O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou nessa terça-feira (6) a proposta que prevê o fim da escala 6×1 e defendeu como alternativa um modelo em que o trabalhador possa escolher a própria jornada e receba de acordo com o número de horas trabalhadas.
A declaração foi dada durante agenda política, em meio ao início das discussões no Senado sobre a proposta que reduz a jornada semanal e garante dois dias de descanso.
Flávio afirmou que a ideia defendida por ele daria mais liberdade para o trabalhador definir seus horários. “Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais. Quem quer trabalhar menos vai trabalhar menos”, declarou.
O modelo está previsto na PEC 12/2026, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio. O candidato é um dos signatários da proposta.
Pelo texto, o trabalhador poderia optar pelo regime tradicional da CLT ou por uma modalidade de contratação baseada nas horas efetivamente trabalhadas. Nesse segundo formato, a remuneração seria proporcional à jornada, assim como alguns direitos trabalhistas.
A proposta em discussão para acabar com a escala 6×1 segue caminho diferente. O texto prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, dois dias de descanso por semana e manutenção do salário. A matéria começou a ser debatida no Senado nesta semana.
Flávio também classificou a discussão sobre o fim da 6×1 como oportunista e questionou o momento em que o tema passou a avançar no Congresso. A proposta, no entanto, já vinha sendo analisada antes do segundo turno e avançou na Câmara e na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
As duas propostas ainda estão em tramitação e não alteraram as regras atuais da jornada de trabalho no país.







0 comentários