Em outubro passado, quando diminuiu o número de casos ativos e a taxa de ocupação de leitos pela doença, o governo do Estado reduziu o número de leitos de UTI para Covid-19. Foi encerrado também o atendimento no Hospital de Campanha Dr. Celso Tavares, instalado no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, no bairro Jaraguá, em Maceió.
Quatro meses depois, com o retorno feroz do novo coronavírus, a população vê o avanço da Covid, e se depara com a falta de leitos para ser atendida.
Dos 871 leitos destinados ao tratamento de pessoas com a doença, 271 são de UTI. Só que boa parte deles é de hospitais privados, com os quais a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) encerrou contratos em outubro.

Em março do ano passado, quando Alagoas tinha só um caso de Covid, Renan Filho contratou 105 leitos no Veredas. Foto: Agência Alagoas
O Hospital Veredas, antigo Hospital do Açúcar, é um dos que está sem contrato e, portanto, sem receber pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamento de Covid. Com o fim da contratualização, o Veredas está em dificuldades e sem pagar salários dos funcionários há três meses.
Sem pagamento, muitos médicos estão deixando o hospital.
Credores do Veredas reclamam que, depois que o governo do estado encerrou o contrato para leitos de Covid-19, os pagamentos estão em atraso.
O governo mantinha contratos com os hospitais Sanatório, Veredas, Santo Antonio e Santa Casa, para garantir atendimento e leitos de enfermaria e UTI. Desses, só o Sanatório continua contratualizado.
Mas, segundo a Sesau, com o recrudescimento do coronavírus o estado vai contratar novamente os hospitais privados.
É possível também que, com o crescimento dos números relacionados à pandemia, a estrutura do Hospital de Campanha, que está em “stand by”, volte a ser reativada.
O 082noticias entrou em contato com a assessoria da Secretaria de Estado da Saúde, mas não teve retorno até o momento da publicação.






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