Nivaldo Mota

Com direção do CRB dividida, empresário-diretor fica com mais poderes

Enquanto tivermos este modelo, nada vai mudar, o CRB sempre terá um dono, ou um grupo de donos, como na atual gestão

Reprodução

E a direção do CRB, sem nenhuma perspectiva, sem saber o que fazer, resolve demitir o treinador Marcelo Cabo, mas será que o treinador é o único culpado pelo rendimento do time, lanterna da Série B?

Tenho convicção que não, só para esclarecer, nunca gostei do trabalho do Marcelo Cabo, em qualquer situação ou tendo em mãos um plantel mais competitivo ele sempre joga por uma bola, sempre na retranca, mas sinceramente, ele dessa vez não tem culpa de nada!

A vinda de Daniel Paulista, como novo treinador, não resolverá nada, com este elenco, nem Guardiola daria jeito!

E afinal, quem são os culpados pela péssima campanha do CRB até o momento na Série B? A dupla dinâmica, o presidente das redes sociais e o empresário de jogadores transformado em diretor de futebol. Marroquim e Thiago Paes, estão afundando o CRB, com as velhas práticas de sempre!

O CRB não tem comando, tem uma junção de pessoas, não há unidade, segundo as fontes consultadas, o clima interno entre os próprios dirigentes é o pior possível, principalmente pela arrogância do presidente e por quem de fato manda em tudo mesmo, o diretor de futebol, é ele o responsável por todos os penas de pau trazidos para o CRB!

Não é o caso de sentir saudades de qualquer administração passada, já falei aqui, o problema do CRB está na gênese, a forma que estes caras são eleitos é o que favorece este tipo de prática, se acham acima dos pobres mortais, se acham acima de todos, uma boçalidade sem tamanho.

Eles são eleitos por um Conselho Deliberativo que nunca é renovado, os membros deste conselho antiquado, é quem elege uma gestão, longe da torcida, bem distante do sócio, não ouço uma voz sequer dentro do clube que questione esta fórmula antidemocrática para se eleger uma direção de um clube de massa e que envolve tanta paixão acumuladas em mais de cem anos de história.

Que ver um caso, além de contratar apenas jogadores que são do empresário diretor de futebol, o presidente e atual gestão repete Marcos Barbosa, renegam a camisa número um do clube. Estes caras não leem o estatuto do clube, parece que tem vergonha de uma camisa quase única no mundo, bonita, e o Conselho, sempre acéfalo, não cobra nada!

Enquanto tivermos este modelo, nada vai mudar, o CRB sempre terá um dono, ou um grupo de donos, como na atual gestão, mas os interesses destes grupos nunca são revelados, o sócio e os torcedores que se danem bem longe das decisões do clube.

Por Nivaldo Mota

No CRB, a crise continua!

Mário Marroquim não queria fazer o sócio torcedor das arquibancadas baixas, foi aconselhado a fazer, a resposta foi de imediata com mais de 1.500 sócios daquele setor.

Mário Marroquim. Foto: Divulgação/CRB

Pois é, a forma da eleição no CRB está ultrapassada, devemos lutar por democracia dentro do clube, o voto do sócio tem que ser universal, independente quanto ele paga, ele é um sócio.

Eleição via Conselho está errada e é algo ultrapassado. Fazem isso, para que eles continuem mandando, futebol sempre deu dinheiro, hoje principalmente! Nos dias atuais, muito mais dinheiro entra para os clubes, principalmente se ele faz parte das Séries A e B e Copa do Nordeste no caso aqui dos alagoanos.

O presidente do CRB, Mário Marroquim, mostra até aqui uma postura aquém do desejado pela nação Regatiana. Não interage com a torcida, tentou fechar a parte das chamadas arquibancadas baixas do estádio Rei Pelé, ignorando por completo que existem torcedores do CRB que gostam daquele lugar e que muitos que vão alí é porque não tem grana para ir em outros setores, a massa anda sem dinheiro, principalmente na conjuntura atual do presidente do país que só governa para os ricos.

Inclusive Mário Marroquim não queria fazer o sócio torcedor das arquibancadas baixas, foi aconselhado a fazer, a resposta foi imediata com mais de 1.500 sócios daquele setor. Segundo alguns dirigentes, Marroquim não tem pulso com o plantel, entregou o comando do futebol a um empresário, Thiago Paz, isso tem sido nocivo ao clube, é só observarmos quem joga no time.

E o pior, na minha opinião, foi ele fazer gracejos com a instituição CSA, sua torcida, etc e tal. O torcedor pode fazer qualquer gracejo, tirar onda mesmo, menos violência é claro, mas presidente de um clube centenário, profissional, ir nas redes sociais, fazer piadinhas, sem graça nenhuma por sinal, pega mal!

Ele devia se preocupar ou ter se preocupado em tempo hábil para armar um time competitivo para a disputa da Série B deste ano, bem como da Copa do Brasil e Copa do Nordeste.

Não me venham falar em falta de dinheiro, entre cotas de TV, boa participação na Copa do Brasil de 2021, encheram o caixa do clube, o problema está na confiança/pareceria com o empresário diretor de futebol, este tem sido o pior dos problemas enfrentado pelo clube.

Por Nivaldo Mota

CRB, com atual direção, tem uma administração pífia.

 

 

 

Quando Mário Marroquim foi eleito presidente do Clube de Regatas Brasil, muitos acharam à época que o Clube praiano entraria em uma nova era, mas o que vimos até agora não vem agradando a maioria de sua imensa torcida.

Não falo de resultados em si, perder ou ganhar, faz parte do processo. Em 2021, com um time melhor que esse, foi vice do alagoano e fez uma boa campanha na Série B. Na Copa do Brasil, eliminou o Palmeiras lá em São Paulo.

Em 2022, o CRB foi eliminado logo no primeiro jogo da Copa do Brasil pela Portuguesa Carioca. Na Copa do Nordeste foi até a semifinal e para culminar, ganhou o estadual com um time medíocre.

Mas tem coisas que não encaixam, quem manda no futebol do CRB é um empresário do futebol, hoje com cargo e tudo mais, Thiago Paz é diretor de futebol, qual a independência que um treinador tem no CRB? Fica a pergunta, mas a resposta todos tem na ponta da língua, claro que é não.

Qual o sentido disso tudo, tentar agradar parte da torcida? Fazer média? Isso mesmo, creio que o intuito foi esse mesmo, tentar agradar parte da torcida para que não se volte contra a sua administração, que eu caracterizo como pífia até aqui.

Este ano, sabedor da mediocridade do time, não fez nenhum movimento em contratar alguns jogadores de um nível melhor para a disputa da duríssima Série B. O resultado é o que estamos vendo, um time sem liga, um treinador que não tem culpa (apesar de não gostar do seu estilo, retranqueiro), tentar tirar leite de pedra. O CRB pode estar assinando o seu “Projeto Série C”.

Ao entregar a um empresário os destinos do futebol do “Galo da Praia”, temo por dias piores, a julgar pelos reforços que chegaram ao clube, inexperientes, jovens demais! Engraçado que se gasta com estas transferências, tendo tanto jogadores da base que fazem melhor que estes que vem de fora por um valor bem mais interessante para as finanças do clube.

Até agora não vimos uma verdadeira transparência dentro do CRB. A própria eleição dos presidentes do Regatas, apesar de dizerem por aí, que é mais aberta, não passa de um arrumadinho de um “Conselho Deliberativo”, quer dizer, o sócio do clube não tem valor nenhum.

Isso sem falar nos padrões de camisas do CRB, uma vergonha! Quem já percebeu, camisa de uma cor, desbotadas, calções bem vermelhos, que coisa desorganizada! Conheço time amador, que neste quesito é mais, mais muito mais organizado que o glorioso CRB.

Isso sem falar que não usam o padrão original, número um, eu não sei se esse pessoal ler o estatuto do clube.

Para encerrar, no jogo contra o Náutico, o público anunciado foi de pouco mais de 3.700 torcedores, mas pasmem, no borderô, está lá, 622 cortesias. Sabe o que isso significa, que do público que foi lá, pagando ingressos ou como sócios, 16,9% entraram de graça, sim, pelo que se presume, o CRB anda nadando em dinheiro.

Cadê este Conselho Deliberativo, tão eficaz em não querer mudar o processo eleitoral, que deveria ser direto, universal, um sócio, um voto! Não vai apurar isso nobres conselheiros, 622 pessoas agraciadas, besta é quem paga ingressos e se associa no CRB, brincadeira tem hora, presidente Marroquim.

 

Por Nivaldo Mota

Administração mequetrefe leva Rei Pelé a ter público de ginásio!

Sem nenhuma cadeira, arena hoje tem capacidade para 14 mil pessoas

Divulgação

Diminuíram a capacidade do estádio! Um MP ( Ministério Público), que não sabe nada de futebol, a PM que não quer ter trabalho, e uma administração boçal e caótica do estádio, para não contrariar o governador, para se segurar nos cargos, só fez balançar a cabeça para estas instituições.

O Rei Pelé, quando da sua inauguração, cabiam cerca de 45 mil pessoas. Tirando o jogo inaugural, que teve um público de umas 50 mil pessoas, o jogo que aproximou mais deste número foi Brasil x Irlanda em 1981, com 39 mil pagantes.

O maior clássico, CRB x CSA, foi cerca de 35 mil pagantes, isso em um campeonato brasileiro de 1976. Depois da reforma do GB, que acabou coma Geral e cadeirou o estádio todo, o público ficou em 25 mil lugares.

No jogo da final do CSA na COMMEBOL, com certeza tinha mais gente que isso aí! Pois bem, com Teothonio Vilela, o estádio passa por mudanças, tiram as cadeiras que pareciam penicos, colocam umas cadeiras melhores, mas por exigências da Comando e da Mancha, Jorge VI, retira uma parte das cadeiras aonde estas torcidas tradicionalmente ficam.

Mas repare, neste período, o público é diminuído para 19 mil lugares. O argumento é que as cadeiras maiores, tiravam mais espaços.

Mas aí vem o suprassumo da verdadeira “fuleiragem” com o torcedor e os clubes, como não precisam do público e abaixam as cabeças para receber as migalhas que governo oferece ( num país sem desemprego, miséria, todos morando e vivendo com dignidade, ainda era para ser pensado este tipo de ajuda com o dinheiro público para algo privado e que hoje movimente milhões de reais), não questionaram quando esta administração atual, mequetrefe, tacanha e de uma pequenez nunca vista, colocaram uns gradis que eles dizem que é para proteger, no fundo mesmo fez tirar público do estádio,

Hoje, pasmem vocês todos, sem nenhuma cadeira, hoje tem capacidade para 14 mil pessoas, uma vergonha!

Por Nivaldo Mota

1985: Foi o clássico que não lembramos.

Foi o clássico que não vi e nem quis saber do resultado, pouco importava, o que eu queria era saber de meu pai sairia bem daquela UTI.

O ano de 1985 transcorria com a atmosfera ainda das Diretas Já! Com o advento da Nova República, politicamente o Brasil caminhava para a necessária restauração de democracia perdida através de um golpe militar em 1964.

No futebol alagoano, a dinâmica era a mesma, o CSA que tinha sido campeão em 1984, caminhava célere para ser Bicampeão estadual em 1985. Tinha uma base muito boa, mesmo com a mudança de técnicos, saiu Waldemar Carabina, entraria Fidelis.

Mas as coisas não era apenas futebol, era política, era a preocupação em casa, com o meu pai, “Sr. Nivaldo Mota, não vinha bem de saúde, desde 1983 ( ou até mesmo antes disso, sem nós sabermos ou desconfiarmos), com um processo de agudização do fígado, a cirrose tinha consumido quase que totalmente este órgão vital.

Para quem gostava de tomar suas cervejas, conhaques e whiskys. Desde 83 que vinha levando uma vida de monge, como diria certa vez um primo querido nosso , Ayrton Mota Mendonça, que infelizmente nos deixou este ano.

Pois bem, no primeiro turno do Alagoano daquele ano, CSA e CRB fizeram uma partida extra, foi um clássico em que eu não liguei, sabia que teria o jogo, mas o foco e os pensamentos positivos estavam voltados para a UTI do Hospital dos Usineiros, aonde meu pai fora levado no dia daquele jogo.

Em 1984, meu pai teve uma crise muito forte, foi a UTI, se recuperou. Um ano depois, teve mais esta crise, não conseguiu vencer, morreu aos 56 anos, faria 57 em setembro de 1985. Lembro que uma semana antes, chegando em casa, na Buarque de Macedo, fico sabendo que ele tinha passado mal no Hospital do SESI ( hoje Arthur Ramos), tinha ido fazer um processo de limpeza do fígado, uma espécie de hemodiálise, o fígado dele não filtrava mais.

Ficou internado por alguns dias naquele hospital, foi transferido para o Hospital dos Usineiros, teve uma certa melhora, tomou banho, passou seu “Leite Colônia”, pediu seu rádio 12 faixas (providenciado por mim o mais rápido possível, queria ouvir o jogo, ele era azulino), fez a barba, estava pronto para sair dali, vitorioso novamente e resistente. queria viver.

Mas não deu, no dia do clássico, a tarde, começa a sentir dores, é transferido para a UTI daquele hospital. Fiquei numa sala de espera, a noite, tendo a companhia de um primo, Fernando Roberto, o Betinho.

Não escutei o jogo, não tinha clima para isso, ouvi os funcionários do hospital comentando, o CSA ganhara do CRB por 2 x 1. Notícia triste do jogo, um torcedor caiu do quarto piso, morrendo instantaneamente no estacionamento do estádio Rei Pelé.

Naquele 27 de junho, foi o clássico que não vi e nem quis saber do resultado, pouco importava, o que eu queria era saber de meu pai, se sairia bem daquela UTI. Na madrugada do dia 28, uma sexta-feira, as duas da matina, na sala aonde me encontrava o telefone toca, o enfermeiro me pede para ir a UTI. Caminhando pelo corredor interminável, me encontro com a realidade, a notícia vem seca e implacável, “seu pai acaba de falecer”.

Não choro, encontro forças para ir ao orelhão, ligar para o meu irmão Roberto Mota, dou a notícia trágica ( por mais que soubéssemos que o quadro dele era irreversível, sempre há aquela esperança de uma recuperação), mandei avisar a todos, a minha mãe, os tios e tias, ao nossos irmãos.

Fazendo as minhas pesquisas, me deparei com este jogo e com esta data, a história é implacável, foi assim, dessa forma, que lembro do jogo, não tem como não lembrar.

 

Por Nivaldo Mota

A decisão que perdi!

Foto: Arquivo

Em 1993, o CRB começou o ano muito mal, disputando a Taça da Prata, não ganhou um jogo sequer, terrível participação Regatiana a nível nacional. Ao contrário do seu maior adversário, o CSA, fez uma bela campanha na chamada Taça de Ouro, a 1º Divisão da época.

Mesmo sendo desclassificado, o time azulino, conseguiu ir para a Taça de Prata daquele mesmo ano e chegou a final, perdendo para o Juventus de São Paulo. Ninguém imaginaria que o CRB desse a volta por cima, o tetra campeonato azulino estava bem encaminhado.

Mas.l, quando começou o campeonato alagoano daquele ano, os estaduais ainda era o grande glamour, ganha-lo era a prioridade para qualquer time, de Norte a Sul, de Lesta a Oeste deste Brasil. Tenho certeza, abrindo um parêntese aqui, a torcida do Flamengo ainda hoje sente aquele gol do Assis, aos 45 do 2º tempo, dando o título ao Fluminense em 1983.

Pois então, vencer o campeonato seria uma obrigação, e o CRB, com algumas contratações, como o meia Márcio Ribeiro, os zagueiros Saulo e Gilney, o lateral Melo, trouxe de volta Joãozinho Paulista, ainda tinha o Coca. Tinha jogadores da base, ou alagoanos,  como Beto (zagueiro), Ivanildo (ponta direita), Ricardo ( médio volante), Carlinhos do Pontal e Fanta!

O time Regatiano ganhou os três turnos, eu fui a vários jogos, como esquecer o 7 de setembro de 1983, um temporal desabou sobre Maceió, mesmo assim mais de 21 mil torcedores foram ao Rei Pelé assistir a uma grande partida entre CSA e CRB. E o Galo de Campina ganhou por 3 x 1, fundamental foi o gol do Zagueiro Gilney aos 39 do 2º tempo, empatando a partida e levando a decisão do 2º turno para a prorrogação.

O CRB, ganhador dos dois turnos iniciais, entrava agora como favorito no 3º turno, ganhando este turno seria campeão direto, sem precisar do chamado Super Turno Final. E o CRB foi um rolo compressor, foi o melhor da primeira fase, entrou no quadrangular do 3º turno com a vantagem de jogar as três partidas como mandante e não deu outra, chegou a 3º rodada precisando vencer o CSE de Palmeira dos Índios, para se tornar o grande campeão e desbancar o CSA.

Nesta época eu prestava serviços na Secretaria da Fazenda do Estado de Alagoas, como terceirizado. O jogo seria uma quinta-feira a noite, horário normal das 21 horas. Me preparei para ir a este jogo, estava engasgado com o tri dos azulinos, meu lugar tinha que ser no Rei Pelé.

Mas não foi isso que aconteceu. Meu pai, Sr. Nivaldo, foi diagnosticado com uma cirrose hepática, na época transplante de fígado somente no estrangeiro, era um sonho impossível! Era tocar a vida e faze-lo viver o maior tempo possível. Na época, morávamos no Pinheiro, na rua Miguel Palmeira, Ed. São José.

Na véspera do jogo, ele chegou pra mim e perguntou, “você vai a este jogo”? Eu respondi que sim, ele retrucou dizendo, “não vá, fique em casa”. Eu não sei o que passou pela cabeça dele, não sei se medo que eu me empolgasse demais e fosse comemorar até mais tarde o título, não sei se foi o medo de eu vir sozinho tarde da noite e diante de sua fragilidade na saúde quis se antecipar a supostos fatos que ele somente antevia.

Não disse mais nada, me afastei dele um pouco, sorri um sorriso amarelo e fui para o meu quarto refletir. No outro dia, me arrumando para ir trabalhar, falei com ele e disse que não ia aquele jogo, que eu e ele escutaria no rádio, aliás um super rádio, senti nele um alívio e com isso me senti bem também e decidi não ir ao estádio.

A noite como combinado, ficamos um pouco ouvindo a partida, mas quando o CRB fez 2 x 0 ele foi dormir. Como era um azulino, não quis ouvir a festa da torcida Regatiana. Mas tudo bem, o placar final foi 3 x 1, CRB campeão, diante de mais 14 mil torcedores que foram ao estádio naquela noite de quinta.

No outro dia, pegando o ônibus logo cedo, indo ao trabalho, zoar com os azulinos, quando no corredor da Fernandes Lima, passa um ônibus carregando passageiros, com uma bandeira Regatiana do lado da janela do motorista, a cidade avermelhou naquela manhã de sexta-feira.

Sai do trabalho correndo, peguei o primeiro buzão, tinha que subir o mais rápido porque queria ver os gols antes do Globo Esporte nacional, a parte local era apresentada por Márcio Canuto, cheguei a tempo, era a glória final. Aquela festa, mesmo não indo ao estádio no ápice da glória Regatiana, já bastavam para este torcedor, foi um final que eu não imaginei em junho daquele ano, mas naquele 3 de novembro, foi uma verdadeira explosão de amor e paixão para o meu time do coração!

 

 

Por Nivaldo Mota

O futebol alagoano para além da desorganização e da chatice

Foto: Reprodução

E o nosso futebol, continua tão amador quanto antes! Mas agora com ares de superioridade, se achando os grandes do futebol mundial, não somos, nem dentro, muito menos fora das quatro linhas.

Nossos dirigentes conseguem ainda armar campeonatos estaduais com fórmulas mirabolantes, parece até que foram paridas em historinhas infantis, acho até que a criançada hoje faria melhor em elaborar racionalmente uma tabela de futebol com datas programadas, estas coisas!

Vejamos, começando por nós alagoanos, todo mundo sabe desde meados do ano passado, que CRB e CSA disputariam a Copa Nordeste, e que mais um clube de Alagoas disputaria, juntamente com os dois já citados acima a Copa do Brasil.

Pois bem, já modificaram  rodada,  esparramaram jogos  por vários dias, se olharmos a terceira rodada, ela está marcando os jogos, mas não temos certeza de nada!

Os caras já sabiam das datas da Copa do Brasil, Copa do Nordeste, pombas, façam a nossa campeonato alagoano de acordo com ela, é difícil isso? Claro que não, mas são tantas as conveniências, o torcedor que se lixe!

Outra coisa, enfiaram no meio disso tudo a Copa Alagoas, no meio do campeonato alagoano, a insanidade e estupidez destes caras não tem limites. A Copa Alagoas, era para ser realizada no segundo semestre, quando a maioria absoluta dos times está parados.

Agora era para estar acontecendo a 2º Divisão do Alagoano, aí tudo bem, hoje vivemos uma enorme confusão de datas e ninguém sabe de nada, confusão com tabelas  e competições!

A Europa tem várias competições, além de seus campeonatos nacionais, Copas locais, de cada país, tem as Copas dos clubes europeus, de seleções europeias, mas tá lá, tudo organizado, a temporada começa e termina,  os torcedores de toda a Europa já conhece quando jogará os seus times do coração!

Aqui não, que se lixe os torcedores, quanto menos torcedores melhor, estes caras estão  matando o futebol, que está chato, cheio de frescuras, vide o CRB, que se fechou dentro do Ninho do Galo e ninguém sabe o que tem lá dentro.

Hoje é dia de clássico, o mais tradicional do nosso Estado, CRB x CSA, bons tempos em que íamos ao Rei Pelé em enormes procissões pela Siqueira Campos, sem medo, três horas antes do jogo principal começar. Havia sempre uma boa preliminar, entre ambos, categoria de base, hoje em dia, temos limitações de ingressos e muitas coisas que impedem e afastam o torcedor de comparecer os estádio e assistir o clássico das multidões!

 

 

Por Nivaldo Mota

Odisseia para assistir a partida do time do coração.

Em 1981, morava em Arapiraca, tudo que se referia ao futebol, ficava sabendo através do velho e bom rádio de pilha; como dizia o bordão do programa do Adelson Alves, da Rádio Globo, “o amigo da madrugada”.
Também tinha as leituras com os jornais, meu saudoso pai, assinava o Jornal de Alagoas, presumo quando as coisas melhoravam ele assinava também a Gazeta de Alagoas. Mas lá em casa nunca deixou de ter revistas como Placar, Veja, Manchete, Cruzeiro e uma época mais atrás e que meus irmãos mais velhos atestam, ele também comprava a revista Realidade.

Pois bem, quando eu tinha 16 anos, comecei a trabalhar, numa serralharia, ficava na entrada da cidade, minha função era em tese tomar conta, ser o responsável pelo almoxarifado, mas não era somente isso, tirei os pingos da soda que ficavam nas portas e portões de ferro que eram produzidos na pequena fábrica, bem vindo ao capitalismo.

Trabalhava até sábado meio dia, recebia por quinzena, e aos domingos inventei de ser mesário da Liga Arapiraquense de Desportos Amadores, a famosa LADA, que era presidida pelo Sr. Lula da Funerária.

Domingo pela manhã, fazia dois jogos, geralmente no campo da Indústria Amerino Portugal. Ganhava o equivalente a vinte reais de hoje por jogo, voltava para casa perto do meio dia, não durou muito tempo tudo isso, mas enquanto durou valeu a pena.

Numa dessas, resolvi assistir a estreia do craque e badalado Alexandre Bueno no CRB, logo em um clássico contra o CSA, num domingo, seis de setembro. Decisão do Quadrangular do 2ª turno, não podia faltar.

Cumprir com as minhas obrigações com a LADA, mesmo que não precisasse tanto daquela grana, tinha recebido a quinzena do trabalho, mas compromisso é compromisso. Voltei voando, fiz os jogos da manhã, passei na funerária, deixei as súmulas das partidas, corri para casa, um rápido banho, almoço mais que ligeiro e correr para a “Agência “, na rua São Francisco, pegar o ônibus para Maceió, que saia as 13 horas.

O percurso do ônibus era por Taquarana e depois pegava a BR 316, passando por Maribondo, Atalaia e Pilar. A previsão de chegada em Maceió seria por volta das 15:30, se tudo ocorresse de forma normal.

Eu só estava pensando no jogo, nem lembrava que havia chovido na região entre Maribondo e Atalaia, naquela região tem um lugar conhecido como “Campina”, aquele trecho era lama pura quando chovia, transito parado, carretas atoladas, um sufoco.

Sem exagero, aquele trecho só foi definitivamente consertado entre 2003 a 2010, no governo Lula! Bom, com atraso, descomunal, chegamos a Maceió as 16:30, na rodoviária que era ali no Poço.

Imediatamente peguei um taxi para o Rei Pelé, correr para as bilheterias e conseguir um ingresso. Os cambistas faziam a festa na porta do estádio, enfrentei uma pequena fila, entrei no templo maior do futebol alagoano, estava lotado, mesmo assim me acomodei nas escadinhas que dão acesso as arquibancadas do quarto piso.

Os times já estavam em campo para iniciar a partida. Meu olhar primeiro foi observar se o craque Alexandre Bueno estava de verdade em campo, e ali estava o meia, meio calvo, com a camisa dez, conversando com o Almir Explosão.

Assim que começa a partida, todas as nossas expectativas se traduz dá melhor maneira possível, um lançamento a lá Zico, Bueno deixa Almir na cara do goleiro Zé Luís, que não consegue evitar o gol do CRB, com um minuto, metade do estádio está em êxtase total.

Mas o jogo era disputado, o CSA queria o bicampeonato, o primeiro turno o CRB já tinha ganho. Neste jogo, o último do quadrangular decisivo do 2º turno os dois maiores de Alagoas, chegaram iguais, para levantar a taça do 2º turno tinha que ter um vencedor, se desse empate seria necessário mais uma partida.

Eram dois grande times, treinados por dois gaúchos, Valmir Louruz no CSA e Valdir Espinosa no CRB. A partida terminou empatada, Dentinho marcou aos 40 do 2º tempo para o CSA. Naquele campeonato o equilíbrio era total.

Vi uma grande partida de futebol, emocionante, agora era voltar para Arapiraca, uma maratona eu iria enfrentar, mas tudo valeu a pena, viver aquele momento mágico valia qualquer sacrifício.

Uma rápida visita a minha avó materna, morava no Prado, depois um táxi para a rodoviária e voltar para a Arapiraca com o gostinho de querer ficar e assistir o jogo decisivo na quarta-feira. No ônibus, voltando, encontrei mais tres pessoas falando do jogo, os caras também assistiram aquela partida, só não lembro para qual time torciam.

Na minha cabeça de adolescente, tudo girava em torno do futebol, eu não lia, eu comia a Placar, ler o “Tabelão” era uma das minhas preferidas! Quando o meu pai viajava para Maceió, ficava sempre na expectativa dos jornais que ele trazia de fora, como o Globo, JB e o Jornal dos Sports, este era o meu favorito.

 

Por Nivaldo Mota

Odisseia para assistir a partida do meu time do coração.

 

Em 1981, morava em Arapiraca, tudo que se referia ao futebol, ficava sabendo através do velho e bom rádio de pilha; como dizia o bordão do programa do Adelson Alves, da Rádio Globo, “o amigo da madrugada”.

Também tinha as leituras com os jornais, meu saudoso pai, assinava o Jornal de Alagoas, presumo quando as coisas melhoravam ele assinava também a Gazeta de Alagoas. Mas lá em casa nunca deixou de ter revistas como Placar, Veja, Manchete, Cruzeiro e uma época mais atrás e que meus irmãos mais velhos atestam, ele também comprava a revista Realidade.

Pois bem, quando eu tinha 16 anos, comecei a trabalhar, numa serralharia, ficava na entrada da cidade, minha função era em tese tomar conta, ser o responsável pelo almoxarifado, mas não era somente isso, tirei os pingos da soda que ficavam nas portas e portões de ferro que eram produzidos na pequena fábrica, bem vindo ao capitalismo.

Trabalhava até sábado meio dia, recebia por quinzena, e aos domingos inventei de ser mesário da Liga Arapiraquense de Desportos Amadores, a famosa LADA, que era presidida pelo Sr. Lula da Funerária.

Domingo pela manhã, fazia dois jogos, geralmente no campo da Indústria Amerino Portugal. Ganhava o equivalente a vinte reais de hoje por jogo, voltava para casa perto do meio dia, não durou muito tempo tudo isso, mas enquanto durou valeu a pena.

Numa dessas, resolvi assistir a estreia do craque e badalado Alexandre Bueno no CRB, logo em um clássico contra o CSA, num domingo, seis de setembro. Decisão do Quadrangular do 2ª turno, não podia faltar.

Cumprir com as minhas obrigações com a LADA, mesmo que não precisasse tanto daquela grana, tinha recebido a quinzena do trabalho, mas compromisso é compromisso. Voltei voando, fiz os jogos da manhã, passei na funerária, deixei as súmulas das partidas, corri para casa, um rápido banho, almoço mais que ligeiro e correr para a “Agência “, na rua São Francisco, pegar o ônibus para Maceió, que saia as 13 horas.

O percurso do ônibus era por Taquarana e depois pegava a BR 316, passando por Maribondo, Atalaia e Pilar. A previsão de chegada em Maceió seria por volta das 15:30, se tudo ocorresse de forma normal.

Eu só estava pensando no jogo, nem lembrava que havia chovido na região entre Maribondo e Atalaia, naquela região tem um lugar conhecido como “Campina”, aquele trecho era lama pura quando chovia, transito parado, carretas atoladas, um sufoco.

Sem exagero, aquele trecho só foi definitivamente consertado entre 2003 a 2010, no governo Lula! Bom, com atraso, descomunal, chegamos a Maceió as 16:30, na rodoviária que era ali no Poço.

Imediatamente peguei um taxi para o Rei Pelé, correr para as bilheterias e conseguir um ingresso. Os cambistas faziam a festa na porta do estádio, enfrentei uma pequena fila, entrei no templo maior do futebol alagoano, estava lotado, mesmo assim me acomodei nas escadinhas que dão acesso as arquibancadas do quarto piso.

Os times já estavam em campo para iniciar a partida. Meu olhar primeiro foi observar se o craque Alexandre Bueno estava de verdade em campo, e ali estava o meia, meio calvo, com a camisa dez, conversando com o Almir Explosão.

Assim que começa a partida, todas as nossas expectativas se traduz dá melhor maneira possível, um lançamento a lá Zico, Bueno deixa Almir na cara do goleiro Zé Luís, que não consegue evitar o gol do CRB, com um minuto, metade do estádio está em êxtase total.

Mas o jogo era disputado, o CSA queria o bicampeonato, o primeiro turno o CRB já tinha ganho. Neste jogo, o último do quadrangular decisivo do 2º turno os dois maiores de Alagoas, chegaram iguais, para levantar a taça do 2º turno tinha que ter um vencedor, se desse empate seria necessário mais uma partida.

Eram dois grande times, treinados por dois gaúchos, Valmir Louruz no CSA e Valdir Espinosa no CRB. A partida terminou empatada, Dentinho marcou aos 40 do 2º tempo para o CSA. Naquele campeonato o equilíbrio era total.

Vi uma grande partida de futebol, emocionante, agora era voltar para Arapiraca, uma maratona eu iria enfrentar, mas tudo valeu a pena, viver aquele momento mágico valia qualquer sacrifício.

Uma rápida visita a minha avó materna, morava no Prado, depois um táxi para a rodoviária e voltar para a Arapiraca com o gostinho de querer ficar e assistir o jogo decisivo na quarta-feira. No ônibus, voltando, encontrei mais tres pessoas falando do jogo, os caras também assistiram aquela partida, só não lembro para qual time torciam.

Na minha cabeça de adolescente, tudo girava em torno do futebol, eu não lia, eu comia a Placar, ler o “Tabelão” era uma das minhas preferidas! Quando o meu pai viajava para Maceió, ficava sempre na expectativa dos jornais que ele trazia de fora, como o Globo, JB e o Jornal dos Sports, este era o meu favorito.

 

Por Nivaldo Mota

Uma tarde feliz

 

O que você fazia no dia 7 de junho de 1981? Eu estava no estádio Municipal, de Arapiraca, assistindo a vitória do ASA sobre o CSA, por 2 x 1. Os gols do ASA foram marcados por Valmir e Zé Carlos, Osmar Barão descontou para os azulinos.

Entendam o seguinte: Arapiraca, à época, tinha como principal atração para os que gostam de futebol os jogos do ASA, a mobilização era grande, casa cheia em quase todos os jogos do alvinegro.

Torcedor do CRB, fui secar o CSA, obviamente. Devo confessar, morando em Arapiraca, quando o ASA não jogava contra o Regatas, torcia pelo “Fantasma”, natural isso, era o meu segundo time em Alagoas.

Atenção: nascido numa família de azulinos, meu pai, além dos irmãos mais velhos, são torcedores do CSA, mas como 99,9% dos nordestinos, além de torcer por um time local, torce também por um time de fora, especificamente do estado do Rio de Janeiro. O nosso caso, meu pai e todos os filhos, a preferência era o Flamengo.

Obviamente que eu como caçula dos homens, recebi uma carga e pressão para ser flamenguista, normal e natural. Teve uma vez em Penedo ainda, tinha lá meus oito anos, com raiva porque o Flamengo levou de seis do Botafogo, disse que era Vasco da Gama a partir dali, não demorou uma semana a paquera para ser Vascaíno, a pressão foi enorme!

Com relação a ser CRB, creio que como era Flamengo, foi deixado por menos pelo velho Nivaldo ( meu pai), sendo Flamengo, podia romper com a unidade azulina e lá fui eu ser CRB.

Então, meus dois times eram CRB aqui nas Alagoas e no Rio e no Brasil como um todo, Flamengo, era a tal da paixão dividida, era nosso politeísmo consentido, os deuses do futebol concordaria com esta tese.

Eu só não entendia muito bem o torcedor de Pernambuco, nesta época eu ouvia várias rádios, a Jornal do Comércio e a Clube do Recife.

Em dias de clássico por lá, eu sintonizava e ouvia as resenhas, era comum aquele sentimento de que lá rubro negro é Sport Recife, tricolor Santa Cruz e alvirrubro é Náutico.

Juro que não entendia e nem aceitava, como pode isso, eles tinha que torcer também por times de fora, mas eles tinham e tem razão até hoje, tem que valorizar o que é seu, este pertencimento é fundamental para o crescimento não somente no futebol!

Bom, voltando aquele dia, enquanto estava assistindo ao jogo do ASA x CSA, meus ouvidos estavam atentos a dois jogos quase que simultâneos, um Vasco x Flamengo no Maraca e CRB x Penedense no Rei Pelé.

O Flamengo venceu o Vasco por um a zero, golaço de Zico, entrando na área e deslocando Mazzaropi. O que surpreendeu a mim foi o público no Maracanã, um Flamengo e Vasco com apenas 45 mil pessoas, não era o público que todos imaginavam.

Flamengo e Vasco é o clássico dos milhões por sempre atrair as multidões, aliás são as maiores torcidas do Rio de Janeiro.

Aqui no Rei Pelé, ouvindo a Difusora ou Rádio Gazeta, confirmaria a vitória do CRB sobre o Penedense, com gols de Mundinho e Lula, aquele que teve a perna quebrada em um jogo contra o próprio Penedense, mas em outro turno.

Falam que a perna dele foi quebrada para tira-lo do campeonato, Lula e Américo faziam uma dupla magistral e o CRB, é bom lembrarmos, havia ganho o 1º Turno, caminhava célere para retomar a hegemonia do futebol alagoano.

Claro que estas lendas e “estórias”, sempre vão povoar as mentes dos torcedores, aqui e alhures, mas evidente que não se teve prova nenhuma de tal acontecimento trágico para o jogador e o clube.

Bom, saí do estádio de alma lavada, o CSA perdeu, o Flamengo venceu o Vasco e o CRB disparava como líder do 1º Turno do Alagoano de 1981. Posso dizer, foi uma tarde feliz!

Por Nivaldo Mota

O MEU CORAÇÃO AVERMELHOU, TRIPLAMENTE.

Renato, Haroldo, Major, Bibiu, Ademir e Roberto Menezes. Agachados: Orlandinho, Reinaldo, Silva, Tadeu e Sarão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um dos momentos no futebol alagoano que me marcou profundamente foi na década de 1970 quando o CRB montou um timaço, a maioria dos jogadores formados no clube e outros vieram do Ferroviário, Guarani e São Domingos.

Pela idade, obviamente, não acompanhei de perto os campeonatos de 1970, 72 e 73. A rigor, eu comecei a acompanhar em Penedo, ouvindo através de um TransGlobo ou algo parecido do meu pai.

O velho meu pai, azulino apaixonado, encarou com naturalidade a opção do filho mais novo naquele momento, isso a partir de 1972! Mas apenas de passagem, eu só consegui entender melhor as coisas do futebol um pouquinho mais a frente ali pelos anos de 1974/75, quando o CSA reinava, mas o coração já era duplamente vermelho, mais na frente ele ficou triplamente vermelho.

O ano de 1976 marca extraordinariamente uma mudança no futebol alagoano, o CRB retomaria a hegemonia do nosso futebol, mais ainda, apareceu um jovem, com apenas dezoito anos, vindo de contra peso do XV de Piracicaba e se transformará em um dos maiores ídolos da torcida do vermelha e branca, Joãozinho, que virou Joãozinho Paulista, já que existia outro Joãozinho, que virou Gaúcho.

Um elenco que tinha César, Flávio, Espinosa, Gilmar, Roberval, Silva, Djair, Antônio Carlos e finalmente Joãozinho Paulista, levou o campeonato de rodagem.

Depois vieram os campeonatos de 1977 e 78, vieram jogadores como Deco, Mundinho, que deram consistência no meio campo. Todo esse imaginário para um jovem torcedor, eram as narrações esportivas, com Adilson Couto, Arivaldo Maia e Sabino Romariz.

Em 1979, ano do Tetra, o CRB monta um time praticamente de casa, com César, Cícero Besouro, Marcos, Carlinhos, Patinha, Eneias, Jorge da Sorte, Alberto Rato Branco e Silva. De fora na partida final contra o CSA ( CRB 2 X 0), no dia 23 de setembro, só tinha de fora o Flávio e o Mundinho.

Sem dúvida nenhuma foi uma década Regatiana, como era bonito ver o Rei Pelé avermelhado, sempre a torcida do CRB foi mais empolgante, com suas charangas e buzinas.

 

 

Por Nivaldo Mota

ASA X CRB, UM 12 DE JULHO QUE ENTROU PARA A HISTÓRIA!

Este 2021 que está terminando, me fez lembrar uma partida que marcou nos meus 16 anos, uma partida épica, entre ASA X CRB, decidindo o primeiro turno do campeonato alagoano de 1981, portanto a 40 anos, num 12 de julho que jamais esquecerei..

Os torcedores mais novos, evidentemente, muitos ou quase a totalidade ficam surpresos com os números que mostramos vez por outra aqui no blog, quando comentamos em um resgate histórico, acontecimentos de um futebol mais jogado, mais técnico, menos profissional do que nos dias atuais, mas com certeza levava mais torcedores para os estádios.

O campeonato de 1981, ganho pelo CSA, aliás, o azulão do Mutange se sagraria Bicampeão neste ano, começou em 24/05/ e terminou no dia 22/11, quase seis meses de competição. Mas vamos falar do jogo, e por que foi épico? Em primeiro lugar, depois do ressurgimento do ASA, em 1977, o time arapiraquense tinha parado com o futebol entre 1976 e 1977, tanto porque o estádio Coaracy da Mata Fonseca, ou o Municipal, estava em reforma, e também por problemas financeiros, tanto que mudou o seu nome de Associação para Agremiação Sportiva Arapiraquense.

Bom, depois de várias tentativas frustradas para chegar numa final de campeonato, ou que fosse de um turno sequer, o ASA enfim chegava numa final de turno, contra o CRB.

Antes do jogo final, o ASA, na fase preliminar do turno, jogou contra estes times: ASA 2 X 0 Penedense; São Domingos 1 X 1 ASA; ASA 2 X 1 CSA; Capelense 1 X 2 ASA; ASA 4 X 0 Ferroviário; ASA 0 X 0 CRB (renda de Cr$ 1.541.400,00; Público de 13.751 pagantes); ASA 2 X 0 CSE; No quadrangular decisivo, ASA 0 X 0 CSA; ASA 2 X 1 Penedense.

Já o CRB, que tinha perdido o pentacampeonato no ano anterior, para o seu maior rival, começou a competição por baixo, e surpreendentemente chegou a grande final do primeiro turno, com estes resultados: CRB 5 X 1 São Domingos; Ferroviário 0 x 0 CRB; CRB 2 X 0 Penedense; CRB 3 X 0 Capelense; CSE 1 X 3 CRB; ASA 0 X 0 CRB; CSA 1 X 1 CRB (Renda de Cr$ 1.816.600,00; Público pagante de 17.916.); No Quadrangular, CRB 1 X 0 Penedense; CRB 4 X 1 CSA (Renda de Cr$ 2.157.050,00; Público pagante de 18.481 torcedores).

Estava pronta à festa, o jogão daquele domingo, seria fantástico, a primeira vez que o ASA disputaria uma final em sua nova fase, embalados por uma campanha ufanista, só que se esqueceu de combinar com o CRB. Aliás, a feste foi de um colorido jamais visto, o público pagante é recorde até hoje em Arapiraca, mais de 18 mil no estádio Municipal. Por baixo, tinham entre cinco ou seis mil regateanos.

Governador de Alagoas à época, indicação da ditadura fascista era o Guilherme Palmeira e deputado federal Divaldo Suruagy, todos da Arena, partido da sustentação do regime militar, eram praticamente donos do estado de Alagoas. Pois bem, o que se disse naquela decisão é que os dois conseguiram junto à empresa Progresso, centenas de ônibus para a torcida Regateana invadir Arapiraca.

De fato, desde as primeiras horas da manhã, Arapiraca foi sendo invadida por vários ônibus, não sei se chegou a cem, mas eram muitos, carros particulares aos montes, eu ali, morava nesta época na “Terra do Fumo”, contando as horas para ir ao estádio com minha bandeira vermelha e branca que ganhei do mano Roberto em 1972.

Fogo foi sair de casa tapeando o velho Nivaldo, meu pai. Como sair com a bandeira, ele tinha recomendado, “não leva a bandeira Motinha”, tinha-se o risco, muito pequeno é verdade, de possíveis agressões.

Consegui articular como meu vizinho, o Sandro, mais conhecido como “Petinha”( saudoso amigo), escondeu a bandeira na sua casa, quando sair de caso eu passaria na casa dele e tudo certo, numa reta só, ir ao estádio Municipal. E assim foi, fui ao Municipal, chegando lá, do lado da torcida do Galo, nunca vi tantas buzinas e bandeiras juntas, era o grande diferencial as charangas da torcida do CRB.

Das regiões vizinhas a Arapiraca, sítios e cidades, caminhonetas D-10 ou D-20, meios caminhões, chegava a toda hora entupidos de gente. Vou traçar um paralelo aqui, mas era como se fosse aquela final da Copa de 1950 entre Brasil e Uruguai, nos corações e mentes, era a mesma paixão ali colocada.

O Municipal naquela época tinha aquele lance de arquibancadas de cimento, aquele pedacinho acima onde fica as cabines de rádio e TV. Do lado oposto ficava as arquibancadas metálicas, instaladas desde 1979. Atrás dos gols, aquele que fica hoje as torcidas visitantes, era a geral, todo mundo em pé, no barro vermelho mesmo!

Do outro lado, o da entrada, fizeram para este jogo, uma arquibancada de madeira, com uns seis lances e mais ou menos, com uns 100 metros de cumprimento, o restante era em pé mesmo.

Neste setor ficou a torcida do CRB. Naquela época não havia essa coisa que há hoje, tantos ingressos para o mandante e visitante, era chegar e comprar, não havia essa questão de segurança que temos nos dias atuais, a capacidade do estádio era topar nos muros.

O CRB venceu por 2 X 1, com gols de Almir aos 13 do 1º tempo e Américo aos 24 do 2º. Valmir descontou para o ASA, aos 31 do 1º tempo.

Arapiraca a noite pareceu o Rio de Janeiro em 1950 quando o Brasil perdeu a Copa do Mundo para o Uruguai, evidente que eu não era nem nascido em 1950, mas de tanto ler sobre o “Maracanazo”,  coincidência ou não, no mesmo mês, alguns dias de diferença, mas o sentimento  foi o mesmo, a noite, indo para a casa da namorada, ninguém nas ruas, uma coisa impressionante!.

Namorar naquele dia foi difícil, o clima era de velório, o jeito foi acalenta-la, mas no íntimo eu era toda felicidade, sorriso na cara, expressão de vencedor. No outro dia no colégio, imagina a onda, faz parte do futebol, o melhor do futebol, a gozação com a torcida adversária. Mas não estava só, no Colégio Bom Conselho, tinha outros Regateanos, ainda bem!

Quem apitou foi o juiz Leandro Serpa, do Rio Grande do Sul. ASA jogou com, Jurandir; Toninho, Eliberto, Raimundo e Paulo Silva (Cabral); Deco, Zé Carlos, Luís Carlos (Reinaldo); Marcos Itabaiana, Gilmar e Valmir. Técnico: Alencar.
CRB: Adeildo; Cícero Besouro (Galba), Paulinho Carimbó, Marcos Careta e Hamilton; Sabará, Mundinho e Edu; Américo, Enéias (Israel) e Almir.
Renda de Cr$ 2.159.000,00; Público pagante de 18.481 torcedores.

Por Nivaldo Mota

APESAR DA FRUSTRAÇÃO, ALAGOAS FEZ BONITO NA SÉRIE B!

Com certo atraso, vamos analisar o porque nem CRB ou CSA conseguiram o tão desejado acesso a Série A de 2022.

Quero ressaltar, como já tinha colocado aqui mesmo neste blog, que as duas campanhas são de orgulhar o futebol alagoano. Imagine um Estado como o nosso, com uma concentração de riqueza estúpida, quase coloca os dois principais clubes na elite de nosso futebol, não é pouca coisa!

As campanhas foram parecidíssimas, tenho ouvido por aí, coisa de torcedor, que o CRB sempre esteve no G4 e o CSA foi muito mal no 1º turno, inclusive visitando a temível zona da degola. De fato, o CSA, nas primeiras rodadas começou mal mesmo, foi ganhar os primeiros tres pontos na quinta rodada. Mesmo assim, conseguiu no final do Turno, 28 pontos.

Já o CRB, começou empatando em casa, depois ganhou jogos fora, mas empatou demais. Com a vitória valendo três pontos, empatar demais nunca é bom. O CRB terminou o Turno com 33 pontos.

Diferença de cinco pontos para o seu maior rival, vale destacar aos leitores e leitoras, um campeonato a parte é disputado para ver quem chega na frente na competição.

No Returno, o CRB caiu de produção, foi visível isso, acusam a direção do CRB de ser uma diretoria “inocente”, não existe inocência neste meio. A direção apostou num grupo que vinha muito bem na competição, na qual muito igual, não teve um supertime, erraram, mas agora muitos virem nas mídias sociais, rádios e afins, dizer que esta diretoria é incompetente, é uma distancia muito grande.

Faltou pernas ao elenco, mesmo elenco no final criticado era o mesmo que era enaltecido até por muitos azulinos. Mesmo com a queda de rendimento, o CRB até a última rodada brigando pelo acesso. Para ser mais direto, é melhor brigar na parte de cima da tabela, quem lembra aqui do suplício que era no passado recente que brigava para não cair.

Já o CSA, cresceu ainda no final do Turno, o time azulino teve sequências boas de vitórias, mas perdeu um jogo para o Operário/PR, inaceitável. Depois o empate com o Confiança em casa, isso levou a depender dos outros para subir!

Em termos de comparação no Returno, o CSA somou 34 pontos e o CRB 27 pontos. Campanhas parelhas, em pontos corridos todo jogo é um decisão, tem que tirar a lição dos erros cometidos e tentar ajeitar da melhor maneira, próximo tem mais!

Por Nivaldo Mota

É PARA EXPLODIR PONTE DE SAFENA!

 

 

Meus poucos leitores, que Série B arretada, emoção até a última rodada, uma disputa eletrizante. Está no título, como diz o maior narrador esportivo de Alagoas e um dos melhores do Brasil, Arivaldo Maia, da Rádio 98 ( Gazeta), “é para explodir ponte de safena”!

Os clubes alagoanos, embora façam campanhas espetaculares, brigando até a última rodada pela vaga restante, vacilou em jogos chaves, aí já viu, em pontos corridos, cada jogo é uma decisão.

O CRB foi muito bem no Turno, terminou em quarto lugar, mas no Returno, o time caiu muito, tinha uma gordura considerável, mas não aproveitou este fato e acabou sendo ultrapassado pelos concorrentes!

Várias são as especulações para a queda Regatiana, a meu ver, o principal foi não ter contratado mais jogadores, o Galo tem um time não um elenco! Pode se classificar, mas tem que ganhar fora na última rodada, coisa que não vem acontecendo nas últimas partidas. Quando o CRB foi exigido, o time fracassou, porque o time caiu demais neste Returno.

Ontem contra o Vitória, o CRB se safou no primeiro tempo de sair perdendo, se der mole assim contra o Operário, não adianta “motivar” os jogadores do Sampaio Correia.

Já o CSA, que vem muito bem, apesar das vaciladas contra o Operário e Confiança, que pode custar caro ao time, tem o jogo em tese mais fácil contra o Brasil de Pelotas. Tenho a impressão que não tem “motivação” do mundo que possa o Brasil jogar alguma coisa para a atrapalhar o CSA.

Já o Guarani pega um Botafogo em festa, pode tirar proveito, mas ao perder do Goiás nesta última rodada, só um milagre o seu acesso a Série A.

O grande favorito para subir é o Avaí, só depende dele, pega um Sampaio Correia, sem mais interesse na competição. O que vai motivar o Sampaio e seus jogadores é o tal do “bicho extra”, que CRB, CSA e Guarani queiram dar aos jogadores da “Bolívia” querida.

Mas tudo pode acontecer, o perde e ganha tem sido uma constante este ano na Série B, vamos ver, haja coração!

CURTAS:

* A torcida do CRB, mostrou sua grandeza ontem a noite, com 40 minutos do 1º tempo ainda tinha torcedor entrando no estádio. Parabéns a torcida mais calorosa, não parou de cantar um segundo sequer, mesmo o time não jogando nada do 1º tempo, a torcida empurrava o time!

* Copa do Nordeste Sub-20, o CRB ganhou do Confiança da Paraíba ontem no estádio do Ufal, 3 x 2. O time lidera o seu grupo com 7 pontos. O Náutico é o segundo, com 5 pontos, ganhou do Santa Cruz ontem nos Aflitos por 4 x 1.

* Já o Jacyoba, venceu o Bahia por 3 x 2 no Gerson Amaral, Coruripe. Uma vergonha a municipalidade de Pão de Açúcar não ter feito esforços nenhum para o Jacyoba jogar em sua casa, uma covardia com a torcida local! Quem lidera este grupo é o Vitória-BA e Boca Juniors-SE, com 6 pontos.

 

Por Nivaldo Mota

FUTEBOL NORDESTINO, CEARÁ E ALAGOAS EM DESTAQUE.

 

Próximo jogo do Galo, contra o Vitória, que foi eliminado da Copa do Nordeste em casa, abriu uma vantagem de 2 x 0, mas deixou o Botafogo/PB, empatar e ganhar nos tiros livres da marca penal, por 5 x 6.

Futebol Nordestino, hoje, quem mantém uma dianteira bem expressiva é o do Ceará, em segundo lugar estar o nosso futebol, o de Alagoas, com uma boa performance de CRB e CSA, ainda podendo subir os dois para a Série A.

Sem contar que com o próprio CSA, esteve na elite nacional em 2019, foi campeão da Série C e vice na D e na B, entre 2016 e 2018. O futebol Pernambucano e Baiano, outrora os maiores do Nordeste, hoje vive uma decadência terrível.

Outro aspecto positivo para Alagoas este ano foi a participação do CRB na Copa do Brasil, eliminando inclusive o favorito Palmeiras em plena Allinz Parque.

Em Pernambuco, o Sport Recife tenta sobreviver mas está quase caindo para a Série B. O Náutico permanece na Série B e o Santa Cruz, time do povo, das massas sofredoras, caiu para a Série D.

Na Bahia, o Vitória, se não ganhar do CRB, embora time por time o Galo Praiano seja melhor, mas parece que não existe vontade em ganhar, não tem gana e nem raça dos jogadores do Regatas, o time baiano tem tudo para visitar a Série C no próximo ano. Já o Bahia, fazendo uma campanha sofrível, só um milagre o afasta da queda para a Série B.

Então sobra o Ceará, quem assistiu Fortaleza 0 x 4 Ceará, sabe do que eu estou falando, foi um jogo muito bom, com os times procurando o gol, até o jogo ficar 2 x 0 para o “Vozão”, o jogo estava muito equilibrado, depois o Fortaleza perdeu o rumo e levou mais dois, foi um grande jogo.

O que mostra esta nova realidade no futebol nordestino, é que a roda gigante de vida gira, não tem como, quem antes um dia está por cima, tenha cuidado e pés no chão, porque no outro pode estar por baixo.

E pensarmos que os dois maiores de Alagoas tiveram todas as chances de estar numa situação bem mais tranquila, só dependendo deles, principalmente o Regatas, com os outros times oferecendo o G4 para ele e ele negando o tempo inteiro. Mas vamos ter fé, quem sabe um milagre não acontece e nosso futebol possa estar na elite novamente, depois de segunda a gente já vai estar sabendo o que sobra para a última rodada.

CURTAS:

* Boa campanha do Sub-20 do CRB na Copa do Nordeste da categoria, liderando o Grupo B. Empatou com o Náutico por 1 x 1 na primeira rodada, no estádio da Ufal e ontem ganhou do Santa Cruz em pleno Arrudão. Fico sabendo por rede sociais que o CRB demitiu o técnico Bebeto, no meio da competição, o que está acontecendo nas hostes Regatianas? A direção tem que se posicionar, que esta briga surda tem que vir a tona, quem está por trás e o porque da briga?

* E o estádio Rei Pelé quase dois anos fechado para o público, reabri dizendo que tem problemas estruturais, “pode isso, Arnaldo”!

Por Nivaldo Mota

Série B, cinco times brigam por duas vagas.

 

Foto: Airton Cruz. Gazetaweb

 

Não existe nada definido na Série B, principalmente para Goiás, Guarani, Avaí, CRB e CSA, todos aí tem chances, em um campeonato marcado pelo perde e ganha.

Evidente que CRB e CSA não dependem mais deles, tem que torcer por combinações de resultados, no entanto nenhum dos dois podem entrar já com a derrota estampada na cara. Vejo, leio e ouço um certo desalento nas hostes Regatianas.

Sem querer fugir da realidade, com o time fazendo um péssimo 2º turno, mas a direção, jogadores e torcida, tem que entender que a competição é de pontos corridos, só pode se entregar quando a matemática disser que não dá mais! Não se briga com a ciência , apenas negacionistas briga com a ciência !

Sim, temos que ter a racionalidade necessária que com este futebol de quinta, o Regatas não chegará a lugar nenhum, inclusive na Pré-Copa do Nordeste, terá que vencer o Moto Clube, nesta quinta, se quiser alguma coisa tem que fazer dois de diferença para passar direto, com um gol de diferença, vamos para a marca do tiro livre, aí é  o imponderável!

Vários são os fatores que levaram a queda do CRB, mais na frente, em outras postagens vamos aborda-las, mas poodemos enumerar algumas delas, a saber: 1. Direção não percebeu que o elenco era limitado; 2. Vazamento da questão de premiação, alguns jogadores deram declarações e a direção não respondeu de forma contundente; 3. Queda de rendimento do Diego Torres; 4. Teimosia do Allan Aal, alguns jogadores, como Jajá, era sempre substituído, mesmo estando bem na partida.

Tem muita mais coisas, não tenhamos dúvida disso, mas vamos com o decorrer do tempo, sabermos o porque da queda, temos um time sem raça, sem gana, o que está acontecendo internamente?

Veja, numa competição em que o CRB teve tudo para subir, aqueles resultados ruins contra o Goiás, Avaí e Vasco dentro de casa, queimou tanta gordura que ao que parece irá faltar no final, uma pena! Mesmo no páreo, as coisas ficaram difíceis, depender dos outros é terrível, seja em qualquer circunstâncias, seja na vida, seja no esporte!

Mas enfim, enquanto o CRB caia na competição, o seu principal adversário, grande rival doméstico, cresceu e vem mostrando mais futebol, mais raça e mais gana, isso é fato! O time azulino, se vencer o Coritiba, não será nada demais, entra na briga de vez, até porque Guarani e Goiás se encontram e caso o Goiás vença, pode ainda dar caldo!

O problema do CRB e do CSA, caso vençam seus jogos, é de fato torcer por combinações de resultados, aonde tudo pode acontecer. Não trabalho com fato consumado, como na vida, nas veredas das lutas, enquanto tivermos uma chance, tem que lutar por ela, sem esmorecer!

Respeito a opinião daqueles que que contentam com o que já está posto, de fato a campanha dos dois é espetacular, mas se puder ir além disso, por isso tem que entrar para ganhar os dois jogos, é isso!

Por Nivaldo Mota

Polêmica: CRB e CSA fazem belíssimas campanhas na série B.

 

Como assim estes jogadores do CRB não estão acostumados com a Série A? Eu vejo cada narrativa depois de uma derrota, mas tudo isso é compreensível, quando a paixão sobrepõe a razão, não sobra nada para se argumentar!

Quando ouço isso, até parece que eles vem jogando aqui a mais de quinze anos, que o problema está tão arraigado que os jogadores que chegaram aqui neste ano parece que carregam o estigma de não subir, quantas inverdades!

Outros dizem, o CRB luta para subir desde 1994, que coisa hein, até parece, isso é tão falso como uma nota de quatro reais!

Em termos de Alagoas, as campanhas de CSA e CRB são espetaculares, reconheçamos isso em primeiro lugar. Os dois vão brigar até a última rodada pela Série A, isso é um feito que temos que enaltecer!

Ah, mas não sobe, dizem uns, outros dizem que o time e treinador são fracos, no caso específico do CRB, eu não penso assim, o time chegou ao seu limite, por não ter peças de reposição a altura. O CRB sente por não ter um centroavante mais qualificado, um elenco mais qualificado e isso tudo é cobrado na hora decisiva.

No CSA, lembro-me bem, teve vários percalços durante a competição, subiu na reta final, ainda tem chances, mas na mesma condição do CRB, torcer pelos outros. Mas quantas críticas eu ouvia de torcedores azulinos durante a competição, dizendo que jogador tal é uma porcaria, hoje como o time cresceu, todos são craques e o fino da bola, futebol é assim e nunca deixará de ser!

Outras histórias são inventadas e caem no gosto da torcida, para o bem ou para a zorra com o adversário. É mentira quando dizem que o CRB sempre chega na Série B para subir, a história mostra o contrário, sempre o Regatas lutou para sobreviver na competição, isso é fato!

Razões são muitas, investimentos muito aquém do que a competição exigia, soberba da sua torcida que tirava onda da torcida do CSA que não tinha nem divisão, o time azulino caiu até para segunda divisão do alagoano.

A torcida do CRB, em sua grande maioria achava que a série B era o limite, diante dos outros clubes de Alagoas, o Galo da Praia reinava em nível nacional. As coisas começaram a acender aquela luzinha com a subida do ASA para a Série B e a queda do CRB para a C.

Depois, quando o CSA se estruturou e deu aquela subida meteórica, subindo quatro divisões, fez com que aparecesse as vozes do apocalipse exigindo uma subida imediata, as coisas não assim, tinha que combinar com os russos em primeiro lugar.

Ainda é possível uma classificação para a Série A, sim, ainda é possível, mas se tornou um pouco mais complicado, mas dizer que a campanha é ruim, acho um exagero!

Tem que se aprender com os erros, quero sempre que os times de Alagoas briguem assim, na parte de cima da tabela, imaginem, meus poucos leitores, os dois brigando para não serem rebaixados.

 

Por Nivaldo Mota

CRB, SEM INSPIRAÇÃO E SEM RAÇA, PERDE E SE COMPLICA NA SÉRIE B.

Time que quer subir, não pode dar mole como o CRB vem fazendo ao longo desta competição da Série B. O time tinha uma gordura de pontos considerável sobre os adversários, mas vacilou justamente quando se exigiu do elenco a responsabilidade das vitórias.

Todas as vezes em que o CRB foi exigido a ter um bom resultado, quando isso significava estar no G4, o time perdeu ou empatou. O CRB, é um dos times que mais empatou nesta competição, e e isso não é bom, sua classificação por si só dizem isso de forma clara.

O elenco é igual ao dos outros, não tem diferenças, o nivelamento é total, sempre afirmei aqui e a série B deste ano o perde e ganha foi a tônica da competição. Muitas vezes times que estão na parte de cima da tabela se complica com quem está na luta contra o rebaixamento.

No jogo contra a Ponte Preta, o time que almejava alcançar o G4 só deu um chute no gol, com o Júnior Brandão, a bola bateu na trave, só isso durante o jogo inteiro! A Ponte, ao contrário, dentro das suas limitações, jogou com raça, mereceu a vitória, o elenco encarnou o espírito da luta contra o rebaixamento, o sobrou raça no time de Campinas, faltou tudo isso aos bem pagos jogadores do CRB!

A grande dúvida do torcedor Regatiano é o que se passa no elenco, porque da queda tão vertiginosa assim? Ou este elenco não é tudo aquilo que a torcida acreditava que fosse? Ou simplesmente são mercenários e estão insatisfeitos com uma possível premiação ( menos que eles esperavam?) caso consiga levar o time a Série A?
O fato é que o time, que vinha ajustadinho caiu demais no Returno, as razões, ninguém sabe, apenas especulações, mas o fato, para desgraça dos Regatianos e sua direção, é ver o seu principal adversário crescer e mais do que isso, com possibilidades concretas de subir de novo para a Série A, jogando muito bem, por sinal!

Daqui para a frente, faltando quatro jogos, será que o elenco reage e consegue emplacar as vitórias necessárias para garantir o acesso? Não arrisco palpites, o que ontem foi muito mal, amanhã pode tudo mudar e calar a boca dos críticos mais ferozes. Uma coisa é certa, o time Regatiano, se não for na técnica, tem que ser na raça, ruim é entrar em campo e não ser nenhuma das alternativas!

 

Por Nivaldo Mota

CRB empata com o Coritiba e segue na luta pelo acesso.

 

 

CRB jogou melhor, merecia vencer a partida contra o Coritiba, em um jogo duríssimo, muito bom de assistir.

Foi uma das melhores partidas que o CRB fez nesta Série B, com muita disciplina tática, não era possível numa partida assim se expor de graça, no outro lado tinha um time qualificado, não é a toa que é líder da competição!

Mas o Regatas foi melhor, teve chances claras de gol, teve bola na trave, teve Jajá desperdiçando uma chance incrível no comecinho da partida, teve chance para tudo que é lado, só não teve jogador no ataque para concluir em gol.

Um dos grandes pecados deste time é não ter um atacante minimamente bom, todas as contratações para este setor não vingaram, pelo menos até aqui e não creio que possa melhorar até o final da competição.

James, Júnior Brandão, Nícolas Careca, Negueba, são jogadores com baixo nível técnico, simplesmente se colocam mal, o meio campo cria, mas eles tem uma dificuldade enorme em finalizar, aí fica difícil!

Achei injustas algumas vaias no final da partida ontem, chamar o treinador de burro, outro erro e injusto por sinal, com este elenco, o time vem fazendo uma belíssima campanha e com condições totais de brigar pelo acesso a Série A.

Ontem o resultado de empate na partida do Goiás e Botafogo foi bom, deixou todos na briga, é o que venho dizendo, do Náutico para cima, todos brigam por uma vaga, temos uma série B das mais disputadas e só iremos ter certeza de alguma coisa faltando duas rodadas ou mesmo na última para se saber quem são os quatro que sobem, embora o Coritiba esteja mais tranquilo até aqui!

Então torcedor, não vejo como algo acabado, todos queriam uma vitória nesta partida, mais um empate em casa chega a ser frustrante diante da sequência ruim, mas o jogo de ontem o time brigou, se impôs o tempo inteiro, pena que o resultado esperado não veio!

Agora é seguir na busca, a próxima rodada com o Sampaio Correia será outra decisão, se jogar como jogou contra o Coritiba tem tudo para ganhar e seguir na luta, “pra cima deles Galo de Campina”!

 

Por Nivaldo Mota


Por Redação