A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi reeleita neste domingo (4) e alcançou uma marca inédita nas eleições para a Câmara dos Deputados. Com mais de 1,5 milhão de votos durante a apuração em São Paulo, a parlamentar passou a ter a maior votação já registrada por uma mulher na disputa por uma vaga na Casa.
O resultado supera o recorde que pertencia a Joice Hasselmann, que recebeu 1.078.666 votos nas eleições de 2018. A marca foi ultrapassada por Erika ainda durante a apuração das urnas em São Paulo.
Além de estabelecer o novo recorde feminino, Erika também terminou entre os candidatos mais votados do estado. Na apuração paulista, ficou atrás de Lucas Pavanato (PL), que também alcançou uma votação superior a 2,7 milhões de votos.
O desempenho representa um crescimento expressivo em relação à eleição de 2022. Naquele ano, Erika conquistou seu primeiro mandato federal com 256.903 votos. Quatro anos depois, a votação mais que quintuplicou.
Trajetória política
Antes de chegar ao Congresso Nacional, Erika Hilton foi eleita vereadora de São Paulo em 2020. Na ocasião, recebeu 50.508 votos e se tornou a mulher mais votada daquela eleição para a Câmara Municipal paulistana.
Em 2022, conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados e passou a integrar uma legislatura que marcou sua entrada no cenário político nacional. A parlamentar também ganhou destaque por sua atuação em pautas relacionadas aos direitos humanos, às mulheres e à população LGBTQIA+.
A reeleição em 2026 amplia a presença de Erika no Congresso e consolida uma trajetória eleitoral marcada pelo crescimento de sua votação desde a chegada à política institucional.
A apuração dos votos ainda sofreu atualizações ao longo da noite deste domingo, mas o recorde feminino já havia sido confirmado com a superação da marca anterior.







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