Vanderlei Tenório

Seis filmes brasileiros para promover a aprendizagem e valorizar a produção nacional

Em 19 de junho é comemorado o Dia do Cinema Nacional. A data foi escolhida em referência ao dia em que o ítalo-brasileiro Afonso Segreto – o primeiro cinegrafista e diretor do Brasil – registrou as primeiras imagens em movimento no território brasileiro, em 1898. Uma lei de autoria do então senador Cristóvão Buarque, de 2014, tornou obrigatória a exibição de filmes e audiovisuais de produção nacional nas escolas de ensino básico de todo o país por, no mínimo, duas horas mensais. Mas a inclusão de filmes nos currículos escolares não é uma novidade na educação brasileira. Ao longo dos anos, educadores, diretores e produtores de cinema debateram sobre as possibilidades de usar os filmes como um recurso pedagógico. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prevê a valorização das manifestações artísticas e culturais entre as 10 competências gerais da Educação Básica, destacando o cinema nas competências específicas de arte para o Ensino Fundamental 2.

De acordo com o coordenador editorial do Sistema Positivo de Ensino, Norton Nicolazzi Junior, usar filmes em sala de aula é utilizar uma linguagem com elementos específicos que precisam ser considerados com cuidado e atenção. “Trabalhar o cinema como instrumento de aprendizagem é ajudar a escola a reencontrar a cultura ao mesmo tempo cotidiana e elevada, pois o cinema é o campo no qual a estética, o lazer, a ideologia e os valores sociais mais amplos são sintetizados em uma mesma obra de arte”, afirma Nicolazzi.

Segundo o educador, introduzir a exibição de filmes nacionais no cotidiano das escolas e explorar essas produções como ferramentas para a aprendizagem podemviabilizar a identificação de professores e alunos com um cinema pouco conhecido e, muitas vezes, estigmatizado. “Nossa cultura predominante favorece o cinema hollywoodiano, o que não beneficia o cinema nacional. Promover esse encontro com as produções brasileiras abre espaço para que professores e alunos pensem juntos sobre as questões e temáticas que são abordadas e problematizadas nesses filmes”, acrescenta.

O educador fez uma lista de produções nacionais que podem ser utilizadas como ferramentas de aprendizado, tanto em sala de aula, como na programação de fim de semana, para gerar debates em família (antes de assistir, verifique a classificação indicativa).

Quanto vale ou é por quilo?,de Sérgio Bianchi (2005).

O filme traz uma análise da situação social contemporânea, fazendo relação com o passado brasileiro escravagista. “A obra possui referências muito interessantes para serem exploradas em sala de aula, uma vez que tem como base um conto de Machado de Assis”, afirma Nicolazzi Júnior. Pode ser discutido em aulas de Literatura, Geografia, História, Sociologia e Filosofia.

Narradores de Javé, de Eliane Caffé (2003).

Uma coprodução francesa, o filme se desenrola de forma cômica em uma cidade que será alagada – Javé. Os moradores se envolvem em um debate para decidir como a história da cidade será contada. “A obra pode ser explorada para trabalhar temas como patrimônio histórico e cultural ou destacar a importância e o valor das fontes históricas”, sugere o educador.

Getúlio, de João Jardim (2014).

A obra faz uma análise histórica do período final do governo Getúlio Vargas, trazendo como pano de fundo o contexto histórico da época. O foco principal é a figura histórica de Getúlio no seu segundo governo.

Nós que aqui estamos, por vós esperamos, de Marcelo Masagão (1999).

Premiado nacional e internacionalmente, é considerado um filme-memória do século XX, realizado com 95% de imagens de arquivo. É a história de pequenos e grandes personagens do século passado, com vários episódios fundamentais da história do século XX, apresentados em um roteiro que lembra Era dos Extremos, de Hobsbawm. A obra mescla artistas e esportistas, líderes políticos e militares, profissionais das mais variadas atividades e pessoas comuns em um retrato crítico do breve século XX.

O ano em que meus pais saíram de férias, de CaoHamburguer (2006).

O filme pode gerar identificação em sala de aula devido à proximidade de idade de seu protagonista – 12 anos – com os alunos. É ambientado no bairro paulistano do Bom Retiro, tradicional reduto de imigrantes de várias etnias. A crescente urbanização e a concentração de fábricas e lojas de serviços conferiram ao Bom Retiro o rótulo de bairro operário. Até a metade do século XX, o local era muito promissor, fato que continuou atraindo levas de imigrantes, como judeus e coreanos. “Esse resumo das características do Bom Retiro ajuda a compreender parte do filme, um retrato de um momento histórico recente que dá aos alunos a oportunidade de ressignificar a História, de tirá-la daquele lugar distante, empoeirado e pouco vinculado à sua vida diária”, afirma Nicolazzi Júnior.

Guerra de Canudos, de Sérgio Rezende (2001).

Filme que aborda a história da construção e da destruição do Arraial de Canudos. O beato Antônio Conselheiro consegue arregimentar uma legião de fiéis que estabelecem no sertão da Bahia uma povoação que desperta, inicialmente, a atenção e, posteriormente, a ira da jovem República brasileira. “O filme pode ser utilizado, em algumas partes, para reforçar os esforços republicanos em consolidar o regime. Os seguidores de Conselheiro adotaram uma postura de desobediência em relação aos decretos e posturas impostos pelo governo republicano, o que, na visão dos governantes, fez de Canudos um obstáculo à consolidação republicana. Historiadores, no entanto, de maneira geral, têm dificuldades em encontrar subsídios que atestem ser Canudos uma verdadeira ameaça à República”, ressalta o educador. Segundo ele, algumas passagens do filme também podem ser úteis para mostrar a violência – que foi uma característica tanto dos seguidores de Antonio Conselheiro, como das tropas republicanas.

 

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Por Vanderlei Tenorio

Morre, aos 75 anos, o cineasta Paulo Thiago

Cineasta Paulo Tiago. Foto: Divulgação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O cineasta Paulo Thiago morreu neste sábado, 5, após sofrer uma parada cardíaca. Ele estava internado no hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, desde 7 de maio, e sofria com uma doença hematológica. Ao longo de sua carreira, dirigiu diversos documentários e filmes sobre livros de grandes autores brasileiros, como Sagarana, o Duelo (1974), da obra de Guimarães Rosa (1908-1967), que chegou a ser indicado ao Urso de Ouro no 24º Festival Internacional de Berlim, e Policarpo Quaresma, Herói do Brasil (1998), inspirado no trabalho de Lima Barreto (1881-1922).

O velório de Paulo Thiago ocorre neste sábado, 5, e será restrito a seus familiares. O cineasta deixa a mulher, Gláucia Camargos, produtora, e seus filhos Pedro Antonio, que também é cineasta, e Paulo Francisco, também músico.

“A literatura tem sido uma certa obsessão da minha vida filmando. Mas, nos últimos anos, tenho caminhado mais para filmes inspirados em histórias reais. Não sei se esgotei o ciclo da literatura do cinema”, analisava, em entrevista ao canal Tutaméia em 2019.

Carreira:

Seu primeiro filme, “Os senhores da Terra”, lhe rendeu o prêmio da FIPRESCI, que poucos cineastas do Brasil conquistaram. Entre as produções realizadas por ele, estão Poeta de Sete Faces (2002), que abordou a vida Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), Vagas para Moças de Fino Trato (1993) e O Vestido (2003). Aos 14 anos de idade, encantou-se com a Bossa Nova ao ouvir Chega de Saudade, de João Gilberto (1931-2019), e passou a frequentar shows e também a estudar violão, tendo aulas com Roberto Menescal. A paixão pelo gênero rendeu Coisa Mais Linda – História e Casos da Bossa Nova (2005), um de seus últimos trabalhos lançados. Paulo Thiago ainda foi produtor de obras marcantes como O Bom Burguês (1982), de Oswaldo Caldeira, Beijo na Boca (1981), de Paulo Sérgio Almeida e Engraçadinha (1981), de Haroldo Barbosa. Convém destacar que Paulo Thiago foi um homem do cinema, respeitado e ouvido pelos colegas, participando intensamente do movimento em prol do crescimento dessa arte no país.

Anos finais da carreira:

No passado, chegou a presidir o Sindicato da Indústria Cinematográfica e Audiovisual do Rio de Janeiro (SICAV) e a Associação Brasileira de Produtores Cinematográficos. Também esteve entre os fundadores da Associação Brasileira dos Cineastas (ABRACI). Entre seus projetos que estavam em andamento constavam Rabo de Foguete, sobre o exílio de Ferreira Gullar (1930-2016) na Argentina, e o projeto de um documentário sobre a história do grupo MPB-4, anunciado ano passado. Em ambos os casos, sua mulher, Glaucia Camargos, trabalhava na parte da produção das obras.

* Com informações da Agência Estado

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Por Vanderlei Tenorio

Mostra Cinema Pra Mudar – 100% virtual e gratuita!

A Mostra Cinema pra Mudar contará com encontros e exibição de obras produzidas pela Diazul de Cinema e parceiros como meio de reflexão, inclusão e transformação. Os personagens e realizadores dos documentários da DIAZUL DE CINEMA se encontram sob os temas “TEMPO DE RESISTIR”, “ARTE QUE TRANSFORMA” e “FÉ, BRASÍLIA E UTOPIA”.

A iniciativa é uma contrapartida à Lei Aldir Blanc/Inciso II e uma ação da Diazul de Cinema por tempos de mais arte, afeto e diálogo. É uma Homenagem às histórias, aos personagens e aos artistas do Distrito Federal (DF).

PROGRAMAÇÃO

– ENCONTROS: sempre às 19h30 no youtube.com/diazuldecinema
09 de junho – 19h30 – Tempo de resistir
Exibição dos filmes: RESTRUTURAL e MARIA LUIZA
Encontro com a militar trans Maria Luiza da Silva, a pedagoga/ex-catadora Dyarley Vianna e o cineasta Marcelo Díaz.

10 de junho – 19h30 – A arte que transforma
Exibição dos filmes: OFICINA PERDIZ e GALENO CURUMIM ARTEIRO
Encontro com o mecenas e mecânico José Perdiz, o artista Francisco Galeno e o cineasta Marcelo Díaz.

11 de junho – 19h30 – Fé, Brasília e Utopia
Exibição do filme: TERRA DE LUZ
Encontro com a antropóloga e documentarista Delvair Montagner, o integrante do Vale do Amanhecer Jairo Zelaya e o cineasta Marcelo Díaz.

FILMES

*Os filmes ficarão disponíveis no VIMEO www.vimeo.com/diazuldecinema, de 09 a 11 de junho, com senha a ser compartilhada durante a divulgação.

– Restrutural (2014, 26min, direção: Marcelo Díaz)
Sinopse: Dyarley, ex-catadora no maior lixão da América Latina, na Cidade Estrutural (DF), atua como educadora de crianças e adolescentes em situação de risco. Sua vida inspira transformação.

– Maria Luiza (2019, 80min, direção: Marcelo Díaz)
Sinopse: Maria Luiza da Silva é a primeira militar reconhecida como transexual na história das forças armadas brasileiras. Após 22 anos de trabalho como militar, foi aposentada por invalidez. O filme investiga as motivações para impedi-la de vestir a farda feminina e a sua trajetória de afirmação como mulher trans, militar e católica.

Trailer: https://youtu.be/bZ19bqqyVT8

REDES: @marialuizafilme / www.marialuizafilme.com.br

– Oficina Perdiz (2006, 20min, direção: Marcelo Díaz)
Sinopse: Perdiz instalou sua oficina mecânica em uma área pública na cidade planejada de Brasília em 1969. Ao fim dos anos 80 abriu seu espaço pela primeira vez para o teatro com Esperando Godot de Becket. E não parou mais. Permaneceu irregular no mesmo local, dividido entre peças mecânicas e teatrais.

– Galeno, Curumim Arteiro (2009, 52min, direção: Marcelo Díaz)
Sinopse: Entre o simples e o complexo, entre o erudito e o popular. A arte de Galeno é revelada em uma viagem pelo Delta do Parnaíba (Piauí), Brasília e Brazlândia, mananciais de inspiração para sua criação.

Teaser: https://www.youtube.com/watch?v=UQUamLP8FbA

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=JnCekedWbG4

– Terra de Luz (2016, 52min, direção: Delvair Montagner e Marcelo Díaz)
Sinopse: Um olhar poético e instigante pelo Vale do Amanhecer, espaço agregador de religiosidades e misticismos, típicos do caldeirão cultural de Brasília, a capital da esperança. O filme conta com experiências de adeptos que migraram de diferentes regiões e países em busca de uma nova vida.

Teaser: https://www.youtube.com/watch?v=4EoI8_QFFYU&t=12s

Promo: https://www.youtube.com/watch?v=Oba3tj_y92M

 

 

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Por Vanderlei Tenorio

Conflitos na Palestina são tema de mesa redonda na 2ª Mostra de Cinema Árabe Feminino

 

 

 

Nesta sexta, dia 28, a 2ª Mostra de Cinema Árabe Feminino discute o conflito na região da Palestina, tendo como foco o corpo feminino. A mesa redonda, que acontecerá às 14h no canal do Youtube do festival, terá a presença de Mahasen Nasser-Eldin, diretora do curta “O Protesto Silencioso”; Dina Matar, professora e pesquisadora e Riham Isaac, artista e professora. Elas vão discutir as diferentes formas de experimentar os “modos de ser palestina”, levando em conta a trágica experiência do conflito.

O evento tem como objetivo provocar, a partir de uma perspectiva histórica, uma reflexão sobre a guerra no território palestino. Mais do que buscar definir a identidade palestina, o intuito é buscar formas de habitar e de se perceber como mulheres sujeitas de uma história que, muitas vezes, insiste em apagá-las e confiná-las a partir de uma lógica de silenciamento, restrição e condensamento de suas experiências.

A mediação será feita por Daniele Regina Abilas, pesquisadora e produtora cultural, e Fernando Resende, doutor em Ciências da Comunicação pela USP.

A 2ª Mostra de Cinema Árabe Feminino é um evento gratuito, totalmente online e patrocinada pelo Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A programação completa está disponível no site cinamaarabefeminino

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Por Vanderlei Tenorio

11ª edição do Circuito Penedo de Cinema lança edital 2021

Este ano, a 11ª edição do Circuito Penedo de Cinema será híbrida (on-line e presencial) e totalmente gratuita. Anote na agenda, o evento ocorrerá de 22 a 28 de novembro de 2021. Vale a pena acompanhar, o Circuito Penedo de Cinema é uma das iniciativas mais notáveis e importantes de estímulo à produção e difusão audiovisual alagoana. Presta atenção, o processo de inscrições para curtas-metragens em mostras competitivas começa na sexta-feira (21) e vai até 11 de julho de 2021. Ficou animado, né. Para conferir e acessar o edital da 11ª edição do evento basta ir ao Instagram do Circuito (@circuitopenedo), ou no site https://circuitopenedodecinema.com.br/.

Os realizadores devem se inscrever on-line exclusivamente através da plataforma FilmFreeway. As produções podem ser inscritas em uma das três mostras competitivas que compõem o Circuito: 14º Festival do Cinema Brasileiro de Penedo, aberto para todos os realizadores, sem nenhuma restrição de abordagem, exceto filmes publicitários e institucionais; 11º Festival de Cinema Universitário de Alagoas, direcionado para produções feitas nas instituições de ensino superior e escolas técnicas de cinema de qualquer parte do país; e 8º Festival Velho Chico de Cinema Ambiental que recebe curtas com temáticas direcionadas ao meio ambiente, com abordagem nos ambientes natural ou antrópico.

 

Ficou interessado?

Para concorrer, os proponentes têm que ser diretores ou produtores dos filmes, que devem ter até 25 minutos de duração, incluindo os créditos, e não haver participado de seletivas em edições anteriores do Circuito Penedo. O resultado da seleção está programado para ser divulgado no dia 30 de agosto de 2021.

Mais informações:

As produções selecionadas para as Mostras Competitivas serão avaliadas por um Júri Oficial convidado pelo festival, a ser divulgado posteriormente, e também por um Júri Popular, que será definido a partir da votação do público durante o evento. Os realizadores concorrerão ao Troféu Canoa de Tolda de melhor filme em cada categoria (Brasileiro, Universitário e Ambiental). Além das tradicionais Mostras Competitivas, o Circuito conta com a Mostra de Cinema Infantil, que também está recebendo propostas de curtas-metragens. A seleção da curadoria se dará a partir das inscrições voluntárias dos produtores, conforme o edital lançado nesta segunda-feira.

A última edição do Circuito trouxe o formato híbrido, inédito no cenário dos festivais de cinema no Brasil. Na ocasião, o evento recebeu mais de 800 filmes inscritos de toda parte do país.

Para maiores esclarecimentos e dúvidas sobre o edital, comunicar pelo e-mail producao.circuitopenedo@gmail.com.

Palavra da organização:

‘‘Ano após ano, o Circuito se reinventa e busca abrir espaço para novas discussões, sempre reafirmando seu papel como instrumento para olhares e perspectivas sobre o vasto patrimônio audiovisual alagoano e nacional, em diálogo com a educação. Durante sete dias, a cidade histórica de Penedo recebe uma programação intensa e gratuita. Com a execução também digital do Circuito, além dos filmes disponibilizados no site do evento, debates, rodas de conversa e oficinas passaram a acontecer em formato on-line. O programa engloba ainda a exibição de longas-metragens brasileiros e uma retrospectiva da Mostra Sururu de Cinema. O festival se apresenta como lugar de resistência e luta diante das situações adversas para o campo da cultura no país. É nesse contexto de reafirmação do cinema nacional, de suas produções e da empregabilidade promovida pelo setor que o evento se faz ainda mais importante, declara os responsáveis do evento’’.

O Circuito, composto por três festivais competitivos, mostras não-competitivas e pelo 11º Encontro de Cinema Alagoano, é uma realização do Instituto de Estudos Culturais, Políticos e Sociais do Homem Contemporâneo (IECPS), da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), com patrocínio do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBHSF), da Prefeitura de Penedo e do Sebrae Alagoas.

* A partir de informações da assessoria de imprensa do Circuito.

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Por Vanderlei Tenorio

2ª Edição da Mostra de Cinema de Ibitipoca traz novidades

A Mostra de Cinema de Ibitipoca lançou no mês de março três editais para selecionar as atrações que irão compor a programação de sua 2ª edição. Em meio a um cenário muito diferente da 1ª edição, este ano a Mostra será transmitida totalmente online entre os dias 27 e 30 de maio. Outra novidade desta edição é a realização de sessões competitivas na categoria de filmes e premiação das produções escolhidas como vencedoras ao final da exibição.

Em 2021, a mostra contará com quatro dias de programação gratuita de filmes, shows musicais, performances circenses e oficinas de audiovisual. A produção do evento é da Mantiqueira Produções através da Lei Aldir Blanc – Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. A candidaturas ao evento estiveram abertas para todo o Brasil no site do evento até 6 de abril, a convocação será feita até o fim do mês.

A programação reúne mais de 40 horas de atrações e será transmitida no canal no youtube da Mostra, no endereço:

https://www.youtube.com/channel/UC9avdiBHfaEE0k5xw_97MLA

Sobre a Mostra de Cinema de Ibitipoca:

O objetivo da Mostra é promover a divulgação de filmes que estão fora do radar da grande mídia, valorizar a cultura mineira e incentivar ações sustentáveis. Para isso, conta com uma programação diversificada que reúne sessões de curtas e longas, oficinas de audiovisual, espetáculos musicais e circenses. A 1ª edição aconteceu em outubro de 2018 e, em três dias, contou com a exibição de 32 filmes e um público presencial de mais mil pessoas.

Em 2019, a Mostra lançou um edital de audiovisual em parceria com o Muriqui Instituto de Biodiversidade (MIB) e com patrocínio da Comuna do Ibitipoca. Com o objetivo de incentivar a produção e difusão do cinema independente, além da preservação da flora, fauna e cultura local, o edital que ainda está em curso, em fase de execução de projetos, distribuirá R$ 212.000,00 em prêmios para realização de dez documentários gravados na região de Ibitipoca, além de residência criativa para os dez finalistas.

Em breve, novas informações.

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Por Vanderlei Tenorio

Cinema no Campus da Uneal segue com programação aos sábados

O projeto Cinema no Campus é promovido pela Pró-reitoria de Extensão (Proext/Uneal) e agora terá continuidade aos sábados, a mudança visa a maior possibilidade de participação da comunidade acadêmica e público externo. Idealizado pelo professor doutor da Uneal, Edson Bezerra e pelo professor, doutorando, Fernando Magalhães, o evento conta com curtas-metragens, média-metragem, longa/documentário, com transmissões pelo canal Oficial da Uneal no YouTube.

O projeto acontece entre os meses de abril e maio, sempre às 19h30min, e conta com a emissão de certificado total de 12h, para o público que marcar presença em toda programação e realizar a inscrição em cada sessão. Vale ressaltar que o link de inscrição sempre será disponibilizado nas datas das transmissões através do chat. O Cinema no Campus é uma iniciativa da Pró-reitoria de Extensão, com o apoio da Ascom/Uneal, do Programa de Pós-graduação em Dinâmicas Territoriais e Cultura (ProDiC) e do Alagoar, site de cinema alagoano, sem o qual, o presente projeto não seria possível. A organização enfatiza que os certificados serão enviados após 29 de maio. De acordo com a produção do evento, pretende-se que este projeto seja de longa duração, seu atual formato está dividido em dois módulos, compondo-se cada módulo de quatro semanas.

“O Cinema no Campus é um projeto que nasce com um duplo objetivo: o primeiro, da construção de campo específico voltado para a produção artística e cultural de um modo geral; e o segundo, ele nasce com o objetivo de, através do prazer estético mediado por um fazer cinema, (e, de um cinema produzido em Alagoas), possibilitar a construção de um campo artístico-cultural em nossa Universidade”, enfatiza o professor Edson Bezerra um dos idealizadores do projeto.

Link do Canal das Transmissões: YouTube.com/unealoficial

Reprodução/ Cinema no Campus

Primeiro Mês – Abril

24/04 Terceira Semana

1) ‘‘História Brasileira da Infâmia (Primeira Parte)’’, de Werner Salles Bagetti.

2) ‘‘Sobrevivências’’, de Pedro da Rocha.

01/05 Quarta Semana

1) ‘‘Mar de Corisco’’, de Pedro da Rocha.

2) ‘‘Jorge Cooper’’, de Vitor Guerra.

 

Segundo Mês – Maio

08/05 Primeira Semana

1) ‘‘Juremeiro de Xangô’’, de Arilene de Castro.

2) ‘‘Relicário de Zumba’’, de Vera Rocha Oliveira.

3) ‘‘Nelson dos Santos’’, de Alberto Ferreira e Paulo Silver.

15/05 Segunda Semana

1) ‘‘Memória da Vida e do Trabalho’’, de Celso Brandão.

2) ‘‘Reflexos’’, de Celso Brandão.

22/05 Terceira Semana

1) ‘‘Tereza’’, de Nivaldo Vasconcelos.

2) ‘‘Furna dos Negros’’, de Wlademir Lima.

3) ‘‘Avalanche’’, de Leandro Alves.

29/05 Quarta Semana

1) ‘‘Memória de uma Saga Caeté’’, de Pedro da Rocha.

2) ‘‘A Volta pela Estrada da Violência’’, de Aécio de Andrade.

*A partir de informações cedidas por Rodrigo Rosas da Ascom/Uneal.

 

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Por Vanderlei Tenorio

109 anos de Mazzaropi: a face caipira do Brasil

 

Amácio Mazzaropi, o ator, humorista, roteirista, produtor, cantor e cineasta imortalizou seu nome em mais de 32 filmes que ainda hoje fazem sucesso. Ele viveu por 69 anos e faleceu, em 1981, vítima de câncer na medula. O grande Mazzaropi é considerado o maior artista cômico do início da época de ouro do cinema brasileiro, e um dos poucos a ficar milionário produzindo filmes no Brasil. No quesito cinematográfico, Mazzaropi foi responsável por mostrar a face caipira do Brasil (o que muito me orgulha) e os seus costumes no cinema dos anos 50, 60, 70 e início de 80. Amácio construiu uma vasta carreira no circo, teatro, TV e cinema que durou mais de 50 anos.

Segundo Wellington Viana Barbosa do Senac RIO, o cinema de Mazzaropi é a representação objetiva da luta de classes no Brasil e o faz da óptica do flagelado, aquele que não se acanha e, assim, se torna a expressão angelical desse sertanejo matuto que afaga o nosso coração e nos dá essa sensação de nos encontrarmos a cada filme num rancho no final de tarde com café quente e bolo. Especialistas explicam que o grande sucesso dos filmes do Mazzaropi, mesmo que simples, era a identificação que as grandes massas tinham com os personagens. Principalmente as pessoas que saíram do interior para buscar melhores condições de vida em São Paulo a partir dos anos 1960.

Em 1952, Mazzaropi iniciou sua carreira no cinema, arte que o tornaria reconhecido e aclamado. Seu primeiro filme, ‘‘Sai da Frente’’ (1952), foi rodado naquele ano, e três anos mais tarde ele vendeu sua casa para criar a produtora ‘Produções Amácio Mazzaropi’ (PAM Filmes). A partir de então, passou a produzir, dirigir, atuar e roteirizar em seus próprios filmes, que foram distribuídos em todo o território nacional.
Seus filmes fizeram sucesso extraordinário, levando mais de 160 milhões de espectadores aos cinemas em todo o país. Nos últimos anos, as duas produções nacionais com maior público no país foram ‘‘Minha vida em Marte’’ (2018) e ‘‘Minha mãe é uma peça 3’’ (2019), que alcançaram juntas quase 7 milhões de espectadores. Só para entendermos a importância e a dimensão da “franquia Mazzaropi”, os filmes de maior sucesso do cineasta, “Jeca Tatu” (1959) e “Casinha pequenina” (1963), figuram na lista dos 50 filmes de maior bilheteria feitos no Brasil, com cerca de 8 milhões de espectadores cada. De acordo com o cineasta Celso Sabadin, estima-se que Amácio Mazzaropi tenha vendido mais de 200 milhões de ingressos para o cinema somando os seus 32 filmes. Vale destacar que era uma época na qual o Brasil tinha 70 milhões de habitantes.

‘‘Os filmes não foram tão bem recebidos pela crítica na época do lançamento, mas o sucesso com o público era gigante. As produções chamam atenção pela simplicidade. Entre 1970 e 1975, por exemplo, o cineasta foi responsável por 20% da arrecadação do cinema nacional. A distribuição era feita pela PAM Filmes (Produções Amácio Mazzaropi), sua produtora, e alcançava cerca de três milhões de espectadores por filme’’, revela Jaiane Souza do Culturadoria.

Em plenos anos 1970, Mazzaropi falou às multidões sobre assuntos importantes como o preconceito racial. No filme ‘‘Jeca e seu filho preto’’ (1978), o humorista interpreta Zé, o pai de um rapaz que ‘misteriosamente’ é negro. Seu último filme, “O Jeca e a Égua Milagrosa” (1980) mostra a história de dois fazendeiros, Libório (Turíbio Ruiz) e Afonso (Paulo Pinheiro), que disputam votos para ganharem a eleição para a prefeitura de uma cidade pequena. Eles têm terreiros de umbanda e candomblé, utilizando os espaços para ganharem frequentadores e votos.

Os filmes do cineasta são frequentemente exibidos na TV Brasil, TV Cultura e TV Aparecida, e costumam registrar audiência mais alta do que o restante da programação da emissora. Uma característica marca a narrativa Mazzaropiana, todos os filmes de sua carismática filmografia mostram o personagem caipira vivendo situações diversas, que vão desde problemas em sua cidade até uma confusão que o leva a Bariloche.
‘‘Assim como o cinema estadunidense perpetuou o arquétipo dos detetives e investigadores, ou seja, personagens de personalidade fria, observadora e sagaz através dos filmes policiais do cinema noir, aqueles em preto e branco tão presentes nos anos 1940 e 1950, mais ou menos na mesma época, no Brasil, nascia um cinema malemolente e despretensioso tendo como protagonista um perfil do nosso povo até então pouco explorado em nossa arte: esse “caipira” sertanejo, que atua no seu tempo, que é alheio à rotina e à burocracia das grandes cidades; um anti-herói que nos muniu de trejeitos e símbolos para caracterizar um pouco mais essa face brasileira’’, lembra Wellington Viana Barbosa do Senac RIO.

Para o público jovem que deseja conhecer esse expoente do cinema nacional, no canal do Museu do Mazzaropi, no YouTube, estão disponíveis gratuitamente vários filmes completos, além de entrevistas e trechos das obras do cineasta. Vale a pena conferir. Os canais abertos TV Brasil, TV Cultura e TV Aparecida também costumam exibir sessões especiais com os filmes deste que é a melhor representação do típico brasileiro interiorano (rende ótimos índices de audiência para as emissoras).

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Por Vanderlei Tenorio

5 Dicas Importantes para Produtores de Conteúdo de Cinema

Ser um influenciador envolve diversos tipos de trabalho: criação de conteúdo, divulgação, contatos e relacionamento. Confira algumas dicas para interagir melhor com o seu público e alavancar seu crescimento.

1. Fale sempre a verdade
A honestidade com os fãs de um filme é a melhor arma para driblar qualquer crise.

2. Uma resposta nunca deve ser idêntica à outra
Os fãs acompanham as páginas e se sentem desestimulados quando desconfiam que há uma “máquina” respondendo a eles.

3. Comentários positivos também merecem resposta
Mesmo que seja um elogio e não uma pergunta, um reply sempre ajuda a disseminar mais o post e aumentar a interação com novos fãs.

Comentário: Comentários aos conteúdos que criamos são a moeda de ouro do mundo digital. É por meio da interação que podemos medir o sucesso (ou a falta dele) do que produzimos. Também é a partir das interações que o número de seguidores pode evoluir, já que os próprios algoritmos agem para que o post receba mais atenção quando tem uma boa interação/engajamento com o público. Assim, conseguimos validar a presença da pessoa que comenta, mostrando que ela importa para você.

4. Fale a linguagem das redes sociais
Facebook, Instagram e outras redes não são um Serviço de Atendimento ao Consumidor. Uma linguagem fria e formal demais pode afastar as pessoas

Comentário: Isso é fundamental para que a comunicação seja fluida em todos os sentidos. Conhecendo o público, fica mais fácil entender qual é o perfil dos seguidores – se ele são mais formais ou informais, jovens ou adultos, por exemplo. Com essas informações, conseguimos nos comunicar de forma planejada e eficiente, sem “ruídos” que podem causar mal-entendidos ou minar todo o trabalho que está sendo construído.
5. Só exclua comentários quando for extremamente necessário
Um comentário “louco”, que fuja totalmente ao tema do post, não ofende. Mas se o fã posta um link com o caminho para piratear o filme, não há outra saída a não ser apagar.

* Adaptado da Revista Filme B, com informações da Social Tailors, agência de mídia digital e do Squid.

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Por Vanderlei Tenorio

STF confirma validade de cota para filmes nacionais nos cinemas

O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou ontem (17) constitucional a norma que obriga cinemas de todo o país a exibirem filmes nacionais. Criada em 2001, a validade da cota de tela foi questionada na Corte por um sindicato de empresas do setor de cinemas.

A Medida Provisória (MP) 2.228-1, editada em 6 de setembro de 2001, estabeleceu que, por um prazo de 20 anos, as empresas proprietárias e arrendatárias de salas de cinemas devem exibir filmes brasileiros de longa metragem. Conforme a norma, o número de dias de exibição é fixado anualmente por meio de um decreto. Em caso de descumprimento da obrigatoriedade, os cinemas devem pagar multa de 5% da receita bruta diária sobre os valores arrecadados com a venda de ingressos nas bilheterias.

Na ação protocolada no STF, o Sindicato das Empresas Cinematográficas no Estado do Rio Grande do Sul alegou que a medida viola a liberdade econômica e prejudica as empresas de exibição de filmes.

No julgamento, por 10 votos a 1, prevaleceu voto do relator, ministro Dias Toffoli. Segundo o ministro, a obrigatoriedade da cota de tela é uma medida razoável e faz parte de uma política pública para fomentar a cultura nacional.

“A medida provisória promoveu intervenção voltada a viabilizar a efetivação do direito à cultura, sem, por outro lado, atingir o núcleo dos direitos à livre iniciativa, à livre concorrência e à propriedade privada, apenas adequando as liberdades econômicas a sua função social”, argumentou.

No voto, Toffoli também sugeriu uma tese que deverá ser seguida em todos os processos sobre o mesmo tema que tramitam em todo o país. “São constitucionais a cota de tela, consistente na obrigatoriedade de exibição de filmes nacionais nos cinemas brasileiros, e as sanções administrativas decorrentes de sua inobservância”.

Na sessão de hoje (18), os ministros devem se manifestar sobre a tese sugerida pelo relator.

* Via: Agência Brasil

 

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Por Vanderlei Tenorio

Mas, afinal, o que é um “filme médio”?

Os filmes médios podem ser definidos como aqueles com um bom potencial comercial e um público-alvo específico, mas sem o apelo abrangente de um blockbuster. Alguns gêneros, como a comédia romântica, animações e filmes de terror, costumam produzir bons candidatos a ocupar esta categoria de filme. Em 2008, em entrevista concedida a Revista Filme B, o especialista em Cinema Carlos Marin disse o seguinte sobre o termo: “Por suas próprias características, os filmes médios têm um target diferente dos blockbusters”. Bora exemplificar melhor o termo: ‘‘Deadpool’’ (2016), por exemplo, atinge principalmente adultos e adolescentes, a série de filmes ‘‘Shrek’’ (2001-2010) é voltado para crianças e seus pais; mas existe um público enorme que gostaria de ver uma boa comédia romântica, como ‘‘De repente 30’’ (2004).

Acontece que esse tipo de público vai cada vez menos ao cinema, pois apesar de inúmeras produções anuais. Hoje, esses filmes são negligenciados, a percepção do público é de que não vale a pena pagar para vê-los no cinema. Tanto que a maior parte dos filmes de comédia romântica são lançados diretamente no now e nas dezenas plataformas de streaming.

No streaming, por outro lado, a história é bem diferente. Os filmes médios encontram em plataformas como Netflix e Amazon o canal perfeito não só para existir, mas também para alcançar o sucesso que dificilmente abraçariam em tela grande. Podemos citar como exemplo: ‘‘A Barraca do Beijo’’ (2018), ‘‘Para Todos os Garotos que Amei’’ (2018) e ‘‘Nosso Último Verão’’ (2019). Nisso, o filme médio, por sua vez, vão se tornando cada vez mais a alternativa das plataformas de streaming, que precisam de quantidade sem abdicar de qualidade.

O filme médio, no mercado brasileiro, pode ser considerado aquele que tem um público entre 500 mil e um milhão de espectadores. São justamente aqueles que estão cada vez mais em evidência com comédias populares, como ‘‘De Pernas pro Ar’’ (2010) e ‘‘Minha Mãe é uma Peça’’ (2013), que passaram a utilizar uma estética que transitava entre os programas da Globo e os blockbusters hollywoodianos, para atrair as grandes massas. A oferta de muitos títulos por ano para o pequeno número de salas gera uma alta rotatividade, e os filmes de porte médio acabam não atingindo o público que poderiam o que encerra prematuramente suas carreiras.

É importante diferenciar um filme de orçamento médio de um filme que obtém resultado médio. No caso das produções americanas, por exemplo, podemos citar dois filmes estrelados por Meryl Streep, ‘‘O diabo veste Prada’’ (2006), de David Frankel, teve um orçamento médio, de US$ 35 milhões, e obteve excelentes resultados (mais de US$ 120 milhões de bilheteria nos EUA, 1,4 milhão de espectadores no Brasil). Por outro lado, ‘‘Leões e cordeiros’’ (2007), de Robert Redford, também custou US$ 35 milhões, mas não obteve resultados tão bons nos Estados Unidos (US$ 14 milhões de receita). Na verdade, para que o ‘resultado médio’ seja satisfatório, tudo depende da expectativa e do investimento realizado.

Segundo a especialista Mariza Leão, o filme médio se distingue do chamado filme-evento, mas ainda tem potencial de dialogar com um determinado nicho do público. O problema é que esse nicho está cada vez menor, e seus resultados de bilheteria os colocam numa posição anteriormente ocupada pelos filmes pequenos. Ou seja, há um achatamento de performances econômicas. Nem todos, porém, concordam com essas definições. Para Bruno Wainer, da Downtown Filmes, o filme médio simplesmente não existe – ele é apenas o “filme grande” que não deu certo: “Ninguém pensa num projeto para um filme médio, com orçamento médio, estratégias médias”. Leonardo Monteiro de Barros, da Conspiração Filmes, endossa essa teoria afirmando que “não há o filme médio em si, ele se torna médio dependendo de sua performance: ou é fechado, pequeno, e supera as expectativas; ou é originalmente destinado a ser comercial, mas fica abaixo do esperado. Não conheço nenhum produtor ou diretor que diga: vou fazer um filme médio”. Polêmicas à parte, o fato é que o padrão de lançamento dos blockbusters elevou às alturas o patamar dos investimentos em marketing e a expectativa em torno de cada filme – o que, imediatamente, já coloca todos os outros títulos em situação de desvantagem. Outro fator determinante é a corrida acirrada entre os inúmeros streamings.

De acordo com Patrícia Kamitsuji, uma das consequências desse padrão seria a criação de um público sazonal. As produções médias atendem a uma parcela de público que consome mais cinema, os chamados frequent moviegoers (frequentadores assíduos), que querem assistir a filmes diversos e não somente blockbusters. Muitas produções nacionais, por exemplo, têm como alvo justamente esse público. Caso vocês não estejam familiarizados com o termo ‘‘ blockbuster’’. Blockbuster é uma palavra de origem inglesa que indica um filme produzido de forma exímia, sendo popular para muitas pessoas e que pode obter elevado sucesso financeiro, por exemplo: ‘‘De Volta Para o Futuro’’, ‘‘ET: O Extraterrestre’’, ‘‘Harry Potter e as Relíquias da Morte parte I e II’’, ‘‘ O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei’’, ‘‘ Titanic’’ e ‘‘ Vingadores: Guerra Infinita’’.

Referencial teórico da matéria:
GOMES, Alice; BUTCHER, Pedro. A crescente polarização do mercado de cinema entre os blockbusters e os filmes de nicho tem tornado cada vez mais raros os chamados “filmes médios” – e sua escassez preocupa, principalmente, os donos de cinema. Revista Filme B, São Paulo, v. 01, n. 2, p. 23, set. 2008. Disponível em: http://www.filmeb.com.br/sites/default/files/revista/revista/setembro2008.pdf. Acesso em: 26. fev. 2021.

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Por Vanderlei Tenorio

Cerimônia do Oscar será presencial e ao vivo

Em 2021, a 93ª cerimônia de entrega dos Academy Awards, ou simplesmente Oscars 2021, será presencial, ao vivo e em vários locais. O evento mais importante do cinema mundial ocorrerá de forma presencial e será transmito ao vivo de vários lugares, disseram os organizadores.

Um porta-voz da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que organiza o Oscar, disse em um comunicado:

‘‘ Para criar o evento presencial que nosso público global deseja ver, que seja adaptado às exigências da pandemia, a cerimônia será transmitida ao vivo de vários locais, incluindo o famoso Dolby Theatre’’.

‘‘ Neste ano único que tanto exigiu de todos, a Academia está determinada a apresentar um Oscar como nenhum outro, ao mesmo tempo em que prioriza a saúde pública e a segurança de todos os que irão participar’’, acrescenta o comunicado.

Há décadas a premiação tem sido apresentada no Dolby Theatre no distrito de Hollywood, da cidade de Los Angeles, no estado da Califórnia. O comunicado informou que ainda serão divulgados mais detalhes. A Academia transferiu a 93ª cerimônia de entrega dos Academy Awards 2021, de 28 de fevereiro para 25 de abril, por causa da pandemia do COVID-19. O evento ocorrerá dois meses após o previsto originalmente devido ao impacto da pandemia de COVID-19 na indústria cinematográfica. As nomeações estão programadas para serem anunciadas em 15 de março de 2021.

A Academia cancelou sua cerimônia anual do Governors Awards devido à pandemia de COVID-19 e planejou incorporar os vencedores à cerimônia do Oscar. Este é o primeiro ano do Governors Awards em que não há vencedores oficiais do Oscar Honorário. Após cancelar o Governors Awards, a Academia vai presentear na cerimônia Tyler Perry e a Motion Picture & Television Fund com o Prêmio Humanitário Jean Hersholt

Esta é apenas a quarta vez que a premiação foi adiada e a primeira vez, desde o Oscar 1934, em que os filmes lançados em dois anos civis serão elegíveis para a consideração do prêmio na mesma cerimônia. Em anos anteriores, a cerimônia da Academia chegou a ser alterada pela inundação em Los Angeles em 1938; pelo assassinato do pastor e líder do movimento dos direitos civis nos Estados Unidos, Martin Luther King (1929-1968) em 1968; e pela tentativa de assassinato do 40º Presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan (1911-2004) em 1981, mas nunca em toda a história foi adiada por uma pandemia global.

A pandemia forçou diversas mudanças de regras da Academia, a começar pela própria mudança de data. Tradicionalmente, o Oscar aceita filmes que foram lançados no ano anterior à cerimônia, de 1º de janeiro a 31 de dezembro, mas para 2021 as regras são diferentes: pela primeira vez desde a 6ª cerimônia de entrega do Oscar (1934), filmes de dois anos diferentes poderão concorrer, com o período de elegibilidade se estendendo de 1º de janeiro de 2020 a 28 de fevereiro de 2021. Ainda, com o fechamento de cinemas de Los Angeles – onde filmes precisavam ser exibidos para se tornar elegíveis ao Oscar – as regras de lançamento também mudaram. Este ano, filmes que estrearam em drive-ins, e longas que pretendiam ser lançados nos cinemas, mas foram impedidos e, portanto disponibilizados diretamente em formato digital também poderão concorrer. As duas alterações são temporárias, implementadas apenas pelo impacto da pandemia de coronavírus.

As duas categorias de Som – Mixagem e Edição – serão reunidas em uma, reduzindo o número de categorias para 23. A categoria de Trilha Sonora Original também sofre alteração, estabelecendo o mínimo de trilha original. Para ser elegível, um filme terá que ter 60% de sua composição como inédita – e para sequências e filmes de franquia a trilha precisará ser 80% nova. Melhor Filme Estrangeiro também sofreu mudança de nome, passando para Melhor Filme Internacional. Além disso, foi anunciado que todos os membros da Academia agora podem votar na pré-seleção dos filmes a serem indicados, um processo anteriormente feito com um seleto comitê.

O formato do Oscar de 2021 segue incerto. Em seu último comunicado, a presidente de entretenimento da ABC (emissora responsável pela transmissão do Oscar) Karey Burke anunciou:

“Nos vemos em um território novo este ano e continuaremos a trabalhar com nossos parceiros da Academia para assegurar uma edição segura e celebratória”.

Especulações da indústria apontam que a Academia estuda um formato presencial, e que a cerimônia não deve acontecer de forma remota ou híbrida, como aconteceu no Emmy. A pandemia atingiu fortemente os eventos da temporada de premiações, substituiu os tradicionais encontros de atores renomados, estreantes e veteranos, converteu jantares suntuosos de gala em apresentações gravadas, pré-gravadas ou eventos on-line em diversas plataformas.

* Originalmente publicado no site do jornal Tribuna do Sertão, reproduzido na Tribuna do Agreste. Tendo também uma versão impressa pela Tribuna de Itapira.

 

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Por Vanderlei Tenorio

Festival ‘Animage’ terá edição virtual em 2021

Divulgação/ ANIMAGE

Divulgação/ ANIMAGE

Diante da ainda presente pandemia de coronavírus (COVID-19), este ano, o Festival Internacional de Pernambuco – O Animage terá sua edição exclusivamente on-line entre os dias 19 e 28 de março. O Festival contará com mostras de curtas-metragens, longas-metragens, realização de oficinas, painéis, masterclasses e entrevistas com profissionais locais, nacionais e internacionais.

O Festival Internacional de Pernambuco – ANIMAGE já realizou 11 edições presenciais, e segue como um dos eventos mais importantes do circuito de festivais de animação do Brasil. Em 2021, será especialmente no formato virtual e contará com o patrocínio da Lei Aldir Blanc (Lei nº 14.017, de 29 de junho de 2020), o evento será totalmente gratuito no site do festival. Nisso, possibilitará que novos públicos possam conhecer a identidade inquieta do ANIMAGE.

“É uma edição especial que vai transmitir a essência do festival, que reflete uma grande mistura entre diversão e reflexão. O estilo da programação valoriza principalmente a originalidade, a criação autoral, a experimentação técnica, o conteúdo intelectual, a poesia e o lado mais artístico do cinema de animação. O público vai sentir tudo isso nesta programação especial virtual”, observa Júlio Cavani, responsável pela curadoria do festival.

Sobre a programação:

Para a mostra de curtas, o ANIMAGE reunirá obras a partir da avaliação de milhares de trabalhos inscritos no processo de seleção do festival dos últimos anos. Foram escolhidos mais de 80 curtas, de diversos países, que transitam por diferentes linguagens, estilos, procedências culturais, técnicas e gêneros, seja na ficção animada, no documentário ou na abstração. Há desde grandes premiados até revelações mais surpreendentes a serem descobertas, com espaço tanto para provocações sociopolíticas quanto para o mais puro entretenimento. Também serão exibidos dois longa metragens, inéditos no ANIMAGE. A programação completa será divulgada em breve e contempla ainda a realização de três oficinas, dois painéis, duas masterclassses e quatro entrevistas com convidados representantes da animação local, nacional e internacional.

“A impossibilidade da realização presencial nos impôs o desafio de levarmos para nossa plataforma digital uma edição do festival com a mesma potência que colocou o ANIMAGE entre os melhores do país. Por meio desta edição, o festival permite que um grande público acesse uma programação bastante representativa do melhor da animação local, nacional e internacional”, diz Antonio Gutierrez, o Gutie, diretor do festival.

Arte:

Como acontece em todas as edições, o ANIMAGE convida um artista visual para realizar a ilustração que pauta todas as peças de divulgação do festival. O convidado desta edição é Rogi Silva, artista visual e quadrinista pernambucano, com trânsito também no cinema de animação, onde já produziu cenários, fez direção de arte e atualmente trabalha na direção do curta Mergulhão.

Na ilustração para o ANIMAGE, Rogi trabalhou com aquarela e lápis de cor, materiais que acompanham sempre o processo de criação do artista. “Pensei na situação que estamos vivendo de isolamento, caos global, nos comunicando essencialmente através da internet. Queria trazer cores, linhas e imagens que traduzissem de maneira simbólica essa sensação, o olhar unificado a que estamos condicionados atualmente. É como se tivéssemos ilhados e observando o mundo através de uma única janela”, explica Rogi. “Fiz vários testes de composição e quando esse grande olho e personagens que o observam com o mesmo olhar apareceram pra mim, senti que tinha encontrado o que buscava”, completa.

O ANIMAGE é uma realização da Rec-Beat Produções com apoio da CEPE – Companhia Editora de Pernambuco e Revista Continente, e patrocínio da Lei Aldir Blanc através da Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo do Estado de Pernambuco, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

* Com informações da Revista Algo Mais

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Por Vanderlei Tenorio

Festival Alagoanes celebra Centenário do Audiovisual Alagoano

Em 2021, celebramos o centenário do audiovisual alagoano, e para comemorar nada melhor do que um festival de cinema 100% on-line, gratuito e com a exibição de dezenas de títulos produzidos através do olhar alagoano. Tendo em vista estes requisitos apresento-lhes o Festival Alagoanes. O Festival Alagoanes é um projeto comtemplado no edital nº 20/2020 – Prêmio Professor Elinaldo Barros, que é parte do conjunto de ações emergenciais destinadas ao setor cultural realizada pela Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas (SECULT) por meio dos recursos oriundos da Lei nº 14.017, de 29 de junho de 2020 – Lei Aldir Blanc, conta com a realização do Alagoar que é uma iniciativa independente voltada à preservação da memória, à difusão e à formação audiovisual, com foco no audiovisual alagoano. O evento acontecerá durante trinta dias consecutivos.

O objetivo principal é celebrar o centenário do audiovisual alagoano através de um festival online, gratuito, não competitivo, com exibição de filmes produzidos e dirigidos por pessoas alagoanas, ou residentes em Alagoas, além de realização de ações formativas, mediante inscrição gratuita, e debates.

Além dos filmes, o festival irá contribuir com a formação de profissionais do audiovisual em Alagoas. Terá oficina de crítica e outras ações formativas on-line sobre a relação entre o cinema e as pessoas que o fazem, além de debates com realizadores e realizadoras de produções alagoanas. Os filmes do festival serão abertos para acesso nacional e internacional. ‘

‘O coração chega está batendo mais forte e esperamos que vocês curtam esse momento, afinal, não é sempre que comemoramos um centenário, né’’, pontua a produção do evento.

 

FICA O CONVITE

 

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Por Vanderlei Tenorio

‘‘A Barca’’ curta-metragem de Nilton Resende

Baseado no conto “O Natal na barca”, de Lygia Fagundes Telles, o curta-metragem alagoano “A Barca”, primeiro filme escrito e dirigido por Nilton Resende, traça o encontro de duas mulheres com perspectivas diferentes sobre a solidão. Uma delas, ao embarcar e ser perguntada pela condutora sobre qual seria a sua parada, responde: “mas essa barca vai pra onde?” Sem resposta, a viagem se inicia rumo ao desconhecido e nos damos conta de que mais importante que o destino é a forma como se perfaz o caminho.

No conto de Lygia há um trecho que apresenta a protagonista da seguinte forma: “debrucei-me na grade de madeira carcomida. Acendi um cigarro. Ali estávamos os quatro, silenciosos como mortos num antigo barco de mortos deslizando na escuridão. Contudo, estávamos vivos. E era Natal”. A contextualização fática, temporal e geográfica está dada e o curta, exibido na 23ª Mostra de Tiradentes, faz essa adaptação com extrema fidelidade.

A Barca foi um dos projetos contemplados no IV Prêmio de Incentivo à Produção Audiovisual em Alagoas/Secult-AL (em parceria com os Arranjos Regionais do FSA), com produção da La ursa Cinematográfica em co-produção com a VTK. Além da Mostra de Cinema de Tiradentes 2020, o filme também participou da Mostra Sururu de Cinema Alagoano, foi finalista do Eurasia International Monthly Film Festival 2020 e recebeu o prêmio de melhor roteiro adaptado no VI Festival Brasil de Cinema Internacional FBCI.

Pôster de divulgação do curta-metragem

Em entrevista ao site Alagoar, o cineasta declarou o seguinte:

“O roteiro de ‘A Barca’ não ficou pronto rapidamente. Eu comecei a trabalhar nele há uns cinco ou seis anos, e passou por mais de dez tratamentos. Ainda bem que eu não fui o diretor de arte do filme. Ainda bem que foi a talentosíssima Nina Magalhães — se tivesse sido eu, possivelmente eu teria encharcado a cena com uma simbologia particularmente lygiana. Mas a Nina, estando movida pela presença da história, pôde, de algum modo, fazer algo independente do mundo que Lygia nos deu, ao mesmo tempo que nos deu aquele mundo. Ou seja, ao conseguir afastar-se do texto original, ela nos deu esse mesmo texto e algo mais. Se fosse eu, um estudioso da obra, a fazer a arte, talvez não tivesse dado nada mais além de um pastiche imagético da obra que deu origem ao filme. É que estudar faz com que a gente dê valor demais à razão. E a razão pode até compreender as presenças, mas não pode tê-las, não pode fazê-las — pode apenas discursar sobre elas.”

A fantasmagoria, portanto, se faz presente na direção de arte com a caracterização da barca que, com luzes coloridas, preenchem de sentido a cena. A presença da embarcação é tão marcante que ela ganha status de entidade, revelando-se a personagem (também no feminino) onipresente do filme. Não por coincidência, seu nome na vida real é “Deixe a minha vida”. O curta-metragem “A Barca” é, sem dúvida, um exercício estilístico que transita entre o melodrama e o terror sem maniqueísmos e maneirismos de nenhum dos dois gêneros. Trunfo dos realizadores, que conseguem captar a essência do conto em seus breves e precisos 20 minutos de duração.

A obra literária:

A história Natal na barca, que deu origem ao curta, foi publicado pela primeira vez em Histórias do desencontro, de 1958, e posteriormente saiu na coletânea Antes do baile verde, de 1970. Um dos textos mais famosos da autora está presente na maioria de suas antologias e virou um clássico entre histórias do período natalino. No curta-metragem, algumas pessoas estão numa barca que navega por uma lagoa gelada e escura (no conto, é um rio). São elas: uma mulher que pela primeira vez pega aquela barca, uma outra mulher, que mora na região e leva consigo o filho doente, um bebê, para que seja examinado por um médico, um bêbado, que dorme deitado num banco, e a condutora do barco (no conto, um condutor).

Cada uma dessas personagens está carregando consigo seus próprios dramas, nessa noite escura da alma. Porém, durante o trajeto surge um inevitável diálogo entre as duas passageiras, culminando num acontecimento inesperado que deixará sua marca no término da travessia. O curta é um projeto antigo do diretor Nilton Resende, que há décadas desenvolve uma pesquisa em torno da obra da autora. “Foi a partir da leitura do romance As meninas, aos 16 anos de idade, que comecei a amadurecer como leitor. Apaixonado por esse livro chegaram-me às mãos alguns outros textos, dentre eles, Natal na barca, o primeiro conto que li na minha vida, e que misteriosamente deu origem a meu primeiro filme”, conta o cineasta ao jornal literário Rascunho. Resende é autor do livro A construção de Lygia Fagundes Telles: edição crítica de Antes do baile verde.

Desafio técnico e artístico:

De acordo com o Alagoar, por se tratar de uma história noturna e situada dentro de um barco em movimento com o motor ligado, a produção representou um grande desafio técnico e artístico para os profissionais. Desde a montagem da equipe, que teve uma composição reduzida para caber dentro da embarcação, até a escolha da câmera e das lentes que permitissem capturar as imagens com uma iluminação extremamente limitada, as decisões técnicas foram fundamentais para o êxito do projeto. Outra característica importante da cinematografia do filme é que 100% dos takes foram feitos com a câmera no ombro ou na mão, sem o uso de tripé.

Segundo Michel Rios, a decisão surgiu tanto a partir de uma dificuldade técnica, já que a trepidação do barco causaria interferências na imagem, como de uma escolha conceitual, uma forma de aproximar o espectador das personagens, e dar ao filme um ponto de vista com vida e movimento.
Com experiências em longas como A Morte Habita a Noite, de Eduardo Morotó, Cavalo, de Rafhael Barbosa e Werner Salles, e na série Dom, do Amazon Prime, o operador de câmera Chapola Silva declarou o seguinte ao Alagoar sobre seu trabalho no curta:

“Foi uma câmera na mão dentro de um barco onde tudo estava balançando. Isso exigia muito da sensibilidade do sensor e o máximo de trabalho corporal. Utilizamos bem o recurso de estabilização interna da Sony A7sII Apha, e um Shoulder hand para ajudar na estabilização. Também foi desafiador pensar, junto ao fotógrafo, a escolha da câmera e das lentes que seriam utilizadas. Depois de discutir e pesquisar bastante selecionamos a Sony A7sII da linha Mirrorless, com um sensor claro, e um kit de lentes Canon com um bom diafragma. O equipamento nos entregou boas imagens na penumbra da noite, que era a proposta do filme.”

O iluminador Moab Oliveira (Cavalo, Trincheira) também precisou encontrar soluções criativas para as condições de filmagem que a história impunha, em entrevista concedida ao Alagoar declarou o seguinte:

“A grande dificuldade desde o início era a fonte geradora de energia. Não era possível usar um gerador, por conta do barulho, e não dava para ligar na energia da rua, porque estávamos num barco dentro da água. E aí tivemos a ideia de usar um inversor de frequência, que transforma energia de 12w em 220w, e com isso conseguimos ligar um dimmer digital para controlar a intensidade das luzes. Tudo ligado a esse inversor e a duas baterias de caminhão, de 150 amperes. Ainda assim, só utilizamos luzes de led em toda a iluminação do filme, porque tem um consumo muito menor do que as lâmpadas de filamento”.

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Por Vanderlei Tenorio

Alagoar promove a Oficina Escrita, Memória e Imagens

Hoje tenho um convite especial para todos, o Alagoar em parceria com o Mirante Cineclube abriu inscrições gratuitas para uma oficina pra lá de especial, a Oficina Escrita, Memória e Imagens: Um mergulho no cinema alagoano. Fiquem espertos, as inscrições vão até o dia 03 de fevereiro. A Oficina Escrita, Memória e Imagens: Um mergulho no cinema alagoano é uma das ações integrantes do Webinário: Cultura e Cinema projeto contemplado no edital nº 18/2020 – Prêmio Vera Arruda, que é parte do conjunto de ações emergenciais destinadas ao setor cultural de Alagoas, conta com apoio financeiro do Governo de Alagoas, através da Secretaria de Estado da Cultura (SECULT), via Lei Aldir Blanc (LEI Nº 14.017), direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo.

A oficina terá como instrutoras Beatriz Vilela e Roseane Monteiro, e será realizada ao vivo e online, de 8 a 12 de fevereiro sempre das 14 às 16 horas pelo Google Meet. Fique ligado, serão apenas 30 vagas, os links para os encontros serão informados via e-mail.
As inscrições podem ser feitas através deste link:

https://doity.com.br/oficina-escrita-memoria-e-imagens-um-mergulho-no-cinema-alagoano

Palavra da organização:

Em que medida pode a imagem cinematográfica servir como um espaço de uma memória coletiva? Pensando sobre isso, recordamos a cena em que os pescadores mergulham até o fundo da lagoa Mundaú em busca de sururu, do documentário Papa Sururu (1989), de Celso Brandão, como uma metáfora. Inspiradas nesse mesmo movimento dos pescadores gostaríamos de convida-lxs a mergulhar na produção cinematográfica alagoana, com o intuito de refletir sobre como esse espaço é fundamental para o registro mnemônico da cultura alagoana. Ao longo do nosso mergulho vamos refletir sobre o lugar do registro documental no cinema e seus rastros através da escrita e das imagens fílmicas.

Conheça as instrutoras:
Roseane Monteiro

Roseane Monteiro é graduada e mestre em História pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Teve um contato inicial com o audiovisual quando fez a pesquisa de mestrado sobre filmes do cineasta alagoano Celso Brandão. A partir dessa pesquisa, fez alguns cursos na área do audiovisual que geraram os filmes dirigidos coletivamente: Bumba Meu Jaraguá (2015), Com-Posição (2016), Filme do Filme (2016), Roupa Qualquer (2016) e Onde Você Mora? (2017).

Tem interesse pela direção e produção de filmes. Exerceu as atividades de Assistência de Direção no filme: Delas (2017). Assim como trabalhou como Assistente de Produção em Entrerio (2017), Essas Coisas de Cinema (2018) e Subsidência (2020). Fez o som direto do documentário Feirinha (2019). Compôs a curadora da IX Mostra Sururu de Cinema Alagoano e foi uma das idealizadoras e curadoras da I e II Mostra Quilombo de Cinema Negro (2019 e 2020).

Foi professora do curso de Operador de Câmera pelo PRONATEC EJA na Escola Estadual José Correia da Silva Titara e instrutora do Doc.lab 2018, curso oferecido pelo SESC/AL. Foi monitora do Júri Popular da Mostra Sururu de Cinema Alagoano (2018 e 2019). Atualmente dedica-se em produzir documentários, pesquisar sobre a relação cinema-história, ao Mirante Cineclube e escrever críticas cinematográficas e coberturas de Mostras e Festivas para o site Alagoar.

Beatriz Vilela

graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal da Bahia (UFBA). É realizadora audiovisual, crítica de cinema e curadora da Mostra Quilombo de Cinema Negro. Faz parte do Fórum Setorial do Audiovisual de Alagoas (FSAL) e do coletivo Mirante Cineclube. Em 2020, realizou de forma independente, seu primeiro curta-metragem de ficção intitulado ‘‘ Subsidência’’ uma narrativa distópica sobre uma região afetada pela mineração predatória em Maceió. Em 2019, roteirizou e dirigiu o documentário ‘‘ Rock no fim do Touring’’ resultado do trabalho de conclusão do curso de Produção Audiovisual (Projeto Criar Tv/SECULT-GDF) e atuou como assistente de produção do programa Tv Lugar de Cinema. Em 2018, roteirizou e dirigiu seu primeiro curta-metragem ‘‘ Essas Coisas de Cinema’’ através do laboratório de documentários do SESC (DOCLAB-SESC).

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Por Vanderlei Tenorio

Alagoas está com inscrições abertas para o Festival Alagoanes.

Se liga nessa novidade, vai ter festival de cinema aqui na terrinha, o Alagoar está organizando o Festival Alagoanes. O Festival Alagoanes é um projeto comtemplado no edital nº 20/2020, pelo Prêmio Professor Elinaldo Barros, que é parte do conjunto de ações emergenciais destinadas ao setor cultural realizada pela Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas (SECULT) por meio dos recursos oriundos da Lei nº 14.017, de 29 de junho de 2020 – Lei Aldir Blanc. De acordo com o Alagoar, o objetivo principal é celebrar o centenário do audiovisual alagoano através de um festival online, gratuito, não competitivo, com exibição de filmes produzidos e dirigidos por pessoas alagoanas, ou residentes em Alagoas, além de realização de ações formativas, mediante inscrição gratuita, e debates. O período de realização será de 22 de março a 20 de abril.

Inscrições:
Amigos, o período de inscrições começou dia 18 de janeiro e irá até o dia 7 de fevereiro. A inscrição se dará por meio do preenchimento obrigatório de uma ficha de inscrição online neste link:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeApdC69pxfywcLtlARsDEfKbp07CAcLP-SEeieJreRBErztg/viewform?gxids=7628

Sobre a disponibilização do link do filme, poderá ser via Vimeo, Drive ou Youtube, com ou sem senha. Entretanto, não serão aceitos links para download de arquivos. Bora detalhar melhor, junto à ficha de inscrição deve ser enviado obrigatoriamente fotos de divulgação do filme e fotos das pessoas que assinam a direção. O envio do cartaz do filme é opcional.

Quem pode ser inscrever Tenório?

Bom, podem se inscrever filmes alagoanos realizados em qualquer época, de todas as durações, formatos e gêneros, inéditos ou não inéditos. Não serão analisadas obras audiovisuais alagoanas de cunho publicitário, institucional ou com fim de divulgação comercial. Os filmes em língua estrangeira deverão conter legendas em português. O participante poderá inscrever mais de um filme, mas, para tanto, deverá efetuar uma nova inscrição. Quanto ao limite de inscrições, não há limites de inscrição por realizador.

Os dados preenchidos na ficha de inscrição serão publicados no site do Festival. E, caso seja autorizado, serão utilizados para a realização ou atualização de cadastro no site do Alagoar. Na exibição, será obrigatória a apresentação do link do filme no Youtube, público e sem senha. Preste atenção, o Festival Alagoanes não se responsabilizará por hospedar filmes. A produção e a curadoria do Festival não ficarão responsáveis pelos arquivos que apresentarem problemas técnicos ou cujos links tenham expirado. Ainda segundo a organização do evento, toda e qualquer inscrição só será validada se preenchida completamente, assinalando todos os itens da Declaração do Responsável pela Inscrição.
Seleção:

O processo seletivo será por meio da análise dos filmes submetidos através da inscrição online, toda a seleção será realizada por uma comissão de curadoria composta por cinco integrantes convidados pela organização do Festival Alagoanes. Todo o processo de seleção do filme será informado por e-mail até março. Cabe salientar, a comissão de curadoria é soberana, não cabendo recursos à sua decisão. Os filmes selecionados serão disponibilizados no site do Festival Alagoanes por meio de inserção dos links de exibição a partir do Youtube (público e sem senha) fornecidos por cada pessoa responsável pelas obras selecionadas.

Vejam que interessante, a programação do Festival contará também com filmes alagoanos convidados pela curadoria.

Acesse o regulamento completo nesse link:

https://alagoar.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Regulamento-Festival-Alagoanes.pdf

Indicação de representante do filme selecionado e autorização de exibição:

Após a seleção, a organização irá solicitar o nome de um representante do filme para participação de debate online com data e horário a serem informados posteriormente por e-mail. A produção do evento enfatiza que a não participação de representante no debate não desclassifica o filme selecionado nem compromete sua exibição no Festival.

Quanto à autorização de exibição, ao se inscrever, a pessoa responsável pelo filme comprova estar de acordo com o regulamento disponibilizado pelo Alagoar, assim como com a exibição online não remunerada do filme no Festival Alagoanos. Também fica responsável pela veracidade das informações inseridas na ficha de inscrição, assim como pelos direitos de titularidade do filme. E em caso de seleção, a pessoa responsável pelo filme receberá por e-mail o termo de autorização, o qual deverá ser assinado e enviado para a organização do evento, conforme orientação.

Informação final:
Qualquer dúvida relacionada a este regulamento poderá ser enviado exclusivamente pelo e-mail: audiovisualagoas@gmail.com

 

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Por Vanderlei Tenorio

Festival de Cinema do Vale do Jaguaribe está com inscrições abertas

Fiquem ligados, a 4ª edição do CineFestival do Festival de Cinema do Vale do Jaguaribe, abriu inscrições para mostrascompetitivas e não competitivas na categoria curtas-metragens. Olhem só, aqueles que tiverem o interesse de concorrer ao Troféu Araibu tem até o dia 31de janeiro para se inscrever, preste bem atenção, para acessar o regulamento do troféu e o formulário de inscrição basta entra neste link:

https://filmfreeway.com/cinefestival

Reprodução/ Divulgação

Estão aptas para nomeação obras finalizadas a partir de 1 de janeiro de 2019, podendo ser obras médias e curtas-metragens totalmente produzidos no país ou coproduzidos. O festival ocorrerá do dia 15 a 20 de março. Este ano o formato do evento será online e totalmente gratuito.
A homenageada deste ano será a jornalista, cineasta, produtora, diretora executiva do For Rainbow e consultora de comunicação e cultura Veronica Guedes. A homenagem reconhece os anos de trabalho de Veronica à frente do For Rainbow, Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual e de Gênero. Já aproveito a deixa para convidá-los para a 14ª edição do Festival For Rainbow que também será totalmente virtual, e ocorrerá de 12 a 18 de dezembro deste ano.

Bora conferir as atrações do CineFestival:

A programação é bem diversificada, inclui a exibição de filmes, discussões temáticas em debates, webinários, além de apresentações especiais. Sei que irãogostar,ao longo dos cinco dias de festival,todas as produções serão exibidas gratuitamente, fiquem espertos, a programação será transmitida via plataforma online (www.cinefestival.com.br).Há males que vem para o bem, o fato de ser 100% online irá aproximar e democratizar ainda mais o acesso ao cinema que é produzido aqui no Brasil.O evento conta com a curadoria do experiente Pedro Azevedo, programador do Cinema do Dragão.

Caros cinéfilos vocêsterão acesso às seguintes mostras:
• Competitiva Nacional
• Mostra Criança
• Mostra Negra
• Mostra Melhor Idade
• Mostra Universitária
• Mostra Cearense
• Mostra Diversidade (LGBTQQICAPF2K+)

Segundo os organizadores do festival, o objetivo central das mostras é dar espaço para o plural, focando na diversidade de temáticas e na concepção de narrativas. Olha que legal, a 4ª edição contará com recursos de acessibilidade disponíveis, como legendas descritivas, audiodescrição e libras, em pelo menos 120 minutos de programação ou em 8 filmes.O CineFestival é apoiado pela Secretaria Estadual da Cultura, através do Fundo Estadual de Cultura, com recursos provenientes da Lei Federal 14.017/2020, Lei Aldir Blanc , de 29 de junho de 2020.

Sobre a iniciativa cultural:

O CineFestival- Festival de Cinema do Vale do Jaguaribe foi idealizado pelo cineasta cearense Allan Deberton Nogueira Linhares, diretor do curta Doce de Coco (2010), e dos longas O Melhor Amigo (2013), Olhos de Arthur (2016) e Pacarrete (2019). Em 2019, com o drama Pacarrete, Debertonganhou no Festival de Gramado, os seguintes prêmios: Melhor Filme (Longas Nacionais/ Júri Oficial, Melhor Filme (Longas Nacionais/ Júri Popular), Melhor Direção (Longas Nacionais) e Melhor Roteiro (Longas Nacionais).
‘‘ Multiplicar olhares e expandir a cultura através das mais diferentes formas de se fazer cinema, no formato de curta-metragem. O festival apresenta o melhor da produção brasileira, revelando novos talentos, possibilitando diálogos culturais e a formação de novos públicos’’, descreve o material de divulgação da iniciativa cinematográfica.

Mas, e o Troféu Araibu Tenório?

O Troféu Araibu, é entregue aos melhores filmes selecionados pelo criterioso Júri Oficial do evento. Vamos às curiosidades sobre ele:
• O troféu foi criado e produzido pela Associação dos Artesãos e Artistas Plásticos de Russas.
• É feito da carnaúba (árvore símbolo do Ceará).
• O nome do troféu homenageia um importante riacho, o riacho Araibu (patrimônio histórico do município).

Vamos à parte técnica do Troféu:

Categorias da premiação:
• Melhor Curta Nacional
• Melhor Produção Cearense
• Melhor Curta Universitário
• Melhor Animação
• Melhor Documentário
• Melhor Direção
• Melhor Roteiro
• Melhor Fotografia
• Melhor Som
• Melhor Trilha Sonora
• Melhor Ator
• Melhor Atriz
• Melhor Arte
• Melhor Montagem

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Por Vanderlei Tenorio

Mostra Olhos Livres reúne títulos de seis estados

Imagem do filme Irmã, de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes

A Mostra Olhos Livres é um recorte da programação que integra a 24ª Mostra de Cinema de Tiradentes, a Mostra Olhos Livres se notabiliza por dar espaço para a diversidade de olhares e formas, sem conceitos fechados ou critérios uniformizantes. Estabeleceu-se como uma mostra competitiva que traça um panorama mais amplo de algumas das proposições mais instigantes do cinema contemporâneo brasileiro.

Em 2021, os longas selecionados foram:

1. “Irmã” (RS), de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes;
2. “Amador” (GO/MG), de Cris Ventura;
3. “Subterrânea” (RJ), de Pedro Urano;
4. “Nũhũ yãg mũ yõg hãm: Essa Terra é Nossa!” (MG), de Isael Maxakali, Sueli Maxakali, Carolina Canguçu e Roberto Romero;
5. “Rodson ou (Onde o Sol não Tem Dó)” (CE), de Cleyton Xavier, Clara Chroma e Orlok Sombra;
6. “Voltei!” (BA), de Ary Rosa e Glenda Nicácio.

Convite:

Nos dias 29 e 30 de janeiro, respectivamente, sexta-feira e sábado, a partir das 13 horas, os diretores dos longas selecionados na mostra estarão realizando uma série de debates. Os longas serão avaliados pelo Júri Jovem, composto por cinco integrantes selecionados em uma oficina de crítica realizada durante a CineBH, em 2020. Cabe comentar, o objetivo central é estimular e ampliar a discussão e a visibilidade em torno da produção de filmes independentes, evidenciar e celebrar o trabalho dos realizadores, produtores e técnicos, além de fomentar a reflexão sobre as características do cinema brasileiro que está em voga atualmente em nosso país.

Palavra dos organizadores:

“Em 2021, a Mostra Olhos Livres conta com filmes de práticas e processos criativos distintos, perspectivas contrastantes, ideias e fundamentos singulares em cada trabalho, com meios materiais e esforços expressivos completamente diferentes uns dos outros”, destaca Francis Vogner – coordenador curatorial da 24ª Mostra Tiradentes.

A curadora de longas Lila Foster reflete que a seleção Olhos Livres pode ser vista como um arquipélago de possibilidades criativas para se pensar um imaginário de país. “Isso não significa fragmentar e particularizar os constrangimentos históricos que nos atravessam, e sim estabelecer pontos de vista e fundamentos singulares para sentimentos, narrativas, territórios, culturas e discursos que possuem intensidades únicas, ainda que seja importante tecer um fio que possa unir as tramas políticas e temporais de cada um”, diz. Francis complementa: “Às suas maneiras, possuem um espírito de época que os atravessa. São filmes que recuperam o passado, investigam o presente e preparam o futuro”.

SOBRE A 24ª MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES

A Mostra de Cinema Tiradentes é um dos maiores eventos dedicado ao cinema brasileiro contemporâneo em formação, reflexão, exibição e difusão realizado no país. Apresenta, exibe e debate, em edições anuais, o que há de mais inovador e promissor na produção audiovisual brasileira, em pré-estreias mundiais e nacionais – uma trajetória notável e substanciosa que ocupa lugar de destaque no centro da história do audiovisual e no circuito de festivais realizados no país.

Segundo a organização do evento, a Mostra Tiradentes é um evento audiovisual de vanguarda que reúne as manifestações da arte numa programação cultural abrangente oferecida gratuitamente ao público. Conta com a exibição de filmes brasileiros em pré-estreias nacionais, promove o 24º Seminário do Cinema Brasileiro que inclui debates, mesas temáticas, diálogos audiovisuais e a série Encontro com os Filmes que reúne anualmente críticos de cinema, acadêmicos, pesquisadores, profissionais do audiovisual, imprensa e público. Promove em média 10 oficinas que certificam mais de 200 alunos, a Mostrinha de Cinema para o público infanto-juvenil, exposições, atrações artísticas, shows musicais e performances audiovisuais.

Em 2021, a 24a edição da Mostra de Cinema de Tiradentes será realizada totalmente online, por conta da pandemia de COVID-19. Nisso, toda a vasta programação de filmes e debates, já notavelmente conhecida e celebrada pelos amantes do cinema brasileiro, do evento que abre o calendário audiovisual do país, estará disponível entre os dias 22 e 30 de janeiro.

Basta acessar o site: www.mostratiradentes.com.br.

TODA PROGRAMAÇÃO É OFERECIDA GRATUITAMENTE AO PÚBLICO.
Mostras que serão exibidas:
• Olhos Livres
• Aurora
• Foco Minas
• Na Praça
• Formação
• Jovem
• Mostrinha
• Temática
• Panorama
• Foco
• Homenagem

* Texto adaptado por Vanderlei Tenório, a partir de um realease produzido pela Universo Produção, disponível no site oficial da 24ª Mostra de Cinema de Tiradentes.

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Por Vanderlei Tenorio

Inscrições abertas para oficinas virtuais gratuitas de cinema voltadas para jovens.

Foto: Objetiva Produções Cinematográficas

A Objetiva Produções Cinematográficas está com inscrições abertas para duas oficinas virtuais gratuitas de cinema voltadas para jovens de 12 a 18 anos (pela primeira vez ocorrerá de forma remota). Uma das oficinas ensina como fazer um filme pelo celular e a outra um filme de animação. Fique ligado, serão apenas 40 vagas, nas duas oficinas, com carga horária de 30 horas cada. Os encontros virtuais acontecerão entre os meses de janeiro e fevereiro, os participantes serão contemplados com certificados de participação e terão seus filmes exibidos no 3º Festival Internacional de Cinema Educa Claquete Ação (ECA).

As inscrições gratuitas podem ser realizadas no site: https://festivaleca.com.br/oficinas

INFORMAÇÕES GERAIS:

• As oficinas serão realizadas em Taboão da Serra, os participantes terão acesso aos principais aspectos do fazer cinematográfico, cada aluno realizará um filme de curta duração. Onde ocorrerá pela internet plataforma GOOGLE MEET / Filmagem presencial.

• Período de inscrição para as duas oficinas vão do dia 01 dezembro 2020 a 15 de janeiro de 2021, às 22 horas (horário de Brasília).

• É permitida apenas uma inscrição por pessoa.

• Para fazer a inscrição será necessário fazer o cadastro com nome, rg, cpf, endereço, telefone, cel, e-mail, basta acessar o site do Festival Educa Claquete Ação e preencher o formulário e a autorização do aluno ou responsável menor de 18 anos, clicar Sim ou não para autorizar participação.

• As inscrições para as oficinas são gratuitas.

CARGA HORÁRIA TOTAL DO CURSO: 32 HORAS.

De acordo com Alba do Vale, diretora da Objetiva Produções Cinematográficas, o projeto se propõe a utilizar a 7ª arte como elemento de estímulo ao surgimento de novas ferramentas de ensino, apresentando o cinema como um instrumento de aprendizado prazeroso e lúdico com acesso gratuito.

Detalhes:
1. Essa é a primeira vez que as oficinas e o Festival serão online.
2. Serão sete encontros virtuais, a Oficina de Animação é voltada para jovens de 12 a 16 anos, a partir do dia 18 de janeiro.
3. Na Oficina de Animação os alunos vão aprender todas as etapas do processo de criação de um filmes de animação, desde a criação e confecção de personagens, cenários, até fazer um flip book, um storyboard , além de adquirir noções de filmagem e edição.
4. Já na Oficina Fazendo um Filme com celular, os jovens vão fazer um curta-metragem usando apenas um celular. Nela vão aprender técnicas de filmagem, decupagem de imagens, roteiro e produção.

Sobre o Festival Internacional de Cinema Educa Claquete Ação (ECA).

Esta é a terceira edição do Festival Internacional de Cinema Educa Claquete Ação (ECA), o festival tem entre suas atividades à exibição de filmes brasileiros ou estrangeiros de curta-metragem com temática educativa. O festival inicia sempre com oficinas que, com conhecimentos de técnicas de roteiro e edição, estimulam jovens a produzir conteúdo audiovisual com qualidade profissional.

Ao lado de filmes de grandes cineastas, filmes de curta duração produzidos pelos jovens nas oficinas também fazem parte da programação do evento que tem apoio cultural da Prefeitura de Taboão da Serra, por meio da Lei Aldir Blanc. A Lei Aldir Blanc (Lei nº 14.017, de 29 de junho de 2020) define ações emergenciais destinadas ao setor cultural durante o estado de calamidade, em função da Covid-19. Ela prevê o repasse de R$ 3 bilhões a estados, municípios e ao Distrito Federal para medidas de apoio e auxílio aos trabalhadores da cultura atingidos pela pandemia.

Professores das oficinas:
• Profª Marta Russo: Oficina de animação “Animando uma ideia” (7 encontros virtuais de duas horas cada, pela plataforma Google Meet . Dias : 18, 19, 20, 21, 22, 25 e 26 /01/21, das 14h às 16h, carga horária: 30 horas – público alvo: 12 a 16 anos).
• Profº Ralph Friedericks: Oficina Fazendo um Filme com celular (6 encontros virtuais de duas horas cada, pela plataforma Google Meet . Dias : 27,28 e 29/01/21 e 01,02,03/02/21, das 14h às 16h, carga horária: 30 horas – público alvo: 12 a 18 anos).

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Por Redação