Nem sempre a ansiedade se manifesta por meio de crises ou sintomas intensos. Em algumas situações, ela pode estar associada a comportamentos repetitivos que parecem comuns na rotina, mas que funcionam como uma maneira de aliviar tensão ou lidar com desconfortos emocionais.
Estudos citados pelo site YourTango apontam alguns desses comportamentos e destacam que, isoladamente, eles não significam necessariamente que uma pessoa tenha um transtorno de ansiedade. A frequência, a intensidade e o impacto na rotina são fatores importantes para avaliar quando é necessário buscar orientação profissional.
Veja seis hábitos que podem estar relacionados a níveis elevados de ansiedade:
1. Mexer constantemente no cabelo
Brincar com os fios, tocar o couro cabeludo ou manter as mãos ocupadas com o cabelo pode proporcionar uma sensação momentânea de alívio diante de situações de tensão. O comportamento merece atenção quando se torna frequente ou envolve arrancar os fios e dificuldade para interrompê-lo.
2. Usar o banheiro repetidamente
Situações de estresse podem influenciar o funcionamento do sistema urinário. Uma pesquisa publicada em 2021 identificou associação entre estresse psicológico crônico e maior urgência urinária, mostrando que alterações emocionais também podem repercutir no organismo.
3. Verificar várias vezes se algo foi feito
Conferir repetidamente portas, eletrodomésticos ou outras tarefas pode estar relacionado à insegurança sobre ter realizado determinada ação. Segundo estudos citados na reportagem, a repetição das checagens pode até aumentar a dúvida em vez de proporcionar mais confiança na própria memória.
4. Chegar muito antes do horário
Para algumas pessoas, chegar com bastante antecedência é uma maneira de reduzir o medo de imprevistos. A preocupação com trânsito, atrasos ou situações inesperadas pode levar a uma necessidade maior de controlar o tempo.
Uma pesquisa de 2020, realizada com 533 universitários, encontrou relação entre dificuldade em lidar com situações incertas, ansiedade social e pensamentos excessivos.
5. Roer as unhas
O hábito pode surgir como resposta a estresse, tensão ou desconforto. Embora seja comum, a repetição constante pode provocar lesões nas unhas e na pele ao redor, especialmente quando a pessoa não consegue controlar o comportamento.
6. Morder os lábios
Assim como roer as unhas, morder os lábios pode funcionar como uma resposta repetitiva diante de tensão ou emoções desagradáveis. Quando o comportamento passa a causar ferimentos ou se torna difícil de interromper, é recomendável observar a frequência e procurar avaliação especializada, se necessário.
Identificar esses sinais não significa fazer um diagnóstico por conta própria. Hábitos repetitivos podem ter diferentes causas e também ocorrer em pessoas que não apresentam transtornos de ansiedade. Caso estejam interferindo na rotina ou provocando sofrimento, a avaliação de um profissional de saúde pode ajudar a compreender a origem do comportamento e definir formas adequadas de tratamento.







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