Vanderlei Tenório

16ª Mostra Mundo Árabe de Cinema segue até16 de setembro

 

 

 

 

 

O Instituto da Cultura Árabe – ICArabe, com correalização do Sesc São Paulo – Serviço Social do Comércio e patrocínio da Casa Árabe, promove até 16 de setembro de 2021, a 16ª Mostra Mundo Árabe de Cinema em Casa.

O evento está sendo realizado exclusivamente online no site mundoarabe2021 , com inscrições gratuitas e na plataforma Sesc Digital sescsp.org.br/cinemaemcasa ,o evento traz sete filmes inéditos no Brasil (veja programação no site), reforçando o caráter da diversidade dos países árabes e da aproximação com a sociedade brasileira, como tem sido ao longo de toda a trajetória da mostra, que projetou-se no cenário internacional e integrou-se ao calendário cultural da cidade de São Paulo.

A curadoria da Mostra é de Arthur Jafet, que ressalta: “Na esteira da pesquisa por obras da cinematografia contemporânea do Mundo Árabe, põe-se em xeque a identidade de povos e o ideal de nação que se pretende forjar, sob a ótica crítica de seus diretores que despontam no afã de denunciar temáticas de cunho regional e universal.”

Os filmes seguem disponíveis na plataforma da Mostra desde do dia 20 de agosto – um por semana – e podem ser assistidos pelos usuários cadastrados em quaisquer dias e horários da semana em que estiverem em cartaz nas plataformas, conforme programação divulgada no site.

Na plataforma Sesc Digital, os filmes também estreiam às sextas – um por semana, e ficam disponíveis dentro da série Cinema #EmCasaComSesc. Para assistir, acesse sescsp.org.br/cinemaemcasa. Não há necessidade de cadastro.

Também serão promovidos encontros online com diretores convidados, que serão exibidos no canal do ICArabe no YouTube.

Mais informações em www.icarabe.org

* Com informações do Instituto de Cultura Árabe

 

Por Vanderlei Tenorio

20 anos do 11 de setembro: 5 filmes para entender o ataque terrorista que mudou o Estados Unidos

 

 

 

 

 

 

 

O BBC News Brasil abriu seu editorial da sexta-feira (10) comentando que poucos acontecimentos ganham lugar na história com o nome de sua data. Sem necessidade de dizer o que ocorreu naquele dia, o marco no calendário sugere uma nova realidade — por isso, muitos acontecimentos conhecidos dessa forma são marcos nacionais, como ‘‘o 4 de Julho’’ (independência dos EUA), ‘‘o 14 de Julho’’ (queda da Bastilha na França) ou, no Brasil, ‘‘o 7 de Setembro’’. No século 21, um acontecimento é universalmente conhecido por sua data: o 11 de Setembro.

O nome se refere ao dia 11 de setembro de 2001, quando os Estados Unidos sofreram o maior ataque a seu território desde o bombardeio japonês à base de Pearl Harbor (no Havaí, em 1941). Na manhã daquela terça-feira de setembro, no primeiro ano do século 21, quatro aviões comerciais americanos foram sequestrados na costa leste do país.O BBC News Brasil lembra que dois deles foram lançados contra as torres gêmeas do World Trade Center (WTC), na ilha de Manhattan, em Nova York, um chocou-se com o Pentágono (sede do Departamento de Defesa dos EUA, em Washington D.C.), e outro caiu numa área desabitada no Estado da Pensilvânia.

A imprensa estadunidense contabilizou o seguinte, ao todo, 2.977 pessoas foram mortas nos ataques, além dos 19 sequestradores dos aviões. O editorial do BBC frisou que o 11 de Setembro é considerado o ataque com o maior número de mortos da história. E reitera que,além disso, foi uma tragédia que mudou, em vários aspectos, os rumos do mundo.
Para entendermos melhor o impacto do ataque terrorista de 11 de setembro, resolvi separar 5 filmes que retratam o ataque por diferentes perspectivas:

Voo United 93 (2006)

O filme conta a história dos passageiros do voo 93 da United Airlines. Um dos voos sequestrados por terroristas da Al-Qaeda em 11 de setembro de 2001. O avião tinha alvo um ponto importante do governo americano, mas os passageiros evitaram uma tragédia maior. O filme recebeu indicações ao Oscar de Melhor Direção e Melhor Edição em 2007.
Onde assistir: Telecine

As Torres Gêmeas (2006)

O filme do diretor Oliver Stone conta a história de dois agentes da autoridade portuária, interpretados por Nicolas Cage e Michael Peña, que acabam ficando presos nos escombros do World Trade Center após ajudarem pessoas a saírem do local pouco antes das torres desabarem.
Onde assistir: Netflix, Telecine e Prime Vídeo.

Quanto Vale? (2021)

No filme protagonizado por Michael Keaton, o ator assume o papel de um advogado responsável por negociações de indenizações entre empresas e vítimas de familiares do atentado de 11 de setembro. A trama do filme envolve a complicada relação de dor de familiares e vítimas com o ambiente burocrático que mistura a defesa da economia americana, com interesses de empresas aéreas que estavam em crise antes do atentado e deveriam pagar milhares de dólares em indenizações.
Onde assistir: Netflix.

O Terminal (2004)

O filme surge como uma boa alegoria, o enredo é centrado em um estrangeiro que fica preso dentro de um aeroporto no auge da tensão provocada pelo 11 de Setembro. Os protocolos de segurança ficaram mais rígidos, mas ele colhe uma onda de simpatia, apesar da dureza do oficial da imigração. Em crítica publicada no Omelete, em 2004, Marcelo Forlani analisou que ‘‘O Terminal’’ (2004)não chega a ser um monólogo como foi ‘‘O Náufrago’’ (2000), mas Tom Hanks prova mais uma vez que é um excelente ator. Não apenas o seu sotaque está ótimo, mas ele coloca no olhar de Viktor a mesma ingenuidade que tinha Josh, o menino que quer e consegue virar um adulto em ‘‘Quero ser grande’’ (1988). Viktor está o tempo todo descobrindo a sobreviver em sua nova casa. A cada novo dia, ele soma novas palavras ao seu vocabulário, se vira para conseguir comida e lugar para dormir.
Onde assistir: Prime Vídeo.

Reine sobre Mim (2007)

O filme conta a história de Charlie Fineman, interpretado por Adam Sandler, que perdeu sua família nos atentados de 11 de setembro de 2001. O protagonista mostra como a preocupação com segurança mudouno mundo todo depois do ataque.

Onde assistir: YouTube e no Globo Play

* Com informações do BBC, do Terra e do JC.

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Por Vanderlei Tenorio

De 3 a 8 de setembro, Cine Arte Pajuçara exibe a Mostra ‘‘O Grito dos Independentes’’

 

O Centro Cultural Arte Pajuçara exibirá do dia 3 a 8 de setembro, a Mostra ‘‘O Grito dos Independentes’’. A mostra é um pequeno panorama do cinema brasileiro lançado recentemente. O Centro Cultural Arte Pajuçara destaca que haverá também a pré-estreia de um filme coproduzido com o Paraguai.

Segundo informações disponibilizadas no site do Centro Cultural, além de 7 longas-metragens, a mostra exibirá 7 curtas-metragens alagoanos que foram destaque na exibição em festivais nacionais e internacionais. A organização da mostra ressalta que cada curta terá uma sessão durante a semana, acompanhando um dos longas em cartaz.

Além do alívio de estar vacinado, o brinde de um desconto é garantido. O Centro Cultural Arte Pajuçara está oferecendo, principalmente, para aqueles clientes que já tomaram a segunda dose da vacina contra a covid-19, ou o imunizante de dose única, uma promoção. Basta apresentar seu Cartão de Vacinação, ao apresentar você garante uma meia entrada (R$ 10). Se você já tem direito a meia entrada, apresente seu Cartão de Vacinação e pague meia da meia (R$ 5).

Confira a programação:

03/09: Sexta-feira
15h:‘‘Mangueira em Dois Tempos’’, de Ana Maria Magalhães
16h50: Longa: ‘‘Doutor Gama’’, de Jeferson De / Curta: ‘‘Ainda Te Amo Demais’’, de Flávia Correia.
18h50:‘‘Cavalo’’, de Rafhael Barbosa e Werner Salles Bagetti.
20:30: ‘‘O Homem Onça’’,de Vinicius Reis.

04/09: Sábado
15h:‘‘Mangueira em Dois Tempos’’, de Ana Maria Magalhães.
16h45:‘‘Doutor Gama’’, de Jeferson De.
18h30: Longa: ‘‘Cavalo’’, de Rafhael Barbosa e Werner Salles Bagetti. / Curta: ‘‘A Barca’’, de Nilton Resende.
20h30:‘‘O Homem Onça’’,de Vinicius Reis.

05/09: Domingo
15h:‘‘Mangueira em Dois Tempos’’, de Ana Maria Magalhães
16h45:‘‘Doutor Gama’’, de Jeferson De.
18h30:‘‘Cavalo’’, de Rafhael Barbosa e Werner Salles Bagetti.
20h15:‘‘O Homem Onça’’,de Vinicius Reis.

06/09: Segunda-feira
16h: Longa: ‘‘O Homem Onça’’,de Vinicius Reis / Curta: ‘‘Trincheira’’, de Paulo Silver.
18h10: Longa: ‘‘Piedade’’, de Cláudio Assis / Curta: ‘‘Ilhas de Calor’’, de Ulisses Arthur.
20h30:‘‘Mangueira em Dois Tempos’’, de Ana Maria Magalhães.

07/09: Terça-feira
15h: Longa: ‘‘Mangueira em Dois Tempos’’, de Ana Maria Magalhães / Curta: ‘‘Tambor ou Bola’’, de Sérgio Onofre.
17:10:‘‘Doutor Gama’’, de Jeferson De.
19h:‘‘Cavalo’’, de Rafhael Barbosa e Werner Salles Bagetti.
20h35:‘‘O Homem Onça’’,de Vinicius Reis.

08/09: Quarta-feira
15h: Longa: ‘‘Alvorada’’, de Anna Muylaert e Lô Politi / Curta: ‘‘Como Ficamos da Mesma Altura’’, de Laís Santos Araújo.
16h50:‘‘Doutor Gama’’, de Jeferson De.
18h30:‘‘Cavalo’’, de Rafhael Barbosa e Werner Salles Bagetti.
20h10: Longa: ‘‘King Kong em Asunción’’ de Camilo Cavalcanti / Curta: ‘‘Besta Fera’’, de Wagno Godez.

 

 

 

 

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Por Vanderlei Tenorio

9 filmes para entender o talibã, o governo teocrático, a realidade afegã e os conflitos ideológicos.

 

 

Em uma ofensiva-relâmpago que começou há duas semanas, o Talibã avançou no último domingo (16) sobre Cabul e anunciou ter tomado o palácio presidencial do Afeganistão depois da fuga do presidente AshrafGhani. O grupo fundamentalista recuperou o poder no país da Ásia Central vinte anos após ter sido derrubado na invasão americana de 200, durante o Governo Bush. Quando foi acusado de dar abrigo ao líder e fundador do grupo terrorista Al-Qaeda, Osama bin Laden (1957-2011), arquiteto dos atentados do 11 de Setembro daquele ano.

Como frisa a Agência Estado, o Talibã reassumiu, nas últimas semanas, a posição de força que tinha no começo do século XXI, coincidindo com a iminente saída das forças estrangeiras contra as quais lutou nas últimas duas décadas. A ofensiva levou governos de outros países a retirarem seus cidadãos, e deixou aterrorizada uma população que viveu as políticas extremistas do grupo, cuja trajetória se confunde com as raízes da história afegã.

Vale lembrar que o grupo afegão serviu de inspiração para um dos grandes fenômenos da literatura ocidental, “O conto da Aia”, escrito pela canadense Margaret Atwood na década de 1980 ganhou forma após uma viagem da autora ao país. Sucesso nas livrarias, a adaptação para a televisão é, atualmente, um dos maiores sucessos de público e da crítica.

Pensando nisso, separamos alguns longas-metragens que visam refletir sobre o talibã, o governo teocrático, a realidade afegã e os conflitos ideológicos.

A caminho de Kandahar (2001), de MohsenMakmalbaf.

O longa conta a história de Nafas, que fugiu do Afeganistão para o Canadá após o Talibã tomar o poder e impor severas restrições à vida das mulheres. Após receber uma carta de sua irmã, que vive no Afeganistão, onde afirma que vai se matar, Nafar decide retornar ao Afeganistão e ir ao encontro de sua irmã para impedir que ela cometa o suicídio. O filme acompanha a travessia da personagem e ao mesmo tempo apresenta o mundo das mulheres sob um regime teocrático.

Osama (2003), de SiddiqBarmak.

O filme aborda o período em que os talibãs estavam no poder no Afeganistão. As cenas iniciais mostram uma manifestação de mulheres que lutavam por seus direitos. A demonstração é fortemente coibida pelo exército. Lembrem-se que as mulheres não poderiam exibir qualquer parte do seu corpo. Os homens que permitiam que as suas esposas exibissem os pés, por exemplo, eram chamados de fracos pelo exército talibã. As burcas tornaram-se símbolo dessa triste época. O enredo gira em torno da história de uma menina (Marina Golbahari), cuja família é composta por sua mãe e sua avó. Provavelmente, o pai havia sido morto em alguma guerra. O único modo da família poder subsistir era através da menina se disfarçando de menino. O filme denuncia em detalhes as mazelas sofridas pela sociedade afegã durante o regime do talibã.

9º Pelotão (2005), de FyodorBondarchuk.

O filme russo toca nas feridas da invasão soviética ao Afeganistão. O longa mostra a dramática história de guerra real que se deu com todo um pelotão do exército russo durante a invasão do Afeganistão nos anos 80. O episódio rendeu essa produção que fez bastante sucesso nos cinemas russos ao mostrar essa sangrenta guerra que fez milhares de vítimas dos dois lados, e que também fazia parte dos conflitos da chamada guerra fria, quando os norte-americanos apoiavam de forma não oficial o exército afegão. É o filme de maior bilheteria na história da Rússia pós-comunista, arrecadando mais de 20 milhões de dólares. Ele acabou sendo o representante russo no Oscar 2007 de Melhor Filme Estrangeiro.

Rambo III (1988), de Peter MacDonald.

Na narrativa do filme, Rambo e os Estados Unidos da América ajudaram a formar as bases que construíram a milícia Al-Qaeda no Afeganistão, que um dia daria ao mundo a reconfiguração política definitiva chamada 11 de setembro de 2001. O filme Rambo III é um subproduto em contexto da Guerra Fria, com tropas do governo marxista da República Democrática do Afeganistão e soldados da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Juntos, eles tentam manter o status quo do governo afegão contra rebeldes revolucionários, que se organizam em grupos de guerrilheiros fundamentalistas e modernistas, alguns chamados de mujahideens, todos de diversas nacionalidades. A maioria das facções eram islâmicas sunitas e recebiam apoio militar, na forma de armas e dinheiro, de nações como o Paquistão, Estados Unidos, Reino Unido e outros. A guerra dos republicanos marxistas contra os guerrilheiros “revolucionários” durou uma década, e resultou em milhares de mortes (entre civis e combatentes). Uma enorme parcela da população afegã fugiu do país, e buscou refúgio em países como o Paquistão e o Irã. Esse conflito é chamado de Guerra Afegã-Soviética (1979-1989).

O Grande Herói (2013), de Peter Berg.

Depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos deram início à “Guerra ao terror”, com intervenções militares em diversos países conhecidos por suas ligações com organizações terroristas. Entre eles, o maior alvo desde o início da ofensiva foi o Afeganistão, que abrigava células de treinamento da Al Qaeda e onde foi morto seu chefe, Osama Bin Laden. Escrito e dirigido por Peter Berg a partir de livro de Marcus Luttrell e Patrick Robinson, conta a história real de quatro fuzileiros: Dietz (Emile Hirsch), Mickey (Taylor Kitsch), Marcus (Mark Wahlberg) e Axe (Ben Foster), escolhidos para eliminar o terrorista islâmico Shah, que está escondido em uma vila no meio das montanhas afegãs. Porém, depois de serem descobertos em seu esconderijo, os marines passam a ser caçados por soldados talibãs.

Campo de Matança (2020), de Mark Willacy.

Durante anos, as denúncias de crimes de guerra têm girado em torno das forças especiais da Austrália no Afeganistão. Com filmagens exclusivas e testemunho de um ex-agente das forças especiais, este documentário revela uma cultura chocante de assassinato e impunidade.

Posto de Combate (2020), de Rod Lurie.

O filme, baseado em fatos reais, faz bem aquilo que propõe, tensão e violência até o final de forma bem realista sobre a luta em Kamadesh, Afeganistão, contra o talibã no pós 11 de setembro. O filme mostra desde o início que o posto de combate de Kamdesh é o pior local possível para se estar. Este posto de combate tinha sido colocado estrategicamente para facilitar as relações com a comunidade que ali habitava, mas essa confiança é rapidamente quebrada. Inimigos talibãs têm sempre uma perspectiva dominante da zona e pode haver tiroteios a qualquer momento.

12 Heróis (2018), de Nicolai Fuglsig.

Baseado na história real dos primeiros soldados das Forças Especiais a pisarem no Afeganistão após os ataques terroristas em Nova York, nas Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001. vinte anos depois, num mundo totalmente diferente, com diversas outras conotações trazidas à mesa, é curioso ver como se comporta um filme como 12 Heróis.

Jogos de Poder (2008), de Mike Nichols.

Em 1980, a União Soviética invade o Afeganistão, o que desperta a atenção de políticos americanos. Um deles é Charlie Wilson (Tom Hanks), um homem mulherengo e polêmico que não tem grande relevância política, apesar de ter sido eleito seis vezes para o cargo. Com o apoio de Joanne Herring (Julia Roberts), uma das mulheres mais ricas do estado que o elege, e do agente da CIA GustAvrakotos (Philip Seymour Hoffman), Wilson passa a negociar uma inusitada aliança, de forma que os Estados Unidos financiem uma resistência contra os soviéticos.

 

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Por Vanderlei Tenorio

16ª edição do Fest Aruanda está com inscrições abertas até 20 de agosto.

 

 

Estão abertas as inscrições para a 16ª edição do Fest Aruanda. O festival é um dos mais tradicionais da região nordeste e um dos mais importantes do calendário cinematográfico nordestino. O período de inscrições segue até às 23H59 do dia 20 de agosto. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas diretamente através do link disponível na página oficial do Fest.

Este ano, os organizadores retomam as exibições presenciais na Rede Cinépolis do Manaíra Shopping, entre os dias 9 e 15 de dezembro. O patrocínio do evento é do Grupo Energisa, da Cagepa (Companhia de Água e Esgotos da Paraíba) e do Armazém Paraíba via Lei de Incentivo Fiscal do Governo Federal, sob a chancela do CCHLA-UFPB e da Bolandeir@Rt&Films.

Os organizadores podem se inscrever nas categorias: Longas nacionais, curtas nacionais e sob o céu nordestino (reservada aos curtas paraibanos e longas da região). Vale lembrar, o regulamento também contempla mais duas opções de inscrição: TV Universitária (nacional), nas categorias: documentário, programa de TV, interprograma e reportagem. Em nota, a organização frisou que as inscrições para videoclipe, TCC (em formato audiovisual) e peça publicitária são circunscritas às produções paraibanas.
Como lembra o crítico Bruno Carmelo, do site Papo de Cinema, em 2020, o grande vencedor foi o longa-metragem ‘‘Glauber, Claro’’ (2020), documentário do cineasta e documentarista César Meneghetti, além do curta-metragem ‘‘A Profundidade da Areia’’ (2019), de Hugo Reis. Na Mostra Sob o Céu Nordestino, foram recompensados com o prêmio melhor filme o longa-metragem ‘‘King Kong en Asunción’’ (2020), de Camilo Cavalcante, e o curta-metragem ‘‘Remoinha’’ (2020), de Tiago A. Neves.

O corpo de seleção e curadoria de curtas e longas-metragens é formado pela dupla Amilton Pinheiro e Marcus Mello, jornalistas e críticos de cinema (ambos membros da ABRACCINE – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CRÍTICOS DE CINEMA). Nesta edição, pela primeira vez, a realizadora Camila de Moraes integra a seleta equipe do evento.

‘‘Assim como no ano passado, quando batemos o recorde de inscrições, 666 inscritos, esperamos superar este número novamente. Queremos destacar também a diversidade temática, geográfica e estética dos filmes que recebemos nos últimos anos, que atesta a qualidade e criatividade dos seus realizadores’’ disse em nota Pinheiro, que também é curador e diretor artístico juntamente com Lúcio Vilar, fundador e produtor executivo do evento.

 

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Por Vanderlei Tenorio

Festival de Cinema de Gramado realiza coletiva de lançamento na próxima terça-feira (13) ao vivo pela TVE-RS

 

 

 

Na próxima terça-feira, 13 de julho, às 11h, o 49º Festival de Cinema de Gramado realiza coletiva de imprensa para anunciar os filmes selecionados e outras Vnovidades desta edição. O evento poderá ser acompanhado ao vivo pela ‘‘TVE’’ (no canal 7 de Porto Alegre) ou pela internet.

A organização do evento confirmou que o prefeito de Gramado, Nestor Tissot, e a presidente da Gramadotur (autarquia responsável pelo evento), Rosa Helena Volk, irão participar ao vivo diretamente dos estúdios da emissora em Porto Alegre. O curador do Festival de Cinema de Gramado Marcos Santuario também estará presente.

Durante a transmissão serão anunciados os filmes que irão concorrer nas Mostras Competitivas de longas-metragens brasileiros, estrangeiros e gaúchos, e nas Mostras de curtas-metragens gaúchos e brasileiros. Vale lembrar que a 49ªedição do Festival de Cinema de Gramado acontecerá de 13 a 21 de agosto e seguirá os moldes implementados na edição anterior.

De acordo com os organizadores do Festival, a transmissão acontece a partir das 11h com apresentação dos jornalistas e figuras carimbadas do evento com Roger Lerina e Marla Martins.

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Por Vanderlei Tenorio

FSAL cobra diálogo com a SECULT

 

 

 

O Fórum Setorial do Audiovisual Alagoano (FSAL) reclama da falta de diálogo com a Secretaria de Estado da Cultura (Secult/AL) e diz que aguarda um agendamento com a pasta desde o último mês de março para tratar sobre o lançamento de um edital. O setor, que foi um dos mais atingidos pela pandemia, pede socorro no estado. A informação é do ‘‘Gazeta Web’’.

Nesta segunda-feira (5), através das redes sociais, o FSAL afirmou que existe um prazo, estabelecido pela Ancine, para lançamento do edital e disse temer que ele expire, deixando os alagoanos de fora. “A Ancine estabeleceu a data de 12 de agosto como prazo limite para lançamento do edital. O prazo se aproxima e a Secult não fornece informações sobre previsão de lançamento, criando apreensão nos profissionais, que temem perder uma oportunidade fundamental para a retomada da atividade cultural após a pandemia”, diz uma postagem. Ainda de acordo com o post, 3.969 postos de trabalho no setor da economia criativa foram fechados em decorrência da pandemia de Covid-19.

Beatriz Vilela que é integrante do fórum e trabalha no ramo do audiovisual, comentou o seguinte ao ‘‘Gazeta Web’’: “Tem sido bastante difícil, com a impossibilidade de nos aglomerarmos, muitas produções audiovisuais que estavam em andamentos e até mesmo planejadas para serem realizadas em 2020 e 2021 foram paralisadas. No final do ano passado, reuni alguns amigos, um grupo pequeno, com 6 pessoas, e produzimos o curta Subsidência, em um espaço aberto, todos com máscara e respeitando todos os protocolos de segurança. Mas, infelizmente, durante boa parte desse período, ficamos impossibilitados de realizar qualquer tipo de evento presencial, dado o aumento do número de casos”, relatou Vilela ao ‘‘Gazeta Web’’.

Sobre a falta de diálogo com a secretaria, a profissional afirmou à ‘‘Gazeta Web’’ que já se tornou hábito da gestão tomar decisões sem consultar os setores culturais. “Infelizmente, não temos uma relação marcada pelo diálogo, o que é bastante preocupante, pois nosso cinema alagoano já demonstrou que tem um potencial incrível, e esse diálogo só beneficiaria ainda mais a construção das políticas culturais para o audiovisual. Gostaríamos muito que a Secult estivesse realmente disponível para ouvir os realizadores audiovisuais de Alagoas”, finalizou Vilela em entrevista ao ‘‘Gazeta Web’’.

A reportagem do ‘‘Gazeta Web’’ entrou em contato com a Secretaria de Estado da Cultura (Secult/AL) que informou que o edital será lançando dentro dos prazos determinados pelo chamamento público da Ancine e que uma reunião será marcada para discutir o assunto com o setor. “Toda a construção do edital foi debatida anteriormente com o segmento do audiovisual alagoano, entretanto, recentemente, foi solicitado um novo diálogo pedindo alguns ajustes no certame. Essa reunião será agendada pela nossa equipe”, complementou em comunicado à equipe da ‘‘Gazeta Web’’.

* Com informações da Gazeta Web.

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Por Vanderlei Tenorio

Jocelyne Saab é homenageada na 2ª Mostra de Cinema Árabe Feminino

A 2ª Mostra de Cinema Árabe Feminino chega a sua última semana com uma programação dedicada à diretora libanesa Jocelyne Saab (1948 – 2019), ex-repórter de guerra que realizou dezenas de filmes ao longo de sua carreira. Além dos oito filmes da cineasta que entram em cartaz, dois debates sobre suas produções serão realizados no canal da Mostra no Youtube. O festival é totalmente online, gratuito e os filmes estão disponíveis no site www.cinemaarabefeminino.com até dia 27 de junho.

O primeiro debate, um tributo ao trabalho de Jocelyne, acontece na quinta-feira, dia 24, às 14h, e conta com a participação da pesquisadora Mathilde Rouxel e da cineasta Nour Ouayda, com mediação da pesquisadora Fedra Rodrigues. O segundo é no sábado, dia 26, às 15h, sobre o filme “Era Uma Vez em Beirute”, que traz um mergulho no universo do cinema libanês. Estarão presentes as atrizes Michele Tyan e MyrnaMaakaroun e, novamente, a mediadora Fedra Rodrigues.

Para marcar o fim do evento, a Mostra realiza, em parceria com a Editora Tabla, um sorteio do livro “Beirute Noir” em seu Instagram. A obra traz uma coleção de contos sobre a cidade de Beirute, com histórias que se mesclam para oferecer um retrato completo da cidade. O sorteio será realizado em uma live no Instagram da Mostra no domingo, dia 27, e as regras para participar também estão disponíveis no perfil da rede social.

 

Oito produções encerram a 2ª edição da Mostra de Cinema Árabe Feminino

“Era Uma Vez em Beirute” conta a história de Yasmine e Leila, que decidem visitar um conhecido cinéfilo e colecionador para descobrirem um Líbano que nunca conheceram. As duas heroínas mergulham no universo do cinema que vem contribuindo para a criação da imagem internacional de Beirute ao longo de 40 anos. No contexto da guerra que destruiu a cidade, a projeção de filmes organizada pelas duas devolve à cidade um pouco de sua história e de esperança para o futuro.Após morar clandestinamente em Beirute para escapar das forças israelenses, o líder da Organização para a Libertação da Palestina (PLO), Yasser Arafat, deixa o Líbano à bordo do Atlantis para um novo exílio na Grécia e na Tunísia. Ele fala sobre seu destino e o futuro da PLO no filme “O Barco do Exílio”.

Em “Filhos da Guerra”, dias depois do massacre de Karantina num bairro majoritariamente muçulmano de Beirute, a diretora Jocelyne Saab encontrou crianças que haviam escapado e estavam profundamente traumatizadas pelos combates atrozes que haviam visto com os próprios olhos. Deu-lhes lápis de cera e encorajou-as a desenhar enquanto a câmera filmava. Na produção “Mulheres Palestinas”, Jocelyne Saab dá voz à mulheres palestinas, as vítimas frequentemente esquecidas da guerra entre Israel e Palestina. Já “Uma Vida Suspensa” traz a trajetória de Samar, uma jovem mulher nascida da guerra. Forçada a viver como nômade, cresceu entre combatentes, aprendendo a viver num país em guerra. Os desafios diários que enfrenta na vida contrastam com o amor que tem por comédias românticas egípcias, até que, um dia, um encontro com Karim junta as duas coisas.

Tiros e música se misturam com uma voz poética na obra da escritora e pintora libanesa Etel Adnan, a qual se tornaria a primeira obra na “Trilogia Beirute” de Saab. Em “Beirute, Nunca Mais”, a diretora busca por traços de vida entre os prédios bombardeados e fogos errantes de uma cidade fantasma, onde até mesmo as crianças se tornaram soldados, saqueadores e catadores. Considerado por Saab o seu filme mais importante, “Beirute, Minha Cidade” leva a diretora e seu colaborador, o dramaturgo e diretor Roger Assaf, de volta à casca de sua casa antiga seguindo a invasão israelense de 1982, encontrando pequenos lampejos de esperança no caos dos campos de refugiados e dos escombros das vizinhanças dizimadas. Onírico, melancólico e esperançoso, o último filme da trilogia, “Carta de Beirute”, mostra o retorno de Jocelyne a Beirut, onde ela vagueia pelas ruas, anda de ônibus, conversa com refugiados e pacificadores e reflete sobre o preço da guerra durante um breve momento de paz.

A 2ª Mostra de Cinema Árabe Feminino é patrocinada pelo Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A programação completa está disponível no sitewww. www.cinemaarabefeminino.com.

 

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Por Vanderlei Tenorio

Seis filmes brasileiros para promover a aprendizagem e valorizar a produção nacional

Em 19 de junho é comemorado o Dia do Cinema Nacional. A data foi escolhida em referência ao dia em que o ítalo-brasileiro Afonso Segreto – o primeiro cinegrafista e diretor do Brasil – registrou as primeiras imagens em movimento no território brasileiro, em 1898. Uma lei de autoria do então senador Cristóvão Buarque, de 2014, tornou obrigatória a exibição de filmes e audiovisuais de produção nacional nas escolas de ensino básico de todo o país por, no mínimo, duas horas mensais. Mas a inclusão de filmes nos currículos escolares não é uma novidade na educação brasileira. Ao longo dos anos, educadores, diretores e produtores de cinema debateram sobre as possibilidades de usar os filmes como um recurso pedagógico. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prevê a valorização das manifestações artísticas e culturais entre as 10 competências gerais da Educação Básica, destacando o cinema nas competências específicas de arte para o Ensino Fundamental 2.

De acordo com o coordenador editorial do Sistema Positivo de Ensino, Norton Nicolazzi Junior, usar filmes em sala de aula é utilizar uma linguagem com elementos específicos que precisam ser considerados com cuidado e atenção. “Trabalhar o cinema como instrumento de aprendizagem é ajudar a escola a reencontrar a cultura ao mesmo tempo cotidiana e elevada, pois o cinema é o campo no qual a estética, o lazer, a ideologia e os valores sociais mais amplos são sintetizados em uma mesma obra de arte”, afirma Nicolazzi.

Segundo o educador, introduzir a exibição de filmes nacionais no cotidiano das escolas e explorar essas produções como ferramentas para a aprendizagem podemviabilizar a identificação de professores e alunos com um cinema pouco conhecido e, muitas vezes, estigmatizado. “Nossa cultura predominante favorece o cinema hollywoodiano, o que não beneficia o cinema nacional. Promover esse encontro com as produções brasileiras abre espaço para que professores e alunos pensem juntos sobre as questões e temáticas que são abordadas e problematizadas nesses filmes”, acrescenta.

O educador fez uma lista de produções nacionais que podem ser utilizadas como ferramentas de aprendizado, tanto em sala de aula, como na programação de fim de semana, para gerar debates em família (antes de assistir, verifique a classificação indicativa).

Quanto vale ou é por quilo?,de Sérgio Bianchi (2005).

O filme traz uma análise da situação social contemporânea, fazendo relação com o passado brasileiro escravagista. “A obra possui referências muito interessantes para serem exploradas em sala de aula, uma vez que tem como base um conto de Machado de Assis”, afirma Nicolazzi Júnior. Pode ser discutido em aulas de Literatura, Geografia, História, Sociologia e Filosofia.

Narradores de Javé, de Eliane Caffé (2003).

Uma coprodução francesa, o filme se desenrola de forma cômica em uma cidade que será alagada – Javé. Os moradores se envolvem em um debate para decidir como a história da cidade será contada. “A obra pode ser explorada para trabalhar temas como patrimônio histórico e cultural ou destacar a importância e o valor das fontes históricas”, sugere o educador.

Getúlio, de João Jardim (2014).

A obra faz uma análise histórica do período final do governo Getúlio Vargas, trazendo como pano de fundo o contexto histórico da época. O foco principal é a figura histórica de Getúlio no seu segundo governo.

Nós que aqui estamos, por vós esperamos, de Marcelo Masagão (1999).

Premiado nacional e internacionalmente, é considerado um filme-memória do século XX, realizado com 95% de imagens de arquivo. É a história de pequenos e grandes personagens do século passado, com vários episódios fundamentais da história do século XX, apresentados em um roteiro que lembra Era dos Extremos, de Hobsbawm. A obra mescla artistas e esportistas, líderes políticos e militares, profissionais das mais variadas atividades e pessoas comuns em um retrato crítico do breve século XX.

O ano em que meus pais saíram de férias, de CaoHamburguer (2006).

O filme pode gerar identificação em sala de aula devido à proximidade de idade de seu protagonista – 12 anos – com os alunos. É ambientado no bairro paulistano do Bom Retiro, tradicional reduto de imigrantes de várias etnias. A crescente urbanização e a concentração de fábricas e lojas de serviços conferiram ao Bom Retiro o rótulo de bairro operário. Até a metade do século XX, o local era muito promissor, fato que continuou atraindo levas de imigrantes, como judeus e coreanos. “Esse resumo das características do Bom Retiro ajuda a compreender parte do filme, um retrato de um momento histórico recente que dá aos alunos a oportunidade de ressignificar a História, de tirá-la daquele lugar distante, empoeirado e pouco vinculado à sua vida diária”, afirma Nicolazzi Júnior.

Guerra de Canudos, de Sérgio Rezende (2001).

Filme que aborda a história da construção e da destruição do Arraial de Canudos. O beato Antônio Conselheiro consegue arregimentar uma legião de fiéis que estabelecem no sertão da Bahia uma povoação que desperta, inicialmente, a atenção e, posteriormente, a ira da jovem República brasileira. “O filme pode ser utilizado, em algumas partes, para reforçar os esforços republicanos em consolidar o regime. Os seguidores de Conselheiro adotaram uma postura de desobediência em relação aos decretos e posturas impostos pelo governo republicano, o que, na visão dos governantes, fez de Canudos um obstáculo à consolidação republicana. Historiadores, no entanto, de maneira geral, têm dificuldades em encontrar subsídios que atestem ser Canudos uma verdadeira ameaça à República”, ressalta o educador. Segundo ele, algumas passagens do filme também podem ser úteis para mostrar a violência – que foi uma característica tanto dos seguidores de Antonio Conselheiro, como das tropas republicanas.

 

Por Vanderlei Tenorio

Morre, aos 75 anos, o cineasta Paulo Thiago

Cineasta Paulo Tiago. Foto: Divulgação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O cineasta Paulo Thiago morreu neste sábado, 5, após sofrer uma parada cardíaca. Ele estava internado no hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, desde 7 de maio, e sofria com uma doença hematológica. Ao longo de sua carreira, dirigiu diversos documentários e filmes sobre livros de grandes autores brasileiros, como Sagarana, o Duelo (1974), da obra de Guimarães Rosa (1908-1967), que chegou a ser indicado ao Urso de Ouro no 24º Festival Internacional de Berlim, e Policarpo Quaresma, Herói do Brasil (1998), inspirado no trabalho de Lima Barreto (1881-1922).

O velório de Paulo Thiago ocorre neste sábado, 5, e será restrito a seus familiares. O cineasta deixa a mulher, Gláucia Camargos, produtora, e seus filhos Pedro Antonio, que também é cineasta, e Paulo Francisco, também músico.

“A literatura tem sido uma certa obsessão da minha vida filmando. Mas, nos últimos anos, tenho caminhado mais para filmes inspirados em histórias reais. Não sei se esgotei o ciclo da literatura do cinema”, analisava, em entrevista ao canal Tutaméia em 2019.

Carreira:

Seu primeiro filme, “Os senhores da Terra”, lhe rendeu o prêmio da FIPRESCI, que poucos cineastas do Brasil conquistaram. Entre as produções realizadas por ele, estão Poeta de Sete Faces (2002), que abordou a vida Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), Vagas para Moças de Fino Trato (1993) e O Vestido (2003). Aos 14 anos de idade, encantou-se com a Bossa Nova ao ouvir Chega de Saudade, de João Gilberto (1931-2019), e passou a frequentar shows e também a estudar violão, tendo aulas com Roberto Menescal. A paixão pelo gênero rendeu Coisa Mais Linda – História e Casos da Bossa Nova (2005), um de seus últimos trabalhos lançados. Paulo Thiago ainda foi produtor de obras marcantes como O Bom Burguês (1982), de Oswaldo Caldeira, Beijo na Boca (1981), de Paulo Sérgio Almeida e Engraçadinha (1981), de Haroldo Barbosa. Convém destacar que Paulo Thiago foi um homem do cinema, respeitado e ouvido pelos colegas, participando intensamente do movimento em prol do crescimento dessa arte no país.

Anos finais da carreira:

No passado, chegou a presidir o Sindicato da Indústria Cinematográfica e Audiovisual do Rio de Janeiro (SICAV) e a Associação Brasileira de Produtores Cinematográficos. Também esteve entre os fundadores da Associação Brasileira dos Cineastas (ABRACI). Entre seus projetos que estavam em andamento constavam Rabo de Foguete, sobre o exílio de Ferreira Gullar (1930-2016) na Argentina, e o projeto de um documentário sobre a história do grupo MPB-4, anunciado ano passado. Em ambos os casos, sua mulher, Glaucia Camargos, trabalhava na parte da produção das obras.

* Com informações da Agência Estado

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Por Vanderlei Tenorio

Mostra Cinema Pra Mudar – 100% virtual e gratuita!

A Mostra Cinema pra Mudar contará com encontros e exibição de obras produzidas pela Diazul de Cinema e parceiros como meio de reflexão, inclusão e transformação. Os personagens e realizadores dos documentários da DIAZUL DE CINEMA se encontram sob os temas “TEMPO DE RESISTIR”, “ARTE QUE TRANSFORMA” e “FÉ, BRASÍLIA E UTOPIA”.

A iniciativa é uma contrapartida à Lei Aldir Blanc/Inciso II e uma ação da Diazul de Cinema por tempos de mais arte, afeto e diálogo. É uma Homenagem às histórias, aos personagens e aos artistas do Distrito Federal (DF).

PROGRAMAÇÃO

– ENCONTROS: sempre às 19h30 no youtube.com/diazuldecinema
09 de junho – 19h30 – Tempo de resistir
Exibição dos filmes: RESTRUTURAL e MARIA LUIZA
Encontro com a militar trans Maria Luiza da Silva, a pedagoga/ex-catadora Dyarley Vianna e o cineasta Marcelo Díaz.

10 de junho – 19h30 – A arte que transforma
Exibição dos filmes: OFICINA PERDIZ e GALENO CURUMIM ARTEIRO
Encontro com o mecenas e mecânico José Perdiz, o artista Francisco Galeno e o cineasta Marcelo Díaz.

11 de junho – 19h30 – Fé, Brasília e Utopia
Exibição do filme: TERRA DE LUZ
Encontro com a antropóloga e documentarista Delvair Montagner, o integrante do Vale do Amanhecer Jairo Zelaya e o cineasta Marcelo Díaz.

FILMES

*Os filmes ficarão disponíveis no VIMEO www.vimeo.com/diazuldecinema, de 09 a 11 de junho, com senha a ser compartilhada durante a divulgação.

– Restrutural (2014, 26min, direção: Marcelo Díaz)
Sinopse: Dyarley, ex-catadora no maior lixão da América Latina, na Cidade Estrutural (DF), atua como educadora de crianças e adolescentes em situação de risco. Sua vida inspira transformação.

– Maria Luiza (2019, 80min, direção: Marcelo Díaz)
Sinopse: Maria Luiza da Silva é a primeira militar reconhecida como transexual na história das forças armadas brasileiras. Após 22 anos de trabalho como militar, foi aposentada por invalidez. O filme investiga as motivações para impedi-la de vestir a farda feminina e a sua trajetória de afirmação como mulher trans, militar e católica.

Trailer: https://youtu.be/bZ19bqqyVT8

REDES: @marialuizafilme / www.marialuizafilme.com.br

– Oficina Perdiz (2006, 20min, direção: Marcelo Díaz)
Sinopse: Perdiz instalou sua oficina mecânica em uma área pública na cidade planejada de Brasília em 1969. Ao fim dos anos 80 abriu seu espaço pela primeira vez para o teatro com Esperando Godot de Becket. E não parou mais. Permaneceu irregular no mesmo local, dividido entre peças mecânicas e teatrais.

– Galeno, Curumim Arteiro (2009, 52min, direção: Marcelo Díaz)
Sinopse: Entre o simples e o complexo, entre o erudito e o popular. A arte de Galeno é revelada em uma viagem pelo Delta do Parnaíba (Piauí), Brasília e Brazlândia, mananciais de inspiração para sua criação.

Teaser: https://www.youtube.com/watch?v=UQUamLP8FbA

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=JnCekedWbG4

– Terra de Luz (2016, 52min, direção: Delvair Montagner e Marcelo Díaz)
Sinopse: Um olhar poético e instigante pelo Vale do Amanhecer, espaço agregador de religiosidades e misticismos, típicos do caldeirão cultural de Brasília, a capital da esperança. O filme conta com experiências de adeptos que migraram de diferentes regiões e países em busca de uma nova vida.

Teaser: https://www.youtube.com/watch?v=4EoI8_QFFYU&t=12s

Promo: https://www.youtube.com/watch?v=Oba3tj_y92M

 

 

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Por Vanderlei Tenorio

Conflitos na Palestina são tema de mesa redonda na 2ª Mostra de Cinema Árabe Feminino

 

 

 

Nesta sexta, dia 28, a 2ª Mostra de Cinema Árabe Feminino discute o conflito na região da Palestina, tendo como foco o corpo feminino. A mesa redonda, que acontecerá às 14h no canal do Youtube do festival, terá a presença de Mahasen Nasser-Eldin, diretora do curta “O Protesto Silencioso”; Dina Matar, professora e pesquisadora e Riham Isaac, artista e professora. Elas vão discutir as diferentes formas de experimentar os “modos de ser palestina”, levando em conta a trágica experiência do conflito.

O evento tem como objetivo provocar, a partir de uma perspectiva histórica, uma reflexão sobre a guerra no território palestino. Mais do que buscar definir a identidade palestina, o intuito é buscar formas de habitar e de se perceber como mulheres sujeitas de uma história que, muitas vezes, insiste em apagá-las e confiná-las a partir de uma lógica de silenciamento, restrição e condensamento de suas experiências.

A mediação será feita por Daniele Regina Abilas, pesquisadora e produtora cultural, e Fernando Resende, doutor em Ciências da Comunicação pela USP.

A 2ª Mostra de Cinema Árabe Feminino é um evento gratuito, totalmente online e patrocinada pelo Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A programação completa está disponível no site cinamaarabefeminino

Por Vanderlei Tenorio

11ª edição do Circuito Penedo de Cinema lança edital 2021

Este ano, a 11ª edição do Circuito Penedo de Cinema será híbrida (on-line e presencial) e totalmente gratuita. Anote na agenda, o evento ocorrerá de 22 a 28 de novembro de 2021. Vale a pena acompanhar, o Circuito Penedo de Cinema é uma das iniciativas mais notáveis e importantes de estímulo à produção e difusão audiovisual alagoana. Presta atenção, o processo de inscrições para curtas-metragens em mostras competitivas começa na sexta-feira (21) e vai até 11 de julho de 2021. Ficou animado, né. Para conferir e acessar o edital da 11ª edição do evento basta ir ao Instagram do Circuito (@circuitopenedo), ou no site https://circuitopenedodecinema.com.br/.

Os realizadores devem se inscrever on-line exclusivamente através da plataforma FilmFreeway. As produções podem ser inscritas em uma das três mostras competitivas que compõem o Circuito: 14º Festival do Cinema Brasileiro de Penedo, aberto para todos os realizadores, sem nenhuma restrição de abordagem, exceto filmes publicitários e institucionais; 11º Festival de Cinema Universitário de Alagoas, direcionado para produções feitas nas instituições de ensino superior e escolas técnicas de cinema de qualquer parte do país; e 8º Festival Velho Chico de Cinema Ambiental que recebe curtas com temáticas direcionadas ao meio ambiente, com abordagem nos ambientes natural ou antrópico.

 

Ficou interessado?

Para concorrer, os proponentes têm que ser diretores ou produtores dos filmes, que devem ter até 25 minutos de duração, incluindo os créditos, e não haver participado de seletivas em edições anteriores do Circuito Penedo. O resultado da seleção está programado para ser divulgado no dia 30 de agosto de 2021.

Mais informações:

As produções selecionadas para as Mostras Competitivas serão avaliadas por um Júri Oficial convidado pelo festival, a ser divulgado posteriormente, e também por um Júri Popular, que será definido a partir da votação do público durante o evento. Os realizadores concorrerão ao Troféu Canoa de Tolda de melhor filme em cada categoria (Brasileiro, Universitário e Ambiental). Além das tradicionais Mostras Competitivas, o Circuito conta com a Mostra de Cinema Infantil, que também está recebendo propostas de curtas-metragens. A seleção da curadoria se dará a partir das inscrições voluntárias dos produtores, conforme o edital lançado nesta segunda-feira.

A última edição do Circuito trouxe o formato híbrido, inédito no cenário dos festivais de cinema no Brasil. Na ocasião, o evento recebeu mais de 800 filmes inscritos de toda parte do país.

Para maiores esclarecimentos e dúvidas sobre o edital, comunicar pelo e-mail producao.circuitopenedo@gmail.com.

Palavra da organização:

‘‘Ano após ano, o Circuito se reinventa e busca abrir espaço para novas discussões, sempre reafirmando seu papel como instrumento para olhares e perspectivas sobre o vasto patrimônio audiovisual alagoano e nacional, em diálogo com a educação. Durante sete dias, a cidade histórica de Penedo recebe uma programação intensa e gratuita. Com a execução também digital do Circuito, além dos filmes disponibilizados no site do evento, debates, rodas de conversa e oficinas passaram a acontecer em formato on-line. O programa engloba ainda a exibição de longas-metragens brasileiros e uma retrospectiva da Mostra Sururu de Cinema. O festival se apresenta como lugar de resistência e luta diante das situações adversas para o campo da cultura no país. É nesse contexto de reafirmação do cinema nacional, de suas produções e da empregabilidade promovida pelo setor que o evento se faz ainda mais importante, declara os responsáveis do evento’’.

O Circuito, composto por três festivais competitivos, mostras não-competitivas e pelo 11º Encontro de Cinema Alagoano, é uma realização do Instituto de Estudos Culturais, Políticos e Sociais do Homem Contemporâneo (IECPS), da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), com patrocínio do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBHSF), da Prefeitura de Penedo e do Sebrae Alagoas.

* A partir de informações da assessoria de imprensa do Circuito.

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Por Vanderlei Tenorio

2ª Edição da Mostra de Cinema de Ibitipoca traz novidades

A Mostra de Cinema de Ibitipoca lançou no mês de março três editais para selecionar as atrações que irão compor a programação de sua 2ª edição. Em meio a um cenário muito diferente da 1ª edição, este ano a Mostra será transmitida totalmente online entre os dias 27 e 30 de maio. Outra novidade desta edição é a realização de sessões competitivas na categoria de filmes e premiação das produções escolhidas como vencedoras ao final da exibição.

Em 2021, a mostra contará com quatro dias de programação gratuita de filmes, shows musicais, performances circenses e oficinas de audiovisual. A produção do evento é da Mantiqueira Produções através da Lei Aldir Blanc – Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. A candidaturas ao evento estiveram abertas para todo o Brasil no site do evento até 6 de abril, a convocação será feita até o fim do mês.

A programação reúne mais de 40 horas de atrações e será transmitida no canal no youtube da Mostra, no endereço:

https://www.youtube.com/channel/UC9avdiBHfaEE0k5xw_97MLA

Sobre a Mostra de Cinema de Ibitipoca:

O objetivo da Mostra é promover a divulgação de filmes que estão fora do radar da grande mídia, valorizar a cultura mineira e incentivar ações sustentáveis. Para isso, conta com uma programação diversificada que reúne sessões de curtas e longas, oficinas de audiovisual, espetáculos musicais e circenses. A 1ª edição aconteceu em outubro de 2018 e, em três dias, contou com a exibição de 32 filmes e um público presencial de mais mil pessoas.

Em 2019, a Mostra lançou um edital de audiovisual em parceria com o Muriqui Instituto de Biodiversidade (MIB) e com patrocínio da Comuna do Ibitipoca. Com o objetivo de incentivar a produção e difusão do cinema independente, além da preservação da flora, fauna e cultura local, o edital que ainda está em curso, em fase de execução de projetos, distribuirá R$ 212.000,00 em prêmios para realização de dez documentários gravados na região de Ibitipoca, além de residência criativa para os dez finalistas.

Em breve, novas informações.

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Por Vanderlei Tenorio

Cinema no Campus da Uneal segue com programação aos sábados

O projeto Cinema no Campus é promovido pela Pró-reitoria de Extensão (Proext/Uneal) e agora terá continuidade aos sábados, a mudança visa a maior possibilidade de participação da comunidade acadêmica e público externo. Idealizado pelo professor doutor da Uneal, Edson Bezerra e pelo professor, doutorando, Fernando Magalhães, o evento conta com curtas-metragens, média-metragem, longa/documentário, com transmissões pelo canal Oficial da Uneal no YouTube.

O projeto acontece entre os meses de abril e maio, sempre às 19h30min, e conta com a emissão de certificado total de 12h, para o público que marcar presença em toda programação e realizar a inscrição em cada sessão. Vale ressaltar que o link de inscrição sempre será disponibilizado nas datas das transmissões através do chat. O Cinema no Campus é uma iniciativa da Pró-reitoria de Extensão, com o apoio da Ascom/Uneal, do Programa de Pós-graduação em Dinâmicas Territoriais e Cultura (ProDiC) e do Alagoar, site de cinema alagoano, sem o qual, o presente projeto não seria possível. A organização enfatiza que os certificados serão enviados após 29 de maio. De acordo com a produção do evento, pretende-se que este projeto seja de longa duração, seu atual formato está dividido em dois módulos, compondo-se cada módulo de quatro semanas.

“O Cinema no Campus é um projeto que nasce com um duplo objetivo: o primeiro, da construção de campo específico voltado para a produção artística e cultural de um modo geral; e o segundo, ele nasce com o objetivo de, através do prazer estético mediado por um fazer cinema, (e, de um cinema produzido em Alagoas), possibilitar a construção de um campo artístico-cultural em nossa Universidade”, enfatiza o professor Edson Bezerra um dos idealizadores do projeto.

Link do Canal das Transmissões: YouTube.com/unealoficial

Reprodução/ Cinema no Campus

Primeiro Mês – Abril

24/04 Terceira Semana

1) ‘‘História Brasileira da Infâmia (Primeira Parte)’’, de Werner Salles Bagetti.

2) ‘‘Sobrevivências’’, de Pedro da Rocha.

01/05 Quarta Semana

1) ‘‘Mar de Corisco’’, de Pedro da Rocha.

2) ‘‘Jorge Cooper’’, de Vitor Guerra.

 

Segundo Mês – Maio

08/05 Primeira Semana

1) ‘‘Juremeiro de Xangô’’, de Arilene de Castro.

2) ‘‘Relicário de Zumba’’, de Vera Rocha Oliveira.

3) ‘‘Nelson dos Santos’’, de Alberto Ferreira e Paulo Silver.

15/05 Segunda Semana

1) ‘‘Memória da Vida e do Trabalho’’, de Celso Brandão.

2) ‘‘Reflexos’’, de Celso Brandão.

22/05 Terceira Semana

1) ‘‘Tereza’’, de Nivaldo Vasconcelos.

2) ‘‘Furna dos Negros’’, de Wlademir Lima.

3) ‘‘Avalanche’’, de Leandro Alves.

29/05 Quarta Semana

1) ‘‘Memória de uma Saga Caeté’’, de Pedro da Rocha.

2) ‘‘A Volta pela Estrada da Violência’’, de Aécio de Andrade.

*A partir de informações cedidas por Rodrigo Rosas da Ascom/Uneal.

 

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Por Vanderlei Tenorio

109 anos de Mazzaropi: a face caipira do Brasil

 

Amácio Mazzaropi, o ator, humorista, roteirista, produtor, cantor e cineasta imortalizou seu nome em mais de 32 filmes que ainda hoje fazem sucesso. Ele viveu por 69 anos e faleceu, em 1981, vítima de câncer na medula. O grande Mazzaropi é considerado o maior artista cômico do início da época de ouro do cinema brasileiro, e um dos poucos a ficar milionário produzindo filmes no Brasil. No quesito cinematográfico, Mazzaropi foi responsável por mostrar a face caipira do Brasil (o que muito me orgulha) e os seus costumes no cinema dos anos 50, 60, 70 e início de 80. Amácio construiu uma vasta carreira no circo, teatro, TV e cinema que durou mais de 50 anos.

Segundo Wellington Viana Barbosa do Senac RIO, o cinema de Mazzaropi é a representação objetiva da luta de classes no Brasil e o faz da óptica do flagelado, aquele que não se acanha e, assim, se torna a expressão angelical desse sertanejo matuto que afaga o nosso coração e nos dá essa sensação de nos encontrarmos a cada filme num rancho no final de tarde com café quente e bolo. Especialistas explicam que o grande sucesso dos filmes do Mazzaropi, mesmo que simples, era a identificação que as grandes massas tinham com os personagens. Principalmente as pessoas que saíram do interior para buscar melhores condições de vida em São Paulo a partir dos anos 1960.

Em 1952, Mazzaropi iniciou sua carreira no cinema, arte que o tornaria reconhecido e aclamado. Seu primeiro filme, ‘‘Sai da Frente’’ (1952), foi rodado naquele ano, e três anos mais tarde ele vendeu sua casa para criar a produtora ‘Produções Amácio Mazzaropi’ (PAM Filmes). A partir de então, passou a produzir, dirigir, atuar e roteirizar em seus próprios filmes, que foram distribuídos em todo o território nacional.
Seus filmes fizeram sucesso extraordinário, levando mais de 160 milhões de espectadores aos cinemas em todo o país. Nos últimos anos, as duas produções nacionais com maior público no país foram ‘‘Minha vida em Marte’’ (2018) e ‘‘Minha mãe é uma peça 3’’ (2019), que alcançaram juntas quase 7 milhões de espectadores. Só para entendermos a importância e a dimensão da “franquia Mazzaropi”, os filmes de maior sucesso do cineasta, “Jeca Tatu” (1959) e “Casinha pequenina” (1963), figuram na lista dos 50 filmes de maior bilheteria feitos no Brasil, com cerca de 8 milhões de espectadores cada. De acordo com o cineasta Celso Sabadin, estima-se que Amácio Mazzaropi tenha vendido mais de 200 milhões de ingressos para o cinema somando os seus 32 filmes. Vale destacar que era uma época na qual o Brasil tinha 70 milhões de habitantes.

‘‘Os filmes não foram tão bem recebidos pela crítica na época do lançamento, mas o sucesso com o público era gigante. As produções chamam atenção pela simplicidade. Entre 1970 e 1975, por exemplo, o cineasta foi responsável por 20% da arrecadação do cinema nacional. A distribuição era feita pela PAM Filmes (Produções Amácio Mazzaropi), sua produtora, e alcançava cerca de três milhões de espectadores por filme’’, revela Jaiane Souza do Culturadoria.

Em plenos anos 1970, Mazzaropi falou às multidões sobre assuntos importantes como o preconceito racial. No filme ‘‘Jeca e seu filho preto’’ (1978), o humorista interpreta Zé, o pai de um rapaz que ‘misteriosamente’ é negro. Seu último filme, “O Jeca e a Égua Milagrosa” (1980) mostra a história de dois fazendeiros, Libório (Turíbio Ruiz) e Afonso (Paulo Pinheiro), que disputam votos para ganharem a eleição para a prefeitura de uma cidade pequena. Eles têm terreiros de umbanda e candomblé, utilizando os espaços para ganharem frequentadores e votos.

Os filmes do cineasta são frequentemente exibidos na TV Brasil, TV Cultura e TV Aparecida, e costumam registrar audiência mais alta do que o restante da programação da emissora. Uma característica marca a narrativa Mazzaropiana, todos os filmes de sua carismática filmografia mostram o personagem caipira vivendo situações diversas, que vão desde problemas em sua cidade até uma confusão que o leva a Bariloche.
‘‘Assim como o cinema estadunidense perpetuou o arquétipo dos detetives e investigadores, ou seja, personagens de personalidade fria, observadora e sagaz através dos filmes policiais do cinema noir, aqueles em preto e branco tão presentes nos anos 1940 e 1950, mais ou menos na mesma época, no Brasil, nascia um cinema malemolente e despretensioso tendo como protagonista um perfil do nosso povo até então pouco explorado em nossa arte: esse “caipira” sertanejo, que atua no seu tempo, que é alheio à rotina e à burocracia das grandes cidades; um anti-herói que nos muniu de trejeitos e símbolos para caracterizar um pouco mais essa face brasileira’’, lembra Wellington Viana Barbosa do Senac RIO.

Para o público jovem que deseja conhecer esse expoente do cinema nacional, no canal do Museu do Mazzaropi, no YouTube, estão disponíveis gratuitamente vários filmes completos, além de entrevistas e trechos das obras do cineasta. Vale a pena conferir. Os canais abertos TV Brasil, TV Cultura e TV Aparecida também costumam exibir sessões especiais com os filmes deste que é a melhor representação do típico brasileiro interiorano (rende ótimos índices de audiência para as emissoras).

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Por Vanderlei Tenorio

5 Dicas Importantes para Produtores de Conteúdo de Cinema

Ser um influenciador envolve diversos tipos de trabalho: criação de conteúdo, divulgação, contatos e relacionamento. Confira algumas dicas para interagir melhor com o seu público e alavancar seu crescimento.

1. Fale sempre a verdade
A honestidade com os fãs de um filme é a melhor arma para driblar qualquer crise.

2. Uma resposta nunca deve ser idêntica à outra
Os fãs acompanham as páginas e se sentem desestimulados quando desconfiam que há uma “máquina” respondendo a eles.

3. Comentários positivos também merecem resposta
Mesmo que seja um elogio e não uma pergunta, um reply sempre ajuda a disseminar mais o post e aumentar a interação com novos fãs.

Comentário: Comentários aos conteúdos que criamos são a moeda de ouro do mundo digital. É por meio da interação que podemos medir o sucesso (ou a falta dele) do que produzimos. Também é a partir das interações que o número de seguidores pode evoluir, já que os próprios algoritmos agem para que o post receba mais atenção quando tem uma boa interação/engajamento com o público. Assim, conseguimos validar a presença da pessoa que comenta, mostrando que ela importa para você.

4. Fale a linguagem das redes sociais
Facebook, Instagram e outras redes não são um Serviço de Atendimento ao Consumidor. Uma linguagem fria e formal demais pode afastar as pessoas

Comentário: Isso é fundamental para que a comunicação seja fluida em todos os sentidos. Conhecendo o público, fica mais fácil entender qual é o perfil dos seguidores – se ele são mais formais ou informais, jovens ou adultos, por exemplo. Com essas informações, conseguimos nos comunicar de forma planejada e eficiente, sem “ruídos” que podem causar mal-entendidos ou minar todo o trabalho que está sendo construído.
5. Só exclua comentários quando for extremamente necessário
Um comentário “louco”, que fuja totalmente ao tema do post, não ofende. Mas se o fã posta um link com o caminho para piratear o filme, não há outra saída a não ser apagar.

* Adaptado da Revista Filme B, com informações da Social Tailors, agência de mídia digital e do Squid.

Por Vanderlei Tenorio

STF confirma validade de cota para filmes nacionais nos cinemas

O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou ontem (17) constitucional a norma que obriga cinemas de todo o país a exibirem filmes nacionais. Criada em 2001, a validade da cota de tela foi questionada na Corte por um sindicato de empresas do setor de cinemas.

A Medida Provisória (MP) 2.228-1, editada em 6 de setembro de 2001, estabeleceu que, por um prazo de 20 anos, as empresas proprietárias e arrendatárias de salas de cinemas devem exibir filmes brasileiros de longa metragem. Conforme a norma, o número de dias de exibição é fixado anualmente por meio de um decreto. Em caso de descumprimento da obrigatoriedade, os cinemas devem pagar multa de 5% da receita bruta diária sobre os valores arrecadados com a venda de ingressos nas bilheterias.

Na ação protocolada no STF, o Sindicato das Empresas Cinematográficas no Estado do Rio Grande do Sul alegou que a medida viola a liberdade econômica e prejudica as empresas de exibição de filmes.

No julgamento, por 10 votos a 1, prevaleceu voto do relator, ministro Dias Toffoli. Segundo o ministro, a obrigatoriedade da cota de tela é uma medida razoável e faz parte de uma política pública para fomentar a cultura nacional.

“A medida provisória promoveu intervenção voltada a viabilizar a efetivação do direito à cultura, sem, por outro lado, atingir o núcleo dos direitos à livre iniciativa, à livre concorrência e à propriedade privada, apenas adequando as liberdades econômicas a sua função social”, argumentou.

No voto, Toffoli também sugeriu uma tese que deverá ser seguida em todos os processos sobre o mesmo tema que tramitam em todo o país. “São constitucionais a cota de tela, consistente na obrigatoriedade de exibição de filmes nacionais nos cinemas brasileiros, e as sanções administrativas decorrentes de sua inobservância”.

Na sessão de hoje (18), os ministros devem se manifestar sobre a tese sugerida pelo relator.

* Via: Agência Brasil

 

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Por Vanderlei Tenorio

Mas, afinal, o que é um “filme médio”?

Os filmes médios podem ser definidos como aqueles com um bom potencial comercial e um público-alvo específico, mas sem o apelo abrangente de um blockbuster. Alguns gêneros, como a comédia romântica, animações e filmes de terror, costumam produzir bons candidatos a ocupar esta categoria de filme. Em 2008, em entrevista concedida a Revista Filme B, o especialista em Cinema Carlos Marin disse o seguinte sobre o termo: “Por suas próprias características, os filmes médios têm um target diferente dos blockbusters”. Bora exemplificar melhor o termo: ‘‘Deadpool’’ (2016), por exemplo, atinge principalmente adultos e adolescentes, a série de filmes ‘‘Shrek’’ (2001-2010) é voltado para crianças e seus pais; mas existe um público enorme que gostaria de ver uma boa comédia romântica, como ‘‘De repente 30’’ (2004).

Acontece que esse tipo de público vai cada vez menos ao cinema, pois apesar de inúmeras produções anuais. Hoje, esses filmes são negligenciados, a percepção do público é de que não vale a pena pagar para vê-los no cinema. Tanto que a maior parte dos filmes de comédia romântica são lançados diretamente no now e nas dezenas plataformas de streaming.

No streaming, por outro lado, a história é bem diferente. Os filmes médios encontram em plataformas como Netflix e Amazon o canal perfeito não só para existir, mas também para alcançar o sucesso que dificilmente abraçariam em tela grande. Podemos citar como exemplo: ‘‘A Barraca do Beijo’’ (2018), ‘‘Para Todos os Garotos que Amei’’ (2018) e ‘‘Nosso Último Verão’’ (2019). Nisso, o filme médio, por sua vez, vão se tornando cada vez mais a alternativa das plataformas de streaming, que precisam de quantidade sem abdicar de qualidade.

O filme médio, no mercado brasileiro, pode ser considerado aquele que tem um público entre 500 mil e um milhão de espectadores. São justamente aqueles que estão cada vez mais em evidência com comédias populares, como ‘‘De Pernas pro Ar’’ (2010) e ‘‘Minha Mãe é uma Peça’’ (2013), que passaram a utilizar uma estética que transitava entre os programas da Globo e os blockbusters hollywoodianos, para atrair as grandes massas. A oferta de muitos títulos por ano para o pequeno número de salas gera uma alta rotatividade, e os filmes de porte médio acabam não atingindo o público que poderiam o que encerra prematuramente suas carreiras.

É importante diferenciar um filme de orçamento médio de um filme que obtém resultado médio. No caso das produções americanas, por exemplo, podemos citar dois filmes estrelados por Meryl Streep, ‘‘O diabo veste Prada’’ (2006), de David Frankel, teve um orçamento médio, de US$ 35 milhões, e obteve excelentes resultados (mais de US$ 120 milhões de bilheteria nos EUA, 1,4 milhão de espectadores no Brasil). Por outro lado, ‘‘Leões e cordeiros’’ (2007), de Robert Redford, também custou US$ 35 milhões, mas não obteve resultados tão bons nos Estados Unidos (US$ 14 milhões de receita). Na verdade, para que o ‘resultado médio’ seja satisfatório, tudo depende da expectativa e do investimento realizado.

Segundo a especialista Mariza Leão, o filme médio se distingue do chamado filme-evento, mas ainda tem potencial de dialogar com um determinado nicho do público. O problema é que esse nicho está cada vez menor, e seus resultados de bilheteria os colocam numa posição anteriormente ocupada pelos filmes pequenos. Ou seja, há um achatamento de performances econômicas. Nem todos, porém, concordam com essas definições. Para Bruno Wainer, da Downtown Filmes, o filme médio simplesmente não existe – ele é apenas o “filme grande” que não deu certo: “Ninguém pensa num projeto para um filme médio, com orçamento médio, estratégias médias”. Leonardo Monteiro de Barros, da Conspiração Filmes, endossa essa teoria afirmando que “não há o filme médio em si, ele se torna médio dependendo de sua performance: ou é fechado, pequeno, e supera as expectativas; ou é originalmente destinado a ser comercial, mas fica abaixo do esperado. Não conheço nenhum produtor ou diretor que diga: vou fazer um filme médio”. Polêmicas à parte, o fato é que o padrão de lançamento dos blockbusters elevou às alturas o patamar dos investimentos em marketing e a expectativa em torno de cada filme – o que, imediatamente, já coloca todos os outros títulos em situação de desvantagem. Outro fator determinante é a corrida acirrada entre os inúmeros streamings.

De acordo com Patrícia Kamitsuji, uma das consequências desse padrão seria a criação de um público sazonal. As produções médias atendem a uma parcela de público que consome mais cinema, os chamados frequent moviegoers (frequentadores assíduos), que querem assistir a filmes diversos e não somente blockbusters. Muitas produções nacionais, por exemplo, têm como alvo justamente esse público. Caso vocês não estejam familiarizados com o termo ‘‘ blockbuster’’. Blockbuster é uma palavra de origem inglesa que indica um filme produzido de forma exímia, sendo popular para muitas pessoas e que pode obter elevado sucesso financeiro, por exemplo: ‘‘De Volta Para o Futuro’’, ‘‘ET: O Extraterrestre’’, ‘‘Harry Potter e as Relíquias da Morte parte I e II’’, ‘‘ O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei’’, ‘‘ Titanic’’ e ‘‘ Vingadores: Guerra Infinita’’.

Referencial teórico da matéria:
GOMES, Alice; BUTCHER, Pedro. A crescente polarização do mercado de cinema entre os blockbusters e os filmes de nicho tem tornado cada vez mais raros os chamados “filmes médios” – e sua escassez preocupa, principalmente, os donos de cinema. Revista Filme B, São Paulo, v. 01, n. 2, p. 23, set. 2008. Disponível em: http://www.filmeb.com.br/sites/default/files/revista/revista/setembro2008.pdf. Acesso em: 26. fev. 2021.

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Por Vanderlei Tenorio

Cerimônia do Oscar será presencial e ao vivo

Em 2021, a 93ª cerimônia de entrega dos Academy Awards, ou simplesmente Oscars 2021, será presencial, ao vivo e em vários locais. O evento mais importante do cinema mundial ocorrerá de forma presencial e será transmito ao vivo de vários lugares, disseram os organizadores.

Um porta-voz da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que organiza o Oscar, disse em um comunicado:

‘‘ Para criar o evento presencial que nosso público global deseja ver, que seja adaptado às exigências da pandemia, a cerimônia será transmitida ao vivo de vários locais, incluindo o famoso Dolby Theatre’’.

‘‘ Neste ano único que tanto exigiu de todos, a Academia está determinada a apresentar um Oscar como nenhum outro, ao mesmo tempo em que prioriza a saúde pública e a segurança de todos os que irão participar’’, acrescenta o comunicado.

Há décadas a premiação tem sido apresentada no Dolby Theatre no distrito de Hollywood, da cidade de Los Angeles, no estado da Califórnia. O comunicado informou que ainda serão divulgados mais detalhes. A Academia transferiu a 93ª cerimônia de entrega dos Academy Awards 2021, de 28 de fevereiro para 25 de abril, por causa da pandemia do COVID-19. O evento ocorrerá dois meses após o previsto originalmente devido ao impacto da pandemia de COVID-19 na indústria cinematográfica. As nomeações estão programadas para serem anunciadas em 15 de março de 2021.

A Academia cancelou sua cerimônia anual do Governors Awards devido à pandemia de COVID-19 e planejou incorporar os vencedores à cerimônia do Oscar. Este é o primeiro ano do Governors Awards em que não há vencedores oficiais do Oscar Honorário. Após cancelar o Governors Awards, a Academia vai presentear na cerimônia Tyler Perry e a Motion Picture & Television Fund com o Prêmio Humanitário Jean Hersholt

Esta é apenas a quarta vez que a premiação foi adiada e a primeira vez, desde o Oscar 1934, em que os filmes lançados em dois anos civis serão elegíveis para a consideração do prêmio na mesma cerimônia. Em anos anteriores, a cerimônia da Academia chegou a ser alterada pela inundação em Los Angeles em 1938; pelo assassinato do pastor e líder do movimento dos direitos civis nos Estados Unidos, Martin Luther King (1929-1968) em 1968; e pela tentativa de assassinato do 40º Presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan (1911-2004) em 1981, mas nunca em toda a história foi adiada por uma pandemia global.

A pandemia forçou diversas mudanças de regras da Academia, a começar pela própria mudança de data. Tradicionalmente, o Oscar aceita filmes que foram lançados no ano anterior à cerimônia, de 1º de janeiro a 31 de dezembro, mas para 2021 as regras são diferentes: pela primeira vez desde a 6ª cerimônia de entrega do Oscar (1934), filmes de dois anos diferentes poderão concorrer, com o período de elegibilidade se estendendo de 1º de janeiro de 2020 a 28 de fevereiro de 2021. Ainda, com o fechamento de cinemas de Los Angeles – onde filmes precisavam ser exibidos para se tornar elegíveis ao Oscar – as regras de lançamento também mudaram. Este ano, filmes que estrearam em drive-ins, e longas que pretendiam ser lançados nos cinemas, mas foram impedidos e, portanto disponibilizados diretamente em formato digital também poderão concorrer. As duas alterações são temporárias, implementadas apenas pelo impacto da pandemia de coronavírus.

As duas categorias de Som – Mixagem e Edição – serão reunidas em uma, reduzindo o número de categorias para 23. A categoria de Trilha Sonora Original também sofre alteração, estabelecendo o mínimo de trilha original. Para ser elegível, um filme terá que ter 60% de sua composição como inédita – e para sequências e filmes de franquia a trilha precisará ser 80% nova. Melhor Filme Estrangeiro também sofreu mudança de nome, passando para Melhor Filme Internacional. Além disso, foi anunciado que todos os membros da Academia agora podem votar na pré-seleção dos filmes a serem indicados, um processo anteriormente feito com um seleto comitê.

O formato do Oscar de 2021 segue incerto. Em seu último comunicado, a presidente de entretenimento da ABC (emissora responsável pela transmissão do Oscar) Karey Burke anunciou:

“Nos vemos em um território novo este ano e continuaremos a trabalhar com nossos parceiros da Academia para assegurar uma edição segura e celebratória”.

Especulações da indústria apontam que a Academia estuda um formato presencial, e que a cerimônia não deve acontecer de forma remota ou híbrida, como aconteceu no Emmy. A pandemia atingiu fortemente os eventos da temporada de premiações, substituiu os tradicionais encontros de atores renomados, estreantes e veteranos, converteu jantares suntuosos de gala em apresentações gravadas, pré-gravadas ou eventos on-line em diversas plataformas.

* Originalmente publicado no site do jornal Tribuna do Sertão, reproduzido na Tribuna do Agreste. Tendo também uma versão impressa pela Tribuna de Itapira.

 

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Por Vanderlei Tenorio
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Por Redação