O Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) realiza audiência pública no próximo dia 3 de maio, às 9h, para discutir e apresentar o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) referente às demolições e outras atividades de apoio a serem desenvolvidas nas áreas atingidas pelo crime da Braskem.
Para a professora da rede pública de Maceió, Neirevane Nunes, uma das vítimas da maior tragédia socioambiental numa área urbana em andamento no mundo – o afundamento do solo em cinco bairros de Maceió por conta da mineração de sal-gema –, o órgão ambiental chegou tarde demais. “Por que o IMA chama, somente agora, a sociedade para uma audiência pública sobre as ações relacionadas à Braskem, e não fez isso antes durante anos de exploração de sal-gema?”, questiona.
Ela defende que o IMA deveria ter sido atuante no período de mais de quatro décadas em que a Braskem fazia a exploração de sal-gema sem seguir os padrões de segurança nas 35 minas, porém, com as licenças ambientais “em dia”.
A docente também critica a ausência do Instituto do Meio Ambiente nas audiências públicas já realizadas para discutir o caso Braskem, e nos quatro dias de escuta pública, no último mês de março, sobre o diagnóstico elaborado pela consultoria Diagonal, “especialmente no terceiro dia, no qual foi discutido o eixo sobre meio ambiente”.
Moradora de Bebedouro, ela ainda pergunta por que o órgão, até hoje, não enviou um representante para a cadeira que possui no Comitê Gestor de Danos Extrapatrimoniais do Ministério Público Federal (MPF). “Se o IMA não tivesse sido omisso, conivente e negligente no seu papel de fiscalização e de licenciamento ambiental em relação à exploração de sal-gema pela Braskem, muitos problemas teriam sido evitados. E não estaríamos nessa situação!”, indigna-se.
Ao 082 Notícias, ela confirmou presença na audiência o dia 3. “Nós iremos participar, presencialmente, e esperamos que o IMA, finalmente, encare a sociedade alagoana, que vê com reprovação a sua postura diante do maior crime socioambiental em área urbana no mundo que está em curso em Maceió, e que está debaixo dos seus olhos há anos!”, afirma a professora Neirevane Nunes.
Audiência
No edital de convocação, o IMA informa que a audiência pública ocorrerá no dia 3 de maio de 2023, às 9h, em formato híbrido: de modo remoto (acesso via link https://audienciaspublicas.org/licenciamentoambiental) e presencial – comparecimento ao auditório da Casa da Indústria, no barro do Farol.
Os interessados devem se inscrever até o dia da audiência, acessando o link https://audienciaspublicas.org/licenciamentoambiental. Caso seja esgotada a capacidade do auditório da Casa da Industria, a participação será assegurada de modo virtual (on-line).
O RIMA permanecerá disponível para consulta pública e contribuições até o dia 18/05/2023, na página eletrônica do Instituto de Meio Ambiente de Alagoas – IMA (https://www2.ima.al.gov.br/relatorios-de-impacto-ambiental-rima/) e também a via física na sede do IMA/AL, localizado na Av. Fernandes Lima, 679 – 2º andar – Sala 221 – Farol, Maceió – AL, 57057-450.








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