mequetrefe não está nem aí.

No 1º Turno, na média de público, o Cruzeiro lidera.

2 de agosto de 2022 9:46 por Nivaldo Mota

 

Chegamos ao final do 1º Turno da Série B, foram 19 rodadas, vamos ver os números com relação as médias de públicos de cada time. A fonte foi o borderô oficial da CBF.

Algumas surpresas nas médias de público da Série B, o Criciúma é uma delas, a torcida do Tigre está indo em peso ao Heriberto Hülse.

O Guarani de Campinas só está na sétima posição, quase o dobro de média em cima da rival Ponte Preta, por que foi jogar em Manaus contra o Vasco, quer dizer, como era mandante, sua média subiu em virtude da torcida vascaína.

Em Alagoas, diferença mínima entre CSA e CRB na média de público, vale dizer um empate técnico aí ( estão em 8º e 9º lugar, respectivamente), mas o CSA que vinha até a última rodada do 1º turno, atrás, tirou a diferença no jogo do Cruzeiro, com mais de 12 mil pagantes ( vou questionar de novo, o que fizeram com o Rei Pelé, foi criminoso, virou um ginásio, ridículo).

 

1º CRUZEIRO – 9 JOGOS/ 334.376/ MÉDIA: 37.152
2º VASCO – 10 JOGOS/ 268.189/ MÉDIA: 26.818
3º BAHIA – 10 JOGOS/ 232.207/ MÉDIA: 23.220
4º GRÊMIO – 9 JOGOS/ 165.438/MÉDIA: 18.382
5º CRICIÚMA – 10 JOGOS/ 112.506/MÉDIA: 11.250
6º SPORT – 9 JOGOS/ 100.228/MÉDIA: 11.197
7º GUARANI – 10 JOGOS/ 64.907/MÉDIA : 6.490
8º CSA – 9 JOGOS/ 49.848/ MÉDIA: 5.538
9º CRB – 10 JOGOS/ 52.582/ MÉDIA: 5.258
10º NÁUTICO – 10 JOGOS/ 50.228/ MÉDIA: 5.022
11º SAMPAIO – 9 JOGOS/ 43.636/ MÉDIA : 4.848
12º VILA NOVA – 10 JOGOS/ 34.023/MÉDIA: 3.402
13º OPERÁRIO – 9 JOGOS/ 30.362/ MÉDIA : 3.373
14º PONTE PRETA-9 JOGOS/ 29.738/ MÉDIA : 3.304
15º CHAPECOENSE- 9 JOGOS/ 27.962/ MÉDIA: 3.106
16º ITUANO – 9 JOGOS/ 22.102 / MÉDIA: 2.455
17º BRUSQUE – 9 JOGOS/ 21.097/ MÉDIA: 2.344
18º TOMBENSE – 10 JOGOS/ 17.996/ MÉDIA: 1.799
19º LONDRINA – 10 JOGOS/ 17.887/ MÉDIA: 1.788
20º NOVORIZONTINO- 10 JOGOS/ 15.536/MÉDIA: 1.535

BORDERÔS E O ESCÁRNIO DOS DIRIGENTES DE FUTEBOL!

6 de julho de 2022 por Nivaldo Mota
A esculhambação é total, já não escondem os esquemas. Federação, clubes, sonegam renda e público nos estádios alagoanos e ninguém fiscaliza.

Ministério Público, além dos polpudos salários, tem pouquíssima vontade nestes quesitos quando o assunto é o futebol e seus desmandos.

Quantas irregularidades a olhos vistos já foram protagonizados por dirigentes dos clubes e da federação e nada de investigação profunda. No jogo Penedense 0 X 2 Coruripe, no dia 26 de junho do corrente ano, apesar das imagens negarem, o borderô do jogo é um escárnio, o estádio lotado e pasmem, apenas 418 torcedores pagantes.

Obviamente, que isso não traduz a realidade, quantas vezes vimos o Rei Pelé lotado, por exemplo, e o público anunciado era sempre menor daquele visto aos olhos dos que estavam presentes. A vaia era um repúdio, mas muita gente, nas arquibancadas e por não dizer, em setores da imprensa, naturalizavam o fato, os argumentos eram os mais variáveis, mas um em particular, que os clubes já tinham muitas despesas, aquele “por fora”, servia para pagar a folha ou outra coisa qualquer dentro do clube, será mesmo?

Não acredito nesta santidade dos dirigentes, ali com certeza não nenhuma “Ordem Franciscana”, o futebol não é uma ilha que está isolado da sociedade e não sofra as influências da corrupção generalizada na sociedade, organizada por especialistas formados para dar sustentação a esta elite política corrupta, que massacra o povo as piores condições de vida!

Futebol hoje em dia é para poucos

3 de julho de 2022 7:58 por Nivaldo Mota

Se continuar chovendo assim ( desde o dia de ontem chove forte em Maceió), não sei como ficará a drenagem do Rei Pelé para o jogo de hoje do CRB x Guarani, em mais um horário escroto que a CBF insiste em marcar para os times de Alagoas na Série B.

Hoje o jogo será às 20:30. Nos últimos jogos de CSA e CRB, foram marcados para os dia de São João e São Pedro, às 21:30, com shows marcados em Jaraguá e Cruz das Almas.

Quando digo que todo este consórcio, TV, CBF, Federações estaduais e clubes, não se interessam mais pelo torcedor raiz, a prova está aí, ninguém faz nada, ninguém reclama, impressiona isso!

Esta história de “sócio-torcedor”, é a mais nobre elitização do futebol e a retirada daqueles torcedores que catam garrafas, papelão, do marisqueiro ou marisqueira, dos pobres dos mais pobres, que iam para as antigas gerais e lotavam o estádio a partir dali.

Esta coisa de sócio de entrada em estádio, como se fossem os grandes mantenedores dos clubes é uma falácia, eles ( os clubes e seus dirigentes espertalhões), estão cada vez mais ricos, o torcedor meu caro leitor, virou um mero detalhe!

 

Afinal, qual a capacidade do Rei Pelé?

20 de junho de 2022 7:22 por Nivaldo Mota

 

Hoje em dia tem capacidade de Ginásio esportivo, cada ano se inventa qualquer coisa para mexer no estádio, nada com nada, aí dizem por aí ( gestão mequetrefe atual do estádio) que a capacidade hoje é de pouco mais de 14.500 expectadores.

Mas antes disso ele já suportava 42 mil, depois fizeram uma reforma e a capacidade caiu para 25 mil, o estádio ficou todo “cadeirado”, lembram? Parecia uns penicos, em 1994, reforma no governo Geraldo Bulhões.

Depois se retira a maior parte das cadeiras, aumentam os espaços, mas pasmem, o estádio diminuiu em quase 10 mil lugares, incrível isso, surreal.

Mais abaixo, uma notícia do jornal Gazeta de Alagoas, polêmica eterna!

“No dia 23 de junho de 1976, o Jornal Gazeta de Alagoas, noticiava que a Comissão organizada pelo Governador Divaldo Suruagy, para ver a capacidade de público do Rei Pelé, chegou à conclusão que a capacidade oficial do estádio era de 45 mil expectadores”.

Só para lembrar, quando foi inaugurado em outubro de 1970, chegou-se a acreditar que o Rei Pelé tinha capacidade para 100 mil pessoas. Depois de muitas polêmicas, a capacidade foi reduzida para 53 mil pessoas.

“Agora, em 1976, de forma definitiva, a capacidade do estádio Rei Pelé é de 45.204 torcedores”.

Seleções europeias jogam entre si. Para a Seleção Brasileira, apenas, jogos com seleções de baixo nível!

3 de junho de 2022 1:13 por Nivaldo Mota

 

Fonte: www.torcedores.com

Neste período, enquanto a “seleção brasileira”, disputa jogos amistosos contra seleções de baixo nível técnico, as seleções europeias, agora estão na disputa da Liga das Nações.

Um torneio que que tem acesso e rebaixamentos, são quatro divisões na prática, com 55 seleções europeias na disputa. Na Liga A, estão, Áustria, Dinamarca, França, Croácia, República Tcheca, Portugal, Espanha, Suíça, Alemanha, Hungria, Inglaterra, Itália, Polônia, Bélgica, País de Gales e Holanda.

Quer dizer, eles se organizaram, fazem um torneio que é quase uma Copa do Mundo, jogam entre si, e deixam a América do Sul e África para trás, no quesito intercâmbio.
Os mais velhos sabem disso, era muito comum jogos do Brasil e Argentina, por exemplo, com seleções de peso da Europa, principalmente antes de uma Copa do Mundo.

Quantas vezes vimos o Brasil pegar a Alemanha, França, Inglaterra, Itália… Novos tempos, embora a Seleção Brasileira seja uma legião estrangeira ( este nome é de triste memória, principalmente para os africanos. Era o nome dado a uma determinada força militar, organizada pelos franceses para massacrar os povos africanos que lutavam contra o domínio daquela nação dita civilizada e que barbarizava os povos de qualquer país que se insurgisse contra a sua dominação), jogar contra estas seleções que nem serve para dar um caldo, não server para nada, a não ser promover o pop star Neymar e suas baladas!

 

CRB E CSA SE ENFRENTAM EM HORÁRIO BACURAU!

30 de maio de 2022 9:18 por Redação

Vem ai mais um clássico entre CRB x CSA, agora pela 10º rodada do Brasileiro da Série B. Pena que seja em um horário horrível para o torcedor se deslocar até o Rei Pelé, 21:30 não é hora para jogos de futebol!

Mas aqui e no mundo, como o futebol virou uma mercadoria na vitrine capitalista, temos jogos todos os dias e horários os mais absurdos, uma pena, mas a lógica capitalista não quer saber, tem que lucrar, em detrimento daqueles que gostam de futebol!

No Brasil, com o poder da TV ( todas elas), praticamente quem assume a tabela das competições são aquelas TVs que compram os campeonatos ou torneios. O futebol virou um negócio tão grande que até a Copa do Mundo saiu este ano do mês do junho para começar apenas em novembro, os petrodólares prevaleceram sobre a tradição, sem nenhum trauma!

Voltando a nossa realidade, sobre o clássico, além do horário, o dia também não ajuda. Para piorar, o tempo chuvoso, com muita gente desabrigadas, mostrando que naturalizar moradias em Grotas, Favelas e afins, é propaganda oficial para enganar trouxas!

Poderíamos ter este clássico no sábado, é a mesma rodada que começa já nesta terça feira, mas a família Feijó, que tem seu feudo para além da Boca da Mata e está incrustada na federação alagoano de futebol, não tiveram a força para mudar o dia e horário desta partida.

Hoje em dia, com as cotas de TV, patrocínios, sócios, o torcedor que vende garrafas para ir a um jogo virou apenas um detalhe, quem promove as partidas de futebol não estão nem aí para eles. Quando se marcar um jogo como esse, da importância para os dois, tanto CSA, quanto CRB, vem evoluindo, o torcedor é o último a ser privilegiado!

O torcedor que mora no grande Tabuleiro, que envolve vários bairros de Maceió e da Região Metropolitana, como ir ao jogo, com este sistema de transporte coletivo que temos, que horas o trabalhador voltará para a casa? Aí o cara tem a TV, na barzinho do lado de casa, sem dúvidas que ele fique por lá mesmo e não vá ao jogo, fora a violência das tais organizadas, que neste instante devem estar marcando confrontos para brigar por não sei o que.

Para terminar, poderíamos ter o estádio lotado, uma grande festa, se este clássico fosse num sábado, mesmo que o Rei Pelé com o público de ginásio! Ministério Público, deixa se omissão, manda fazer uma vistoria no estádio e cobre uma possibilidade concreta de vermos quantos cabem de fato naquela praça de esporte!

Com direção do CRB dividida, empresário-diretor fica com mais poderes

16 de maio de 2022 3:32 por Nivaldo Mota

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E a direção do CRB, sem nenhuma perspectiva, sem saber o que fazer, resolve demitir o treinador Marcelo Cabo, mas será que o treinador é o único culpado pelo rendimento do time, lanterna da Série B?

Tenho convicção que não, só para esclarecer, nunca gostei do trabalho do Marcelo Cabo, em qualquer situação ou tendo em mãos um plantel mais competitivo ele sempre joga por uma bola, sempre na retranca, mas sinceramente, ele dessa vez não tem culpa de nada!

A vinda de Daniel Paulista, como novo treinador, não resolverá nada, com este elenco, nem Guardiola daria jeito!

E afinal, quem são os culpados pela péssima campanha do CRB até o momento na Série B? A dupla dinâmica, o presidente das redes sociais e o empresário de jogadores transformado em diretor de futebol. Marroquim e Thiago Paes, estão afundando o CRB, com as velhas práticas de sempre!

O CRB não tem comando, tem uma junção de pessoas, não há unidade, segundo as fontes consultadas, o clima interno entre os próprios dirigentes é o pior possível, principalmente pela arrogância do presidente e por quem de fato manda em tudo mesmo, o diretor de futebol, é ele o responsável por todos os penas de pau trazidos para o CRB!

Não é o caso de sentir saudades de qualquer administração passada, já falei aqui, o problema do CRB está na gênese, a forma que estes caras são eleitos é o que favorece este tipo de prática, se acham acima dos pobres mortais, se acham acima de todos, uma boçalidade sem tamanho.

Eles são eleitos por um Conselho Deliberativo que nunca é renovado, os membros deste conselho antiquado, é quem elege uma gestão, longe da torcida, bem distante do sócio, não ouço uma voz sequer dentro do clube que questione esta fórmula antidemocrática para se eleger uma direção de um clube de massa e que envolve tanta paixão acumuladas em mais de cem anos de história.

Que ver um caso, além de contratar apenas jogadores que são do empresário diretor de futebol, o presidente e atual gestão repete Marcos Barbosa, renegam a camisa número um do clube. Estes caras não leem o estatuto do clube, parece que tem vergonha de uma camisa quase única no mundo, bonita, e o Conselho, sempre acéfalo, não cobra nada!

Enquanto tivermos este modelo, nada vai mudar, o CRB sempre terá um dono, ou um grupo de donos, como na atual gestão, mas os interesses destes grupos nunca são revelados, o sócio e os torcedores que se danem bem longe das decisões do clube.

No CRB, a crise continua!

6 de maio de 2022 9:35 por Nivaldo Mota

Mário Marroquim. Foto: Divulgação/CRB

Pois é, a forma da eleição no CRB está ultrapassada, devemos lutar por democracia dentro do clube, o voto do sócio tem que ser universal, independente quanto ele paga, ele é um sócio.

Eleição via Conselho está errada e é algo ultrapassado. Fazem isso, para que eles continuem mandando, futebol sempre deu dinheiro, hoje principalmente! Nos dias atuais, muito mais dinheiro entra para os clubes, principalmente se ele faz parte das Séries A e B e Copa do Nordeste no caso aqui dos alagoanos.

O presidente do CRB, Mário Marroquim, mostra até aqui uma postura aquém do desejado pela nação Regatiana. Não interage com a torcida, tentou fechar a parte das chamadas arquibancadas baixas do estádio Rei Pelé, ignorando por completo que existem torcedores do CRB que gostam daquele lugar e que muitos que vão alí é porque não tem grana para ir em outros setores, a massa anda sem dinheiro, principalmente na conjuntura atual do presidente do país que só governa para os ricos.

Inclusive Mário Marroquim não queria fazer o sócio torcedor das arquibancadas baixas, foi aconselhado a fazer, a resposta foi imediata com mais de 1.500 sócios daquele setor. Segundo alguns dirigentes, Marroquim não tem pulso com o plantel, entregou o comando do futebol a um empresário, Thiago Paz, isso tem sido nocivo ao clube, é só observarmos quem joga no time.

E o pior, na minha opinião, foi ele fazer gracejos com a instituição CSA, sua torcida, etc e tal. O torcedor pode fazer qualquer gracejo, tirar onda mesmo, menos violência é claro, mas presidente de um clube centenário, profissional, ir nas redes sociais, fazer piadinhas, sem graça nenhuma por sinal, pega mal!

Ele devia se preocupar ou ter se preocupado em tempo hábil para armar um time competitivo para a disputa da Série B deste ano, bem como da Copa do Brasil e Copa do Nordeste.

Não me venham falar em falta de dinheiro, entre cotas de TV, boa participação na Copa do Brasil de 2021, encheram o caixa do clube, o problema está na confiança/pareceria com o empresário diretor de futebol, este tem sido o pior dos problemas enfrentado pelo clube.

CRB, com atual direção, tem uma administração pífia.

28 de abril de 2022 10:22 por Nivaldo Mota

 

 

 

Quando Mário Marroquim foi eleito presidente do Clube de Regatas Brasil, muitos acharam à época que o Clube praiano entraria em uma nova era, mas o que vimos até agora não vem agradando a maioria de sua imensa torcida.

Não falo de resultados em si, perder ou ganhar, faz parte do processo. Em 2021, com um time melhor que esse, foi vice do alagoano e fez uma boa campanha na Série B. Na Copa do Brasil, eliminou o Palmeiras lá em São Paulo.

Em 2022, o CRB foi eliminado logo no primeiro jogo da Copa do Brasil pela Portuguesa Carioca. Na Copa do Nordeste foi até a semifinal e para culminar, ganhou o estadual com um time medíocre.

Mas tem coisas que não encaixam, quem manda no futebol do CRB é um empresário do futebol, hoje com cargo e tudo mais, Thiago Paz é diretor de futebol, qual a independência que um treinador tem no CRB? Fica a pergunta, mas a resposta todos tem na ponta da língua, claro que é não.

Qual o sentido disso tudo, tentar agradar parte da torcida? Fazer média? Isso mesmo, creio que o intuito foi esse mesmo, tentar agradar parte da torcida para que não se volte contra a sua administração, que eu caracterizo como pífia até aqui.

Este ano, sabedor da mediocridade do time, não fez nenhum movimento em contratar alguns jogadores de um nível melhor para a disputa da duríssima Série B. O resultado é o que estamos vendo, um time sem liga, um treinador que não tem culpa (apesar de não gostar do seu estilo, retranqueiro), tentar tirar leite de pedra. O CRB pode estar assinando o seu “Projeto Série C”.

Ao entregar a um empresário os destinos do futebol do “Galo da Praia”, temo por dias piores, a julgar pelos reforços que chegaram ao clube, inexperientes, jovens demais! Engraçado que se gasta com estas transferências, tendo tanto jogadores da base que fazem melhor que estes que vem de fora por um valor bem mais interessante para as finanças do clube.

Até agora não vimos uma verdadeira transparência dentro do CRB. A própria eleição dos presidentes do Regatas, apesar de dizerem por aí, que é mais aberta, não passa de um arrumadinho de um “Conselho Deliberativo”, quer dizer, o sócio do clube não tem valor nenhum.

Isso sem falar nos padrões de camisas do CRB, uma vergonha! Quem já percebeu, camisa de uma cor, desbotadas, calções bem vermelhos, que coisa desorganizada! Conheço time amador, que neste quesito é mais, mais muito mais organizado que o glorioso CRB.

Isso sem falar que não usam o padrão original, número um, eu não sei se esse pessoal ler o estatuto do clube.

Para encerrar, no jogo contra o Náutico, o público anunciado foi de pouco mais de 3.700 torcedores, mas pasmem, no borderô, está lá, 622 cortesias. Sabe o que isso significa, que do público que foi lá, pagando ingressos ou como sócios, 16,9% entraram de graça, sim, pelo que se presume, o CRB anda nadando em dinheiro.

Cadê este Conselho Deliberativo, tão eficaz em não querer mudar o processo eleitoral, que deveria ser direto, universal, um sócio, um voto! Não vai apurar isso nobres conselheiros, 622 pessoas agraciadas, besta é quem paga ingressos e se associa no CRB, brincadeira tem hora, presidente Marroquim.

 

Administração mequetrefe leva Rei Pelé a ter público de ginásio!

17 de abril de 2022 3:05 por Nivaldo Mota

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Diminuíram a capacidade do estádio! Um MP ( Ministério Público), que não sabe nada de futebol, a PM que não quer ter trabalho, e uma administração boçal e caótica do estádio, para não contrariar o governador, para se segurar nos cargos, só fez balançar a cabeça para estas instituições.

O Rei Pelé, quando da sua inauguração, cabiam cerca de 45 mil pessoas. Tirando o jogo inaugural, que teve um público de umas 50 mil pessoas, o jogo que aproximou mais deste número foi Brasil x Irlanda em 1981, com 39 mil pagantes.

O maior clássico, CRB x CSA, foi cerca de 35 mil pagantes, isso em um campeonato brasileiro de 1976. Depois da reforma do GB, que acabou coma Geral e cadeirou o estádio todo, o público ficou em 25 mil lugares.

No jogo da final do CSA na COMMEBOL, com certeza tinha mais gente que isso aí! Pois bem, com Teothonio Vilela, o estádio passa por mudanças, tiram as cadeiras que pareciam penicos, colocam umas cadeiras melhores, mas por exigências da Comando e da Mancha, Jorge VI, retira uma parte das cadeiras aonde estas torcidas tradicionalmente ficam.

Mas repare, neste período, o público é diminuído para 19 mil lugares. O argumento é que as cadeiras maiores, tiravam mais espaços.

Mas aí vem o suprassumo da verdadeira “fuleiragem” com o torcedor e os clubes, como não precisam do público e abaixam as cabeças para receber as migalhas que governo oferece ( num país sem desemprego, miséria, todos morando e vivendo com dignidade, ainda era para ser pensado este tipo de ajuda com o dinheiro público para algo privado e que hoje movimente milhões de reais), não questionaram quando esta administração atual, mequetrefe, tacanha e de uma pequenez nunca vista, colocaram uns gradis que eles dizem que é para proteger, no fundo mesmo fez tirar público do estádio,

Hoje, pasmem vocês todos, sem nenhuma cadeira, hoje tem capacidade para 14 mil pessoas, uma vergonha!

Final do Campeonato Alagoano de 1978

21 de março de 2022 10:32 por Nivaldo Mota

 

Final do alagoano de 1978, só foi disputado em um 31 de janeiro de 1979, veja a ficha técnica do jogo que deu aos Regatiamos o título de Tricampeões.

CRB 0 X 0 CSA

LOCAL: REI PELÉ
RENDA: Cr$ 575.600,00
PÚBLICO: 17.518
JUIZ: Luis Carlos Félix ( Rio de Janeiro)

CRB: César; Carlos Alberto, Itamarzinho, Marcus e Flávio; Deco, Mundinho e Jairo Mendonça; Jorge da Sorte ( Enéias), Joãozinho Paulista ( Marcos Costa) e Silva.

CSA: Carlos; Beto, Timbó, Zé Preta e Zezinho; Alberto, Luís Carlos e Jorge Siri; Élcio ( Peu), Hélio( Gabriel) e Soareste.

 

1985: Foi o clássico que não lembramos.

14 de março de 2022 7:19 por Nivaldo Mota

O ano de 1985 transcorria com a atmosfera ainda das Diretas Já! Com o advento da Nova República, politicamente o Brasil caminhava para a necessária restauração de democracia perdida através de um golpe militar em 1964.

No futebol alagoano, a dinâmica era a mesma, o CSA que tinha sido campeão em 1984, caminhava célere para ser Bicampeão estadual em 1985. Tinha uma base muito boa, mesmo com a mudança de técnicos, saiu Waldemar Carabina, entraria Fidelis.

Mas as coisas não era apenas futebol, era política, era a preocupação em casa, com o meu pai, “Sr. Nivaldo Mota, não vinha bem de saúde, desde 1983 ( ou até mesmo antes disso, sem nós sabermos ou desconfiarmos), com um processo de agudização do fígado, a cirrose tinha consumido quase que totalmente este órgão vital.

Para quem gostava de tomar suas cervejas, conhaques e whiskys. Desde 83 que vinha levando uma vida de monge, como diria certa vez um primo querido nosso , Ayrton Mota Mendonça, que infelizmente nos deixou este ano.

Pois bem, no primeiro turno do Alagoano daquele ano, CSA e CRB fizeram uma partida extra, foi um clássico em que eu não liguei, sabia que teria o jogo, mas o foco e os pensamentos positivos estavam voltados para a UTI do Hospital dos Usineiros, aonde meu pai fora levado no dia daquele jogo.

Em 1984, meu pai teve uma crise muito forte, foi a UTI, se recuperou. Um ano depois, teve mais esta crise, não conseguiu vencer, morreu aos 56 anos, faria 57 em setembro de 1985. Lembro que uma semana antes, chegando em casa, na Buarque de Macedo, fico sabendo que ele tinha passado mal no Hospital do SESI ( hoje Arthur Ramos), tinha ido fazer um processo de limpeza do fígado, uma espécie de hemodiálise, o fígado dele não filtrava mais.

Ficou internado por alguns dias naquele hospital, foi transferido para o Hospital dos Usineiros, teve uma certa melhora, tomou banho, passou seu “Leite Colônia”, pediu seu rádio 12 faixas (providenciado por mim o mais rápido possível, queria ouvir o jogo, ele era azulino), fez a barba, estava pronto para sair dali, vitorioso novamente e resistente. queria viver.

Mas não deu, no dia do clássico, a tarde, começa a sentir dores, é transferido para a UTI daquele hospital. Fiquei numa sala de espera, a noite, tendo a companhia de um primo, Fernando Roberto, o Betinho.

Não escutei o jogo, não tinha clima para isso, ouvi os funcionários do hospital comentando, o CSA ganhara do CRB por 2 x 1. Notícia triste do jogo, um torcedor caiu do quarto piso, morrendo instantaneamente no estacionamento do estádio Rei Pelé.

Naquele 27 de junho, foi o clássico que não vi e nem quis saber do resultado, pouco importava, o que eu queria era saber de meu pai, se sairia bem daquela UTI. Na madrugada do dia 28, uma sexta-feira, as duas da matina, na sala aonde me encontrava o telefone toca, o enfermeiro me pede para ir a UTI. Caminhando pelo corredor interminável, me encontro com a realidade, a notícia vem seca e implacável, “seu pai acaba de falecer”.

Não choro, encontro forças para ir ao orelhão, ligar para o meu irmão Roberto Mota, dou a notícia trágica ( por mais que soubéssemos que o quadro dele era irreversível, sempre há aquela esperança de uma recuperação), mandei avisar a todos, a minha mãe, os tios e tias, ao nossos irmãos.

Fazendo as minhas pesquisas, me deparei com este jogo e com esta data, a história é implacável, foi assim, dessa forma, que lembro do jogo, não tem como não lembrar.

 

A decisão que perdi!

12 de fevereiro de 2022 5:20 por Nivaldo Mota

Foto: Arquivo

Em 1993, o CRB começou o ano muito mal, disputando a Taça da Prata, não ganhou um jogo sequer, terrível participação Regatiana a nível nacional. Ao contrário do seu maior adversário, o CSA, fez uma bela campanha na chamada Taça de Ouro, a 1º Divisão da época.

Mesmo sendo desclassificado, o time azulino, conseguiu ir para a Taça de Prata daquele mesmo ano e chegou a final, perdendo para o Juventus de São Paulo. Ninguém imaginaria que o CRB desse a volta por cima, o tetra campeonato azulino estava bem encaminhado.

Mas.l, quando começou o campeonato alagoano daquele ano, os estaduais ainda era o grande glamour, ganha-lo era a prioridade para qualquer time, de Norte a Sul, de Lesta a Oeste deste Brasil. Tenho certeza, abrindo um parêntese aqui, a torcida do Flamengo ainda hoje sente aquele gol do Assis, aos 45 do 2º tempo, dando o título ao Fluminense em 1983.

Pois então, vencer o campeonato seria uma obrigação, e o CRB, com algumas contratações, como o meia Márcio Ribeiro, os zagueiros Saulo e Gilney, o lateral Melo, trouxe de volta Joãozinho Paulista, ainda tinha o Coca. Tinha jogadores da base, ou alagoanos,  como Beto (zagueiro), Ivanildo (ponta direita), Ricardo ( médio volante), Carlinhos do Pontal e Fanta!

O time Regatiano ganhou os três turnos, eu fui a vários jogos, como esquecer o 7 de setembro de 1983, um temporal desabou sobre Maceió, mesmo assim mais de 21 mil torcedores foram ao Rei Pelé assistir a uma grande partida entre CSA e CRB. E o Galo de Campina ganhou por 3 x 1, fundamental foi o gol do Zagueiro Gilney aos 39 do 2º tempo, empatando a partida e levando a decisão do 2º turno para a prorrogação.

O CRB, ganhador dos dois turnos iniciais, entrava agora como favorito no 3º turno, ganhando este turno seria campeão direto, sem precisar do chamado Super Turno Final. E o CRB foi um rolo compressor, foi o melhor da primeira fase, entrou no quadrangular do 3º turno com a vantagem de jogar as três partidas como mandante e não deu outra, chegou a 3º rodada precisando vencer o CSE de Palmeira dos Índios, para se tornar o grande campeão e desbancar o CSA.

Nesta época eu prestava serviços na Secretaria da Fazenda do Estado de Alagoas, como terceirizado. O jogo seria uma quinta-feira a noite, horário normal das 21 horas. Me preparei para ir a este jogo, estava engasgado com o tri dos azulinos, meu lugar tinha que ser no Rei Pelé.

Mas não foi isso que aconteceu. Meu pai, Sr. Nivaldo, foi diagnosticado com uma cirrose hepática, na época transplante de fígado somente no estrangeiro, era um sonho impossível! Era tocar a vida e faze-lo viver o maior tempo possível. Na época, morávamos no Pinheiro, na rua Miguel Palmeira, Ed. São José.

Na véspera do jogo, ele chegou pra mim e perguntou, “você vai a este jogo”? Eu respondi que sim, ele retrucou dizendo, “não vá, fique em casa”. Eu não sei o que passou pela cabeça dele, não sei se medo que eu me empolgasse demais e fosse comemorar até mais tarde o título, não sei se foi o medo de eu vir sozinho tarde da noite e diante de sua fragilidade na saúde quis se antecipar a supostos fatos que ele somente antevia.

Não disse mais nada, me afastei dele um pouco, sorri um sorriso amarelo e fui para o meu quarto refletir. No outro dia, me arrumando para ir trabalhar, falei com ele e disse que não ia aquele jogo, que eu e ele escutaria no rádio, aliás um super rádio, senti nele um alívio e com isso me senti bem também e decidi não ir ao estádio.

A noite como combinado, ficamos um pouco ouvindo a partida, mas quando o CRB fez 2 x 0 ele foi dormir. Como era um azulino, não quis ouvir a festa da torcida Regatiana. Mas tudo bem, o placar final foi 3 x 1, CRB campeão, diante de mais 14 mil torcedores que foram ao estádio naquela noite de quinta.

No outro dia, pegando o ônibus logo cedo, indo ao trabalho, zoar com os azulinos, quando no corredor da Fernandes Lima, passa um ônibus carregando passageiros, com uma bandeira Regatiana do lado da janela do motorista, a cidade avermelhou naquela manhã de sexta-feira.

Sai do trabalho correndo, peguei o primeiro buzão, tinha que subir o mais rápido porque queria ver os gols antes do Globo Esporte nacional, a parte local era apresentada por Márcio Canuto, cheguei a tempo, era a glória final. Aquela festa, mesmo não indo ao estádio no ápice da glória Regatiana, já bastavam para este torcedor, foi um final que eu não imaginei em junho daquele ano, mas naquele 3 de novembro, foi uma verdadeira explosão de amor e paixão para o meu time do coração!

 

 

O futebol alagoano para além da desorganização e da chatice

5 de fevereiro de 2022 12:59 por Nivaldo Mota

Foto: Reprodução

E o nosso futebol, continua tão amador quanto antes! Mas agora com ares de superioridade, se achando os grandes do futebol mundial, não somos, nem dentro, muito menos fora das quatro linhas.

Nossos dirigentes conseguem ainda armar campeonatos estaduais com fórmulas mirabolantes, parece até que foram paridas em historinhas infantis, acho até que a criançada hoje faria melhor em elaborar racionalmente uma tabela de futebol com datas programadas, estas coisas!

Vejamos, começando por nós alagoanos, todo mundo sabe desde meados do ano passado, que CRB e CSA disputariam a Copa Nordeste, e que mais um clube de Alagoas disputaria, juntamente com os dois já citados acima a Copa do Brasil.

Pois bem, já modificaram  rodada,  esparramaram jogos  por vários dias, se olharmos a terceira rodada, ela está marcando os jogos, mas não temos certeza de nada!

Os caras já sabiam das datas da Copa do Brasil, Copa do Nordeste, pombas, façam a nossa campeonato alagoano de acordo com ela, é difícil isso? Claro que não, mas são tantas as conveniências, o torcedor que se lixe!

Outra coisa, enfiaram no meio disso tudo a Copa Alagoas, no meio do campeonato alagoano, a insanidade e estupidez destes caras não tem limites. A Copa Alagoas, era para ser realizada no segundo semestre, quando a maioria absoluta dos times está parados.

Agora era para estar acontecendo a 2º Divisão do Alagoano, aí tudo bem, hoje vivemos uma enorme confusão de datas e ninguém sabe de nada, confusão com tabelas  e competições!

A Europa tem várias competições, além de seus campeonatos nacionais, Copas locais, de cada país, tem as Copas dos clubes europeus, de seleções europeias, mas tá lá, tudo organizado, a temporada começa e termina,  os torcedores de toda a Europa já conhece quando jogará os seus times do coração!

Aqui não, que se lixe os torcedores, quanto menos torcedores melhor, estes caras estão  matando o futebol, que está chato, cheio de frescuras, vide o CRB, que se fechou dentro do Ninho do Galo e ninguém sabe o que tem lá dentro.

Hoje é dia de clássico, o mais tradicional do nosso Estado, CRB x CSA, bons tempos em que íamos ao Rei Pelé em enormes procissões pela Siqueira Campos, sem medo, três horas antes do jogo principal começar. Havia sempre uma boa preliminar, entre ambos, categoria de base, hoje em dia, temos limitações de ingressos e muitas coisas que impedem e afastam o torcedor de comparecer os estádio e assistir o clássico das multidões!

 

 

Odisseia para assistir a partida do time do coração.

14 de janeiro de 2022 5:03 por Nivaldo Mota

Em 1981, morava em Arapiraca, tudo que se referia ao futebol, ficava sabendo através do velho e bom rádio de pilha; como dizia o bordão do programa do Adelson Alves, da Rádio Globo, “o amigo da madrugada”.
Também tinha as leituras com os jornais, meu saudoso pai, assinava o Jornal de Alagoas, presumo quando as coisas melhoravam ele assinava também a Gazeta de Alagoas. Mas lá em casa nunca deixou de ter revistas como Placar, Veja, Manchete, Cruzeiro e uma época mais atrás e que meus irmãos mais velhos atestam, ele também comprava a revista Realidade.

Pois bem, quando eu tinha 16 anos, comecei a trabalhar, numa serralharia, ficava na entrada da cidade, minha função era em tese tomar conta, ser o responsável pelo almoxarifado, mas não era somente isso, tirei os pingos da soda que ficavam nas portas e portões de ferro que eram produzidos na pequena fábrica, bem vindo ao capitalismo.

Trabalhava até sábado meio dia, recebia por quinzena, e aos domingos inventei de ser mesário da Liga Arapiraquense de Desportos Amadores, a famosa LADA, que era presidida pelo Sr. Lula da Funerária.

Domingo pela manhã, fazia dois jogos, geralmente no campo da Indústria Amerino Portugal. Ganhava o equivalente a vinte reais de hoje por jogo, voltava para casa perto do meio dia, não durou muito tempo tudo isso, mas enquanto durou valeu a pena.

Numa dessas, resolvi assistir a estreia do craque e badalado Alexandre Bueno no CRB, logo em um clássico contra o CSA, num domingo, seis de setembro. Decisão do Quadrangular do 2ª turno, não podia faltar.

Cumprir com as minhas obrigações com a LADA, mesmo que não precisasse tanto daquela grana, tinha recebido a quinzena do trabalho, mas compromisso é compromisso. Voltei voando, fiz os jogos da manhã, passei na funerária, deixei as súmulas das partidas, corri para casa, um rápido banho, almoço mais que ligeiro e correr para a “Agência “, na rua São Francisco, pegar o ônibus para Maceió, que saia as 13 horas.

O percurso do ônibus era por Taquarana e depois pegava a BR 316, passando por Maribondo, Atalaia e Pilar. A previsão de chegada em Maceió seria por volta das 15:30, se tudo ocorresse de forma normal.

Eu só estava pensando no jogo, nem lembrava que havia chovido na região entre Maribondo e Atalaia, naquela região tem um lugar conhecido como “Campina”, aquele trecho era lama pura quando chovia, transito parado, carretas atoladas, um sufoco.

Sem exagero, aquele trecho só foi definitivamente consertado entre 2003 a 2010, no governo Lula! Bom, com atraso, descomunal, chegamos a Maceió as 16:30, na rodoviária que era ali no Poço.

Imediatamente peguei um taxi para o Rei Pelé, correr para as bilheterias e conseguir um ingresso. Os cambistas faziam a festa na porta do estádio, enfrentei uma pequena fila, entrei no templo maior do futebol alagoano, estava lotado, mesmo assim me acomodei nas escadinhas que dão acesso as arquibancadas do quarto piso.

Os times já estavam em campo para iniciar a partida. Meu olhar primeiro foi observar se o craque Alexandre Bueno estava de verdade em campo, e ali estava o meia, meio calvo, com a camisa dez, conversando com o Almir Explosão.

Assim que começa a partida, todas as nossas expectativas se traduz dá melhor maneira possível, um lançamento a lá Zico, Bueno deixa Almir na cara do goleiro Zé Luís, que não consegue evitar o gol do CRB, com um minuto, metade do estádio está em êxtase total.

Mas o jogo era disputado, o CSA queria o bicampeonato, o primeiro turno o CRB já tinha ganho. Neste jogo, o último do quadrangular decisivo do 2º turno os dois maiores de Alagoas, chegaram iguais, para levantar a taça do 2º turno tinha que ter um vencedor, se desse empate seria necessário mais uma partida.

Eram dois grande times, treinados por dois gaúchos, Valmir Louruz no CSA e Valdir Espinosa no CRB. A partida terminou empatada, Dentinho marcou aos 40 do 2º tempo para o CSA. Naquele campeonato o equilíbrio era total.

Vi uma grande partida de futebol, emocionante, agora era voltar para Arapiraca, uma maratona eu iria enfrentar, mas tudo valeu a pena, viver aquele momento mágico valia qualquer sacrifício.

Uma rápida visita a minha avó materna, morava no Prado, depois um táxi para a rodoviária e voltar para a Arapiraca com o gostinho de querer ficar e assistir o jogo decisivo na quarta-feira. No ônibus, voltando, encontrei mais tres pessoas falando do jogo, os caras também assistiram aquela partida, só não lembro para qual time torciam.

Na minha cabeça de adolescente, tudo girava em torno do futebol, eu não lia, eu comia a Placar, ler o “Tabelão” era uma das minhas preferidas! Quando o meu pai viajava para Maceió, ficava sempre na expectativa dos jornais que ele trazia de fora, como o Globo, JB e o Jornal dos Sports, este era o meu favorito.

 

Odisseia para assistir a partida do meu time do coração.

14 de janeiro de 2022 4:57 por Nivaldo Mota

 

Em 1981, morava em Arapiraca, tudo que se referia ao futebol, ficava sabendo através do velho e bom rádio de pilha; como dizia o bordão do programa do Adelson Alves, da Rádio Globo, “o amigo da madrugada”.

Também tinha as leituras com os jornais, meu saudoso pai, assinava o Jornal de Alagoas, presumo quando as coisas melhoravam ele assinava também a Gazeta de Alagoas. Mas lá em casa nunca deixou de ter revistas como Placar, Veja, Manchete, Cruzeiro e uma época mais atrás e que meus irmãos mais velhos atestam, ele também comprava a revista Realidade.

Pois bem, quando eu tinha 16 anos, comecei a trabalhar, numa serralharia, ficava na entrada da cidade, minha função era em tese tomar conta, ser o responsável pelo almoxarifado, mas não era somente isso, tirei os pingos da soda que ficavam nas portas e portões de ferro que eram produzidos na pequena fábrica, bem vindo ao capitalismo.

Trabalhava até sábado meio dia, recebia por quinzena, e aos domingos inventei de ser mesário da Liga Arapiraquense de Desportos Amadores, a famosa LADA, que era presidida pelo Sr. Lula da Funerária.

Domingo pela manhã, fazia dois jogos, geralmente no campo da Indústria Amerino Portugal. Ganhava o equivalente a vinte reais de hoje por jogo, voltava para casa perto do meio dia, não durou muito tempo tudo isso, mas enquanto durou valeu a pena.

Numa dessas, resolvi assistir a estreia do craque e badalado Alexandre Bueno no CRB, logo em um clássico contra o CSA, num domingo, seis de setembro. Decisão do Quadrangular do 2ª turno, não podia faltar.

Cumprir com as minhas obrigações com a LADA, mesmo que não precisasse tanto daquela grana, tinha recebido a quinzena do trabalho, mas compromisso é compromisso. Voltei voando, fiz os jogos da manhã, passei na funerária, deixei as súmulas das partidas, corri para casa, um rápido banho, almoço mais que ligeiro e correr para a “Agência “, na rua São Francisco, pegar o ônibus para Maceió, que saia as 13 horas.

O percurso do ônibus era por Taquarana e depois pegava a BR 316, passando por Maribondo, Atalaia e Pilar. A previsão de chegada em Maceió seria por volta das 15:30, se tudo ocorresse de forma normal.

Eu só estava pensando no jogo, nem lembrava que havia chovido na região entre Maribondo e Atalaia, naquela região tem um lugar conhecido como “Campina”, aquele trecho era lama pura quando chovia, transito parado, carretas atoladas, um sufoco.

Sem exagero, aquele trecho só foi definitivamente consertado entre 2003 a 2010, no governo Lula! Bom, com atraso, descomunal, chegamos a Maceió as 16:30, na rodoviária que era ali no Poço.

Imediatamente peguei um taxi para o Rei Pelé, correr para as bilheterias e conseguir um ingresso. Os cambistas faziam a festa na porta do estádio, enfrentei uma pequena fila, entrei no templo maior do futebol alagoano, estava lotado, mesmo assim me acomodei nas escadinhas que dão acesso as arquibancadas do quarto piso.

Os times já estavam em campo para iniciar a partida. Meu olhar primeiro foi observar se o craque Alexandre Bueno estava de verdade em campo, e ali estava o meia, meio calvo, com a camisa dez, conversando com o Almir Explosão.

Assim que começa a partida, todas as nossas expectativas se traduz dá melhor maneira possível, um lançamento a lá Zico, Bueno deixa Almir na cara do goleiro Zé Luís, que não consegue evitar o gol do CRB, com um minuto, metade do estádio está em êxtase total.

Mas o jogo era disputado, o CSA queria o bicampeonato, o primeiro turno o CRB já tinha ganho. Neste jogo, o último do quadrangular decisivo do 2º turno os dois maiores de Alagoas, chegaram iguais, para levantar a taça do 2º turno tinha que ter um vencedor, se desse empate seria necessário mais uma partida.

Eram dois grande times, treinados por dois gaúchos, Valmir Louruz no CSA e Valdir Espinosa no CRB. A partida terminou empatada, Dentinho marcou aos 40 do 2º tempo para o CSA. Naquele campeonato o equilíbrio era total.

Vi uma grande partida de futebol, emocionante, agora era voltar para Arapiraca, uma maratona eu iria enfrentar, mas tudo valeu a pena, viver aquele momento mágico valia qualquer sacrifício.

Uma rápida visita a minha avó materna, morava no Prado, depois um táxi para a rodoviária e voltar para a Arapiraca com o gostinho de querer ficar e assistir o jogo decisivo na quarta-feira. No ônibus, voltando, encontrei mais tres pessoas falando do jogo, os caras também assistiram aquela partida, só não lembro para qual time torciam.

Na minha cabeça de adolescente, tudo girava em torno do futebol, eu não lia, eu comia a Placar, ler o “Tabelão” era uma das minhas preferidas! Quando o meu pai viajava para Maceió, ficava sempre na expectativa dos jornais que ele trazia de fora, como o Globo, JB e o Jornal dos Sports, este era o meu favorito.

 

Uma tarde feliz

11 de janeiro de 2022 7:36 por Nivaldo Mota

 

O que você fazia no dia 7 de junho de 1981? Eu estava no estádio Municipal, de Arapiraca, assistindo a vitória do ASA sobre o CSA, por 2 x 1. Os gols do ASA foram marcados por Valmir e Zé Carlos, Osmar Barão descontou para os azulinos.

Entendam o seguinte: Arapiraca, à época, tinha como principal atração para os que gostam de futebol os jogos do ASA, a mobilização era grande, casa cheia em quase todos os jogos do alvinegro.

Torcedor do CRB, fui secar o CSA, obviamente. Devo confessar, morando em Arapiraca, quando o ASA não jogava contra o Regatas, torcia pelo “Fantasma”, natural isso, era o meu segundo time em Alagoas.

Atenção: nascido numa família de azulinos, meu pai, além dos irmãos mais velhos, são torcedores do CSA, mas como 99,9% dos nordestinos, além de torcer por um time local, torce também por um time de fora, especificamente do estado do Rio de Janeiro. O nosso caso, meu pai e todos os filhos, a preferência era o Flamengo.

Obviamente que eu como caçula dos homens, recebi uma carga e pressão para ser flamenguista, normal e natural. Teve uma vez em Penedo ainda, tinha lá meus oito anos, com raiva porque o Flamengo levou de seis do Botafogo, disse que era Vasco da Gama a partir dali, não demorou uma semana a paquera para ser Vascaíno, a pressão foi enorme!

Com relação a ser CRB, creio que como era Flamengo, foi deixado por menos pelo velho Nivaldo ( meu pai), sendo Flamengo, podia romper com a unidade azulina e lá fui eu ser CRB.

Então, meus dois times eram CRB aqui nas Alagoas e no Rio e no Brasil como um todo, Flamengo, era a tal da paixão dividida, era nosso politeísmo consentido, os deuses do futebol concordaria com esta tese.

Eu só não entendia muito bem o torcedor de Pernambuco, nesta época eu ouvia várias rádios, a Jornal do Comércio e a Clube do Recife.

Em dias de clássico por lá, eu sintonizava e ouvia as resenhas, era comum aquele sentimento de que lá rubro negro é Sport Recife, tricolor Santa Cruz e alvirrubro é Náutico.

Juro que não entendia e nem aceitava, como pode isso, eles tinha que torcer também por times de fora, mas eles tinham e tem razão até hoje, tem que valorizar o que é seu, este pertencimento é fundamental para o crescimento não somente no futebol!

Bom, voltando aquele dia, enquanto estava assistindo ao jogo do ASA x CSA, meus ouvidos estavam atentos a dois jogos quase que simultâneos, um Vasco x Flamengo no Maraca e CRB x Penedense no Rei Pelé.

O Flamengo venceu o Vasco por um a zero, golaço de Zico, entrando na área e deslocando Mazzaropi. O que surpreendeu a mim foi o público no Maracanã, um Flamengo e Vasco com apenas 45 mil pessoas, não era o público que todos imaginavam.

Flamengo e Vasco é o clássico dos milhões por sempre atrair as multidões, aliás são as maiores torcidas do Rio de Janeiro.

Aqui no Rei Pelé, ouvindo a Difusora ou Rádio Gazeta, confirmaria a vitória do CRB sobre o Penedense, com gols de Mundinho e Lula, aquele que teve a perna quebrada em um jogo contra o próprio Penedense, mas em outro turno.

Falam que a perna dele foi quebrada para tira-lo do campeonato, Lula e Américo faziam uma dupla magistral e o CRB, é bom lembrarmos, havia ganho o 1º Turno, caminhava célere para retomar a hegemonia do futebol alagoano.

Claro que estas lendas e “estórias”, sempre vão povoar as mentes dos torcedores, aqui e alhures, mas evidente que não se teve prova nenhuma de tal acontecimento trágico para o jogador e o clube.

Bom, saí do estádio de alma lavada, o CSA perdeu, o Flamengo venceu o Vasco e o CRB disparava como líder do 1º Turno do Alagoano de 1981. Posso dizer, foi uma tarde feliz!

O MEU CORAÇÃO AVERMELHOU, TRIPLAMENTE.

7 de janeiro de 2022 8:53 por Nivaldo Mota

Renato, Haroldo, Major, Bibiu, Ademir e Roberto Menezes. Agachados: Orlandinho, Reinaldo, Silva, Tadeu e Sarão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um dos momentos no futebol alagoano que me marcou profundamente foi na década de 1970 quando o CRB montou um timaço, a maioria dos jogadores formados no clube e outros vieram do Ferroviário, Guarani e São Domingos.

Pela idade, obviamente, não acompanhei de perto os campeonatos de 1970, 72 e 73. A rigor, eu comecei a acompanhar em Penedo, ouvindo através de um TransGlobo ou algo parecido do meu pai.

O velho meu pai, azulino apaixonado, encarou com naturalidade a opção do filho mais novo naquele momento, isso a partir de 1972! Mas apenas de passagem, eu só consegui entender melhor as coisas do futebol um pouquinho mais a frente ali pelos anos de 1974/75, quando o CSA reinava, mas o coração já era duplamente vermelho, mais na frente ele ficou triplamente vermelho.

O ano de 1976 marca extraordinariamente uma mudança no futebol alagoano, o CRB retomaria a hegemonia do nosso futebol, mais ainda, apareceu um jovem, com apenas dezoito anos, vindo de contra peso do XV de Piracicaba e se transformará em um dos maiores ídolos da torcida do vermelha e branca, Joãozinho, que virou Joãozinho Paulista, já que existia outro Joãozinho, que virou Gaúcho.

Um elenco que tinha César, Flávio, Espinosa, Gilmar, Roberval, Silva, Djair, Antônio Carlos e finalmente Joãozinho Paulista, levou o campeonato de rodagem.

Depois vieram os campeonatos de 1977 e 78, vieram jogadores como Deco, Mundinho, que deram consistência no meio campo. Todo esse imaginário para um jovem torcedor, eram as narrações esportivas, com Adilson Couto, Arivaldo Maia e Sabino Romariz.

Em 1979, ano do Tetra, o CRB monta um time praticamente de casa, com César, Cícero Besouro, Marcos, Carlinhos, Patinha, Eneias, Jorge da Sorte, Alberto Rato Branco e Silva. De fora na partida final contra o CSA ( CRB 2 X 0), no dia 23 de setembro, só tinha de fora o Flávio e o Mundinho.

Sem dúvida nenhuma foi uma década Regatiana, como era bonito ver o Rei Pelé avermelhado, sempre a torcida do CRB foi mais empolgante, com suas charangas e buzinas.

 

 

ASA X CRB, UM 12 DE JULHO QUE ENTROU PARA A HISTÓRIA!

19 de dezembro de 2021 8:46 por Nivaldo Mota

Este 2021 que está terminando, me fez lembrar uma partida que marcou nos meus 16 anos, uma partida épica, entre ASA X CRB, decidindo o primeiro turno do campeonato alagoano de 1981, portanto a 40 anos, num 12 de julho que jamais esquecerei..

Os torcedores mais novos, evidentemente, muitos ou quase a totalidade ficam surpresos com os números que mostramos vez por outra aqui no blog, quando comentamos em um resgate histórico, acontecimentos de um futebol mais jogado, mais técnico, menos profissional do que nos dias atuais, mas com certeza levava mais torcedores para os estádios.

O campeonato de 1981, ganho pelo CSA, aliás, o azulão do Mutange se sagraria Bicampeão neste ano, começou em 24/05/ e terminou no dia 22/11, quase seis meses de competição. Mas vamos falar do jogo, e por que foi épico? Em primeiro lugar, depois do ressurgimento do ASA, em 1977, o time arapiraquense tinha parado com o futebol entre 1976 e 1977, tanto porque o estádio Coaracy da Mata Fonseca, ou o Municipal, estava em reforma, e também por problemas financeiros, tanto que mudou o seu nome de Associação para Agremiação Sportiva Arapiraquense.

Bom, depois de várias tentativas frustradas para chegar numa final de campeonato, ou que fosse de um turno sequer, o ASA enfim chegava numa final de turno, contra o CRB.

Antes do jogo final, o ASA, na fase preliminar do turno, jogou contra estes times: ASA 2 X 0 Penedense; São Domingos 1 X 1 ASA; ASA 2 X 1 CSA; Capelense 1 X 2 ASA; ASA 4 X 0 Ferroviário; ASA 0 X 0 CRB (renda de Cr$ 1.541.400,00; Público de 13.751 pagantes); ASA 2 X 0 CSE; No quadrangular decisivo, ASA 0 X 0 CSA; ASA 2 X 1 Penedense.

Já o CRB, que tinha perdido o pentacampeonato no ano anterior, para o seu maior rival, começou a competição por baixo, e surpreendentemente chegou a grande final do primeiro turno, com estes resultados: CRB 5 X 1 São Domingos; Ferroviário 0 x 0 CRB; CRB 2 X 0 Penedense; CRB 3 X 0 Capelense; CSE 1 X 3 CRB; ASA 0 X 0 CRB; CSA 1 X 1 CRB (Renda de Cr$ 1.816.600,00; Público pagante de 17.916.); No Quadrangular, CRB 1 X 0 Penedense; CRB 4 X 1 CSA (Renda de Cr$ 2.157.050,00; Público pagante de 18.481 torcedores).

Estava pronta à festa, o jogão daquele domingo, seria fantástico, a primeira vez que o ASA disputaria uma final em sua nova fase, embalados por uma campanha ufanista, só que se esqueceu de combinar com o CRB. Aliás, a feste foi de um colorido jamais visto, o público pagante é recorde até hoje em Arapiraca, mais de 18 mil no estádio Municipal. Por baixo, tinham entre cinco ou seis mil regateanos.

Governador de Alagoas à época, indicação da ditadura fascista era o Guilherme Palmeira e deputado federal Divaldo Suruagy, todos da Arena, partido da sustentação do regime militar, eram praticamente donos do estado de Alagoas. Pois bem, o que se disse naquela decisão é que os dois conseguiram junto à empresa Progresso, centenas de ônibus para a torcida Regateana invadir Arapiraca.

De fato, desde as primeiras horas da manhã, Arapiraca foi sendo invadida por vários ônibus, não sei se chegou a cem, mas eram muitos, carros particulares aos montes, eu ali, morava nesta época na “Terra do Fumo”, contando as horas para ir ao estádio com minha bandeira vermelha e branca que ganhei do mano Roberto em 1972.

Fogo foi sair de casa tapeando o velho Nivaldo, meu pai. Como sair com a bandeira, ele tinha recomendado, “não leva a bandeira Motinha”, tinha-se o risco, muito pequeno é verdade, de possíveis agressões.

Consegui articular como meu vizinho, o Sandro, mais conhecido como “Petinha”( saudoso amigo), escondeu a bandeira na sua casa, quando sair de caso eu passaria na casa dele e tudo certo, numa reta só, ir ao estádio Municipal. E assim foi, fui ao Municipal, chegando lá, do lado da torcida do Galo, nunca vi tantas buzinas e bandeiras juntas, era o grande diferencial as charangas da torcida do CRB.

Das regiões vizinhas a Arapiraca, sítios e cidades, caminhonetas D-10 ou D-20, meios caminhões, chegava a toda hora entupidos de gente. Vou traçar um paralelo aqui, mas era como se fosse aquela final da Copa de 1950 entre Brasil e Uruguai, nos corações e mentes, era a mesma paixão ali colocada.

O Municipal naquela época tinha aquele lance de arquibancadas de cimento, aquele pedacinho acima onde fica as cabines de rádio e TV. Do lado oposto ficava as arquibancadas metálicas, instaladas desde 1979. Atrás dos gols, aquele que fica hoje as torcidas visitantes, era a geral, todo mundo em pé, no barro vermelho mesmo!

Do outro lado, o da entrada, fizeram para este jogo, uma arquibancada de madeira, com uns seis lances e mais ou menos, com uns 100 metros de cumprimento, o restante era em pé mesmo.

Neste setor ficou a torcida do CRB. Naquela época não havia essa coisa que há hoje, tantos ingressos para o mandante e visitante, era chegar e comprar, não havia essa questão de segurança que temos nos dias atuais, a capacidade do estádio era topar nos muros.

O CRB venceu por 2 X 1, com gols de Almir aos 13 do 1º tempo e Américo aos 24 do 2º. Valmir descontou para o ASA, aos 31 do 1º tempo.

Arapiraca a noite pareceu o Rio de Janeiro em 1950 quando o Brasil perdeu a Copa do Mundo para o Uruguai, evidente que eu não era nem nascido em 1950, mas de tanto ler sobre o “Maracanazo”,  coincidência ou não, no mesmo mês, alguns dias de diferença, mas o sentimento  foi o mesmo, a noite, indo para a casa da namorada, ninguém nas ruas, uma coisa impressionante!.

Namorar naquele dia foi difícil, o clima era de velório, o jeito foi acalenta-la, mas no íntimo eu era toda felicidade, sorriso na cara, expressão de vencedor. No outro dia no colégio, imagina a onda, faz parte do futebol, o melhor do futebol, a gozação com a torcida adversária. Mas não estava só, no Colégio Bom Conselho, tinha outros Regateanos, ainda bem!

Quem apitou foi o juiz Leandro Serpa, do Rio Grande do Sul. ASA jogou com, Jurandir; Toninho, Eliberto, Raimundo e Paulo Silva (Cabral); Deco, Zé Carlos, Luís Carlos (Reinaldo); Marcos Itabaiana, Gilmar e Valmir. Técnico: Alencar.
CRB: Adeildo; Cícero Besouro (Galba), Paulinho Carimbó, Marcos Careta e Hamilton; Sabará, Mundinho e Edu; Américo, Enéias (Israel) e Almir.
Renda de Cr$ 2.159.000,00; Público pagante de 18.481 torcedores.


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