
Foto: Rogerio Maranhão. Acervo: Família Leite
2ª. Parte – “ Alagoas Terra da Liberdade”.
Restinga do Pontal da Barra
(*) Eleonora Duse Leite é funcionária pública e graduanda em comunicação @duse Leite
Dizem que coisa quando é boa merece ser repetida…
Em 20 de novembro de 2001, mais uma vez, Alagoas se veste de Zumbi e homenageia seu herói. Desta vez na Restinga do Pontal da Barra, local onde sediava a Marinha do Brasil, secção Alagoas.
Sob um sol escaldante de quase 40°, homens arregaçavam as mangas e mãos a obra, vamos trabalhar.
Repetindo como no ano anterior, “Alagoas Terra da Liberdade”, Restinga do Pontal da Barra, recebeu o tratamento e desenvoltura da mesma equipe. A Restinga do Pontal, está situada na área de preservação ambiental, sendo assim, mereceu um atendimento mais intenso. Possui uma biografia peculiar com fauna e flora diversificada.

Foto: Rogério Maranhão. Acervo: Família Leite.
Força, foi a palavra chave daquele momento. Com o conceito, Canais e Lagoas de Otávio Brandão (1916), o projeto foi criando vida. Construções elaboradas, localização sendo avaliada, e a sempre preocupação da preservação do ambiente. Um verdadeiro escarcéu estava formado para se terminar na data prevista. Era um trabalho de todos, um conjunto de todos e somente um pensamento, colocar em prática o que havia sido proposto.
Existiam vários pontos a serem trabalhados: Porta de Alagoas, palco Canais e Lagoas, trapiche do quilombo, espelho das águas, quiosque duas barras, cabana Alto do Cadoz, casa de farinha Riacho Doce, passagem Massaió, varanda Porto do Francês, jardim da Restinga, tejupaba lagunar, Porto Lagoa Norte, caiçaras da Massagueira e Catolé, baixio do massapé, wcs , posto de informação, roda dos brincantes, tipiri do artesão, Restinga do Pontal da Barra. Tudo feito com esmero, de uma forma perfeita. E no caminhar, houve a dificuldade de fazer uma ponte de 110 metros de comprimento, interligando os ambientes Cenográfico: lagunar e marítimo. A área total reservada tinha 10 mil metros quadrados, muito espaço e vários pontos a serem preenchidos, mas no final das contas, tudo resolvido e a ponte feita com total sucesso e segurança.

Foto: Rogério Maranhão. Acervo: Família Leite.
E aí o grande dia… Finalmente o dia 20 de novembro de 2001 havia chegado. Dezenas de atores, bailarinos, gente da terra, representariam de forma exuberante seus papéis, e víamos em cada rosto a felicidade de consagrar mais uma vez o seu herói. E junto a isso, com consciência de que todos tínhamos um reflexão a apontar, a discriminação tão existente e aberradamente exposta no país, e que já devia ter sido banida por sabermos ser um país tão misturado em etnias e diversidades outras. Sem sombra de dúvidas, Alagoas deu essa conotação, homenageando através do Governo do Estado, o líder Zumbi dos Palmares, que morreu como herói de uma razão elevada: a liberdade de um povo.
O Dia Nacional da Consciência Negra, põe em evidência e um ponto de partida a referência de um dia de luta, não de tristeza, mas como forma de lembrança entre todos, porque somos iguais em direito e deveres.

Gustavo Leite . Foto Rogério Maranhão. Acervo: Família Leite
As portas foram abertas ao público às 16 horas e a abertura oficial deu- se às 17 horas com a presença do governador Ronaldo Lessa, demais autoridade e convidados. Às 19 horas aconteceu o espetáculo “Terra da Liberdade”, e seu enceramento às 21 horas com música e poesia em louvor a paz mundial.
Não resta a menor dúvida que o projeto Alagoas Terra da Liberdade, “Quilombo dos Palmares “ e “Restinga do Pontal da Barra”, foram um dos maiores e assertivos projetos feitos acontecidos e executados nos últimos vinte anos no Estado de Alagoas, com o apoio do governo do Estado.
Acreditamos que as pessoas que desfrutaram do momento saberão confirmar o que falamos.
Viva Zumbi. Viva a Liberdade.

Foto: Rogério Maranhão. Acervo: Família Leite







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