O candidato ao Senado Arthur Lira (PP), integrante da chapa de João Henrique Caldas (PSDB), acionou o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) contra peças de uma campanha promovida pelo movimento “Nós, Alagoanas”, voltada à conscientização do eleitorado sobre candidatos acusados de violência contra mulheres.
Entre os materiais questionados estão um inflável instalado na orla de Maceió e inserções de televisão com as mensagens “Basta de agressores” e “É horrível isso”. A ação também contesta uma peça com a frase “Se você é jovem, diga não a Arthur Lira”.
O movimento afirma que a campanha não cita diretamente o nome de Lira nas peças relacionadas à violência contra mulheres. Já o candidato busca a retirada dos materiais por meio da Justiça Eleitoral.
A controvérsia ocorre em meio à retomada, no debate eleitoral, de episódios envolvendo a vida pessoal e judicial de Lira. Em 2006, sua então esposa, Jullyene Lins, registrou boletim de ocorrência relatando agressões e outros episódios de violência durante o período em que esteve casada com o parlamentar.
Na época, exame de corpo de delito registrou lesões e contusões em Jullyene. O caso resultou em denúncia da Procuradoria-Geral da República por lesão corporal e ameaça. Em 2015, porém, Lira foi absolvido pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal.
Posteriormente, Jullyene afirmou, em entrevista à imprensa, que teria sofrido pressões para modificar seu depoimento. As declarações passaram a integrar o debate público em torno do caso.
A ação apresentada ao TRE-AL envolve, portanto, a retirada das peças da campanha “Nós, Alagoanas” e ocorre em meio à disputa eleitoral de 2026. A decisão sobre a permanência ou retirada dos materiais caberá à Justiça Eleitoral.







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