Vanderlei Tenório

‘Spencer’ e ‘Benedetta’ estreiam no Cine Arte Pajuçara

O tão esperado “Spencer”, do chileno Pablo Larraín que conta a história da princesa Diana com toques de ficção; o polêmico “Benedetta”, do neerlandês Paul Verhoeven; e a comédia romântica brasileira “Eduardo e Mônica”, de René Sampaio, entram em cartaz no Cine Arte Pajuçara nesta quinta-feira (27).

 

Spencer:

Roberto Sadovski, do Uol, frisa que o longa está longe de ser uma biografia como “Jackie”, trabalho anterior de Larrain que traz um recorte de eventos fartamente documentados, os dias de Jacqueline Kennedy imediatamente após o assassinato de seu marido, o presidente John Kennedy, “Spencer” é a investigação de um mito, humanizando-o ao mesmo tempo em que se rende à mais pura fantasia.

O longa é estrelado por Kristen Stewart e Jack Farthing, ao lado de Timothy Spall (“Franquia Harry Potter”), Sean Harris (“Missão Impossível”), Sally Hawkins (“A Forma da Água”) e grande elenco.

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O roteiro de Steven Knight concentra-se no fim de semana do Natal de 1991, quando Diana já tomara a decisão de encerrar seu casamento com Charles. Antes, porém, ela precisa cumprir este último protocolo, encarar mais uma vez a indiferença de uma família que demonstra, com uma crueldade passivo agressiva sufocante, que ela nunca pertenceu àquele mundo.

Para Célio Silva, do G1, em “Spencer”, um dos diferenciais é o uso de elementos de suspense e até de terror para contar a história. O outro (e mais importante) é a incrível interpretação de Kristen Stewart como a Princesa de Gales.

Silva destaca que “Spencer” pode causar estranheza para quem espera ver mais uma cinebiografia simples e burocrática como várias que são lançadas a cada ano, ou mesmo uma versão das séries como “The Crown” (que a própria Kristen Stewart confessou ter visto para se preparar sua atuação) – Mas irá agradar aos que buscam por algo mais original sobre uma personagem tão emblemática quanto Lady Diana Spencer.

 

Benedetta:

Ambientada no século 17, a trama mostra a trajetória de Benedetta Carlini, enviada para o Convento de Madre de Deus, em Pescia, na Itália, ainda criança (Elena Plonka), pela família após pagar um dote à Madre Superiora Felicita (Charlotte Rampling, de “Operação Red Sparrow”).

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Já adulta, Benedetta (Virginie Efira, de “Elle”) passa a ter visões de Jesus a defendendo de ataques de homens que desejam matá-la. Ela acredita que Jesus deseja que a freira se torne a sua esposa.

A situação se torna mais complexa quando conhece a noviça Bartolomea (Daphné Patakia), que se torna sua companheira de quarto, para cuidar dela por causa de surtos que tem por causa de suas visões. Antes relutante, Benedetta acaba se afeiçoando por Bartolomea e as duas passam a viver um romance proibido no convento.

Só que, à medida que se envolve com Bartolomea, Benedetta começa a apresentar marcas no corpo que diz ter sido feitas por Jesus. Os acontecimentos chegam aos ouvidos do núncio Alfonso Giglioli (Lambert Wilson, de “Matrix Ressurections”). Junto de Felicita, ele quer descobrir se a freira está falando a verdade ou é uma fraude.

 

Eduardo e Mônica:

A comédia romântica estrelada por Gabriel Leone e Alice Braga vem percorrendo renomados festivais internacionais, como os de Miami e Edmonton, onde conquistou em 2020 o prêmio de Melhor Filme. O longa tem produção da Gávea FilmesBarry Company e Fogo Cerrado Filmes, coprodução da Globo Filmes e distribuição da Downtown Filmes e Paris Filmes.

‘Eduardo e Mônica’ foi filmado em Brasília, no Rio de Janeiro e na Chapada dos Veadeiros durante oito semanas em 2018. A equipe principal contou com mais de 200 pessoas.

Cartaz de “Eduardo e Mônica”

A adaptação da famosa canção de Renato Russo é uma história de amor que acompanha o relacionamento de Mônica (Alice Braga) e Eduardo (Gabriel Leone), que precisam superar as muitas diferenças para viver um grande amor na Brasília dos anos 80.

Gabriel Leone e Alice Braga trabalharam juntos pela primeira vez e vivem os dilemas dos personagens que se apaixonam e começam um relacionamento, mesmo tendo idades e personalidades completamente diferentes. Também estão no elenco Otávio Augusto (como Bira, avô de Eduardo), Juliana Carneiro da Cunha (Lara, mãe de Mônica), Victor Lamoglia (Inácio, amigo de Eduardo), Bruna Spínola (Karina, irmã da Mônica) e Fabrício Boliveira em participação especial.

 

Sobre a sessão:

As sessões acontecem seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para prevenção da disseminação do coronavírus, com o uso de máscara, álcool em gel e distanciamento social.

Os ingressos custam, os seguintes valores:

Sábados, domingos e feriados:
Inteira – R$ 30 | Meia – R$ 15

Terça-feira:
Todo mundo paga R$ 10

Quarta, quinta e sexta:
Inteira – R$ 24 | Meia – R$ 12

Formas de pagamento: dinheiro ou débito.

Quem tem direito a meia?

Podem usufruir do benefício estudantes, professores, pessoas acima dos 60 anos, jornalistas, radialistas, portadores de carteirinha SESI ou SENAI, funcionários da FAPEAL e pessoas com deficiência. Para comprovar, apresente qualquer documento que constate a condição em que você se enquadra.

 

Confira a programação da semana:

Por Vanderlei Tenorio

Nesta sexta-feira (21), o Curta! exibe o documentário “Krenak”

Krenak significa “cabeça na terra”. E é sobre o pertencimento à terra — e ao que nasce e jorra dela — que trata o documentário “Krenak”, de Rogério Corrêa, que chega ao Curta!.

 (crédito: Divulgação/Curta!)

O filme, que tem realização do Itaú Cultural, mostra a experiência coletiva do povo Borum, como se autodenominam os Krenak, que também são conhecidos como Botocudos, apelido jocoso dado pelos portugueses devido ao costume de usar botoques nas orelhas e na boca.

A existência dos Krenak está profundamente ligada à luta pela vida, após constantes massacres que a etnia vem enfrentando desde a chegada dos colonizadores. Hoje, estão concentrados em Minas Gerais, às margens do Rio Doce.

Assim como o rio, foram terrivelmente afetados pela depredação ambiental e o avanço dos empreendimentos que exploram o curso fluvial, sobretudo pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana. A vida do povo Krenak mudou radicalmente após a tragédia. “Nesse dia que desceu água, e eles [os indígenas]viram os peixes descendo mortos, todo mundo chorou”, conta Manelão Pankararu, que vive no território Krenak.

No filme, é chegada a vez dos Krenak contarem sua história, disputando, enfim, a narrativa canônica vigente, contada pelos brancos. Uma história carregada de dor, tristeza e desrespeito aos direitos humanos, mas também de resistência e amor pela terra e pelo rio. 

Djanira Krenak, liderança indígena (crédito: Divulgação/Curta!)

Além dessa viagem através dos acontecimentos, o espectador entra em uma jornada pelo território Krenak — ambas conduzidas por Douglas Krenak, jornalista e liderança indígena. “Hoje, a gente vê terra para gado, para café (…). Mas antigamente, isso aqui era tudo mata, Mata Atlântica mesmo”, conta o indígena, diante de uma parte do território já devastado.

Além do depoimento de Douglas, outros indígenas Krenak de diversas idades falam do que viram e ouviram; entre eles, a autora e ativista Shirley Krenak. O documentário também se baseia em um rico material de arquivo, com imagens e vídeos, e traz depoimentos de historiadores e especialistas, como a antropóloga Vanessa Caldeira e a psicanalista Maria Rita Kehl. A exibição é na Sexta da Sociedade, 21 de janeiro, às 22h40.

Por Vanderlei Tenorio

Belas Artes à La Carte exibirá séries icônicas da BBC

Mantendo sua proposta de exibir produções de qualidade e diversificada para seu público cinéfilo, a partir de 2022 a plataforma BELAS ARTES À LA CARTE disponibilizará séries da TV inglesa BBC.

A primeira a entrar no catálogo do streaming é a versão original de House of Cards. A partir de 24/01, a primeira temporada estará disponível na íntegra (4 episódios). Em 31/01, três séries chegam ao serviço: as comédias French and Saunders e Fry and Laurie, e a policial Maigret, inédita no Brasil.

Dirigida por Paul Seed, e com roteiro de Andrew Davies (“O Diário de Bridget Jones”, “Sandition”), a partir do romance homônimo de Michael DobbsHouse of Cards tem como protagonistas Ian Richardson, Susannah Harker e Miles Anderson.

Pôster de House of Cards

O drama político se passa logo depois do mandato da Primeira Ministra Margaret Thatcher, e tem, como personagem principal, um membro da elite do Partido Conservador, que faz de tudo para chegar ao topo do poder tornando-se Primeiro Ministro. Nos próximos meses, também serão disponibilizadas a 2ª e 3ª temporadas da série.

Protagonizada por Rowan Atkinson, o eterno Mr BeanMaigret parte dos famosos romances do francês Georges Simenon, que tem, ao centro, o investigador que dá título à série. O elenco ainda inclui Lucy Cohu, como a Sra Maigret; Shaun Dingwall, como o Inspetor Janvier; e Leo Starr, como o Inspetor LaPointe.

Pôster de Maigret

Cada um dos 4 episódios traz o famoso personagem envolvido nos mais diversos casos, como a investigando um serial killer que só mata mulheres, ou o assassinato de um famoso joalheiro, na Paris dos anos de 1950. 

French and Saunders traz dois grandes nomes da comédia, Jennifer Saunders e Dawn French, fazendo um humor tipicamente inglês, em esquetes que satirizam o modo de vida dos seus conterrâneos. No especial “Go to the movies”, a dupla faz paródias hilárias de filmes famosos, como “O Silêncio dos Inocentes”, de Jonathan Demme, “O Exorcista”, de William Friedkin e “Alien: O 8º passageiro”, de Ridley Scott.

Pôster de French and Saunders

Em breve, o BELAS ARTES À LA CARTE disponibilizará novos episódios da série, além de um especial chamado: “French and Saunders: 300 Years of French and Saunders”, que comemora os 30 anos do programa. 

Antes de se tornar o astro da série “House”, o ator e comediante inglês Hugh Laurie protagonizou ao lado do grande Stephen Fry os esquetes Fry and Laurie, dos quais também foram responsáveis pelo roteiro.

Pôster de Fry and Laurie

Estarão disponíveis na plataforma os sete episódios da quarta temporada, no qual os atores fazem desde paródias de Oprah Winfrey a um programa de entrevistas sem qualquer limite ou pudor, com Imelda Stauton, e uma competição para escolher o mais proeminente jovem conservador da Inglaterra. 

Ainda em 2022, o BELAS ARTES À LA CARTE apresentará um clássico do humor inglês: Absolutely Fabulous, também conhecido como “Ab Fab”, protagonizado por Jennifer Saunders e Joanna Lumley, como duas amigas desbocadas viciadas em moda e álcool. O programa ganhou diversos prêmios, ao longo de seus 20 anos de existência, entre eles BAFTA de melhor atriz de comédia (Saunders) e o Emmy International

Outro destaque, nos próximos meses na plataforma, é a inédita The Boleyns: A Scandalous Family, que traz em 3 episódios a história da ascensão e queda da família Bolena durante o reinado de Henrique VIII.

Pôster de The Boleyns: A Scandalous Family

O elenco traz Rafaëlle Cohen (“Berlim: Eu te amo”), como a famosa Anna Bolena. A série combina depoimento de especialistas, como a historiadora Lauren Mackay, especialista no período Tudor, e Owen Emmerson, autor do livro “The Boleyns of Hever Castle”, com encenações.

Combinando elementos do gênero policial e ficção-científica, Ashes to Ashes traz uma investigação criminal envolvendo viagem no tempo. Partindo da série “Life on Mars”, esse spin off tem como protagonista uma detetive do século XXI que viaja para a Inglaterra de 1981. Como na série anterior o título é inspirado numa música de David Bowie. 

Pôster de Ashes to Ashes

Entre as produções que serão disponibilizadas, ainda em 2022, também está a série Women in Love, inspirada no romance polêmico de D. H. Lawrence, protagonizada por Rosamund Pike, Rory Kinnear e Rachel Stirling. O roteiro é assinado pelo premiado roteirista e diretor James Ivory (“Retorno a Howards End”, “Me chame pelo seu nome”). 

Pôster de Women in Love

Por Vanderlei Tenorio

Entenda a Guerra Civil da Irlanda do Norte (1968-1998), pano de fundo do filme Belfast, de Kenneth Branagh

“Belfast” é um longa que recria o período de tumultos políticos da Irlanda do Norte pelo olhar de um menino de uma família da classe trabalhadora.

O longa está sendo considerado “um dos melhores do ano, sem dúvida”, pelo veteraníssimo crítico Pete Hammond no site Deadline. Além de rasgar elogios para o diretor, que nasceu em Belfast na época retratada, ele chamou a fotografia em preto e branco e a recriação cenográfica da época de “impressionantes”, e não esqueceu de elogiar a trilha sonora, com oito canções do icônico Van Morrison, definindo o filme como “fantástico”.

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Predominantemente em preto e branco, “Belfast” alterna momentos de nostalgia alegre com cenas de tensão, evocando os sonhos, a música, os filmes e as séries da época, mas também os perigos dos “troubles”, quando enfrentamentos entre nacionalistas católicos que queriam a independência do país, protestantes que defendiam o status quo e as autoridades leais ao Reino Unido levaram a uma escalada de violência, com terrorismo de um lado e arbitrariedades do outro.

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O elenco da produção destaca Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”), Caitriona Balfe (“Outlander”), Judi Dench (“007 – Operação Skyfall”), Ciarán Hinds (“Game of Thrones”) e o menino Jude Hill, em sua estreia no cinema, como a família principal.

Nessa perspectiva, resolvemos explicar o que foi a Guerra Civil da Irlanda do Norte.

Contexto:

Julia Di Spagna, do Guia do Estudante recorda que na época enquanto a maior parte da população na ilha da Irlanda era católica, o Ulster se diferenciava em função de uma antiga colonização de ingleses e escoceses protestantes. Essas divergências se transformam em conflitos de fronteira, opondo protestantes e católicos. Além disso, uma minoria católica na própria Irlanda do Norte passou a se manifestar em favor da união da região com a República da Irlanda e separação do Reino Unido, e reivindicar uma maior representatividade no cenário político do país já que a maioria protestante domina o cenário político. 

Mapa da Grã-Bretanha

Duas Irlandas: 

A Irlanda do Norte e República da Irlanda são duas nações diferentes na mesma ilha. A Irlanda do Norte faz parte do Reino Unido junto com a Inglaterra, Escócia e País de Gales e possui as próprias leis enquanto a República da Irlanda é uma nação independente.

Divisão do território da Irlanda e bandeira oficial

As duas são separadas desde 1922. Não há barreiras nem fronteiras entre elas, até estavam pensando em fazer uma com a saída do Reino Unido da União Europeia, mas até agora não há projetos concretos.

O início:

O começo da guerra entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte foi marcado pela manifestação dos moradores do bairro católico de Derry (para os protestantes, Londonderry). A violenta repressão da polícia protestante contra os manifestantes resultou em cinco mortos e 120 pessoas feridas. Em represália, os moradores fecharam o bairro para as forças de segurança.

Problema remanescente:

The troubles, como os conflitos são chamados pelos irlandeses, haviam começado vários séculos atrás. Desde a invasão dos normandos, no século 12, os britânicos estão presentes na ilha. O povo local sempre foi oprimido e as leis eram impostas de fora. Tentativas de independência sempre foram sufocadas. Em 1919, foi constituído pela primeira vez um parlamento irlandês em Dublin.

Troubles foi um conflito entre as Irlandas e o Reino Unido

Como os britânicos não o aceitassem, começou uma guerra que durou até 1921, período em que surgiu o Exército Republicano Irlandês (IRA). Em 1922, a Irlanda foi dividida: o norte protestante passou a ser governado a partir de Belfast, enquanto a República da Irlanda, de maioria católica, tinha seu governo em Dublin. Apesar de a divisão ter sido aceita apenas como medida provisória, inclusive pela constituição, ela acabou durando muito mais que o previsto.

Quem era o IRA?:

O Exército Republicano Irlandês, popularmente conhecido como IRA (siglas para Irish Republican Army), foi um dos mais ativos grupos terroristas do século XX. Sua atuação ficou marcada pela formação de grupos paramilitares que arquitetavam diversos atentados terroristas contra seu maior alvo: a Inglaterra. A oposição à nação inglesa era prioritariamente motivada pelo interesse de tornar a Irlanda do Norte uma região politicamente independente da Inglaterra.

Outra questão que motivava a ação deste grupo também tinha a ver com as diferenças religiosas encontradas no território norte-irlandês. A maioria da população – cerca de 60% – era praticante do cristianismo protestante e, por isso, acabava impondo seus costumes e interesses políticos em oposição a uma minoria de católicos. Com isso, parte dessa minoria religiosa viu no discurso nacionalista, militar e anti-britânico uma via de afirmação política.

A repressão policial:

A minoria católica do norte foi discriminada e nas eleições sempre ficou em desvantagem. No final dos anos 60, promoveu uma manifestação pacífica para chamar a atenção sobre seus problemas. O auge do movimento foi em 1969, depois da manifestação de 5 de outubro de 1968 no centro do bairro de Derry. A repressão policial foi seguida pela constituição de milícias protestantes armadas, comandas pelo líder protestante radical Ian Paisley, que realizaram sangrentos ataques aos bairros católicos.

Tropas britânicas interferiram no conflito. Buscando acalmar os ânimos, a Grã-Bretanha determinou a igualdade de direitos políticos e o fim das discriminações econômicas entre as comunidades protestante e católica. A escalada inglesa desenrolou-se, no Ulster (nome britânico para a província da Irlanda do Norte), no período de 1969 a 1972. O governo conservador de Edward Heath substituía a pacificação do antigo primeiro-ministro Harold Wilson pela repressão pura e simples.

O Domingo Sangrento:

Em 1972, 22 mil soldados da Grã-Bretanha ocupavam o Ulster. A 30 de janeiro, uma enorme manifestação pacífica foi reprimida a tiros pelas tropas inglesas resultando em 13 mortos. Tal tragédia ficou conhecida como Domingo Sangrento e levou à substituição do movimento pelos direitos civis e da luta pacífica pela luta armada e o terrorismo. O IRA se dividiu em dois grupos: os “oficiais” (que acreditavam no movimento político e na participação nos parlamentos de Londres, Dublin e Belfast) e os “provisórios” (que só aceitavam o terrorismo).

Em março de 72, uma resolução de Londres fechou o Parlamento de Belfast e nomeou um administrador para o Ulster. Procurando isolar o IRA, em 1973, o governo britânico fez um referendo sobre a independência da Irlanda do Norte. A maioria protestante deu a vitória à permanência no Reino Unido.

A violência latente:

A década de 70 foi marcada pela violência. Enquanto o IRA “oficial” praticamente desapareceu, cresceram os atentados terroristas dos “provisórios”. O Sinn Fein, o braço político do movimento, também passou a ser dominado pelos adeptos dos “provisórios”. Consequentemente, milhares de ativistas católicos foram enviados para o campo de prisioneiros de Long Kesh. Os militantes do IRA presos em 1981 iniciaram uma série de greves de fome.

O mundo acompanhou, pasmo e paralisado, a morte de Bobby Sands, após mais de dois meses sem comer. Nesse período, Sands – transformado em símbolo e mártir da luta da minoria católica – foi eleito deputado ao Parlamento de Westminster. Um depois do outro, mais nove presos católicos morreram em greve de fome. Durante os anos de 1969 a 82, a disputa causou mais de duas mil mortes, na maioria de civis.

Em 1985, iniciou-se uma nova fase no conflito. Voltando a uma política de pacificação, Londres firmou um acordo com o governo de Dublin, dando participação à República da Irlanda na administração do Ulster. A nova orientação desagradou ambos os lados. Enquanto a maioria protestante levantava-se contra a administração conjunta, o IRA continuava exigindo a retirada inglesa e a reunificação completa da Irlanda.

Negociações e acordo:

Procurando controlar os protestantes, o Reino Unido voltou a fechar o Parlamento de Belfast. Nos anos 90, os atentados continuaram, apesar das várias tentativas de paz. No dia 17 de novembro de 1999, o IRA comprometeu-se a designar um representante que negociaria a deposição de armas com uma comissão internacional independente, encabeçada pelo general canadense John de Chastelain.

Com isso, o IRA eliminou o maior entrave para a aplicação do acordo da Sexta-Feira Santa, firmado em 10 de abril de 1998, entre o protestante David Trimble, do Partido Unionista do Ulster, e o católico Gerry Adams, líder do Sinn Fein. Seu principal item era a formação de um parlamento que cuidaria dos interesses de todos os habitantes. 

 

Vanderlei Tenório é bacharelando em Geografia pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e editor da página Cinema e Geografia. Tenório estuda a relação entre sociedade e cinema e a ciência geográfica na análise fílmica.

 

* Com informações da DW, do Guia do Estudante, do Brasil Escola e do Pipoca Moderna.

Por Vanderlei Tenorio

Spielberg elege “2001 – Uma Odisseia no Espaço” como seu filme favorito de Kubrick

O ohioano Steven Spielberg inspirou-se em uma ampla variedade de fontes ao longo de sua sucedida carreira cinematográfica, desde os faroestes do renomado John Ford (1894-1973) – ganhador de 5 estatuetas do Oscar, respectivamente, 4 como Melhor Diretor e 1 como Melhor Filme.

Outra referência notável são as comédias de Jacques Tati (1907-1987) – ganhador do Oscar de Melhor Filme Internacional, em 1958. Todavia, uma dessas principais influências foi ninguém menos que o inovador Stanley Kubrick (1928-1999), cujos filmes Spielberg admirou e estudou durante anos.

“Os filmes de Kubrick tendem a crescer com você”, explicou Spielberg certa vez. “Você tem que vê-los mais de uma vez.” Esse foi certamente o caso quando ele assistiu “O Iluminado” (1980) pela primeira vez, sem entender por que não funcionou para ele. 

Cartaz do “Iluminado”

Spielberg tinha ido à exibição com a intenção de se apaixonar pelo filme, mas Jack Nicholson com seu icônico e atemporal Jack Torrance não conseguiu impressioná-lo da primeira vez. Com o tempo e repetidas exibições, tornou-se um de seus filmes favoritos de todos os tempos.

Nisso, “O Iluminado” ainda não era seu filme favorito de Stanley Kubrick e ele gosta de outros projetos feitos pelo diretor, como “Laranja Mecânica” (1971). Ele o descreveu como “o primeiro filme punk rock já feito”, alegando que a visão distópica do filme era simultaneamente audaciosa e perigosa. De acordo com Spielberg, o filme agora reflete a realidade em que vivemos.

No entanto, o filme favorito de Spielberg feito por Kubrick foi sua magnum opus “2001 – Uma Odisseia no Espaço” (1968), que mudou o gênero de ficção científica para sempre. Uma fantástica meditação audiovisual sobre a história humana, evolução, modernidade, tecnologia e pós-humanismo, o impacto de 2001 no meio cinematográfico dificilmente pode ser exagerado por qualquer pessoa – o longa rendeu a Kubrick um Oscar na categoria Melhores Efeitos Visuais.

Cartaz de “2001 – Uma Odisseia no Espaço”

“A forma como a história é contada é antitética à maneira como estávamos acostumados a ver histórias”, comentou Spielberg ao falar sobre a obra-prima. O diretor revelou que manteve conversas regulares com Kubrick durante seus últimos anos e o velho autor disse-lhe que ele queria mudar a forma de cinema. Spielberg respondeu: “Bem, não foi com 2001 ?”.

Spielberg ainda revisita 2001 de vez em quando, sempre antes de fazer ele mesmo um projeto de ficção científica. Ele admitiu que os filmes de Kubrick são experiências cinematográficas notoriamente difíceis, mas Spielberg apontou que são impossíveis de desligar. Esse é certamente o caso de 2001, que é uma experiência espiritual inesquecível para a maioria do público.

 

 

* texto publicado originalmente na Coluna do Tenório, no JB Notícias.

 

 

 

Por Vanderlei Tenorio

Neste domingo (9), acontece a 79ª edição do Globo de Ouro, sem glamour e longe dos olhos da comunidade cinéfila

A Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês) confirmou a realização dos Globos de Ouro de 2022 neste domingo (9/1).

Em anúncio, os organizadores confirmaram que o evento manterá a data original, após o Critics Choice adiar seu evento que aconteceria no mesmo dia. A premiação, porém, não terá o tradicional tapete vermelho, presença da imprensa ou de celebridades, muito menos a entrega presencialmente de prêmios.

Na edição deste ano, no lugar dos astros de Hollywood, o evento contará com a presença dos apoiadores das atividades filantrópicas da HFPA, que anunciarão as vitórias dos ausentes nas categorias em disputa.

Mantendo a tradição de anos, o anúncio acontecerá no Beverly Hilton Hotel, em Beverly Hills (EUA). Como comentei acima o anúncio será para poucos convidados, o uso de máscaras e o distanciamento social serão obrigatórios.

Vista do Beverly Hilton Hotel

Lembramos que a decisão não tem relação com o avanço da variante ômicron da covid-19, mas sim com a situação da HFPA, que caiu em desgraça e perdeu a transmissão televisiva de seu evento.

De acordo com uma matéria recente da Variety, a HFPA até chegou a tentar contato com alguns famosos para a apresentação de prêmios, mas todos recusaram participar do Globo de Ouro 2022. Emissoras ao redor do mundo, incluindo a norte-americana NBC e a brasileira TNT, cancelaram a transmissão do prêmio pela TV.

Para quem está por fora, a NBC tomou a decisão de não transmitir a premiação, após uma denúncia de que a HFPA não tinha integrantes negros, o que também trouxe à tona acusações de histórico sexista e falta de diversidade étnica dos integrantes da organização.

A imprensa estadunidense apurou que não havia nenhuma pessoa negra entre os 80 membros da HFPA. Também foi revelado que vários integrantes da associação aceitavam presentes e estadias luxuosas em hotéis oferecidas pelos estúdios, que faziam campanha pela indicação de seus títulos no Globo de Ouro.

Por conta disso, a HFPA se comprometeu a mudar, abrindo vagas para novos membros e mudando várias de suas regras, incluindo a adoção de um manual de ética. Porém, poucos levaram fé nas promessas e o boicote ao evento foi mantido.

Entretanto, após os esforços iniciais para se “renovar”, a organização aprovou seis integrantes negros em 1 de outubro – um resultado pífio, que tornou os eleitores do Globo de Ouro apenas 5,7% mais diversos que no ano passado.

A premiação sem entrega de prêmios servirá basicamente para que os responsáveis pelo Globo de Ouro voltem a se comprometer com mudanças, visando viabilizar a transmissão televisiva de seu evento com celebridades em 2023.

Com sete indicações cada, “Belfast” e “Ataque dos cães” lideram entre os filmes. O primeiro, que só chega aos cinemas brasileiros no fim de fevereiro, é dirigido por Kenneth Branagh e se baseia na infância do ator e diretor. Acompanha um menino em meio à turbulenta Irlanda do Norte do final dos anos 1960.

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O segundo, lançado pela gigante Netflix, é o primeiro longa após 12 anos de hiato da neozelandesa Jane Campion. Rodado no país natal da cineasta, transformado no estado americano de Montana em meados dos anos 1920, o filme é uma reinvenção do western. Felizmente, Jane Campion não é a única diretora indicada. Concorre na mesma categoria Maggie Gyllenhaal, em sua primeira incursão na direção, que tem chamado a atenção com o drama “A filha perdida” (Netflix).

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Entre os demais concorrentes, temos: “No ritmo do coração”, de Siân Heder (disponível na Amazon Prime Video), “Duna”, de Denis Villeneuve (HBO Max) e “King Richard: Criando campeãs” , de Reinaldo Marcus Green (também disponível na HBO Max).

Já na categoria de filme de comédia ou musical os concorrentes são: “Amor, sublime amor”, a versão de Steven Spielberg para o clássico “West side story” (está em quatro categorias); o muito comentado “Não olhe para cima”, que se tornou, nesta semana, a maior audiência de um filme em inglês da Netflix (em 15 dias, o longa de Adam McKay somou 152 milhões de horas assistidas); e “Tick, tick…boom!”, outro título da Netflix, que marca a estreia de Lin-Manuel Miranda na direção.
 
Duas produções desta categoria estão inéditas no país: “Licorice Pizza”, de Paul Thomas Anderson, chega aos cinemas em 20 deste mês, e “Cyrano”, de Joe Wright, estrelado por Peter Dinklage, de “Game of thrones”, estreia somente em 10 de março.

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Confira os indicados de cinema:

MELHOR DIREÇÃO – FILME

  • Kenneth Branagh, Belfast
  • Jane Campion, Ataque dos Cães
  • Maggie Gyllenhaal, A Filha Perdida
  • Steven Spielberg, Amor, Sublime Amor
  • Denis Villeneuve, Duna

 

MELHOR ATOR EM FILME – DRAMA

  • Mahershala Ali, Swan Song
  • Javier Bardem, Being the Ricardos
  • Benedict Cumberbatch, Ataque dos Cães
  • Will Smith, King Richard: Criando Campeãs
  • Denzel Washington, A tragédia de Macbeth

 

MELHOR ATRIZ EM FILME – DRAMA

  • Jessica Chastain, The Eyes of Tammy Faye
  • Olivia Colman, A Filha Perdida
  • Nicole Kidman, Being the Ricardos
  • Lady Gaga, Casa Gucci
  • Kristen Stewart, Spencer

 

MELHOR FILME – COMÉDIA/MUSICAL

  • Cyrano
  • Não Olhe Para Cima
  • Licorice Pizza
  • Tick, Tick… Boom!
  • Amor, Sublime Amor

 

MELHOR ATOR EM FILME – COMÉDIA/MUSICAL

  • Leonardo DiCaprio, Não Olhe Para Cima
  • Peter Dinklage, Cyrano
  • Andrew Garfield, Tick, Tick… Boom!
  • Cooper Hoffman, Licorice Pizza
  • Anthony Ramos, Em Um Bairro em Nova York

 

MELHOR ATRIZ EM FILME – COMÉDIA/MUSICAL

  • Marion Cotillard, Annette
  • Alana Haim, Licorice Pizza
  • Jennifer Lawrence, Não Olhe Para Cima
  • Emma Stone, Cruella
  • Rachel Zegler, Amor, Sublime Amor

 

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM FILME

  • Ben Affleck, The Tender Bar
  • Jamie Dornan, Belfast
  • Ciarán Hinds, Belfast
  • Troy Kotsur, No Ritmo do Coração
  • Kodi Smit-McPhee, Ataque dos Cães

 

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM FILME

  • Caitriona Balfe, Belfast
  • Ariana DeBose, Amor, Sublime Amor
  • Kirsten Dunst, Ataque dos Cães
  • Aunjanue Ellis, King Richard: Criando Campeãs
  • Ruth Negga, Identidade

 

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL EM FILME

  • “Be Alive” – Beyoncé (King Richard: Criando Campeãs)
  • “Dos Oruguitas” – Sebastian Yatra (Encanto)
  • “Down to Joy” – Van Morrison (Belfast)
  • “Here I Am (Singin’ My Way Home)” – Jennifer Hudson (Respect)
  • “No Time to Die” – Billie Eilish (007 – Sem Tempo Para Morrer)

 

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

  • Compartment Number 6
  • Drive My Car
  • A Mão de Deus
  • A Hero
  • Madres Paralelas

 

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO

  • Encanto
  • Flee
  • Luca
  • My Sunny Maad
  • Raya e o Último Dragão

 

MELHOR ROTEIRO EM FILME

  • Paul Thomas Anderson, Licorice Pizza
  • Kenneth Branagh, Belfast
  • Jane Campion, Ataque dos Cães
  • Adam McKay, Não Olhe para Cima
  • Aaron Sorkin, Being the Ricardos
Por Vanderlei Tenorio

12ª edição do My French Film Festival acontece no À La Carte, de 14 de janeiro a 14 de fevereiro

O My French Film Festival foi criado pela UNIFRANCE, empresa estatal francesa que tem como principal objetivo difundir a cultura da França pelo mundo.

A 12ª edição do festival, que vai de 14 de janeiro a 14 de fevereiro de 2022, será totalmente gratuita para assinantes ou não assinantes do À La Carte. O evento, que anualmente apresenta a nova criação cinematográfica francófona, permite aos cinéfilos do mundo inteiro compartilhar seu amor pelo cinema francês.

A seleção reúne filmes dos mais diversos gêneros: comédia, drama, animação, documentário, entre longas e curtas-metragens, apresentando diversos jovens diretores, atores e atrizes da nova geração.

Alguns filmes trazem no elenco atrizes já conhecidas do público cinéfilo: Laetitia Casta e Clémence Poésy são as protagonistas de “O Meio do Horizonte”, de Delphine Lehericey; Laetitia Dosch e Sarah Forestier brilham juntas em “Playlist”, primeiro longa de Nine Antico; Noémie Lovovsky está em “Teddy”, comédia fantástica de Ludovic e Zoran Boukherma; e Alba Rohrwacher é a atriz principal de “O céu de Alice”, longa de estreia da diretora Chloé Mazlo.

Delphine Lehericey, realizadora de “O Meio do Horizonte”, recebeu por este filme o Greenpeace Lurra no Festival de San Sebastián, prêmio especialmente criado para consagrar a obra que melhor reflete os valores de defesa do meio ambiente e da paz.

“O Meio do Horizonte”, de Delphine Lehericey

Entre os diretores, destacam-se os irmãos gêmeos Ludovic e Zoran Boukherma, com o longa “Teddy”. A dupla de diretores teve seu longa anterior, “Willy 1er”, concorrendo ao prêmio Queer Palm, no Festival de Cannes 2016.

Outro nome promissor é o do documentarista David Dufresne, presente com “Um país que sabe se comportar”, filme indicado ao prêmio César 2021 de Melhor Documentário.

Guillaume Brac estará representado pela comédia “Embarque”, que percorreu diversos festivais internacionais, sendo apresentado na mostra Panorama do Festival de Berlim 2020, onde ganhou o prêmio FIPRESCI (Federação Internacional de Críticos de Cinema), e ainda entrou para o “Top 10” de 2021 da conceituada revista Cahiers du Cinéma.

“Embarque”, de Guillaume Brac

Para os fãs de animação, especialmente as crianças, a dica é o talentoso diretor Rémi Chayé, realizador de “Calamidade”, indicado ao prêmio César 2021 de Melhor Filme de Animação, e vencedor do prêmio de Melhor Filme no Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy, considerado o maior e mais importante festival do gênero de todo o mundo.

Na seleção de curtas-metragens, há diversas pequenas joias para todos os gostos, incluindo obras premiadas em festivais internacionais:

“Omnibus”, vencedor do Oscar 1993 de Melhor Curta (Live Action), um clássico de Sam Karmann (diretor do longa “Kennedy e Eu”); “Horacio”, animação que concorreu ao prêmio de Melhor Curta nos festivais de animação de Annecy e de Palm Springs; “Lua”, de Zoé Pelchat-Ouellet, vencedor de sete prêmios internacionais, incluindo o Prêmio da Crítica e o Grande Prêmio do Júri no Amarcort Film Festival; “Dustin”, de Naïla Guiguet, indicado ao prêmio de Melhor Curta LGBTQ+ no Festival de Palm Springs, e selecionado para os festivais de San Sebastián e Toronto; e o misto de comédia e horror “Os Demônios de Dorothy”, de Alexis Langlois, vencedor de dois prêmios no Festival de Locarno.

“Dustin”, de Naïla Guiguet.

Para o público infantil, haverá a sessão “Kids Corner”, com quatro curtas de animação selecionados especialmente para os cinéfilos mirins.

 

 

Por Vanderlei Tenorio

Sidney Poitier, primeiro negro a vencer o Oscar de Melhor Ator, morre aos 94 anos

Morreu o ator estadunidense Sidney Poitier, aos 94 anos. A notícia da morte foi anunciada por Fred Mitchell, ministro das Relações Exteriores das Bahamas, país de origem de Poitier. A causa da morte não foi revelada.

Poitier foi o primeiro ator negro a ganhar um Oscar, o principal troféu de cinema do mundo. O ator recebeu o prêmio, na categoria de melhor ator, por “Uma Voz nas Sombras”, em 1963. Isso só se repetiu 38 anos depois, com Denzel Washignton levando a estatueta por “Dia de treinamento”. Coincidentemente, foi o mesmo dia em que Poitier recebeu o Oscar pelo conjunto da obra.

Reprodução / RTE

O astro da Era de Ouro de Hollywood era conhecido por filmes como “Adivinha quem vem para o jantar”, “No Calor da Noite” e “Uma voz nas sombras” e Ao Mestre com Carinho”.

Sidney tinha dupla cidadania já que nasceu inesperadamente em Miami durante uma visita dos pais aos Estados Unidos. Ele cresceu nas Bahamas, mas mudou-se para o Estados Unidos aos 15 anos. Seu primeiro filme foi “No way out” em 1950, e o primeiro protagonista veio em 1955 em “Sementes da violência”.

Em 1959, com “Acorrentados” (1958), recebeu sua primeira indicação ao Oscar de melhor ator. Foi a primeira vez de um negro indicado na categoria.

“Acorrentados” (1958)

Poitier chegou a receber duas indicações ao Emmy de melhor de telefilme na década de 1990: uma delas por interpretar Nelson Mandela, no filme para TV “Mandela and the Klerk” (1997).  Ao longo da sua carreira destacam-se também dois Globos de Ouro e um Bafta. Ao todo, ele recebeu 27 prêmios na carreira e mais de 40 indicações.

“Mandela and the Klerk” (1997)

A ascensão de Sidney Poitier coincidiu com o avanço do movimento pelos direitos civis nos EUA nos anos 1960 e seus papéis, como pontuou o “New York Times”, refletiam os objetivos pacifistas e integracionistas dos movimentos.

“É uma escolha clara”, disse Poitier sobre os papéis que aceitava, numa entrevista concedida em 1967. “Se a estrutura da sociedade fosse diferente, eu gritaria aos céus para bancar o vilão e lidar com diferentes imagens da vida do negro que seriam mais dimensionais. Mas eu serei amaldiçoado se eu fizer isso nesta etapa do jogo”.

O ator chegou a ser um dos cinco mais bem-pagos de Hollywood na época, porém, nunca era escalado para par românticos.

“Pensar no homem negro americano em circunstâncias sócio-sexuais românticas é difícil, você sabe”, disse ele em outra ocasião. “E as razões disso são muitas.”

Sua última aparição no Oscar foi em 2014, quando apresentou o prêmio de Melhor Diretor ao lado da atriz Angelina Jolie. Na ocasião, o ator foi ovacionado de pé pelos presentes.

Além de seu trabalho nos cinemas, Poitier também foi um grande ativista pelos direitos civis, recebendo por sua constante atuação na causa a Medalha Presidencial da Liberdade pelo presidente Obama, em 2009.

Poitier e Obama

Além disso, também foi Embaixador das Bahamas no Japão entre os anos de 1997 e 2007. Poitier foi casado por 45 anos com Joanna Shimkus, sua segunda mulher, com quem teve seis filhos. Entre elas, a atriz americana Sydney Tamiia Poitier.

 

 

 

 

 

 

Por Vanderlei Tenorio

Filmes cotados ao Oscar terão exibição especial no Cine Arte Pajuçara

Nesta semana, quatro filmes cotados ao Oscar 2022 terão exibição especial na capital alagoana. A maratona ocorre entre os dias 6 e 12 de janeiro, no Cine Arte Pajuçara, do Centro Cultural Arte Pajuçara (Av. Dr. Antônio Gouveia, 1113 – Pajuçara, Maceió – AL), com algumas das produções que postulam aos prêmios da tão aguardada 94.ª cerimônia de entrega dos Academy Awards.

A semana especial terá a exibição de três obras originais da gigante Netflix. Respectivamente, os elogiados: “Ataque dos Cães”, de Jane Campion (“O Piano”), “Não Olhe Para Cima”, de Adam McKay (“Vice”) e o italiano “A Mão de Deus”, de Paolo Sorrentino (“A Grande Beleza”), estarão em cartaz até o próximo dia 12. Além disso, o Centro Cultural Arte Pajuçara incluiu mais sessões de “Matrix Resurrections”, de Lana Wachowski (“V de Vingança”) na programação para você ver ou rever.

As sessões acontecem seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para prevenção da disseminação do coronavírus, com o uso de máscara, álcool em gel e distanciamento social.

Outro grande destaque da semana que a torna ainda mais especial é a liberação da compra de ingressos antecipados via Pix!. Basta seguir as instruções e garantir a presença em todas as sessões da mostra especial.

 

Sobre os ingressos:

Os ingressos custam R$ 20 (inteira) ou R$ 10 (meia) para todas as sessões desta semana. Para garanti-los antecipadamente, envie um e-mail para artepajucara@gmail.com com o assunto “Ingressos Oscar” indicando dia e horário das sessões que você pretende comparecer, assim como o nome dos titulares dos ingressos e o comprovante da transferência. Com a confirmação, eles lhe enviaram uma confirmação, após isso é só trocar seus ingressos na bilheteria do Cine Arte.

A chave PIX para transferência é: 19442911000105 (CNPJ).

 

Quem tem direito a meia?

Podem usufruir do benefício estudantes, professores, pessoas acima dos 60 anos, jornalistas, radialistas, portadores de carteirinha SESI ou SENAI, funcionários da FAPEAL e pessoas com deficiência. Para comprovar, apresente qualquer documento que constate a condição em que você se enquadra.

 

Confira a programação:

 

Por Vanderlei Tenorio

“Gunda” (2020): um retrato sensível sobre a efemeridade da vida animal em uma fazenda

Com a popularidade de documentários de crimes verdadeiros na Netflix, do divertido surrealismo de Tiger King ao assustador aviso de Seaspiracy, o meio factual e informativo de contar histórias foi popularizado, com o público moderno muito mais disposto a assistir a um documentário.

Na verdade, 2021 foi um ano particularmente especial para o gênero, com nomes como “Sr. Bachmann e seus Alunos”“Flee” e “Summer of Soul” demonstrando o poder do documentário das diferentes culturas do mundo.

O documentário não narrativo em preto e branco sobre a natureza “Gunda” foi um dos muitos filmes factuais extraordinários que enfeitaram nossas telas em 2021, com a experiência meditativa de olhar para a vida de vários animais em uma fazenda.

O filme em preto e branco, documenta a sensibilidade e consciência dos porcos e conta ainda a história de uma pequena porca e das suas crias que vivem em uma fazenda na Noruega.

Cartaz de “Gunda”

Rodado em um monocromático maravilhoso, este filme do cineasta russo Viktor Kosakovskiy é uma jornada espiritual convincente, bem como um apelo estimulante ao vegetarianismo, fornecendo uma visão profunda dos maneirismos dessas criaturas cotidianas notáveis.

Joaquin Phoenix atua como produtor executivo do filme, continuando seu apoio aos documentários sobre a natureza que começaram com sua narração no filme de 2005, Earthlings.

Em sua impressão sem surpresa do filme, ele afirma : “Gunda é uma perspectiva hipnotizante sobre a senciência dentro das espécies animais, normalmente – e talvez propositalmente – escondida de nossa visão”.

Destacando a “importância” e a “arte” dos filmes, Phoenix acrescenta: “Victor Kossakovsky elaborou uma meditação visceral sobre a existência que transcende as barreiras normais que separam as espécies”. Acentuando o núcleo emocional do filme, a apreciação de Phoenix pelo filme é esperada como um defensor dos direitos dos animais, bem como o produtor executivo do próprio filme.

O elogio do diretor Paul Thomas Anderson é menos esperado, no entanto, em sua pródiga explicação do filme, Anderson chamou o filme de “puro cinema”, antes de acrescentar: “Este é um filme para se banhar – é despojado de seus elementos essenciais, sem qualquer interferência”.

Recentemente, Paul Thomas Anderson também lançou seu nono filme, “Licorice Pizza” em 2021, estrelado por Alana Haim, Bradley Cooper, Benny Safdie, Tom Waits, Sean Penn e o filho do falecido Phillip Seymour Hoffman, Cooper. Embora Anderson espere pelo próprio sucesso, ele também admira os esforços de Viktor Kosakovskiy e seu filme Gunda

Cartaz de “Licorice Pizza”

Concordando com a opinião de Phoenix sobre o filme, Paul Thomas Anderson acrescenta: “É o que todos devemos aspirar como cineastas e público – imagens e som reunidos para contar uma história poderosa e profunda sem pressa”.

Quer seja ou não o filme favorito de Anderson de 2021, ele conclui explicando: “São imagens e sons de cair o queixo, combinados com o melhor elenco e você tem algo mais parecido com uma poção do que com um filme”.

Já o cineasta Victor Kossakovsky disse à agência France Press que “A vida dos porcos não tem muitos mistérios. Eles tornam-se linguiça” e explicou os motivos de não existir narração, diálogos e música no filme: “Se eu pusesse música todos iriam chorar e disse logo que não queria voz off, mensagens ou qualquer tipo de pressão. Vejam só e decidam por vocês”, justificou o cineasta.

Em Gunda, não há sangue, não há violência física. Não vemos corpos feridos ou cadáveres. Animais não têm contato com seres humanos e, portanto, o documentário não mostra imagens explícitas de exploração animal.

Em vez disso, encontramos os vestígios deixados pela ação humana: um arame farpado, uma caixa, um estábulo, uma etiqueta na orelha de um porco e, por fim, um trator. O filme se recusa a mostrar os horrores das fazendas, mas constantemente nos lembra que o ser humano está ali e que suas ações explicam a própria existência dos animais que protagonizam o documentário.

Os porcos, as galinhas e as vacas que aparecem na tela não são metáforas das qualidades humanas nem representam todos os porcos, galinhas e vacas do mundo. O documentário celebra a sua vida individual e, por isso, mostra-os desfrutando de pequenos prazeres: sentir a chuva e o sol, cheirar as árvores, cavar o solo, correr ao ar livre. Por isso, talvez o final seja particularmente devastador, já que basta o olhar da mãe para compreender a dor da separação e o pressentimento da morte.

Num contexto de interações entre espécies limitadas e esporádicas, Gunda oferece um olhar privilegiado para mundos que passam totalmente despercebidos pela maioria dos habitantes da cidade. Abordar as aventuras dos animais que exploramos levanta de forma original a questão cada vez mais insistente sobre a dimensão ética de nossas práticas alimentares e de consumo.

 

Por Vanderlei Tenorio

130 anos de Tolkien: quem foi o professor universitário que mudou a ficção fantástica?

O início da vida de John Ronald Reuel Tolkien (1892-1973) foi marcado por perdas. 

Nascido em Bloemfontein, África do Sul, em 3 de janeiro de 1892, Tolkien perdeu seu pai aos quatro anos. A vida na área industrial de Birmingham, na Inglaterra, contrastava dramaticamente com sua exótica cidade natal. Quando a família se converteu ao catolicismo, uma fé que Tolkien seguiu ao longo de sua vida, o relacionamento com sua família foi prejudicado. 

Quando ele tinha doze anos, sua mãe morreu de diabetes, na época uma doença intratável. Aos dezesseis anos, Tolkien conheceu Edith Bratt (1889-1971), uma órfã que mais tarde se tornaria sua esposa, mas seu guardião, o Padre Francis Morgan, ordenou que ele não a visse até seu vigésimo primeiro aniversário.

Tolkien ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Oxford e matriculou-se em 1911, onde estudou língua e literatura inglesa. Quando ele completou 21 anos em 1913, Tolkien contatou Edith e renovou seu romance. Em 1915, ele completou seus estudos com o primeiro, o mais alto nível de realização, e em 22 de março de 1916, ele e Edith se casaram.

Tolkien aos 24 anos no seu uniforme militar, quando serviu ao Exército Britânico na Primeira Guerra Mundial em 1916.

A guerra estourou no continente enquanto Tolkien estava em Oxford, e após a formatura, ele assumiu sua comissão nos Fuzileiros de Lancashire. Ele sobreviveu à Batalha do Somme (1916), uma das batalhas mais difíceis da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), e voltou para a Inglaterra sofrendo de febre das trincheiras. Milhões de rapazes, incluindo muitos amigos de infância de Tolkien, não voltaram para casa.

 

Vida acadêmica: 

O primeiro trabalho de Tolkien após a guerra foi pesquisar a origem das palavras para o Oxford English Dictionary. Ele logo encontrou uma posição como Leitor da Língua Inglesa na Universidade de Leeds em 1920 e, em 1924, a universidade o nomeou Professor. 

Tolkien em 1940

Em 1925, ele retornou à Universidade de Oxford como professor de Anglo-Saxão com a idade notavelmente jovem de 33 anos. Tolkien era um excelente professor, e suas dramáticas palestras sobre Beowulf eram lendárias. 

Seus escritos acadêmicos incluem uma tradução de Sir Gawain and the Green Knight e seus ensaios marcantes “Beowulf: The Monsters and the Critics” e “On Fairy-Stories”. Em 1945, ele se tornou professor Merton de Língua e Literatura Inglesa em Oxford, e continuou nessa posição até sua aposentadoria.

 

Vida íntima:

Tolkien e sua esposa, Edith, tiveram quatro filhos:  John (1917-2003), Michael (1920-1984), Christopher (1924-2020) e Priscilla. A família viveu calmamente em Oxford enquanto Tolkien perseguia seus estudos acadêmicos e escrita pessoal.

Tolkien com sua esposa e musa Edith

John acabou entrando no sacerdócio se tornando padre. Michael e Christopher serviram na Segunda Guerra Mundial, mais tarde se tornando educadores, e Priscilla foi assistente social. Christopher, que seguiu os passos de seu pai como professor universitário, supervisionou o patrimônio literário de Tolkien e editou muitos volumes das anotações de seu pai até sua morte em 2020.

 

Fantasia e reconhecimento:

Desde muito jovem, Tolkien buscou uma vida ativa de imaginação. Na infância, ele e seu irmão Hilary (1894-1976) brincavam de derrotar dragões malignos, e Tolkien acrescentou ao seu domínio inicial do grego, latim, gótico e finlandês, um talento para inventar línguas próprias. 

Quando jovem, ele tentou sua mão na poesia, chegando a publicar algumas peças, mas quando voltou da guerra, ele havia iniciado uma ambiciosa coleção de histórias, poemas e canções vagamente conectadas que contavam a história e lendas dos elfos, eventualmente conhecido como O Silmarillion.

Capa de “O Silmarillion”

Depois que seus filhos nasceram, ele começou a contar histórias com entusiasmo, muitas das quais escreveu. Por muitos anos, ele compôs e ilustrou cuidadosamente as cartas do Papai Noel para seus filhos, detalhando a vida e as aventuras no norte gelado.

Então, enquanto ele estava corrigindo as provas durante as férias de verão para complementar seu salário de professor, Tolkien escreveu em uma página em branco fortuita que se tornou uma das frases iniciais mais conhecidas na literatura inglesa:

“Em um buraco no solo vivia um hobbit” .

Ao tentar responder, por si mesmo, à questão de o que exatamente um hobbit poderia ser, Tolkien compôs a encantadora história de Bilbo Bolseiro, um pequeno hobbit que ficava em casa, que repentinamente sai em uma aventura e volta com maior maturidade e um Anel mágico. Em 1937, a história foi publicada por Allen e Unwin como O Hobbit.

Capa do “O Hobbit”

Para a surpresa de Tolkien, O Hobbit se tornou um livro infantil de sucesso, recebendo críticas favoráveis ​​em ambos os lados do Atlântico. Naturalmente, o editor solicitou um acompanhamento. Para sua consternação, Tolkien levou dezessete anos para produzir a sequência solicitada (com outra guerra mundial intervindo), e o resultado não foi outra história infantil encantadora, mas uma saga épica de luta heroica contra o mal que tinha mais de 1.300 páginas. 

Não obstante, O Senhor dos Anéis foi publicado em três volumes em 1954 e 1955. Os livros receberam críticas mistas, que vão desde as palavras brilhantes de C. S. Lewis (1898-1963) e W. H. Auden (1907-1973) até a rejeição de Edmund Wilson (1895-1972).

Capa de “O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel”

Os livros venderam bem, mas nem a editora nem o professor estavam preparados para o fenômeno cultural em que O Senhor dos Anéis se tornou. Quando uma edição de bolso do Ace pirateado em 1965 impulsionou os romances ao status de culto, o Tolkien de 73 anos se viu na posição notável de ser um professor aposentado de Oxford e um herói da contracultura. Até sua morte em 2 de setembro de 1973, Tolkien permaneceu lisonjeado e intrigado com a adulação de seus fãs.

Tolkien e Edith nos anos 70

 

 
Por Vanderlei Tenorio

49ª edição do Annie Awards: Disney versus Netflix

Este ano, a 49ª edição da premiação Annie Awards (o Oscar da animação), que reconhece as melhores animações do ano, será marcada pelo embate entre as gigantes no mercado de streaming Disney e Netflix. Recentemente, a premiação revelou seus nomeados, e a Disney lidera o número de nomeações, mas as produções da Netflix não ficam atrás.

Divulgação / Encanto

Os dois filmes aclamados da Disney: Raya e o Último Dragão e Encanto, são os mais indicados, contam com 10 e 9 nomeações, respectivamente. Raya e o Último Dragão, de Carlos López Estrada e Don Hall está disponível há meses no Disney Plus e Encanto, de Byron Howard e Jared Bush, segue nos cinemas e chegará ainda está semana no streaming. O sucesso de público e crítica Luca, do italiano Enrico Casarosa, que também pode ser visto pelo Disney Plus, conta com 8 nomeações.

A pioneira Netflix aparece na batalha com A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas, de Michael Rianda. A animação conta com 8 indicações, inclusive pelo prêmio de melhor filme e concorrerá com os filmes já mencionados da Disney. O recém lançado Sing 2, de Garth Jennings também compete na mesma categoria.

Divulgação / A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas

 

Confira os indicados nas categorias de cinema:

 

Melhor Filme:

  • Encanto, de Byron Howard e Jared Bush
  • Luca, de Enrico Casarosa
  • Raya e o Último Dragão, de Carlos López Estrada e Don Hall
  • Sing 2, de Garth Jennings
  • A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas, de Michael Rianda

 

Melhor Filme Independente:

  • Belle
  • Flee
  • Fortune Favors Lady Nikuko
  • Pompo the Cinephile
  • The Summit of the Gods

 

Melhor Produção Especial:

  • For Auld Lang Syne
  • La Vie de Château
  • Mum Is Pouring Rain
  • Namoo
  • The Witcher: Lenda do Lobo

 

Melhor Curta-Metragem:

  • Bestia
  • Easter Eggs
  • MAALBEEK
  • Night Bus
  • Steakhouse

 

Melhor Filme Estudantil:

  • A Film About A Pudding
  • HOPE
  • I Am A Pebble
  • Night of the Living Dread
  • SlouchSlouch

 

Melhores Efeitos Visuais:

  • Belle
  • Encanto
  • Raya e o Último Dragão
  • A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas
  • Vivo

 

Melhor Animação de Personagens:

  • Encanto
  • Luca
  • Raya e o Último Dragão
  • O Poderoso Chefinho 2: Negócios da Família
  • Din e o Dragão Genial

 

Melhor Design de Personagens:

  • Luca
  • Raya e o Último Dragão
  • Ron Bugado
  • A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas
  • Vivo

 

Melhor Direção:

  • Mamoru Hosoda por Belle
  • Byron Howard e Jared Bush por Encanto
  • Jonas Poher Rasmussen por Flee
  • Enrico Casarosa por Luca
  • Michael Rianda por A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas

 

Melhor Música:

  • Lin-Manuel Miranda por Encanto
  • Dan Romer por Luca
  • Yuta BandohYouki KojimaAkihiro Nishino por Poupelle da Cidade das Chaminés
  • James Newton Howard, Jhené Aiko e Danna Paola por Raya e o Último Dragão
  • Alex Lacamoire por Vivo

 

Melhor Design de Produção:

  • Belle
  • Raya e o Último Dragão
  • Ron Bugado
  • A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas
  • Vivo

 

Melhor Storyboarding:

  • Encanto
  • Raya e o Último Dragão
  • Spirit: O Indomável
  • A Família Addams 2: Pé na Estrada
  • Vivo

 

Melhor Atuação de Voz:

  • Encanto – John Leguizamo (Bruno)
  • Encanto – Stephanie Beatriz (Mirabel)
  • Luca – Jack Dylan Grazer (Alberto Scorfano)
  • Raya e o Último Dragão – Kelly Marie Tran (Raya)
  • A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas – Abbi Jacobson (Katie Mitchell)

 

Melhor Roteiro:

  • Mamoru Hosoda por Belle
  • Amin Nawabi e Jonas Poher Rasmussen por Flee
  • Mike Jones e Jessie Andrews por Luca
  • Qui Nguyen e Adele Lim por Raya e o Último Dragão
  • Mike Rianda e Jeff Rowe por A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas

 

Melhor Edição:

  • Encanto
  • Flee
  • Luca
  • Raya e o Último Dragão
  • A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas

Spencer chega aos cinemas brasileiros em 03 de fevereiro

Forte candidato ao Oscar, Spencer será lançado nos cinemas de todo o Brasil em 03 de fevereiro de 2022 nas versões dublada e legendada.

Dirigido pelo aclamado diretor chileno Pablo Larraín (“Jackie”), o longa é estrelado por Kristen Stewart e Jack Farthing, ao lado de Timothy Spall (“Franquia Harry Potter”), Sean Harris (“Missão Impossível”), Sally Hawkins (“A Forma da Água”) e grande elenco.

Divulgação

Spencer narra o que poderia ter acontecido nos últimos dias do casamento da princesa Diana (Kristen Stewart) com o príncipe Charles (Jack Farthing). A relação há muito tempo esfriou e embora haja muitos rumores de casos e de divórcio, a paz foi ordenada para as festividades de Natal na casa de campo da Família Real. O evento é repleto de comida e bebida, tiro e caça. Diana conhece as regras do jogo de aparências. Mas este ano, as coisas serão muito diferentes.

Spencer tem o roteiro assinado por Steven Knight (“Peaky Blinders”), trilha sonora de Jonny Greenwood (Greenwood também compôs a trilha de mais dois filmes da temporada, respectivamente, “Ataque dos Cães”, de Jane Campion e “Licorice Pizza”, de Paul Thomas Anderson), fotografia de Claire Mathon (“Retrato de Uma Jovem em Chamas”), edição de Sebastián Sepúlveda (“As irmãs Quispe”) e produção de Juan de Dios Larraín (“Jackie”), Jonas Dornbach (“Exile”), Paul Webster (“Orgulho e Preconceito”), Pablo Larraín, Janine Jackowski (“Western”) e Maren Ade (“Western”).

 

Oscar 2022: ‘Deserto Particular’ fica de fora de disputa de filme internacional

O longa brasileiro “Deserto Particular”, de Aly Muritiba não se classificou para a lista de pré-indicados do Oscar 2022 e está fora da corrida pela estatueta de Melhor Filme Internacional. Segundo anúncio feito pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, apenas o curta “Seiva Bruta”, de Gustavo Milan, segue entre os finalistas, representando o Brasil na disputa por uma indicação.

“Deserto Particular”, de Aly Muritiba

“Deserto Particular” é estrelado por Daniel Saboia e acompanha Daniel, um policial que é afastado de sua função após cometer um erro, colocando sua carreira exemplar e honra em risco. Neste momento conturbado, sua única fonte de alegria é sua namorada virtual Sara, que mora no sertão da Bahia. Sem ver mais sentido continuar vivendo em Curitiba, ele viaja até o nordeste em busca da amada, após ela desaparecer.

Foram submetidos e aprovados filmes de 93 países. O que define um filme estar na lista de Melhor Filme Internacional (o antigo Estrangeiro)?. Basicamente, é uma produção que tenha mais de 40 minutos feita fora dos EUA onde qualquer idioma que não seja o Inglês seja falado por mais de 50% da duração do filme.

“Seiva Bruta” vai para a próxima fase de votação com outros curtas, como “Ala Kachuu – Take and Run”, “Censor of Dreams”, “The Criminals”, “Distances”, “The Dress”, “Frimas”, “Les Grandes Claques”, “The Long Goodbye”, “On My Mind”, “Please Hold”, “Stenofonen”, “Tala’vision”, “When the Sun Sets” e “You’re Dead Helen”.

“Seiva Bruta”, de Gustavo Milan

Por Vanderlei Tenorio

Teatro Deodoro recebe cine debate sobre crime socioambiental da Braskem

Hoje (18), a sala de música do Teatro Deodoro, no centro da cidade, recebe, a partir das 15h, a exibição do documentário “A Braskem passou por aqui: a catástrofe de Maceió”, dirigido por Carlos Pronzato, cineasta argentino naturalizado no Brasil.

Além de Pronzato, a arquiteta e urbanista Adriana Capretz, a jornalista Lenilda Luna, a geóloga Regla Toujanez e uma das coordenadoras do Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (o MUVB), Neirevane Nunes, estarão presentes no teatro para um debate sobre os diversos aspectos que envolvem esse que é o maior crime socioambiental em curso no planeta.

“É muito importante fecharmos o ano com mais uma exibição relevante como essa, num dos espaços mais importantes de Maceió”, comemora Pronzato. “iremos distribuir os DVD do filme àqueles que chegarem primeiro ao local de exibição”, acrescenta Pronzato.

Para o cineasta, que passeia com o documentário pelo país desde agosto e já está em Maceió com o filme pela terceira vez, o evento no Teatro Deodoro serve de “alerta” para a mineradora responsável por destruir cerca de cinco bairros na capital alagoana. “Esse é mais um aviso, para a Braskem, de que a sociedade não está dormindo e eles estão longe de ganhar essa guerra”, explica Pronzato.

Pronzato entende o tema que documentou como uma luta em favor da vida. Em suas palavras, “é uma luta como a que se trava em muitos lugares do mundo onde empresas se aliam a governos e destroem a vida da população”.

O diretor, que mediará o debate, conta que tomou como missão divulgar, pelo Brasil afora, a tragédia humana que se abate, hoje, sobre Alagoas. “O país precisa conhecer o que a Braskem fez aqui e saber que, em Maceió, existe muita gente lutando para resgatar sua dignidade”, declara o cineasta. “No próximo ano”, promete, “meu filme estará rodando as universidades do país em diversos debates”, finaliza.

Segundo a jornalista e dirigente da Unidade Popular (UP) em Alagoas, Lenilda Luna, o Caso Braskem não tem sido abordado com a profundidade que merece. “A gravidade desse assunto, em todos os seus aspectos, merece um destaque muito maior do que tem sido dado”, opina a veterana do jornalismo.

Luna destaca que esse é um problema que deve ser amplamente discutido, já que diz respeito a toda a sociedade maceioense. “Não se tem dados concretos sobre o alcance dessa subsidência”, alerta. “Além de não sabermos quantos anos ela ainda pode durar, não sabemos qual é a real proporção geográfica que ela pode tomar.”

 

Breve análise do documentário:

documentário “A Braskem passou por aqui: A catástrofe de Maceió”, reúne em 1 hora e 20 minutos, uma série de depoimentos valiosos de moradores expulsos de suas casas, pesquisadores, pequenos empresários afetados, técnicos da Defesa Civil e pessoas chave envolvidas no caso. Carlos Pronzato passou várias semanas nos tradicionais bairros Pinheiro, Bebedouro, Mutange, Bom Parto e Farol que estão afundando em meio a 35 minas de sal-gema.

A catástrofe urbana resultou no êxodo de mais de 67 mil moradores, 4.500 empreendedores, 30 mil trabalhadores demitidos e 15 mil residências destruídas levando junto memórias, o passado e o futuro de todos os afetados.

O espectador vivencia através da fotografia do filme cenas que lembram a destruição dos Budas de Bamiyan pelos talibãs afegãos em 2001, ou até mesmo as ruínas da Síria, de fato, é um cenário de campo de guerra. Guerra essa arquitetada por uma organização que pouco se importou com a população existente na região.

Foto: Ailton Cruz

É um filme para repensar projeções de nossos sentimentos em nossa relação com a cidade e qual é a nossa capacidade de resiliência. Trata-se de um quadro da natureza humana com dramas, temores e circunstâncias que orientam e determinam o agir das personagens em contraponto com a inércia das autoridades.

O documentário permite várias leituras e pode estimular a empatia e a compreensão do ser humano, fundamentais para o papel do cidadão que precisa olhar para si e para o próximo. Qualquer diretor que se dedique em fazer um documentário que não console o espectador ao mostrar um registro tão próximo do nosso dia a dia automaticamente se garante como um artista de olhar autêntico. Pronzato conquista com méritos porque a todo o momento notamos seu esmero em retratar a barbárie ocasionada pela infame Braskem.

Carlos Pronzato leva o espectador a mergulhar nos sentimentos, nas vivências mais profundas dos personagens e nas lembranças mais latentes. Através da fotografia Pronzato representa a dor, a angústia, a solidão e a desolação das pessoas esquecidas.

Reprodução / Cada Minuto

Entretanto, o filme não traz temas que partem de perspectivas dualistas de bem e mal, pois, conforme dizia Friedrich Nietzsche (1844-1900), há certas coisas, como o amor, como a vida, que estão além do bem e do mal. O cotidiano urbano, como é possível observar ao longo do filme, mostra-se tão complexo e tão enigmático quanto uma trama shakespeariana com tons de distopia.

Sem embargo, o documentário é uma oportunidade para que o Brasil inteiro veja o que a exploração mineral predatória e sem a correta fiscalização dos órgãos públicos ambientais fez com uma das cidades cujo potencial turístico é um dos principais do nordeste.

É um registro documental que permanecerá em voga durante muitos anos, fora que surge como uma forma de dar visibilidade nacional à tragédia em Alagoas que, ao contrário de Brumadinho e o Amapá, continua acontecendo, o solo continua afundando e ninguém sabe quando vai parar, e se terá mais pessoas atingidas.

Por Vanderlei Tenorio

Cazaquistão, o país que o personagem Borat recolocou no mapa

Antes de Sacha Baron Cohen criar o polêmico personagem jornalista Borat protagonista dos longas “Borat: o Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América” (2006), de Larry Charles e “Borat: Fita de Cinema Seguinte” (2020), de Jason Woliner, o Cazaquistão era apenas uma ex-república soviética esquecida da Ásia central.

O personagem Borat

O ator, roteirista e comediante britânico, que ganhou duas vezes o Globo de Ouro de Melhor Ator em Cinema – Comédia ou Musical pelo personagem, respectivamente, em 2007 e 2021, recolocou o país no mapa. Com o sucesso mundial e comercial dos longas, o nono maior país do mundo (pouco povoado, com 18,75 milhões de habitantes – de acordo com informações do Banco Mundial) ganhou notoriedade – virou um dos destinos turísticos que mais crescem, segundo o jornal britânico The Sun.

Em 2006, o país cenário do filme, rechaçou a trama e seu caricato protagonista, interpretado por Sacha Baron Cohen, apesar do sucesso de bilheteria nos Estados Unidos e Europa.  Entretanto, em 2020, a sequência do longa, lançada pelo Amazon Prime Video , trouxe certa redenção à franquia.

Pois é, parece que o jogo mudou, aproveitando o lançamento de “Borat: Fita de Cinema Seguinte” (2020), de Jason Woliner, o Cazaquistão resolveu unir o inútil ao agradável, e resolveu adotar o bordão de Borat, o irritante “Very nice!” em sua nova campanha de turismo.

Desde o lançamento do primeiro filme, o país natal do personagem de Sacha Baron Cohen era retratado em uma visão repleta de estereótipos. O governo do Cazaquistão chegou a banir a obra por divulgar uma imagem misógina, primitiva e antissemita do país. Contudo, agora o entendimento sobre a comédia mudou, dando visibilidade ao turismo da nação.

Apesar da representação satírica do país, Kairat Sadvakassov, responsável pelo Turismo do Cazaquistão, declarou ao Huffington Post que adotar o bordão de Borat na campanha “oferece uma descrição perfeita do vasto potencial turístico do Cazaquistão, de uma forma curta e memorável”.

“A natureza do Cazaquistão é muito boa (“very nice!”); a comida é muito boa (“very nice!”); e seu povo, apesar das piadas de Borat, é um dos mais legais do mundo. Gostaríamos que todos experimentassem o Cazaquistão por si próprios, visitando nosso país em 2021 e depois, para que pudessem ver que a terra natal de Borat é mais agradável do que ouviram falar”, disse ele.

A ideia para a campanha veio do americano Dennis Keen, que viajou ao país em um intercâmbio durante o ensino médio, depois estudou com um professor cazaque na Universidade de Stanford. Ele agora mora na cidade de Almaty, onde oferece tours a pé, informou o New York Times.

Diante disso, bora conhecer esse país tão diferente.

História:

Os primeiros habitantes do que hoje é Cazaquistão foi o povo Saka, uma tribo nômade chegada das montanhas de Ucrânia no século V a.C., os turcos procedentes da Mongólia dominaram a zona desde o século V d.C., especialmente na zona sul, até que as tropas de Gengis Khan tomaram seu lugar no século X. A sua morte em 1227, Genghis Khan dividiu o império entre seus filhos, ficando Cazaquistão dividido.

Os Uzbeques, um grupo de mongóis muçulmanos, derrubaram os herdeiros de Gengis Khan no século XIV e ocuparam todo o território de Cazaquistão até que se dividiram. Os que foram ao sul fundaram o que hoje é Uzbequistão, enquanto que os do norte seguiram sendo nômades e deram origem aos Kazajos.

Em 1742, em sua luta contra o povo de Oyrat, os Kazajos buscaram a proteção de Rússia, que a partir desse momento desempenharia um papel primordial na história de Cazaquistão.

A independência:

Em 1989, o Cazaquistão organizou por primeira vez um grande protesto contra a URSS devido aos testes nucleares, que tiveram que ser suspensas.

Nursultan Nazarbaev, um Kazajo próximo aos russos tomou o poder em 1990 e governou como Presidente da República até 2018. Não esteve de acordo com a divisão da URSS em 1991, o Cazaquistão foi a última república a declarar sua independência. Nisso, a democracia foi muito limitada, com os grupos nacionalistas submetidos e o parlamento dissolvido pelo próprio Nazarbaev em 1995, já que obstruía suas políticas econômicas e étnicas.

O presidente Nursultan Nazarbaev

O país é dirigido basicamente por antigos comunistas, mas depois da independência, as políticas liberais de Nazarbaev ganharam popularidade e ajuda dos governos ocidentais.

Arte e Cultura:

A figura mais sobressalente da história cultural de Cazaquistão é Abay Qunanbaev, um humanista e poeta do século XIX que promoveu o Kzak como língua literária. Antes de Abay, a literatura consistia basicamente em longos poemas orais. Os recitais a cargo de bardo (aquins) e os concursos entre eles são ainda hoje muito populares e importantes.

Gastronomia:

A cozinha da Ásia Central lembra a do Mediterrâneo ou a do Oriente médio, especialmente pelo uso do arroz, as especiarias, verdura e os legumes.

No Cazaquistão, prepara-se um delicioso qazy, salsicha de carne de cavalo defumada que as vezes é substituída por terneira. Servida em rodelas com macarrão cabelo de anjo frios é chama naryn. Kurdak é um saboroso guisado de terneira e batatas, o Zhuta consiste em massa modelada em forma de rolo recheada com cenoura e abóbora.

As maçãs do Cazaquistão são famosas na Ásia Central, de fato, o nome da capital na sua forma original significa “Pai das maçãs”.

População e Costumes:

A população do Cazaquistão é de aproximadamente 18 milhões de habitantes, com uma das densidades mais baixas do mundo, 6,3 habitantes por quilômetro quadrado.

Pessoas com trajes típicos

Os cazaques são o principal grupo étnico do país, representando 68% de sua população. Os russos e os uzbeques vêm na sequência, com 19,3% e 3,2%. A população do Cazaquistão é composta também por uigures, oriundos do Turcomenistão, alemães, tártaros, germanos e ucranianos.  Existem aproximadamente outros 100 grupos étnicos, entre os quais figuram bielorrussos, coreanos, gregos, chechenos, poloneses e judeus.

Os idiomas principais e mais falados são o cazaque e o russo, sendo o inglês também parte da composição linguística do país.

A maior parte da população concentra-se no sul e no norte, que são ambas as zonas mais férteis e industrialmente desenvolvidas. As principais cidades são Almaty (1,5 milhões de habitantes), Qaraghandy (600.000), Shymkent (400.000), Pavlodar (335.000), Öskemen (330.000) e Zhambyl (310.00).

Festividades:

As festas oficiais Cazaquistão são: Ano Novo, Dia da Constituição (28 de janeiro), Dia Internacional da Mulher (8 de março), Festa da Primavera (21 de março aproximadamente), Dia do Trabalho (1 de maio), Dia da Vitória (9 de maio), Dia da República (25 de outubro), Dia da Independência (16 de dezembro).

Sem dúvida, a maior celebração do Cazaquistão e nos demais países centro asiáticos é o Navrus ou Festival da Primavera, uma adaptação muçulmana à celebração do equinócio de primavera.

Em tempos soviéticos, era uma festa privada, onde se comiam pratos especiais preparados em casa. Em 1989, numa tentativa de aplacar o nacionalismo muçulmano, Navrus foi adotado pelas repúblicas soviéticas como festival oficial de dois dias, com jogos tradicionais, músicas, festivais de teatro, bailes nas ruas, festas e visitas.

Educação:

A educação é universal e obrigatória, até o nível secundário, e a taxa de analfabetismo é de 0,4%. A educação consiste de três fases principais: a educação primária (1ª-4ª séries), educação geral básica (5ª-9ª séries) e educação geral avançada (10ª-11ª ou 12ª séries), dividas em educação geral contínua e educação profissional.

A educação superior do país, atualmente, através de diversas universidades, academias, institutos, conservatórios, escolas superiores, se divide em três categorias principais: a educação superior básica, que fornece o fundamental do campo de estudo escolhido e leva ao bacharelado; a educação superior especializada, após a qual os estudantes recebem um Diploma de Especialista; e a educação superior científico-pedagógica, que leva ao mestrado.

A pós-graduação concede os títulos de Kandidat Nauk (Candidato em Ciências) e Doutor em Ciências. Com a adoção das “Leis para a Educação e Educação Superior”, um setor privado foi estabelecido no mercado e diversas instituições privadas foram abertas.

O Ministério da Educação do Cazaquistão gere uma bolsa de estudos chamada Bolashak, concedida anualmente a aproximadamente trezentos aplicantes. A bolsa custeia então a sua educação em instituições no exterior, incluindo universidades de prestígio como a Universidade de Oxford e as universidades da Ivy League. Os termos do programa incluem o retorno obrigatório ao Cazaquistão para pelo menos cinco anos de emprego, a fim de aproveitar algum retorno no investimento.

Governo:

O Cazaquistão é uma república que recebeu a sua independência da antiga União Soviética em dezembro de 1991. A primeira constituição do país foi adotada em janeiro de 1993; uma nova Constituição foi aprovada por referendo nacional em agosto de 1995.

Kassym-Jomart Tokayev, atual presidente do Cazaquistão

O chefe de Estado é o presidente e o chefe de governo é o primeiro-ministro. O presidente serve um mandato de 5 anos com um limite de 2 prazos consecutivos. (O atual presidente, Kassym-Jomart Tokayev, está isento de limites de mandato). O parlamento bicameral do Cazaquistão é composto do Senado e da Mazhilis.

Religiões:

70,4% da população é muçulmana, 24,8% cristã, 0,2% budistas , 0,1% outros (em sua maioria judeus ), e 4.2 % sem religião. De acordo com a sua Constituição, o Cazaquistão é um estado secular.

Cristãos em uma igreja no Cazaquistão

Liberdades religiosas foram garantidos pelo artigo 39 da Constituição do Cazaquistão. O artigo 39 diz claramente: “Os direitos humanos e as liberdades não deve ser limitado de qualquer forma.” O artigo 14 proíbe “a discriminação em bases religiosas” e o artigo 19 assegura que todos têm o “direito de determinar e indicar ou não para indicar seu / sua étnica , partido e filiação religiosa”.

O Conselho Constitucional confirmou recentemente esses direitos ao considerar que uma proposta de lei que limita os direitos de certos indivíduos a praticar a sua religião foi declarada inconstitucional.

O islã é a religião a maior no Cazaquistão, seguido pela Ortodoxa Russa e o Cristianismo. Depois de décadas de repressão religiosa por parte da União Soviética, a vinda da independência testemunhou um aumento na expressão da identidade étnica, em parte através da religião.

A prática livre de crenças religiosas e ao estabelecimento da plena liberdade de religião levaram a um aumento da atividade religiosa. Centenas de mesquitas, igrejas, sinagogas e outras estruturas religiosas foram construídas no espaço de poucos anos, com o número de associações religiosas passando de 670 em 1990 para 4.170 hoje.

A Geografia:

O Cazaquistão tem uma extensão de 2,5 milhões de quilômetros quadrados (a extensão aproximada de toda a Europa Ocidental), que o convertem no nono maior país do mundo.

Limita com Rússia ao norte e ao oeste numa fronteira de quase 5.000 quilômetros. Limita ao sul com Turcomenistão, Uzbequistão e Quirguistão, ao oeste com China. Tem uma extensa margem (quase 1.000 quilômetros) no mar Cáspio, outra menor com o Mar de Aral.

A superfície do Cazaquistão é coberta por um deserto de 26%, 44% semi-deserto, floresta 6% e terreno estepe 24%, além de uma paisagem alguns outros. O Sul e Leste têm grandes paisagens de montanha selvagens e intocadas principalmente com o Tien Shan e Altai sendo o mais proeminente. O pico mais alto do país é Khan Tengri.

Vista da Tien Shan

Atravessando o território do Cazaquistão, de norte a sul, você vai ver diferentes zonas climáticas, com diversas áreas que têm suas próprias flora e fauna. O deserto do Cazaquistão é uma região árida. Há chuvas raras e a temperatura é alta no verão, lá o tempo também pode ser severo e com intenso frio no inverno.

Montanhas aumentam a partir das estepes do sul e sudeste do Cazaquistão. Cumes do trecho sistema Tien Shan montanha de 2.400 km. As serras principais são Barlyk, Dzhungar Ala-Tau, Zailii Ala-Tau, Talas Ala-Tau e Ketmen. O ponto mais alto do sistema de montanha é de pico Khan-Tengri em 6.992 m. O Altai do Sul está no leste do Cazaquistão. O sistema de montanha inteira do Cazaquistão é rico em nascentes de água mineral.

Pico de Khan-Tengri

A terra do Cazaquistão é rica em solos. Nos rios, abundam as marmotas, trutas, e os lúcios servem de alimento para as águias. Abunda a fauna selvagem, não é difícil encontrar um lobo cinza, lince e javali. Nas montanhas do sul, podemos encontrar escassos exemplares de leopardo das neves.

Economia:

O Cazaquistão tem um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 187 bilhões, conforme mostram os dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) para 2021, e um desempenho anual de crescimento que chegou à marca de 6% no ano de 2019.

O país possui muitas riquezas naturais em seu subsolo, das quais se destacam as suas reservas de combustíveis fósseis, como o petróleo e gás natural. Dessa forma, além do setor terciário, que é o responsável pela maior parcela da composição do PIB do país, a economia do Cazaquistão, o que inclui o setor secundário, é altamente dependente das matérias-primas derivadas do setor extrativo.

Cientistas de países desenvolvidos consideram Cazaquistão para ser sexto no mundo em termos de abundância de minerais, embora esta vantagem não está sendo usado de forma eficaz. O valor estimado das áreas exploradas é de 10 trilhões de dólares –  99 dos 110 elementos na tabela periódica de Mendeleev são encontrados nas profundezas do Cazaquistão.

Além do petróleo, o país é rico em cobre, zinco e urânio. É, inclusive, um dos maiores produtores de urânio no mundo, junto de países como a Austrália e o Canadá, sendo também um grande exportador. Ainda assim, é importante pontuar que o país ratificou o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares (TPAN) e é parte de outros acordos semelhantes.

O país se comprometeu, assim, a reduzir consideravelmente a produção de urânio até o ano de 2022, uma vez que essa é uma das matérias-primas utilizadas em armamentos nucleares.

Atualmente, o Cazaquistão é um dos produtores pendentes de tungstênio, para que tomar o primeiro lugar no mundo, o segundo lugar em minérios de cromo e fósforo; quarto em chumbo e molibdênio, e oitavo em minério de ferro (16,6 milhões de toneladas), depois do Brasil, Austrália , Canadá, EUA, Índia, Rússia e Ucrânia.

Não é nenhum segredo que os EUA e os países da Europa Ocidental, Turquia, Irã, Paquistão, Japão e China são todos os interessados no Cazaquistão. Isso é resultado do alto potencial da república em recursos estratégicos-primas, em primeiro lugar, petróleo e depósitos de gás.

Há 14 áreas potenciais no território do Cazaquistão. Apenas 160 depósitos de gás e petróleo, com uma produção combinada de 2,7 milhões de toneladas, estão sendo exploradas agora. Assim, nem todos os depósitos e bacias estão sendo explorados. No caso de seu uso capaz e Cazaquistão de exploração, com o potencial de óleo pode estar entre a Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes.

Infraestrutura:

O Cazaquistão dispõe de uma ampla rede de infraestrutura para o atendimento à sua população, que se divide entre o campo e a zona urbana. O acesso a redes adequadas de saneamento está disponível para mais de 90% dos habitantes do país, independentemente da condição domiciliar.

As fontes de água potável são acessíveis para 93,8% dos moradores da zona rural e todos aqueles que vivem nas cidades, totalizando, assim, pouco mais de 90% da população do país.

A rede de energia elétrica do Cazaquistão é tão ampla quanto os demais serviços descritos. Sua matriz energética é composta predominantemente pelos combustíveis fósseis, seguidos pelas hidrelétricas e outras fontes renováveis de geração de energia.

Destaca-se ainda o salto que ocorreu no uso da internet no país, mais do que dobrando em um intervalo de cinco anos: as redes eram utilizadas por cerca de 31% da população em 2010, aumentando para 70,8% em 2015.

O Cazaquistão possui extensas malhas ferroviárias e aquaviárias, as quais se destacam no cenário internacional entre as 30 maiores do mundo. Como grande produtor e exportador de petróleo, foram construídos milhares de quilômetros de oleodutos, que cruzam o país para o transporte de óleo, gás e seus derivados.

Os deslocamentos no país e a sua conexão com outros territórios são realizados ainda por meio das rodovias e dos aeroportos, localizados principalmente em Almati e Nursultan.

Hidrografia do Cazaquistão:

Há muitos rios e reservatórios grandes no Cazaquistão. No oeste e no sudoeste, no território do Cazaquistão é banhada pelo Mar Cáspio para uma distância de mais de 2,340 km. O rio Ural, juntamente com seus afluentes, flui para o Mar Cáspio. A leste do Mar Cáspio, nas areias, estabelece outro lago enorme. É o Mar de Aral.

As principais artérias de água fresca que fluem para o Mar de Aral são os Rios Amudaria e Syrdarya. Há cerca de 7.000 lagos naturais no país. Entre eles está o Lago Balkhash nas areias do Cazaquistão Central, Lago Zaisan no leste, Lago Alakol no sudeste, e do Lago de Tengiz, no centro do Cazaquistão.

Lago Alakol

Os maiores rios do Cazaquistão são: o Irtysh, Ishim, Ural, Syrdarya, Ili, Chu, Tobol, e Nura.

Por que Baron Cohen escolheu o Cazaquistão?

“Isso é uma comédia, e o Cazaquistão do filme não tem nada a ver com o do mundo real“, disse o ator Sacha Baron Cohen, em um e-mail ao jornal The New York Times, após descobrir a mudança de posicionamento do Cazaquistão.

“Escolhi o Cazaquistão porque era um lugar que quase ninguém nos Estados Unidos conhecia, o que nos permitiu criar um mundo selvagem, cômico e falso. O Cazaquistão real é um belo país, com uma sociedade orgulhosa e moderna — o oposto da versão de Borat.”

 

* Com informações do Rumbo, da Internet Nations, do Brasil Escola e do Melhores Destinos

 

* Vanderlei Tenório é bacharelando em Geografia pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e editor da página Cinema e Geografia, estuda a relação entre sociedade e cinema e a ciência geográfica na análise fílmica.

 

 

“O menino e a caixa de sapato” será lançado sexta-feira (17), no Cine Arte Pajuçara

O filme retrata a vida e a obra do eterno Elinaldo Barros

Será nesta sexta-feira (17), às 20h15, na sala de cinema do Cine Arte Pajuçara, o lançamento do filme “O menino e a caixa de sapato: a história de um cinéfilo”, de Benival Melo Farias.

O curta-documentário irá expor em tela, vinte minutos de momentos, relatos e depoimentos sobre a vida e a obra do crítico e amante de cinema, Prof. Elinaldo Barros. A ideia é colaborar com a preservação da memória do grande mestre Elinaldo Barros.

A produção do curta doc é uma realização do Laboratório Integrado de Cultura e Comunicação Comunitária – Labcom – que é formado por comunicadores, câmeras, assistentes de direção, jornalistas, professores de Artes, produtores culturais e apresentadores de diferentes épocas de um canal fechado de Tv em Maceió – a TV Com – Tv Comunitária em Maceió. Os integrantes do grupo se conheceram ao longo de décadas na emissora e que, apesar de não terem mais vínculo ou ligação com ela, resolveram criar este grupo – a LABCOM – para dar seguimento a projetos no segmento audiovisual.

O filme conta com a direção cinematográfica de Benival Melo Farias, o roteiro de Lutero Rodrigues, a direção de produção de Clarissa Uchôa Veiga, a direção de fotografia e Making Off de Delanisson Araújo, a produção musical (Trilha sonora) de Cícero Vieira da Silva (Flor) e a direção de arte de Diniz. A assistência de direção e produção ficou com Genivaldo Henrique, a captação de áudio com Jovecy Rodrigues e a edição final com Zazo.

A realização do curta-metragem documentário premiado “O menino e a caixa de sapato: A história de um cinéfilo”, sobre a vida e a obra do Professor universitário de Belas Artes de Cinema e produtor cultural, Elinaldo Barros, está acontecendo desde o início deste ano. Nesse sentido, o documentário captou e produziu entrevistas em Maceió e Penedo.

“Muito do que fizemos, neste primeiro momento, antes da produção começar oficialmente, pode ser considerada uma reinvenção, porque tivemos que nos adaptar à pandemia”, afirmou a produtora executiva, Raquel Brandão.

Segundo ela, “desde a inscrição no edital até toda a compra de equipamentos, seleção e contratação da equipe, se deu de forma remota, confirmada por reuniões virtuais, aquelas de vídeo-chamada”, disse a produtora. 

Lamentavelmente, o professor de Artes, jornalista, crítico, produtor cultural, e fomentador de produções artísticas de cinema, Elinaldo Barros (1947-2021), faleceu antes de ser entrevistado para a realização do curta-metragem. A entrevista estava agendada juntamente com a família, para a segunda quinzena de agosto.

Na época, Lutero Rodrigues roteirista do projeto, declarou o seguinte:

 “Ainda que seja uma perda inestimável para a história e a memória do nosso povo, e porque não dizer, também para o nosso registro, continuaremos com as gravações, aqui e em Penedo, para a realização do filme, que deverá estar concluído até o final do ano”.

A narrativa que o filme “O menino e a caixa de sapato: a história de um cinéfilo” traz é a de uma biografia amiga do professor conselheiro de boas opções de lazer no formato balde de pipoca e sala escura, sob a ótica independente de seus fãs, colegas e amigos. Um roteiro que nasce premiado, mas cheio de lutas internas, bem travadas pela a equipe de produção para se manter no foco da homenagem.

Elinaldo, crítico de cinema, como era conhecido por seus amigos, sempre assumiu sua preferência pelas Belas Artes e se tornou referência para formadores de opinião e professores de Artes nas últimas décadas do século XX e início do século XXI, tinha uma legião de fãs e deixou um legado de amor à Arte que servirá para as próximas gerações.  

“O objetivo do curta-metragem documentário é construir memórias, significados e fomentar a formação de público à produção audiovisual. Para que juntos exerçamos o papel cidadão de formar público para assistir às produções de cinema locais, regionais, nacionais e internacionais, para fomentar a produção, a reflexão, a distribuição do cinema e dos produtores e favorecer a construção da história e da memória do audiovisual em Alagoas”, afirmou o diretor cinematográfico, Benival Farias.

O filme foi contemplado no Prêmio – homônimo: Professor Elinaldo Barros, através da Lei Aldir Blanc, que distribuiu os recursos de fomento à produção audiovisual pelo edital realizado com recursos da Lei Federal nº 14.017/2020 – Lei de Emergência Cultural. A Lei Aldir Blanc foi objeto do Edital Alagoas Secult nº20/2020, que criou o Prêmio Elinaldo Barros de Audiovisual

O filme recebeu ainda o apoio cultural de Racco, Maceió; Pousada Braz/Penedo; Cine Arte Pajuçara; Prefeitura de Penedo / Secretaria Municipal de Cultura, Lazer e Juventude; Salão Studio D; Jeito Casual; Panificação Stela Mares; Edilson do Coco e Delícias da Vovó.  

Então, anote na agenda, sexta-feira tem lançamento especial no Cine Arte Pajuçara. Reiteramos que o lançamento será às 20h15.  

A sessão acontecerá seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para prevenção da disseminação do coronavírus, com o uso de máscara, álcool em gel e distanciamento social.

Para organizar melhor a sessão, a equipe do Cine Arte Pajuçara disponibilizou um formulário de confirmação de presença. O principal objetivo do formulário é evitar aglomeração na entrada do cinema e atender as medidas sanitárias. Qualquer informação adicional ligue para (82) 99690-0390.

Link para o formulário: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfJAHkQkrxlOyog3KEfUgIdS1gL4m9Gp-5fILs63-WCCl2JQQ/viewform

 

 

 

 

 

Por Vanderlei Tenorio

Críticos de Las Vegas elegem “Belfast” como Melhor Filme

A Las Vegas Film Critics Society é uma organização progressiva sem fins lucrativos dedicada ao avanço e preservação do cinema e é composta por críticos selecionados de mídia impressa, televisão, rádio e Internet na área de Las Vegas e Reno. 

A LVFCS apresenta seus prêmios “Sierra” a cada ano para o melhor do cinema, incluindo The William Holden Lifetime Achievement Award, que é nomeado para o brilhante ator vencedor do Oscar.

Em parceria com o The Nevada Film Office, a LVFCS tem o orgulho de apresentar o “Prêmio Nitrato de Prata” anual que é concedido a um indivíduo ou organização por sua contribuição notável para o cinema no grande estado de Nevada.

A LVFCS também reconhece uma contribuição ao cinema ao longo da vida com seu “Prêmio de Patrimônio do Cinema” anual para os cidadãos de Nevada. Destinatários anteriores incluíram o senador Richard Bryan, de Nevada.

 

Vencedores da Las Vegas Film Critics Society em 2021:

Melhor Filme
“Belfast”

Melhor Ator
Nicolas Cage
, “Pig”

Melhor Atriz
Jessica Chastain, “The Eyes of Tammy Faye”

Melhor ator coadjuvante
Troy Kotsur
, “CODA”

Melhor atriz coadjuvante
Ariana DeBose, “West Side Story”

Melhor Diretor
Steven Spielberg, “West Side Story”

Melhor Roteiro Original
Kenneth Branagh, “Belfast”

Melhor Roteiro Adaptado
Jane Campion, “The Power of the Dog”

Melhor Cinematografia
Janusz Kamiski
, “West Side Story”

Melhor Edição de Filme
Michael Kahn e Sarah Broshar
, “West Side Story”

Melhor Trilha Sonora
Jonny Greenwood
, “Spencer”

Melhor Canção
Billie Eilish e FINNEAS
, “No Time to Die”

Melhor Documentário
Summer of Soul (… Ou, Quando a revolução não pôde ser televisionada)

Melhor Filme de Animação
“The Mitchells vs the Machines”

Melhor Filme Internacional
Flee (Dinamarca)

Melhor Figurino
Jenny Beavan e Tom Davies
, “Cruella”

Melhor Direção de Arte
Adam Stockhausen e Rena DeAngelo
, “West Side Story”

Melhores Efeitos Visuais
John Nelson
, “Duna”

Melhor Conjunto
“CODA”

Melhor Filme de Ação
“Ninguém”

Melhor comédia
“Don’t Look Up”

Melhor
“Duna” de terror / ficção científica

Melhor Filme de Família
CODA

Revelação de cineasta
Maggie Gyllenhaal
, “The Lost Daughter”

Melhor Performance Juvenil Masculino (Menores de 21)
Jude Hill
, “Belfast”

Melhor Performance Feminina Juvenil (Menores de 21)
Emilia Jones
, “CODA”

Prêmio William Holden pelo conjunto de sua obra
Steven Spielberg

 

 

Por Vanderlei Tenorio

Critics Choice Awards 2022

Na segunda-feira (13), foram revelados os indicados ao Critics Choice Awards 2022, conhecido como o maior prêmio da crítica, e dado pela American-Canadian Critics Choice Association. É considerado um dos prelúdios do Oscar.

“Belfast” e “West Side Story” lideram os candidatos de cinema deste ano, ganhando onze indicações cada.

Além de Melhor Filme, “Belfast” recebeu várias indicações de atuação, incluindo indicações de Melhor Ator Coadjuvante para Jamie Dornan e Ciarán Hinds, Melhor Atriz Coadjuvante para Caitríona Balfe, Melhor Jovem Ator / Atriz para Jude Hill e Melhor Elenco, enquanto Kenneth Branagh pode levar para casa os troféus de Melhor Diretor e Melhor Roteiro Original.

“Belfast” também recebeu indicações para Haris Zambarloukos na categoria Melhor Fotografia, Jim Clay e Claire Nia Richards para Melhor Design de Produção e Úna Ní Dhonghaíle para Melhor Edição.

Steven Spielberg recebeu uma indicação de Melhor Diretor por seu candidato a Melhor Filme “West Side Story”. Duas das atrizes mais destacadas do filme, Ariana DeBose e Rita Moreno, disputarão o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante, enquanto Rachel Zegler será candidata a Melhor Jovem Ator / Atriz.

“West Side Story” também recebeu uma indicação de Melhor Elenco e acenos para Tony Kushner de Melhor Roteiro Adaptado, Janusz Kaminski de Melhor Fotografia, Adam Stockhausen e Rena DeAngelo de Melhor Design de Produção, Sarah Broshar e Michael Kahn de Melhor Edição e Paul Tazewell de Melhor Figurino.

A lista de candidatos a Melhor Filme apresentava vários outros filmes com contagens impressionantes de nomeações, incluindo “Duna” e “Ataque dos Cães”, que conquistaram dez cada.

“Licorice Pizza” e “Nightmare Alley” figuram com oito indicações cada, seguidas por “King Richard” e “Don’t Look Up”, cada um com seis. Completando os indicados para Melhor Filme estão “CODA” e “tick, tick… Boom!”

 

Confira os indicados da categoria de cinema:

MELHOR FILME

Belfast

No Ritmo do Coração (CODA)
Não Olhe Para Cima
Duna
King Richard: Criando Campeãs
Licorice Pizza
O Beco do Pesadelo
Ataque dos Cães
tick, tick…Boom
Amor, Sublime Amor

 

MELHOR ATOR

Nicolas Cage – Pig

Benedict Cumberbatch Ataque dos Cães

Peter Dinklage – Cyrano

Andrew Garfield tick, tick…Boom!

Will Smith King Richard: Criando Campeãs

Denzel Washington – The Tragedy of Macbeth

 

MELHOR ATRIZ

Jessica Chastain – Os Olhos de Tammy Faye

Olivia Colman – A Filha Perdida

Lady Gaga – Casa Gucci

Alana Haim – Licorice Pizza

Nicole Kidman – Being the Ricardos

Kristen Stewart – Spencer

 

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Jamie Dornan – Belfast

Ciarán Hinds Belfast

Troy Kotsur – No Ritmo do Coração (CODA)

Jared Leto Casa Gucci

J.K. Simmons Being the Ricardos

Kodi Smit-McPhee – Ataque dos Cães

 

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Caitríona Balfe – Belfast

Ariana DeBose – Amor, Sublime Amor

Ann Dowd – “Mass”

Kirsten Dunst – Ataque dos Cães

Aunjanue Ellis – King Richard: Criando Campeãs

Rita Moreno – Amor, Sublime Amor

 

MELHOR JOVEM ATOR/ATRIZ

Jude Hill – Belfast

Cooper Hoffman – Licorice Pizza

Emilia Jones – No Ritmo do Coração (CODA)

Woody Norman – Sempre em Frente (C’mon C’mon)

Saniyya Sidney – King Richard: Criando Campeãs

Rachel Zegler – Amor, Sublime Amor

 

MELHOR ELENCO

Belfast

Não Olhe Para Cima

Vingança & Castigo

Licorice Pizza

Ataque dos Cães

Amor, Sublime Amor

 

MELHOR DIREÇÃO
Paul Thomas Anderson – “Licorice Pizza”
Kenneth Branagh – “Belfast”
Jane Campion – “The Power of the Dog”
Guillermo del Toro – “Nightmare Alley”
Steven Spielberg – “West Side Story”
Denis Villeneuve – “Dune”

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Paul Thomas Anderson – “Licorice Pizza”
Zach Baylin – “King Richard”
Kenneth Branagh – “Belfast”
Adam McKay, David Sirota – “Don’t Look Up”
Aaron Sorkin – “Being the Ricardos”

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Jane Campion – “The Power of the Dog”
Maggie Gyllenhaal – “The Lost Daughter”
Siân Heder – “CODA”
Tony Kushner – “West Side Story”
Jon Spaihts, Denis Villeneuve, Eric Roth – “Dune”

MELHOR FOTOGRAFIA
Bruno Delbonnel – “The Tragedy of Macbeth”
Greig Fraser – “Dune”
Janusz Kaminski – “West Side Story”
Dan Laustsen – “Nightmare Alley”
Ari Wegner – “The Power of the Dog”
Haris Zambarloukos – “Belfast”

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Jim Clay, Claire Nia Richards – “Belfast”
Tamara Deverell, Shane Vieau – “Nightmare Alley”
Adam Stockhausen, Rena DeAngelo – “The French Dispatch”
Adam Stockhausen, Rena DeAngelo – “West Side Story”
Patrice Vermette, Zsuzsanna Sipos – “Dune”

MELHOR EDIÇÃO
Sarah Broshar e Michael Kahn – “West Side Story”
Úna Ní Dhonghaíle – “Belfast”
Andy Jurgensen – “Licorice Pizza”
Peter Sciberras – “The Power of the Dog”
Joe Walker – “Dune”

MELHOR FIGURINO
Jenny Beavan
– “Cruella”
Luis Sequeira – “Nightmare Alley”
Paul Tazewell – “West Side Story”
Jacqueline West, Robert Morgan – “Dune”
Janty Yates – “House of Gucci”

MELHOR CABELO E MAQUIAGEM
“Cruella”
“Dune”
“The Eyes of Tammy Faye”
“House of Gucci”
“Nightmare Alley”

MELHORES EFEITOS VISUAIS
“Dune”
“The Matrix Resurrections”
“Nightmare Alley”
“No Time to Die”
“Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings”

MELHOR COMÉDIA

“Barb & Star Go to Vista Del Mar”
“Don’t Look Up”
“Free Guy”
“The French Dispatch”
“Licorice Pizza”

MELHOR ANIMAÇÃO
“Encanto”
“Flee”
“Luca”
“The Mitchells vs the Machines”
“Raya and the Last Dragon”

MELHOR FILME INTERNACIONAL
“A Hero”
“Drive My Car”
“Flee”
“The Hand of God”
“The Worst Person in the World”

MELHOR MÚSICA
Be Alive – “King Richard”
Dos Oruguitas – “Encanto”
Guns Go Bang – “The Harder They Fall”
Just Look Up – “Don’t Look Up”
No Time to Die – “No Time to Die”

MELHOR TRILHA SONORA
Nicholas Britell – “Don’t Look Up”
Jonny Greenwood – “The Power of the Dog”
Jonny Greenwood – Spencer”
Nathan Johnson – “Nightmare Alley”
Hans Zimmer – “Dune”

 

 

Por Vanderlei Tenorio

Militantes do PSOL realizam 2º Encontro Regional no Circuito das Águas Paulista

*Texto escrito com Vinicius Kassouf

No último sábado (11), militantes do PSOL das cidades paulistas de Amparo, Pedreira, Itapira e Mogi Guaçu realizaram um encontro em Pedreira, no intuito de levantar problemas e desafios em comum nas cidades, visando, sobretudo, estabelecer medidas e resoluções.

O encontro foi o segundo de uma articulação idealizada pelas lideranças regionais do PSOL, tendo o primeiro contado com a presença também de militantes das cidades de Mogi Mirim e de Jaguariúna. A ideia central da articulação inédita é construir um programa em comum para ações políticas de maior efetividade no Circuito das Águas Paulista e na Baixa Mogiana.

Dentre os principais pontos levantados no encontro, em razão da urgência do problema na região, a questão da crise hídrica é o que mais gerou discussões, questão delicada e crônica que ecoa em problemas de ordem nacional, como no caso da crise energética. Nessa perspectiva, também foi debatido o estabelecimento das barragens em Pedreira e em Duas Pontes.

Outro ponto levantado foi a questão de formação política aos militantes, resolvendo-se com um curso de formação sobre Plano Diretor a ser realizado ainda no final deste mês.

O próximo encontro ficou marcado para o dia 29/01/22, a ser realizado novamente em Pedreira, e contará também com um curso de formação política sobre crise hídrica. Em breve, mais informações.

 

Crise hídrica no interior de São Paulo:

Um levantamento do G1 aponta que pelo menos 16 cidades enfrentam falta de água por causa do clima seco no interior de São Paulo. Muitas adotaram esquema de racionamento para evitar um colapso ainda maior no sistema de abastecimento.

Um dos maiores reservatórios de água do interior do estado está secando. A represa de Itupararanga, na região de Sorocaba, que abastece mais de 1 milhão de pessoas, nunca esteve como agora: só com 22% da capacidade.

“As chuvas foram abaixo dos 40% da média histórica que a gente normalmente tem para essa região. Então, fez com que a represa chegasse ao início do período de estiagem em abril com um volume muito baixo, e isso só foi diminuindo de lá para cá”, explicou André Cordeiro, do Comitê das Bacias Hidrográficas do Rio Sorocaba e do Médio Tietê em entrevista ao G1.

Segundo André Cordeiro, essa é a pior crise hídrica no estado de São Paulo nos últimos 90 anos, e a falta d’água já afeta a vida de mais de dois milhões de moradores. Em muitas cidades, os sistemas de abastecimento entraram em colapso. Rios e represas estão desaparecendo. Toda uma área que deveria estar cheia de água, hoje está vazia. Guardas municipais estão indo de casa em casa para alertar os moradores, e quem desperdiçar água será multado em R$ 600.

Os especialistas reforçam que a situação é complexa. De um lado há a diminuição do regime de chuvas, que leva à seca e às dificuldades, principalmente para a população rural. Por outro, também são registradas chuvas muito intensas e concentradas em uma pequena área, que ameaçam parte da população urbana que vive em áreas de risco, sujeitas a alagamentos e deslizamentos de terra.

 


Por Redação