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Elida Miranda lamenta saída da ALE e acusa Sílvio Camelo de quebrar acordo político

por | 8 out, 2026

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A deputada estadual Elida Miranda (PT) criticou a decisão do deputado Sílvio Camelo (PV) de interromper a licença e reassumir o mandato na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE).

A parlamentar, que ocupava a vaga desde 11 de agosto, afirmou ter sido surpreendida pela decisão e apontou quebra de um acordo político firmado no âmbito da Federação Brasil da Esperança, integrada por PT, PCdoB e PV.

“Não houve sequer reunião no âmbito da Federação para discussão do assunto. É uma quebra de acordo político dentro da federação”, declarou Elida, que disse ter recebido a informação na tarde de terça-feira (6), com confirmação nessa quarta-feira (7).

Camelo disputou a reeleição no último domingo (4), recebeu 29.398 votos e terminou como suplente. A federação elegeu três deputados estaduais: Teca Nelma, Ronaldo Medeiros e Marcos Barbosa, que conquistou a última vaga com 475 votos a mais que Camelo.

Na avaliação de Elida, o resultado eleitoral pode ter influenciado a decisão do parlamentar. Ela classificou a atitude como “desesperada” e afirmou que esperava outra postura diante do acordo político.

56 dias de mandato

Elida assumiu pela primeira vez uma cadeira na Assembleia Legislativa em 11 de agosto, após a licença de Sílvio Camelo. Segunda suplente da federação nas eleições de 2022, ela afirma que o compromisso era permanecer no cargo até 10 de dezembro.

Durante os 56 dias de atuação, a deputada apresentou propostas relacionadas à inclusão social, aos direitos das mulheres, à igualdade racial, à acessibilidade e à educação.

Entre as iniciativas estão projetos para criar a Política Estadual de Lavanderias Públicas e Comunitárias, ampliar cotas para negros, indígenas e quilombolas, garantir cardápios físicos em Braille em estabelecimentos comerciais e fortalecer a transparência na universalização das bibliotecas escolares.

A parlamentar também destacou ações voltadas ao combate ao trabalho infantil, à defesa das comunidades quilombolas, à participação feminina e à valorização da cultura afro-brasileira.

“Cumprimos todo o nosso mandato, com o compromisso que é característico da minha trajetória política”, afirmou.

Deputada teme retaliação política

Elida também demonstrou preocupação com os efeitos da decisão sobre a relação entre os partidos da federação. Segundo ela, o episódio pode enfraquecer a articulação política do grupo em um momento de mobilização para o segundo turno da eleição presidencial.

“Isso significa inclusive um estremecimento, uma fragilização em um momento em que a gente precisa unificar todos os esforços em torno da campanha do presidente Lula”, declarou.

A deputada ressaltou que sua manifestação não se limita a uma divergência pessoal, mas representa uma reação à ausência de discussão prévia entre os partidos envolvidos.

“Lamento profundamente esse cenário. Minha reação e manifestação é legítima, diante da quebra de acordo”, afirmou.

Elida ainda disse esperar que a exposição pública do caso não resulte em retaliações. “Espero que não haja perseguição à minha pessoa, nem aprofundamento da violência política de gênero, porque não é isso que o povo alagoano espera das pessoas públicas”, concluiu.

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