Cinco professores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) aparecem entre os pesquisadores mais influentes do mundo na atualização de 2026 do ranking Stanford/Elsevier. A classificação considera indicadores de impacto científico, incluindo citações recebidas por trabalhos acadêmicos.
Os docentes reconhecidos são Richard Ladle, Lucas Meili, Edeildo Ferreira da Silva Júnior, Glauber Tomaz Silva e Patrícia Muniz de Medeiros. Todos já haviam figurado na lista divulgada em 2024.
O levantamento utiliza dados da plataforma Scopus e considera fatores como o número de citações, a participação dos pesquisadores nas publicações e o impacto dos estudos em suas respectivas áreas.
Pesquisas em diferentes áreas
Os cinco professores desenvolvem trabalhos em áreas distintas do conhecimento.
Richard Ladle, do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS), pesquisa Ecologia, Biogeografia e Conservação da Biodiversidade. Ele coordena o Laboratório de Conservação do Século 21 (Lacos 21) e ocupa a 60.175ª posição na classificação geral por pontuação composta sem autocitações.
Lucas Meili, do Centro de Tecnologia (Ctec), atua nas áreas de Engenharia Química e Ambiental, com estudos sobre tratamento de água e efluentes, remoção de contaminantes e desenvolvimento de novos materiais.
Já Edeildo Ferreira da Silva Júnior concentra suas pesquisas em Química Medicinal, especialmente no desenvolvimento de substâncias com potencial ação antiviral contra doenças como dengue, zika e chikungunya. Ele alcançou a 1.138ª posição entre 120.621 pesquisadores das áreas de Química Medicinal e Biomolecular.
Glauber Tomaz Silva, do Instituto de Física (IF), pesquisa acustofluídica, área que estuda a interação entre ondas sonoras e fluidos. Na classificação de sua subárea, Acústica, ocupa a 684ª posição.
Patrícia Muniz de Medeiros, vinculada ao Centro de Engenharias e Ciências Agrárias (Ceca), desenvolve estudos em Etnobotânica, Ecologia Humana e Etnoecologia, investigando as relações entre comunidades humanas e recursos naturais. Ela também recebeu o prêmio Para Mulheres na Ciência, em 2019, e o reconhecimento internacional Rising Talents, em 2020.
Reconhecimento da ciência produzida em Alagoas
Para os pesquisadores, a presença no ranking representa o reconhecimento da produção científica desenvolvida na universidade pública e do trabalho coletivo de professores, estudantes e colaboradores.
Lucas Meili destacou que a classificação serve de incentivo para continuar produzindo conhecimento e formando novos cientistas.
“Esse reconhecimento mostra que é possível fazer ciência relevante internacionalmente a partir de Alagoas, mesmo com os desafios que enfrentamos todos os dias”, afirmou.
A edição de 2026 apresenta classificações baseadas tanto no impacto acumulado ao longo da carreira quanto nas citações recebidas em 2025. Richard Ladle, Glauber Tomaz Silva e Patrícia Muniz de Medeiros também aparecem na lista que considera a trajetória científica completa.
O resultado evidencia a diversidade da pesquisa realizada na Ufal, com contribuições para a conservação ambiental, a saúde, o desenvolvimento de tecnologias e a compreensão de fenômenos físicos.







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