A crise urbana e ambiental enfrentada por Alagoas esteve entre os principais temas apresentados pelo arquiteto, urbanista e professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Professor Dilson, ao longo da campanha para deputado estadual, cargo ao qual concorre pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
Com trajetória ligada à pesquisa e à atuação técnica, o candidato levou para o debate eleitoral questões relacionadas ao planejamento das cidades, preservação ambiental, mobilidade, habitação e ocupação do território.
Entre os assuntos de maior destaque está o impacto provocado pela mineração da Braskem em Maceió. Ao longo dos últimos anos, Dilson participou de estudos e discussões envolvendo a subsidência e a movimentação do solo, além de questões relacionadas aos Flexais, reassentamentos e consequências sociais, ambientais e urbanísticas provocadas pelo desastre.
O professor também colaborou tecnicamente com a Defensoria Pública de Alagoas e participou de debates no Congresso Nacional relacionados ao caso Braskem, incluindo discussões e oitivas realizadas no âmbito da CPI que investigou o episódio.
Recuperação de rios e proteção das águas
A preservação dos recursos hídricos aparece como outro ponto recorrente na agenda apresentada por Dilson. Rios, riachos, lagoas, nascentes, aquíferos, saneamento e drenagem urbana são tratados pelo candidato como elementos que precisam ser considerados de forma integrada no planejamento das cidades.
Entre os exemplos citados estão o Vale do Reginaldo e o Riacho Salgadinho, cuja recuperação, segundo a proposta apresentada, deve considerar a dinâmica de toda a bacia hidrográfica, evitando ações isoladas que não enfrentem as causas dos problemas ambientais.
A agenda ambiental inclui ainda políticas de arborização, gestão de resíduos sólidos, enfrentamento às mudanças climáticas, preservação das restingas, combate à erosão e medidas de proteção da faixa costeira.
Mobilidade, moradia e planejamento urbano
As propostas apresentadas durante a campanha também abrangem a maneira como a população se desloca e ocupa os espaços urbanos. Entre os temas estão a melhoria do transporte coletivo, integração entre municípios da região metropolitana, incentivo à mobilidade ativa e ampliação de estruturas destinadas a ciclistas.
Na área habitacional, Dilson defende políticas voltadas à habitação de interesse social e o aproveitamento de imóveis que atualmente estejam subutilizados, associando essas medidas a um planejamento urbano capaz de reduzir problemas relacionados à expansão desordenada das cidades.
O candidato também participou de discussões envolvendo Planos Diretores, verticalização, expansão do mercado imobiliário, áreas verdes e preservação do patrimônio, além de questões relacionadas ao armazenamento de ácido sulfúrico no Porto de Maceió.
Conhecimento técnico no debate político
Ao longo da campanha, Dilson procurou reunir temas ambientais e urbanos em uma mesma discussão, defendendo que decisões sobre crescimento das cidades, ocupação territorial, infraestrutura e preservação ambiental sejam acompanhadas de estudos técnicos e científicos.
A síntese dessa posição aparece em uma frase utilizada pelo professor durante o período eleitoral:
“Os urbanistas precisam entrar na política. Porque, se os urbanistas não fizerem política, os políticos farão urbanismo.”
A ideia apresentada por Dilson é que decisões sobre onde construir, como organizar o território, garantir moradia, estruturar a mobilidade e proteger os recursos naturais também fazem parte das escolhas políticas que definem o desenvolvimento de Alagoas.
No encerramento da campanha, o candidato mantém como eixo de sua proposta a aproximação entre conhecimento técnico, planejamento urbano e formulação de políticas públicas voltadas aos desafios ambientais e sociais enfrentados pelos municípios alagoanos.







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