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Golpe do sósia usa reconhecimento facial para tentar assumir identidade de vítimas

por | 8 set, 2026

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Uma nova modalidade de fraude está explorando justamente uma tecnologia criada para reforçar a segurança: o reconhecimento facial. Batizado de “golpe do sósia”, o esquema utiliza ferramentas de comparação de rostos para encontrar pessoas fisicamente semelhantes aos criminosos e tentar usar seus dados em processos de validação de identidade.

A fraude foi identificada pela inteligência analítica da Serasa Experian e consta no Mapa da Fraude referente ao primeiro semestre de 2026. A estratégia pode ser utilizada em situações como abertura de contas, cadastros e outros procedimentos que dependem de autenticação biométrica.

Diferentemente de golpes tradicionais, nos quais o criminoso parte dos dados de uma vítima específica, o esquema começa pelo próprio rosto do fraudador. Sistemas de comparação facial são usados para localizar pessoas com características semelhantes. Depois, os criminosos tentam obter ou utilizar dados da identidade escolhida para superar a verificação biométrica.

Para a Serasa Experian, o caso mostra que a biometria facial, quando utilizada isoladamente, pode não ser suficiente para impedir fraudes.

A empresa recomenda que instituições combinem o reconhecimento facial com outras ferramentas, como prova de vida, validação de documentos, conferência de dados cadastrais, análise do aparelho utilizado, comportamento durante a operação e identificação de padrões suspeitos.

Milhões de tentativas bloqueadas

Segundo o levantamento, sistemas antifraude da Serasa Experian impediram 2,86 milhões de tentativas de fraude de identidade entre janeiro e junho de 2026. O número representa alta de 32,9% em relação ao primeiro semestre do ano anterior.

A estimativa da empresa é que as tentativas bloqueadas poderiam ter causado prejuízo de R$ 3,77 bilhões. O levantamento aponta ainda uma ocorrência de alto risco identificada a cada 5,5 segundos.

Cuidados para evitar golpes

A orientação aos consumidores é restringir o compartilhamento de fotos, documentos e informações biométricas. Selfies segurando documentos não devem ser publicadas em redes sociais ou enviadas a desconhecidos.

Também é recomendado utilizar dados pessoais somente em sites e aplicativos oficiais, manter celular e aplicativos atualizados, adotar senhas fortes e autenticação em dois fatores e desconfiar de solicitações inesperadas de reconhecimento facial recebidas por links, mensagens, e-mails ou códigos QR.

Outra medida é acompanhar regularmente a situação do CPF e procurar diretamente os canais oficiais de bancos e empresas ao identificar movimentações ou solicitações desconhecidas.

A principal recomendação para empresas é evitar que uma única informação seja suficiente para validar uma identidade. A análise conjunta de diferentes sinais pode revelar inconsistências mesmo quando o rosto apresentado tem grande semelhança com o de uma pessoa real.

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